Undercover
2 Dangerous - Michael Jackson
Notas iniciais
Mais um dia a trabalho, estou indo pra uma empresa de modelos, junto com Nath, parece que o presidente desta empresa anda muito preocupado em ficar na sala dele, trancado o tempo todo, e não me refiro, a ficar cuidando de dinheiro. Coloquei um vestido, bem curtinho, de acordo com a Nina ia causar uma boa impressão, sabe... Ha! Eu amo meu trabalho!
Nina e Lily, ficaram em uma van, – em um quarteirão do lado, pra não ficar muito na vista, – onde tínhamos nossos equipamentos, para o serviço. Chegamos ao prédio. Deixei meu carro no outro lado da rua e fomos para a recepção. Fomos recebidas, por uma senhora, muito querida, ela nos mostrou tudo pela empresa, as modelos que estavam lá nos olhavam, com medo, e também como se quisessem pedir por ajuda, mas não pudessem abrir a boca. Apenas saímos atrás daquela mulher, sem dizer nada. Até que ela finalmente nos levou a sala dele, ouvimos alguns barulhos, como se estivessem arrumando a sala rapidamente, até que ele abriu, e olhou pra mim de cima a baixo, de baixo pra cima, de um lado para o outro... Enfim, querendo ver um pouco mais do que podia, e eu estava tentado ser o mais sedutora possível...
— Entrem, por favor – ele dizia, enquanto nos encrava minuciosamente — as senhoritas são? – ele perguntou olhando pra mim, com um olhar malicioso.
— Elizabeth Sanches – menti, percebeu? – e a minha assistente pessoal, — apontei para Nath. Agora já dentro da sala, reparei que havia dois gigantes, dos dois lados da porta. – Sarah Mamber...
— Hum... Então essas lindas moças, procuram emprego? – ele me olhava.
— Bom, ela está procurando, – Nath disse apontando pra mim, forçando uma voz um pouco diferente da sua, enquanto sentávamos nas cadeiras em frente á sua mesa – sabe, ela tem um talento próprio para o serviço... – Nath disse, enquanto eu apenas olhava pra ele, tentando parecer uma sedutora bem convincente.
— Pelo o que percebo, creio que está certa – ele falava, e olhava pra mim, enquanto brincava com o anel que estava em seu dedo indicador. Cruzei as pernas.
— Eu sou muito competente, no meu trabalho – eu disse, e levantei um pouco o vestido na minha perna discretamente, fazendo-o olhar pra mim. Não acredito que aquele velho feio e nojento, acha mesmo que vou flertar com ele.
— Estou vendo... – ele fez uma pausa – A senhorita Mamber, pode nos deixar a sós por um minuto? Quero conhecer melhor a senhorita Sanches, saber como vai trabalhar em meu departamento. – ele disse com um olhar malicioso. Apenas olhei para Nath, e assenti com a cabeça, ela saiu com os dois guardas, e eu fiquei sozinha com aquele rabugento.
— Então o senhor quer que eu lhe mostre competência no meu trabalho? – falei, enquanto, andava em volta de sua mesa. Ele apenas me olhava, eu sentei no seu colo. Ele passou a mão sobre minha perna, querendo tirar meu vestido, mas recuei para não deixar, ele me olhou seriamente, e depois sorriu e estava pronto para me beijar. De repente ele para, e ouve-se um barulho, lá fora.
— O que foi isso? – ele perguntou assustado, com o estrondo.
— Nada, temos coisa melhor pra fazer! – falei. Já havia saído de cima dele, e estava de frente para ele, apoiada em suas pernas, ele me olhou, e eu mordi o canto do lábio. Assim que ele se levantou, eu o virei fazendo-o ficar de costas pra mim, peguei seu braço com uma mão e puxei fazendo-o ficar em suas costas e coloquei o meu outro braço em seu pescoço, quase o sufocando.
— O que pensa que está fazendo?! – ele perguntou, sem entender nada.
— O senhor anda muito ocupado com suas empregadas, hora de dar uma relaxada na cadeia, não acha? – falei e o algemei.
