Undertale - True Reset

19 Lembranças Parte 1 – O início de tudo


Notas iniciais
Olá meus amores! Feriadão chegou *-* E como um bom dia especial, tem capítulo novo! ~comemora~ Bem, com esse capítulo, entramos em um novo arco (ou sub arco) onde muita coisa vai se explicar, e muita coisa vai ficar ainda mais intrigante. Esse sub-arco terá a duração de 8 capítulos. Esse capítulo tem poucos feelz... Mas tem muita explicação, a forma da narrativa mudou um pouco, pois se trata, como o nome diz, lembranças. Novamente gostaria de agradecer de coração, esse carinho todo que vocês me dão, vocês são demais ♥ Tia Ly ama vocês ♥ P.S.: Também tem extra no ponto de vista do Sans ♥

Escuro...

Eu escutava vozes ao fundo, parecia familiar, mas tão distante, cada vez mais baixo.

“Por favor... fique bem... ”

“Frisk... Não me deixe... lute... não se deixe vencer... ”

Eu vi um clarão, eu me senti sendo dilacerada, e composta novamente. Me sentia mais forte, mais viva.

Eu o vi no meio da escuridão, ele sorria para mim... me estendia a mão.

Eu corri, corri em sua direção, mas quanto mais eu corria, mais distante ele parecia estar. Até que senti algo me puxando para trás, e caí no meio da escuridão.

Eu revivi tudo, com tamanha clareza, meus pais doentes e morrendo, e o vilarejo onde eu viva, me expulsando, pois eu não poderia viver lá, já que não tinha família. Eu fui excluída, isolada, eu era apenas uma criança, eu entendia a atitude, sabia que eles não me queriam consumindo os recursos já limitados da vila. Eu jurei que nunca trataria ninguém como fui tratada. Eu fugi, corri, eu não suportava a falta que minha família me fazia. Eu queria dar um fim a tudo, antes que eu me tornasse como eles.

Eu estava com um peso em minha alma, era tanta dor, tanta tristeza, que eu só queria desaparecer, então, movida pelas lendas de quem subisse o monte Ebott nunca mais seria visto, eu subi, com todas as minhas forças, esperando o momento de desaparecer, mas eu continuava existindo, foi quando vi, uma grande cratera, a qual não dava para se ver o fundo.

Fiquei horas chorando ali, diante daquela enorme cratera, até que quando percebi eu estava caindo.

“Finalmente o Fim”, pensei, fechei meus olhos e esperei a morte.

Acordei em uma cama de flores, flores amarelas, eu me levantei, ferida da queda, eu le levantei aos poucos, quando fui surpreendida por uma flor amarela um tanto diferente. Ela me cumprimentou com um sorriso agradável e se apresentou, Flowey, eu achava muito estranho uma flor falar, conforme a flor foi falando, algo estranho aconteceu, do meu peito na altura do coração, surgiu uma luz, meu peito brilhava, brilhava em vermelho, em formato de coração. Era bonito.

Flowey continuou falando, enquanto conjurava pequenas bolinhas brancas, que brilhavam fracamente, ele as lançou em minha direção, e quando elas me atingiram, eu pude sentir toda a maldade dele atingindo a minha alma, se transformando em dor pelo meu corpo, caí de joelhos, olhando a luz que saia de mim, ficar mais fraca. Minha visão ficou turva, eu senti minha morte.

Então fui salva. Olhei para cima e vi um monstro, uma mulher, coberta por uma pelugem branca, alta, com pequenos chifres, e uma expressão suave. Ela usava um vestido em uma tonalidade entre o azul e o roxo, com uma estranha estampa na frente. Ela tinha olhos vermelhos, extremamente bondosos e uma voz calma e gentil, senti um calor me envolver e logo minhas feridas estavam curadas, bem como a luz de minha alma voltara a bilhar com força. Foi assim que eu conheci Toriel, o monstro que se tornaria minha mãe, futuramente.

Ela me conduziu através das ruínas, me ensinando como identificar e resolver os quebra-cabeças e as travas, enquanto me explicava o que era o subterrâneo. Conforme seguíamos, percebi que eu não conseguia falar, talvez pelo trauma da queda, ela percebendo isso, iniciou a me ensinar, explicando que os monstros sabiam naturalmente linguagens de sinais, e outras formas de comunicação silenciosas.

