Notas iniciais
Olá meus amores! Capítulo novo, bem cedinho, tem só um pouquinho de feelz... Tem Chara sendo estranhamente útil... Tem mais pistas... Depois deste capítulo, entramos em um arco muito importante para a história em geral. Não sei se vocês viram, mas estamos com capa nova, a fanart dela foi um presente da leitora Gretha Diegues (Sapphire-Meow no Spirit) e eu transformei em capa, ficou linda e eu estou babando, eu amo vocês, meus leitores lindos, vocês me enchem de DETERMINAÇÃO!

Ela se aproximou cada vez mais, quando ela estava quase ao meu lado, e eu pensei que seria o meu fim, ela pegou algo, eu abafei um gritinho, mas quando abri os olhos, ela tinha pego o monstrinho amarelo, ela o colocou de volta, olhou ao redor, para ver se me encontrava, e aparentemente desistiu, indo embora.

“Ufa, essa foi por pouco... Estamos salvas, pelo menos por enquanto.”

Reuni forças para me levantar e sair daquele lugar, eu precisava achar agua limpa. Conforme seguia, encontrei Woshua que ficou feliz em me limpar, ele fez um ótimo trabalho, eu usei uma camiseta para fazer curativos em meus cortes, e segui em frente. Depois que recuperei minhas energias, eu salvei, senti que salvaria muitas e muitas vezes aqui.

Continuei até que cheguei em um corredor onde tinha um telescópio, decidi olhar, mas eu não enxergava nada, só via uma grande mancha vermelha. Quando tirei o meu olho do telescópio, Chara começou a rir convulsivamente. Eu fiquei sem entender o que estava acontecendo, então ela me apontou para a água, onde quando vi meu reflexo, vi que tinha uma enorme mancha rosa em meu olho, como se eu tivesse tomado um soco, só que rosa, não aguentei e caí também na risada, ficamos Chara e eu rindo por alguns minutos, ela nem parecia uma psicopata que queria que todos morressem. Aquela cena me lembrou do Sans, mas não sei por qual motivo.

Depois de lavar o meu rosto, eu segui caminho, quando recebi uma ligação de Papyrus novamente, eu não queria atender, eu estava um pouco, digamos, magoada com ele, apesar de não culpá-lo. Acabei cedendo e atendendo.

— Olá! Aqui é o Papyrus! Lembra quando eu te perguntei sobre a sua roupa?

— Uhum...

— Bem, a amiga que queria saber... a opinião dela sobre você, é meio que bastante assassina. Não se preocupe, você é minha amiga e eu nunca te trairia. Você disse que tinha trocado de roupa, então eu disse para ela que você estava usando a camiseta listrada roxa.

Na hora eu percebi a merda que havia me colocado.

“Desculpe.”

Disse Chara.

— Foi doloroso contar uma mentira assim para ela, mas assim ela não vai te atacar. Assim você fica sã e salva. Isso é difícil... eu só quero ser amigo de todo mundo.

Por um momento eu quis gritar, que eu estava toda ferida, que não estava nada salva, mas ele não tinha culpa, ele só queria continuar meu amigo.

— Tudo bem Papyrus... você fez bem... obrigada.

— Espero que fique bem, nos falamos mais tarde, ok?

— Sim.

E ele desligou.

Segui meu caminho, onde encontrei um corredor, cheio de flores eco, e onde as pedras brilhantes que ficavam no teto da caverna, pareciam brilhar ainda mais. Conforme eu passava pelas flores, eu pude escutar, o que parecia ser uma conversa.

Fale pequena

Eu queria te falar uma coisa

Nossa! Eu nunca tinha escutado a sua voz.

Ela é estranha?

Não! De maneira nenhuma, ela é bonita.

Não fala assim, eu fico envergonhada... Eu acho que superei o trauma, e por isso voltei a falar...

Isso é uma boa coisa, mas diga, o que você queria?

Eu queria dizer isso sob as estrelas da superfície, mas não sei quanto tempo isso vai levar... Então quero dizer sob essas estrelas encravadas nessas pedras...

