Undercover
1 I Was There – Green Day
Notas iniciais
Era um dia lindo! Céu azul, o sol brilhando, poucas nuvens, o clima perfeito para ficar na piscina o dia todo. Carne assada, aquele churrasquinho estilo brasileiro, que meu pai sempre fazia nos domingos, o almoço sempre simples, mas realmente muito gostoso. Passar a tarde toda com a família, rindo, fazendo ‘bobeiras’. Essa é com certeza a melhor coisa que se pode ter no mundo... Uma família.
Você deve estar se perguntando, “quem sou eu?” E “por que digo isso?” Eu acho que você tem que aproveitar sua família o máximo que puder, por que nunca se sabe o dia de amanhã, alguma coisa pode acontecer, e depois você fica se perguntando o porquê disso. Bom, mesmo que você não queira saber... Eu vou lhe contar um pouquinho da minha vida...
Eu tinha uma vida perfeita, meus pais trabalhavam em casa, então estavam sempre comigo. Meu pai – Roger Antony Jones II – era um empresário, muito conhecido em toda a América, mas mais precisamente nos Estados Unidos, ás vezes viajava em trabalho, mas nunca ficava fora por muito tempo, e sempre trazia presentes, pra mim e minha mãe. Ah! Minha Mãe... – Jannet Marie Jones – ela era muitas coisas, a família dela, não tinha muito dinheiro então desde seus treze anos, ela já tinha trabalho em muitos lugares, como: em lanchonetes como garçonete, em uma loja de flores, como ajudante de floristas, já trabalhou em circo, também, — ela era uma ótima dançarina. — Meu pai dizia que minha mãe sempre teve a personalidade forte, e nunca foi de se abalar por qualquer coisinha, mas também era muito compreensiva, e isso o fez se apaixonar tanto por ela.
Eu nasci no Brasil, mas quando tinha três anos me mudei para os Estados Unidos junto com meus pais. Quando tinha onze anos eu já falava, Russo, Francês, Italiano, Alemão e Espanhol fluentemente, tirando Português e Inglês. Meu pai falava dezessete línguas fluentes, — foi ele quem me ensinou a falar outras línguas — e eu falava com ele em outras línguas também. Com treze anos, eu já conseguia nocautear facilmente os seguranças – enormes – do meu pai com apenas alguns golpes.
Eu e minha melhor amiga – Lilly Rose Commelot – treinávamos juntas, na verdade nós praticamente vivemos juntas a vida toda. Nossos pais eram amigos, o que ajudou bastante na nossa amizade, e nós passávamos horas juntas. Eu vivia perfeitamente bem, até acontecer...
A pior coisa para uma filha é ver seus pais serem mortos, em sua frente e você não poder fazer nada. Eu nunca falei, com ninguém sobre o que vi, e vivi, porque é muito “forte” principalmente na idade que eu estava, apenas com quatorze anos. Foi muito difícil pra mim ver meus pais daquele jeito, e se depender de mim, eu nunca mais falarei desse ocorrido na minha vida, eu amava meus pais, mas do que tudo nesse mundo, e acabar vendo eles daquele jeito... Foi injusto, foi algo mais do que cruelmente malvado, quem fez isso, era uma pessoa sem alma, e que tinha um coração de pedra, se é que tinha um.
Depois de tudo isso, eu até cresci bem, fui morar com Lily e seus pais, — que cuidaram muito bem de mim. – O tempo foi passando, e com ele mais amizades a nós iam chegando, – Nina Grenger – uma garota um pouco mais ‘solta’ do que o normal. Ela realmente não tinha medo ou vergonha de fazer alguma coisa. Uma vez apareceu de calcinha e sutiã na sala, e com a maior cara de pau! Eu gostava dela, gostava de sua determinação, e sentia que podia confiar. Depois de um tempinho, nos tornamos amigas, começamos a ficar um pouco mais íntimas, e ela havia “entrado para o grupo”. Não muito tempo depois, Nath apareceu, na verdade ela reprovou um ano, e veio estudar conosco.
É engraçado pensar que quatro garotas, que só tentavam se dar bem na escola, e tinham cara de inocentes, iriam se tornar espiãs, a cargo de proteger seu país, sua família, sua vida... Tivemos que treinar bastante, mas é claro! Não é qualquer um que entra para a CIA, e com certeza não é de um dia para o outro. Mas acabamos nos dando muito bem nisso tudo...
Nath McGroy: Perita em armamentos, (a velha do grupo, 24 anos, a mais responsável) Nath, pode não ser a mais inteligente por aqui, mas é a melhor, em artes marciais. Ela poderia matar alguém com um estalar de dedos. Ela nunca faz a mesma coisa, sempre tem um ataque próprio e diferente, ou seja, você sempre irá se surpreender muito com ela.
Lily Comellot: a nossa perita em informática, (23 anos, sempre tem uma boa resposta pra tudo, na ponta da língua). Eu nunca conheci alguém que tivesse um computador na cabeça, quer dizer, se acontecer de você passar horas e horas, procurando algo, algum lugar, ou uma pessoa, na internet, e desiste, pois não achou e sabe que se tentar de novo, vai ficar perdendo muito mais tempo... Chame a Mila, ela vai achar o que você quiser em questão de segundos.
Nina Grenger: a completamente e incontrolavelmente a louca da turma (a novinha 22 anos, ela é insegura, mas sempre acha um jeito de se safar de algo). Ela sempre tem alguma ideia, sobre armadilhas, e emboscadas perfeitas, para pegar o inimigo. Ela também é ótima pra disfarces, sempre sabe o que usar, pra ser bem convincente. Ás vezes é tão obvio, que chega a ser estúpido, como os criminosos, caem nesses disfarces.
Sophia Serena Jones a Líder do grupo, (23 anos, a sensata, sempre tem uma segunda opção para tudo). Eu meio que comando o negócio por aqui. E de acordo com as meninas, eu sou a mais cabeça dura, e pé no chão de nós, mas também sou eu, quem separa as briguinhas delas, e faz elas fazerem as pazes, quando ficam de mal.
Peter Markless nosso chefe, ele é o presidente da agencia. Não é um velho, rabugento, que só quer fazer seu trabalho, e se aposentar de uma vez. Ele é um homem de uns 30 e poucos anos, atraente, inteligente, mas é melhor você não ficar babando, ele é casado, e sua mulher, é a vice-presidente Lola Pitdys-Markless, ela é muito simpática e querida, mas também sabe dar na cara de alguém quando precisa.
Olhando para trás na minha vida.
E os lugares para os quais fui.
Pinturas, lembranças, garotos que eu amei.
Tento lembrar quando.
Memórias desaparecidas na parede.
Alguns nomes que eu tenho esquecido.
Mas cada um é uma memória minha
Volte a olhar tão frequentemente.
Eu olho para o passado.
Eu quero fazer isso durar.
Eu estava lá...
I Was There – Green Day
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