Nas ruínas eu conheci diversos monstros, Froggits que me atacavam, mas somente por não me conhecerem, um elogio, um sorriso amigável e até um abraço, já os faziam corar, e seguir seu caminho confortáveis com minha presença. Whimsums sempre surgiam das sombras, desconfiados e temerosos demais, sempre que eu tentava mostrar que não oferecia perigo, eles fugiam. Gestos gentis para os Looxs, aceitando refeições saudáveis dos Vegetoids, uma brincadeira de flerte com Moldsmal, e mostrar para os Misgosp que eu não oferecia risco para ninguém, assim eu podia vê-lo dançar alegremente, todas maneiras fáceis de se evitar a violência.

A maioria dos monstros que me atacaram, faziam por estar curiosos ou com medo de mim, mas rapidamente mudavam de ideia e me deixavam ir, quando eu demonstrava bondade. O Monstro mais interessante que encontrei foi um tímido e triste fantasma, ele tinha uma fala gentil, que cada vez que eu dizia uma piada, ou simplesmente lhe dava um sorriso amigável, ele aparentava melhor. Napstablook, fiquei muito feliz depois deste encontro.

Comprei alguns donuts das aranhas e terminei o meu percurso para a pequena casa. A casa de Toriel. Ela me mostrou como era a casa por dentro, fez uma torta para mim de canela e baunilha, me mostrou um quarto, onde eu tinha uma cama, explorando a casa, vi que eu estava toda suja e ferida, a única coisa que eu reconhecia como meu, eram meus pequenos olhos verdes.

Eu fiquei com Toriel nas Ruínas por 5 anos, ouvindo histórias, comendo torta, estudando, ela me arrumou roupas novas. Explorei a casa e encontrei livros, livros que contavam histórias, a história dos humanos e monstros, como eles já viveram juntos na superfície, a guerra e a criação da barreira. Conforme eu lia, ele se tornou levemente familiar, eu senti que já tinha ouvido essa história, lentamente me lembrei, que minha mãe humana me contava essa história. Que seus antepassados tentaram ajudar os Monstros na guerra, e por isso minha família não era bem vista pelos humanos, o que podia explicar a minha expulsão da vila.

Depois de um tempo, depois de passar 5 anos com Toriel, a quem eu já chamava de mãe, eu senti que era a hora de fazer alguma coisa, que era a hora de eu descobrir como quebrar a barreira, que era a hora de libertar todo mundo.

Toriel quando ficou sabendo de minha decisão, não ficou feliz, muito menos com a minha insistência, ela não sabia de minhas reais intenções, ela só sabia que eu queria voltar para a Superfície. Ela me fez lutar contra ela, sua magia, no entanto, era muito mais poderosa do que a de qualquer monstro que eu já tivesse enfrentado. Depois de tentar desviar das chamas, foi quando eu morri pela primeira vez. Eu vi sua expressão de culpa, terror, eu sabia que ela não queria me machucar, eu a via chorar enquanto caía no vazio. Foi quando eu o senti pela primeira vez.

Eu me encontrava no vazio, flutuando. Eu não queria morrer, percebi que o quanto mais eu repetia isso para mim, mais uma luz dourada surgia do meu peito, diferente da luz vermelha que representava minha alma, eu me agarrei e concentrei nessa luz. Eu não quero morrer. Eu senti minha alma e meu corpo serem puxados para trás e quando abri os olhos eu estava lá, no final do corredor que me levaria de volta para a minha batalha. Foi assim que eu descobri a habilidade de save.

Depois de morrer algumas vezes, fui melhorando meu desempenho, chegando cada vez mais longe, usei todas as oportunidades para deixar claro que eu não queria lutar contra ela, até que chegou o momento em que ela também não queria mais me enfrentar. Depois de uma despedida muito triste, ela me envolveu em seus braços e eu disse que nos veríamos novamente, ela me disse que não era para eu voltar. Saí pela grande porta, a escutando se fechar atrás de mim, com um som pesado ecoando.

