Under the water

12 Our King size bed +18


Notas iniciais
Perdoem-me a demora. Tô mega ocupada, matéria nova na escola, pré-vestibulinho a todo vapor, simulado no sábado, idas e vindas ao médico.. Tô exausta! Mas.. dedico esse capítulo a todas que comentaram os dois anteriores e que só agora tive tempo pra responder auhauas, obrigada por acompanharem UtW, suas lindas!

Bipolar. Cabeça dura. É isso que ele é.

Caminho pisando duro até a porta do apartamento. Como diabos ele me trata assim depois daquela merda de beijo na beira do Michigan? Idiota. Idiota. A palavra se repete várias vezes na minha cabeça, fazendo-me querer pensar em qualquer coisa pra me livrar disso. Ou simplesmente socar seu lindo e simétrico rosto. Tobias destranca a porta, e eu entro assim que vejo a primeira brecha do sofá. A ligação de Nita fez-me sentir pior do que já me sentia por querer me vingar dele. Mordo o interior de minha bochecha com certa força, e só o solto quando sinto o gosto de sangue invadir minha boca.

– Pode me explicar o porquê da birra? — Ele diz assim que tranca novamente a porta.

– Que birra, Tobias? É birra agora? – Digo. Meu tom de raiva toma conta da sala. – Que porra! Agora é assim? Nita te liga às dez horas da noite, e você atende? Sério isso? Já não bastou me trair com ela? Puta que pariu.

Eu não devo ter bebido muito, aliás, tenho certeza que o fiz menos que ele, mas o álcool do champanhe pode ter elevado um pouco meu tom de voz sem minha permissão. Tobias ri. Ri como um louco, um psicopata.

– Claro Tris. Por que nós temos um relacionamento sério agora, não é? Temos até aliança e tudo, não está vendo esse pedaço de prata brilhando no meu dedo? – Ele cerra o punho direito, fazendo-me fita-lo. – Ela só me ligou pra tirar uma dúvida!

– Uma dúvida às dez da noite. Algo como “Oh meu Deus! Não sei como fazer essa conta da faculdade, você poderia vir até aqui pra me ajudar e depois transarmos?”.

Subo a escada, gritando xingamentos e palavrões. Mas quando penso em abrir a porta do quarto, uma mão, forte e ao mesmo tempo macia, segura meu ombro, virando-me completamente. Tobias me beija. Rejeito o máximo que posso, dando tapas em seu peitoral e ombros e tentando o afastar de mim, inutilmente. O homem forte e musculoso segura meus dois braços.

Eu cedo.

Eu sou dele.

Eu sempre fui não fui?

Por que diabos estou tentando negar isso?

Ah é, eu tenho que me vingar dele.

Como eu posso pensar em vingança com seus lábios tocando os meus e com sua língua entrando em ritmo acelerado com a minha?

Cale essa porra de pensamento, Beatrice. Aproveite.

A porta atrás de mim se abre, e nós entramos juntos, como se fosse a última coisa que faríamos.

Ele se afasta significativamente de mim, dando-me oportunidade de empurrá-lo até a parede mais próxima. Seu corpo se choca contra a divisória pra suíte. Agarro-o pela gola de sua camisa polo e o beijo. Ele não foi gentil comigo, e espero que ele continue a não ser. Minha regata já está em algum canto do quarto que não faço a mínima questão de saber, e o botão de meu short já está fora de sua casa. Sua mão segura com força minha nuca, guiando o beijo por si só.

Eu não sei o que exatamente aconteceu, mas meu corpo cede e encontra o colchão macio da King Size, coberto somente por um lençol branco de algodão.

Devo admitir que a visão de Tobias tirando a camisa seguida da calça, e vindo pra cima de mim, poderia, sem nenhum problema, estar entre as sete maravilhas do mundo. A cueca boxer destaca seu membro, já duro, também.

Uma mão embaixo de mim e o fecho do sutiã já não existe mais. Mordo meu lábio inferior com força, mas sou interrompida por seus lábios úmidos tocando os meus. O calor invade cada parte de meu corpo, e um choque de adrenalina percorre desde meu dedão do pé até o fio de cabelo mais longo. Ajudo-o a tirar a cueca.

Puta que pariu.

Sinceramente espero que essa visão fique bem guardada em minha cabeça.

Tobias tira meu short e minha calcinha de renda vermelha com brutalidade, fazendo-me ter um choque de realidade.

Ele me traiu.