— Você não pode fazer isso comigo!! Eu sou um empresário muito respeitado! Você me paga! Você va... – ele estava dizendo, mas antes que terminasse, eu dei um soco na cara dele, fazendo-o quebrar o nariz e cair desmaiado. Estou melhorando...
Coloquei meu vestido de novo, e assim que abri a porta, vejo aqueles dois seguranças que estavam lá dentro com a gente, jogados no chão, completamente apagados, — eu já disse que a Nath é a mais forte de nós? E como sempre, ela me surpreende de novo, (é sério aqueles dois davam uns cinco dela, cada um, eles eram MUITO grandes) – apenas limpamos tudo, os levamos para os carros da policia que estava ali. Sim, o prédio estava cheio de viaturas, na porta da frente, e quando eu e Nath saímos de lá, levamos eles direto para o carro.
— Mais um, Jones? – um agente do FBI que também estava ali, perguntou.
— Não sei o que você faz, mas eu faço meu trabalho – falei, e pisquei com o olho direito pra ele, que apenas sorriu.
Saímos dali e fomos em direção ao meu carro, que estava estacionado, do outro lado da rua. Já estávamos, na calçada quase atravessando a rua, quando o carro explode, e saímos voando. Eu estava na frente de Nath, então fui mais longe ainda. Nath caiu no chão, e eu dei a sorte grande de cair em cima de um carro da viatura. – Sentiu a ironia? – Quando abri os olhos, estavam vindos pedaços do meu carro explodido, que ainda estavam voando. Eu tive que cair rolando no chão e abaixar a cabeça, pois aqueles pedaços do carro estavam com fogo, e eles vieram com tanta força que perfuraram a parte da frente do carro, indo até o motor, fazendo com que mais um carro explodisse, e eu novamente voasse longe. Nath já estava de pé, e eu a derrubei, caindo sobre ela e com a queda no chão rolando para o seu lado. Quando levantei, estava toda esfolada, machucada, sangrando, e tinha pedaços de carro pra qualquer lugar que se olhasse.
— Depois de dois carros explodidos na sua frente você ainda está de pé? – o agente do FBI que estava ali, me perguntou.
— Essa ai é dura na queda – Nina, falou, enquanto vinha junto com Lily, em nossa direção. Ajudei a Nath a se levantar.
Ficamos ajudando a limpar um pouco aquela bagunça, e se perguntando, quem e por quê nos queriam mortas. Estava perto do carro da viatura que foi explodido, e vi que aquele velho estava no carro do lado, e como foi pedaços do carro pra tudo quanto é lado, acabou pegando nele também. Eu vi sangue no chão, abri a porta, e ele caiu desacordado no chão. Me abaixei, e mexi nele, pra ver se ainda tinha salvação.
— Ei! O que pensa que está fazendo? – um dos agentes do FBI me perguntou
— Estou tentando reanima-lo! O que acha que estou fazendo?! – falei
— Ele já está morto, agora é propriedade do FBI, solte-o!
— Quem disse que ele é propriedade do FBI? – perguntei (pois é.. Sou uma pessoa um tanto teimosa, comentei?)
Ficamos uma meia hora ali discutindo, esse cara é lindo, mas também tem gênio forte que chega a dar dó da pessoa. Os outros policiais, o resto do pessoal do FBI, e também alguns outros agentes da C.I.A. que estavam ali, meio que nos rodearam, e até parecia que estavam fazendo apostas, pra ver quem ganhava essa discussão.
— Chega! – ele disse irritado
— Chega você, de pensar que pode mandar em mim! – falei, quase gritando. Ele se aproximou de mim.
— Tá bom... Acho que chega por hoje, quer fazer? – ele sussurrou pra mim.
— Vamos fazer, eles merecem um entretenimento depois de tanto trabalho... – sussurrei pra ele de novo, nos olhamos e eu pisquei o olho pra ele discretamente.
Muita gente não sabe, nem as meninas, mas eu e o Nathan (o agente do FBI) nos conhecemos desde que éramos crianças, minha mãe e a mãe dele eram amigas, de infância, o que fez com que nos aproximássemos depois que minha mãe morreu nos afastamos, na verdade por que ele foi embora, e depois voltou, mas eu sempre amei ele como se fosse meu irmão mais velho...
