Underground - Original.

6 Internação part. I


Pensei que minha noite de sono seria normal mas por conta daquela loirinha linda foi melhor do que nunca [pelo menos pra mim], mesmo sabendo que eu ainda gosto do Geeh ela não desiste. [eu também não desistiria do amor da minha vida]

-Ley, bom dia.

-Bom dia. – ela me deu um beijo no rosto — O Gerard ta ai?

-Ta. Mas não foi por isso que eu te beijei assim se é o que você quer saber.

-Então pelo que foi? – tive a ligeira impressão de ter algo a ver com os meus desenhos sumidos.

-Você já sabe que eu mandei seus desenhos e suas fotos para a universidade?

-Suspeitei. Mas fui aceito com os desenhos antes de chegar aqui.

-Então. Mandei uma foto que você deve ter tirado a um ano mais ou menos, ontem de manha.

-Que foto foi essa? Alguma foto sua nua?

-NÃO!!!!!!! Uma foto que você tirou junto com o Gerard. – ela fez escândalo mais riu também.

-Qual? A que está em preto e branco?

-É. Esta linda e...

-E o que? – fiquei meio preocupado porque ela estava quase chorando.

-Eu quero terminar, se é que nós tivemos alguma coisa séria.

-Mas eu não quero terminar com você e claro que nós tivemos algo sério, sempre tivemos mas só agora se confirmou.

-Frank você tem que entender que é muito ruim ver o Gerard sofrendo desse jeito.

-Por que se você não tem nada com ele? Ou tem? – Eu sorri pra ver se ela desistiria.

-Porque ele é meu amigo merda!

-Ta bom então já você esta decidida a terminar que tal uma despedida? – a Puxei pelas pernas pra cima da minha cama.

-Frank para.

-Eu sei que você não resisti. – ela riu e acariciou o meu pescoço.

-Você não presta!

. . .

Estava feliz por ter terminado com a Ley [nunca pensei que estaria assim por terminar um namoro], por mais curto que seja o tempo que nós ficamos juntos ela tem razão [sempre tem], eu sou feliz gay e com o amor da minha vida [Gerard Way é lógico!]. Depois dessa declaração de amor interna eu percebi que havia uma carta em cima da mesa.

Caro Frank,

Sei que isso parece ser deboche meu mas não é.

Quero que me perdoe mais fui beber [o básico]. Amor, sai por ter visto o que não queria, e espero que você fique bem!! [do fundo do meu tumtum (8)].

Os.: Se eu não voltar em três dias já sabe o que fazer. [só não vai pensando que eu morri porque sabe que vai ser difícil se livrar de mim].

Ass: Gerard Arthur Way.

-Legal, agora nem um nem outro. – Estava bem de vida, comecei bem essa semana. Sem contar que o dia dos namorados estava chegando. [falta só um pouco mais de uma semana]

Minhas aulas começam hoje e nem arrumei minha mochila. Como não tinha nada pra fazer liguei pra Ley.

-Suas aulas começam hoje também?

-Oi Frank, tudo bem com você? Comigo ta bem, e o Gerard? Espero que ele esteja bem e muito obrigado por ter perguntado.

-Ta pode parar.

-Começa sim porque?

-Nada só queria saber em que prédio é a sua sala.

-No prédio norte e o seu?

-No sul. Pow que merda, você ficou no mesmo prédio do Gerard.

-Hum...

-Estamos sem assunto, não estamos?

-Me parece que sim.

-Então eu vou desligar. Beijos.

-Beijos.

Estava me arrumando para ir pra aula quando meu telefone tocou [FAMOUS LAST WORDS / uma musiquinha básica do Gerard], esperava que fosse o Gerard, pois a aula já estava quase começando e ele ainda não tinha desistido do lance dos três dias.

-Alo?!

-Alo.Quem fala? – o numero era do Geeh mais não era a voz dele. [definitivamente não]

-Bom, eu queria falar com algum familiar do Gerard Arthur Way.

-Você está falando com um amigo dele. Aconteceu alguma coisa? – Perguntei por perguntar, sou tão idiota que nem pensei na hipótese de...

-Aqui quem fala é Lohane Fletcher eu sou enfermeira estagiaria do hospital local, é que o seu amigo foi internado hoje cedo em estado grave... – nem esperei ela terminar, a cortei e me desesperei. [é claro]

-Me passa o endereço daí agora! – Peguei a merda da carta que esse idiota escreveu antes de acontecer isso tudo pra poder anotar o endereço. – Pode falar.

. . .

Não queria que isso estivesse acontecendo.É muito ruim e desesperador ver o amor de sua vida deitado numa cama de hospital cheio de fios pra controlar os batimentos cardíacos e com uma máscara de oxigênio [sempre achei que superaríamos tudo juntos].

-Ele está bem agora? – ouvi a voz suave da Ley.

-Agora sim. A enfermeira disse que ele acordou ontem à noite.

-Nem parece que estamos aqui há 5 dias.

-Não queria estar aqui.

-Então porque você não vai pra escola, esfriar a cabeça?

-Porque eu prometi que estaria com ele todas e quantas vezes ele precisasse de mim. – preferi virar o rosto para a janela pra Ley não me ver chorar.