Eu travo. Maldita mente, já estou toda molhada e vou pensar nisso?

Não. Não mesmo. Antes que eu consiga espantar o pensamento, sou invadida por Tobias. Grito. Gemo. Estremeço. Arranho suas costas e curvo-me com força pra trás. Seus movimentos são rápidos, sua respiração no pé de minha orelha também é acelerada.

– Se fechar os olhos, eu paro. – Ele me diz.

Aquele idiota quer ter poder sobre mim.

Mas não posso fazer nada. Ele tem.

Minhas mãos se guiam por suas costas, passando as unhas perfeitamente feitas até sua nuca. Agarro seus cabelos curtos e levo sua boca até a minha.

Calor. É tudo que eu sinto agora além da mão nas minhas costas, que me conduzem pra cima. Meus olhos estão abertos, e meu corpo, agora, sentado por cima de Tobias. Ele está sentado pra mim, e me olha com um olhar diferente.

Luxúria, desejo.

E amor.

Meu quadril faz movimentos circulares, pequenos e curtos. Não consigo me concentrar em nada além desses olhos azuis que me encaram sem nenhum tipo de pudor. Seu sorriso sem mostrar os dentes me faz corar, mas acho que já estou assim desde que ele me beijou.

Suas mãos firmes e fortes seguram a parte de trás de minha coxa e sou impulsionada pra cima. Não nos separamos, aliás, seria quase um pecado ele fazer isso comigo justo agora. Sou carregada calmamente no colo de Tobias até ser encostada em alguma parede do quarto, exatamente na hora em que meus braços se conduzem em volta de seu pescoço.

“Eu te amo. – Ele grita alto e forte enquanto leva seus braços pro alto. – É isso Prior. Eu. Te. Amo. É isso que quer ouvir? É só isso que quer ouvir? Pronto. Eu te amo, Beatrice Prior. Mais do que jamais imaginei amar alguém em toda minha vida. Agora, por favor, para com essa insegurança besta e me beija. Eu não vou te deixar ir. Eu não vou te deixar sozinha. Eu prometo”

Seus movimentos, por um momento, são calmos e firmes. Sua mão direita está encostada na parede ao lado de minha cabeça, e seus lábios beijam carinhosamente meu pescoço e clavícula.

Eu queria que ele dissesse que me ama.

Investidas mais rápidas e fortes. É isso que sinto dentro de mim. Estou ofegante demais pra pensar em alguma coisa, alguma desculpa e pedir pra ele dizer que me ama.

Na verdade, eu nem deveria estar pensando nessa palavra.

Ele me beija, intensamente, como se fosse tudo que ele precisa no momento. Ignoro o pedido feito mais cedo e fecho os olhos com força ao mesmo tempo em que um gemido, relativamente alto, escapa por entre nossas bocas. Ele se derrama dentro de mim, e eu também.

Minha mão desce por seu rosto lentamente enquanto tentamos nos recuperar do ato. Tenho vergonha de encará-lo agora.

– Você – Ele faz uma breve pausa pra tomar fôlego. – Vai me matar algum dia. De raiva, ou de prazer.

Sorrio ainda de olhos fechados enquanto acaricio sua bochecha com a ponta dos dedos. Nossas testas se juntam e nosso suor se mistura.

Conexão. Sinto-me conectada, mental e fisicamente com ele.

– Prometo que um dia faço isso. – Abro finalmente meus olhos e mordo meu lábio inferior. Eu o farei. Mas acho que será de raiva, Eaton.

[...]

– Pelo amor de Deus, a gente vai pro hospital, Beatrice, não pra uma festa. – Tobias grita lá de baixo. Combinamos de visitar Lynn antes de irmos para o trabalho, já que Jeanine me deixou chega minutos antes do primeiro intervalo.

“- Aproveite. Ela gostou de você. Sabe quando Jeanine me deixaria chegar depois do horário? Nunquinha.” Foi isso que Chris me disse, segundo ela, Jeanine é uma megera que só se preocupa consigo mesma. A pior diretora que Lincoln poderia ter. Eu discordo. O jeito que ela falou da filha, mesmo que breve, me mostrou que ela se importa sim com os outros.

– Já estou indo. A transa de ontem levou sua paciência junto com espermatozoides? Poupe-me. – Aperto a tarraxa de meu brinco enquanto desço as escadas.

