Underground - Original.
7 Enfermeira intrometida
Depois de ter dormido um pouco ao lado dele, acordei com uma mão acariciando a minha. [será que ele acordou?]
-Oi meu amor. – olhei para ele com o rosto inchado de tanto chorar na noite anterior.
-Fala aê dorminhoco. – ele deu um beijo em minha mão.
Me estiquei para cima da cama e nossos lábios se tocaram suavemente e quando olhei para a minha frente vi a Hayley deitada no sofá [pra acompanhantes eu sei, preferi ficar mais perto dele nessa cadeirinha confortável], e Mike encostado na porta do quarto nos olhando.
-Desculpem, não sabia que vocês estavam aqui. – Geeh sussurrou no meu ouvido com um risinho confortável de alguém que não esta com muitas energias. Era duro vê-lo assim.
-Frank, deixa eu ficar sozinho com a Ley um minuto?
-Só se ela prometer não se aproveitar de você.
Sai do quarto depois de dar um beijo na testa do meu amado. Procurei o médico,, mas a recepcionista me disse que ele estaria em uma cirurgia agora. Sentei em um banco do lado de fora do quarto de cabeça baixa e com os braços debruçados nos joelhos. Enquanto estava sentado olhei para o chão e vi um sapato branco [PRADA que deslumbre!!], deixei pra lá e continuei autistando.
-Ele está bem? – [essa voz... foi ela que ligou pra avisar da internação]
-Você deveria saber já que é enfermeira dele.
-Estagiários são proibidos de mexer no prontuário dos pacientes. Ele está bem ou não?
-Aparentemente sim.
-O que ele é seu? Irmão? Amigo?
-Nenhuma das alternativas anteriores.
-Então o que?
-Curiosa você hein. Ta afim dele?
-Digamos... talvez.
-Hum.
-Você ainda não falou o que você é dele.
-Se eu falar você não vai acreditar.
-Juro que vou. – ela me deu o dedo mindinho. [promessa de dedinhos?!]
-Namorado.
-... – ela me olhou como se já suspeitasse – pensei em todas as hipóteses, menos a na qual vocês são gays.
-Não gays.
-A é, então o que é?
-Bissexuais dá licença? – ela riu.
-Você ta bem? – acho que ela percebeu que eu estava chorando.
-Sabe o que é pior que a morte?
-Não...
-Ver que a pessoa a quem se ama está quase sendo levada pelo ceifeiro.
-Até falando sério você é engraçado.
-Não é pra ser engraçado, é pra ser torturante.
-Não fica assim, você só pode e só deve fazer uma pergunta a si próprio.
-Qual?
-Você tem que se perguntar se será capaz de faze-lo feliz até as suas mortes.
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