— Já fez seu trabalho, acho que é hora de você ir embora. – ele disse seriamente pra mim. Olhei pra baixo e ele colocava a mão em sua arma, me ameaçando.
— Vai lá. Pega a sua arma e atira em mim. – falei, mas isso tudo era mais de brincadeira, como ninguém ali sabia que éramos tão próximos, pensamos em deixar assim, e fingir que não gostávamos um do outro. Parece estranho, mas é mais divertido, ainda mais com o trabalho que temos, pois nos arriscamos em perder a vida, cada vez que aceitamos uma missão...
— Eu posso fazer! – ele falava.
— É?... Faça isso, e vai passar o resto da sua vida, comigo em seus sonhos, e pesadelos, lhe perguntando, o motivo pra tamanha agressão, sendo que só estava fazendo meu trabalho.
Ele ficou quieto, apenas virei de costas e sai com as meninas. Aposto que todas fizeram as apostas contra mim e perderam, bando de perdedores. É mas depois de ter voado pra longe, duas vezes eu estava cansada, machucada e ainda estava sangrando. Chegamos em casa, — sim nós moramos juntas, em uma casa incrível de dois andares, nos sentimos mais seguras assim — tomei um banho, sentei no sofá, Lily fez uma pipoca, Nina, pegou os salgadinhos, assistimos um filme, e fomos dormir.
Outro dia, acordei cedo, e fui correr, como sempre faço. Passei, uma hora correndo e quando estava voltando, pra casa, eu vi uns caras, andando na minha direção, mas eles estavam, um no celular, outro no tablet, e outros dois conversando, apenas continuei correndo. Já estava passando por eles, mas ai, um outro homem apareceu, e eu só ouvi ele falando “passa tudo!” , estava praticamente do lado deles, então apenas me virei, e fui em sua direção.
Aquele homem, só apontou a arma pra mim, enquanto aqueles outros caras, estavam com as mãos pra cima, dando tudo o que tinham. Eu levantei a mão também e ele foi apontando a arma pra eles, e quando ele apontou a arma pra mim de novo, eu segurei a arma, e ele também (burrice dele, já que podia muito bem ter atirado em mim), então eu coloquei a minha perna, em seu ombro e com o pé puxei sua cabeça para frente, ao mesmo tempo em que peguei sua mão e com a uma de minhas mãos, girei seu braço, e coloquei em suas costas, e com a outra mão tirei a arma dele, jogando no chão, e coloquei meu braço em seu pescoço. Com meu pé, eu bati em seu joelho atrás, fazendo com que ele se ajoelhasse, tirei minha mão de seu pescoço, e antes que ele reagisse, fechei a minha mão e dei na nuca dele, o que fez com que ele desmaiasse.
— O que você fez com ele?! – o baixinho perguntou.
— Eu o imobilizei, não percebeu? – falei.
— Tá, mas não precisava tudo isso. – agora, um alto loiro, falou meio assustado.
— Ele estava armado roubando vocês, não estou nem ai se foi demais pra ele aguentar.
— Você... Você, matou ele?! – o mais alto deles disse agora.
— Não, não está morto, só está desmaiado. Vai sobreviver. Tenho que ir, deviam me agradecer, ao invés de se preocupar com esse ai. – falei, e sai da frente deles, — Ah! E é melhor ligar pra policia, daqui a pouco ele vai acordar. – falei e sai terminando minha corrida, e indo pra casa...
Pelo jeito que ela entrou
Eu tinha certeza absoluta
Que havia algo diferente nessa garota
O jeito que ela mexia
Seus cabelos, seu rosto, suas curvas
Uma deusa em movimento
Enquanto ela adentrava a sala
Eu podia sentir a aura de sua presença
Todas as cabeças se voltaram sentindo paixão e luxúria
A garota era persuasiva
Nessa garota eu não podia confiar
A garota era má
A garota era perigosa
Ela é tão perigosa
A garota é tão perigosa...
Dangerous — Michael Jackson
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