O que você quer dizer?

Eu acho que te amo...

C-Como assim? Me ama?

Sim! Eu te amo, esses anos que passamos nos conhecendo, me fez sentir algo muito especial. Eu só queria dizer isso... Você tem me dado motivos pra continuar essa jornada.

Eu achava que era o único que tinha desenvolvido sentimentos nesses anos... Eu nunca disse nada, pois pensei que você só me via como uma grande amigo, só mais um dos maravilhosos amigos que você tem feito por aqui.

Você nunca foi só mais um... você é o mais importante...

Er... eu também te amo minha pequena.

Quando cheguei ao final do corredor, percebi que meu rosto estava molhado, que eu tinha um enorme nó na garganta, eu estava chorando, aquela conversa mexeu tanto comigo, que eu mal conseguia entender, Chara estava ao meu lado em silêncio, e eu agradeci mentalmente por ela se manter em silêncio. Me perguntei se um dia eu teria coragem de me declarar assim para o Sans, mesmo que ele nunca me corresponda, mas eu tiraria isso das minhas costas, eu só iria implorar para não perder sua amizade, já foi horrível o suficiente os dias em que ele me evitou. Se eu sobrevivesse depois de quebrar a barreira, eu iria procurá-lo e falar com ele.

O caminho tinha uma bifurcação, um lado continuava escuro, para o outro eu escutava o barulho de água, segui nessa direção.

Sai em um grande lago, onde conheci o Onionsman, que me guiou por todo o caminho até o final da grande piscina, eu vi que a maioria dos monstros poderia ser amigável comigo, se eu demonstrasse gentileza, e eu o faria sempre.

Depois de sair da piscina encontrei uma Shyren, com a qual eu cantei, ela ficou tão feliz com o dueto, que me deixou passar.

Logo acima achei um corredor, onde havia um piano. Fiquei com vontade de tocar, mas decidi seguir em frente. No corredor a frente encontrei uma estátua que estava sob uma espécie de chuva, o que era estranho, pois estávamos em uma caverna dentro do subterrâneo, andando mais ainda, achei um balde cheio de guarda-chuvas peguei um, mas antes que eu pudesse seguir adiante, Chara finalmente me interrompeu.

“Ei, por que você não leva esse guarda-chuva para a estátua?”

“Por que eu faria isso?”

“Ora descubra!”

Chara realmente estava muito estranha, ela parecia saber de tudo ali ao meu redor, parecia ter muito mais informação do que me revelava, bem desde que isso não me levasse diretamente para a morte, eu segui seus conselhos.

Voltei com o guarda-chuva e coloquei na estátua, alguns segundos depois, ela começou a emitir uma música, como se fosse uma caixinha de música, aquilo realmente era muito bonito, lembrei do piano e fui até lá para reproduzi-la, assim eu me lembraria daquela musiquinha para sempre.

Ao tocar no piano, uma passagem se abriu, eu movida pela curiosidade entrei, era uma pequena sala, que possuía um pequeno altar, onde tinha um artefato vermelho. Quando me aproximei para pegá-lo eu fui surpreendida por um pequeno cachorro peludo que passou por debaixo das minhas pernas, pegou o artefato e saiu correndo, deixando uma enorme bola de pelos brancos e fofos, que eu peguei, pois eles poderiam ser úteis para fazer curativos. Aproveitei e tirei uns lanches que tinha feito, e comecei a comer, acho que depois que minha dor amenizou, meu corpo percebeu o quanto eu estava faminta. Terminada a minha refeição, segui em frente, pegando mais um guarda-chuva, onde no ambiente seguinte, estava chovendo, as poças de água mostravam meu reflexo junto de Chara, estávamos sozinhas.

Alguns metros depois encontrei novamente o monstrinho amarelo, que ao me ver com guarda-chuva, se animou, acho que ele estava esperando a chuva passar.

“Ele parece legal, mas isso não muda o fato de que ele pode te entregar.”