Flowey falou comigo novamente, com a intenção de me deixar inquieta, e fazer valer sua convicção de mundo, “matar ou morrer”, e eu estava disposta a mostrar que não iria ser assim. Me vi em uma floresta coberta de neve. O teto do subterrâneo era tão alto, que mal podia ser visto. O subterrâneo era muito maior do que eu jamais ia imaginar, se eu continuasse nas ruínas.

Vendo meu novo caminho, me concentrei naquela luz dourada que vinha de mim, eu gravei aquela imagem do local onde eu estava, e estranhamente, sabia que voltaria até aquele ponto caso algo acontecesse, eu estava ficando melhor com esta habilidade de save.

A floresta era grande, silenciosa e de certa forma assustadora, eu tinha a péssima impressão de que estava sendo observada conforme seguia caminho, o frio me castigava, e eu por um momento quis ter trazido roupas mais quentes, mas havia deixado tudo para trás, eu só tinha uma pequena mochila com alguns suprimentos. Logo a frente tinha um galho, grande e pesado demais para ser movido, com um pouco de desenvoltura, eu passei por ele, e quando não estava muito longe, ouvi um estalo alto.

Quando me virei, vi que o grande galho havia se quebrado, como se alguém tivesse pisado nele. Não havia ninguém atrás de mim, e não havia pegadas na neve, além das minhas. Prossegui, mas não cheguei a andar muito, quando passei a ouvir passos atrás de mim, e assim que eu alcancei a pequena ponte, eles estavam muito próximos.

A voz que ouvi em minhas costas era baixa, rouca e assustadora. Eu senti um arrepio que percorreu todo o meu corpo me enchendo de medo, eu já estava me preparando para morrer. Quando ele mandou, eu me virei, ele estava com a mão estendida, esperando um cumprimento.

A primeira cosia que vi foi um grande esqueleto diante de mim, com luzes brancas no lugar dos olhos, um sorriso largo, ele me observava, a primeira associação que fiz dele, foi com a Morte. Era alto, mas não tão mais alto do que eu, talvez apenas um palmo, mas já era o suficiente para ser bem intimidador. Ele vestia uma jaqueta azul, com pele no capuz, com o que parecia uma camiseta branca, e calções de basquete? Isso não fazia sentido, também vestia meias brancas e uma espécie de pantufas cor-de-rosa.

Quando apertamos as mãos eu ouvi um som alto, um som de peido, senti todo o sangue deixar o meu rosto com o susto do som. O esqueleto começou a rir, uma risada profunda e divertida, sua alegria me contagiou e pouco depois eu também tinha caído na gargalhada. Foi assim que eu conheci Sans, o esqueleto.

[Extra: Ponto de Vista do Sans]

Eu mal saía do lado da cama dela, ela já estava curada, então por que não acordava? Eu só saía quando Papyrus me forçava a ir dormir, eu ia relutante, só depois de ter certeza de que ele não sairia do lado dela, eu não queria que ela acordasse sozinha, e de uma forma egoísta, eu queria que ela me visse quando acordasse.

— Sans! Você precisa comer alguma coisa! Como você vai continuar cuidando dela, se você estiver morrendo? Você teve um gasto de energia imenso, precisa repor, e para isso precisa repousar e se alimentar.

— Papyrus, eu estou bem, sério, eu só quero me assegurar de que ela não vai ficar à beira da morte.

— Ela não vai a lugar nenhum, eu vou ficar aqui cuidado dela, minha magia pode não ser tão forte quanto a sua, mas eu posso curá-la caso necessário. Vá dormir um pouco, vá se alimentar.

Eu saberia que ele não iria desistir desta discussão, me levantei, ajeitei o cabelo dela, que havia crescido, e eu gostava. E fui para a minha cama, onde adormeci.

Notas finais
Então o que acharam? Notícias bombásticas? O que acharam dessa não ser a primeira run de Frisk no Subeterrâneo? o que a fez resetar? Quero teorias *-* Próximo capítulo, provavelmente sai amanhã, só se começar um apocalipse zumbi, ou minha net não colaborar mesmo, que não postarei amanhã.