– Talvez eu seja tão bom no que faço que consegui te deixar mais lenta do que o normal. – Ele fala assim que desço o último degrau. Sua boca cola na minha por poucos segundos, consigo me desviar antes que aprofundemos isso. Sorrio pra ele e sigo em direção à porta principal. – Não vai comer nada? Pelos deuses, um dia vou ter que te buscar desmaiada na enfermaria da Lincoln Park.

– Talvez. Quer fazer o favor de parar de ser enrolado e abrir essa porta pra mim?

– Claro, alteza. – Ele destranca a porta, e assim que a tranca novamente, não hesito em puxa-lo pelo paletó.

– E-l-e-v-a-d-o-r.

[...]

Aproximo-me do corpo pálido e pequeno de Lynn. A parte antes raspada de sua cabeça, agora apresenta pelos curtíssimos e loiros. Passo a ponta de meu dedo pelos fios mais compridos e só paro quando percorro toda sua extensão. Minha mão treme levemente junto a meus lábios, meus olhos estão marejados e pisco pra espantar as lágrimas.

“ – Para de pensar nesse idiota, guria. – Lynn diz enquanto se joga na minha cama e pega um de meus bichos de pelúcia. – Com tantas mulheres gostosas por ai e você se rendendo aos encantos de um homem?

– Você diz isso como se fosse algo nojento. Ele me fez feliz, sabia? – Digo enquanto me sento ao seu lado. Minhas mãos estão sobre minhas coxas nuas e observo meu esmalte já descascando.

– Escuta, loira aguada: Você. É. Linda. Entendeu? Tem poder de achar homem muito melhor, alguém que te valorize e te ame.

Ele me valorizava, Lynn, ele me amava...”

– Ela é forte, vai acordar. – Tobias se aproxima de mim pelas costas. Sinto suas mãos apertarem levemente as laterais de meu corpo e seu hálito se chocar contra o topo de minha cabeça.

Afirmo com a cabeça. Não me incomodo com a mão de Tobias em meu corpo. Estamos mais próximos do que nunca, e, apesar da ideia da vingança, eu gosto quando ele me consola.

– Vai. – É tudo que consigo dizer. Minha voz é falha e fraca, exatamente igual a mim. Foi tudo tão rápido... Em uma hora Lynn estava rindo, e em outra, bem, em outra ela se debatia no chão.

– Seja forte, Tris. Por ela. Ela precisa da sua força pra se manter forte.

– Ela vai sobreviver, não vai?

Eu pareço uma criança falando assim.

– Claro que vai, meu amor. – Sua voz, com certa rouquidão, invade meu ouvido, calma e lentamente. Arrepio-me. Arrepio-me mais do que quando ele me tocou. Arrepio-me mais do que quando me beijou no escritório.

Seguro a mão esquerda de Lynn entre as minhas. Sua pele é gelada e frágil e suas unhas estão cortadas no máximo possível.

Seu dedo se move. Um movimento frágil e rápido, um movimento que pode significar que a linha entre a vida e a morte de Lynn pode não ser tão fina.

– E-ela se mexeu. – Gaguejo. Aperto a mão de Lynn com pouca força e sorrio. Meu sorriso contrasta com as lágrimas que descem descaradamente pela minha face e escorrem por meu pescoço.

– Ela se mexeu. – Tobias reafirma e beija o topo de minha cabeça. Sua postura calma me dá confiança, paz e serenidade.

Ele me dá esperança.

[...]

– Preciso ver um carro pra mim. – Digo enquanto Tobias para no nosso último semáforo.

– Não precisa. Gosto de te levar pra casa.

– Não, Tobias. Não gosto de depender de ninguém, principalmente de você.

Ele ri fraco e dá partida no carro.

– Principalmente em mim? – Ele ri leve novamente e me olha de relance. – Não sou bom o suficiente pra te fazer dependente?

É. É sim. Mas que porra! Sempre foi.

– Não! – Digo com clareza em tom de brincadeira. – Precisa fazer muito mais pra me manter dependente.

– Pode deixar. Ainda nem comecei a tentar. – Ele sorri com o lábio entre os dentes. Não há cena mais sexy que eu poderia presenciar no momento.

Droga arrepios internos! Por que agora?

[...]

Devo admitir que dividir a cama com dois, não é assim tão ruim. Tobias ao meu lado, me mantendo segura entre seu abraço, e Lolli em nossos pés, guardando sua dona de qualquer ameaça.

Mas que porra. Ele deveria estar no quarto de hóspedes!

Notas finais
Gostaram? Comentem e favoritem! Adoro o feedback de vocês!