“Eu sei Chara, mas não tenho motivos para não ser gentil com ele.”

“Eu o mataria, mas já que você insiste...”

“Nem tudo na vida se resume em matar.”

— Oi, poderia me dar uma carona no seu guarda-chuva?

Eu concordei com a cabeça e ele se juntou a mim. Ele me falou sobre o Rei, sobre Undyne, Chegamos em uma parte da Caverna, onde era possível ver a capital, era aquele caminho que eu teria que seguir. Ele me ajudou a subir em uma plataforma que levava à continuação do caminho, deixei ele com o guarda-chuva, e segui viagem.

Enquanto eu andava, decidi conversar um pouco com Chara.

“Chara? Por que você é assim?”

“Como assim?”

“Assim, querendo sempre matar todo mundo?”

“Ora, eu sou uma psicopata.”

“Sei que você não é só isso! Não existe ninguém que você ame?”

“Existiu, mas ele se foi por minha causa, ele se foi pois os humanos não merecem existir, ele se foi, pois não teve o apoio dos monstros, então tudo tem que desaparecer.”

“Sabia que havia um motivo para tudo isso, mas vingança não é a solução... Só quero que você saiba disso.”

Eu dei um sorriso sincero, ela ficou com uma cara espantada.

“Você é mesmo uma idiota, eu não estou fazendo isso por gostar de você, mas sim pois você me levará ao meu objetivo.”

“Mesmo assim, você tem me ajudado a me manter viva e calma, então, acredito que tenho que te agradecer.”

“Que seja... tanto faz...”

Seguimos até que entramos novamente em um lugar, cheio de pontes, parecia um verdadeiro labirinto de pontes, eu não me senti bem naquele lugar, aberto demais e não dava para fugir facilmente caso precisasse.

“Ei! Tome cuidado, não gosto desse lugar.”

Eu nem tive tempo de responder a Chara, vi umas luzes aparecerem no chão só tive tempo de me jogar para frente.

Chara já entrou em alerta, me orientando como deveria seguir, eu via no nível abaixo do qual eu estava, Undyne em sua armadura negra. Ela conjurava muitas lanças de uma só vez.

“Direita!”

E quase fui empalada, continuei correndo, me atentando onde deveria pisar, me atentando as luzes que surgiam atrás de mim, seguindo as orientações de Chara, fui atingida diversas vezes, cheguei a vários becos sem saída, mas não perdi minha determinação de ficar vida, eu não estava sozinha, eu sabia o que eu queria, eu não ia deixar Undyne me matar tão facilmente assim.

Depois de horas fugindo, minhas feridas antigas se abriram, e as novas sangravam muito, eu já estava me sentindo sem forças, quando cheguei a um último beco sem saída, quando fui retornar, dei de cara com Undyne, voltei para o final do corredor, ela vindo em passos lentos, ameaçadores.

“Isso não é um bom sinal.”

“Não mesmo.”

Ela se aproximou, me olhando nos olhos, e sem piedade nenhuma, conjurou muitas lanças que caíram do alto, quebrando aquela ponte de madeira.

Senti o meu chão sumir, e levei uns segundos para processar o que estava acontecendo. Eu estava caindo.

Senti a pancada com violência, senti meu corpo se molhar, não sabia se era água, ou se era meu sangue, devia ser meu sangue, pois me senti ficando cada vez mais fraca, cada vez mais engolida pela escuridão, antes de eu perder totalmente os sentidos, eu escutei algo.

“Parece que o som veio deste lugar. Você caiu né? Você está bem? Me deixe te ajudar a levantar... Chara? Meu nome é...”

A escuridão me engoliu completamente, me entreguei aliviada pois minhas dores diminuíram até desaparecer.

Notas finais
Então? O que acharam? Nem vai dar tempo de chorar nesse :3 As coisas estão começando a ficar mais claras... E a partir de agora... muitas coisas serão lembradas. Quero saber a reação linda de vocês, me digam, vou amar responder. Beijos da Tia Ly ♥