Under the water

8 I don't Wanna miss a Thing


Notas iniciais
Olá... Ando meio sumida, não? AUSHAUH, enfim... peço mil desculpas, meu bloqueio criativo não ajudou nada. Enfim, i'm back, bitches e dessa vez com 3000 palavras pra compensar minha ausências. Ah! Quase me esqueci... Esse capítulo é TOTALMENTE, INTEIRAMENTE dedicado a Stelena Salvatore que recomendou Under the Water!!!!! Geeente, que linda, sério, amei! Sigam o exemplo dela! asuhasuhas. Ah, mais um assunto. A uns dias atrás fiquei sabendo do Leonardo. Ele tem um tipo de câncer, um tumor, algo assim. Ele foi diagnosticado com esse tumor em 2013 e se curou em abril de 2014. Mas voltou. O câncer voltou ainda mais forte no fim do ano passado, e suas chances de vida no Brasil se esgotaram. Só resta uma clínica nos EUA, mas o tratamento é carissimo! Conto com a ajuda de vocês pra divulgar a campanha dele e ajudar se for possível, o link está nas notas finais. Obrigada pela atenção.

POV TOBIAS

Retiro as luvas vermelhas que envolviam minhas mãos e as jogo em algum canto da sala de treino. Um soco. E outro. E outro. Os nós de meus dedos passam de um esbranquiçado pra uma tonalidade quase vermelha. Outro soco. E outro. O relógio posicionado no meio da parede branca a minha frente marca 18h25min, exatamente a hora que minha mão direita acerta o saco de pancadas pela última vez. Meu corpo cede de cansaço e sento-me no chão revestido por borracha negra e de certa forma, macia. Minha respiração está levemente ofegante e gotas de suor escorrem por minhas têmporas, as quais limpo rapidamente com o dorso da mão. Faço um pequeno esforço pra me por em pé novamente. Não treino boxe a mais ou menos dois meses, o trabalho está dobrado nesses últimos tempos, então não tenho tempo pra tal atividade.

Meus pés me levam em direção ao banheiro da suíte. Minhas roupas marcadas pelo suor são postas no cesto de roupas sujas que a empregada pegará depois. Giro a torneira para soltar água quente, que solta uma leve fumaça pelo banheiro já todo fechado. A pressão da água é intensa em meu corpo, massageando-o suavemente. As partes do meu corpo que antes doíam agora são relaxadas pelo vapor quente. O sabonete desliza por minha pele assim que fecho os olhos.

– Entenda que eu não quero mais ninguém além de você. Eu não me interesso por m ais ninguém, Quatro. – Beatrice falava baixo, quase embalada pelo sono. A luz do luar invadia nossa suíte no hotel a beira mar.

– Tenho medo. – Eu digo. – Medo de te perder pra qualquer outro. Mesmo que esse outro seja um cara qualquer que te cante na areia da praia. – Beijo sua testa com pouca intensidade. Sua respiração em meu pescoço me alivia. Beatrice me faz esquecer de tudo que Marcus me fez.

– Eu te amo Tobias. Vê se entende.”

[...]

Estaciono o carro na frente de seu edifício e saio do mesmo, deixando a porta bater sozinha e o alarme ser ativado por mim logo depois. O buque de rosas vermelhas é envolvido pela minha mão esquerda. Caminho até a recepção, onde um senhor magro e bigodudo rabisca algo em uma folha de caderno.

– Com licença. Pode me informar o número do apartamento de Beatrice Prior? – O digo com um sorriso gentil no rosto, o que é correspondido por ele segundos depois.

– Só um minuto senhor. – O porteiro pega um telefone posicionado no balcão de madeira escura e disca alguns números. – O senhor...?

– Tobias Eaton.

– O senhor Eaton está aqui na recepção srta Prior. Posso autoriza-lo a subir? – Ele pausa e afirma com a cabeça ainda sem me olhar nos olhos. – Por nada. Pode subir Sr. Eaton. Apartamento 654 no 17º andar.

– Obrigado... – Espero ele me dizer seu nome.

– Joseph.

– Obrigado Joseph. Até mais. – Aceno com a cabeça e me dirijo até a escada.

– Senhor! O elevador funciona. – Joseph grita não tão alto do balcão.

– Preciso de exercícios Joseph, mas obrigado.

Então eu subo. Um andar. Dois andares. Três andares. Até chegar no 17º. Procuro pelo apartamento 654 lentamente enquanto minha respiração volta ao normal. Os números se destacam em preto numa porta branca com a maçaneta prata cheia de detalhes em sua volta. Dou três batidas discretas na madeira pintada, que segundos depois é aberta.

Beatrice usa um vestido azul não tão escuro que vai até quase seus joelhos. Os saltos a deixavam mais alta, e seus olhos batiam na altura dos meus. Eles se encontram. Seus olhos verdes e brilhantes tomam conta do ambiente, me deixando levemente nervoso. Estendo o buquê para frente, fazendo uma pequena reverencia à Tris.

– O que é isso? – Ela diz enquanto solta uma breve risada de felicidade. – São... – Hesita. – São lindas!

– Flores para uma flor. – Volto à minha posição original, com a coluna ereta.

– Por Deus! Que cantada velha. Entre, só vou pegar minha bolsa e já saímos.

Rio brevemente enquanto entro no apartamento e fecho a porta, ainda de costas pra mesma. Um rosnado fino invade meus ouvidos, e quando olho pra baixo, avisto uma York Shire.

– Lolli! – Tris grita de algum lugar do cômodo. Ela coloca as rosas em um vaso branco. – Deixe Tobias em paz.

A loira volta com uma bolsa sem alça nas mãos, apagando todas as luzes menos a da sala. A espero do lado de fora do apartamento enquanto me olho no reflexo da janela de vidro posicionada no corredor do prédio.

– Vamos? – Tris diz assim que tranca sua casa e coloca as chaves na bolsa.

– Claro Srta. – Meu tom debochado a faz olhar com cara feia pra mim.

– Qual é, parece até um empregado meu falando assim.

Beatrice se direciona até o elevador ainda fechado e aperta um dos botões pra chama-lo. Espero que ela aceite descer sozinha.

– Eu – hesito – Eu vou pela escada.

Sua mão pequena e quente agarra meu braço direito antes de eu seguir em direção aos degraus.

– Não vai não. Tobias, você esbanja testosterona e tem medo de um elevador? Faça-me o favor.

Ela tem razão.

A porta metálica se abre e sou puxado pra dentro. Só nós dois entramos. Assim que a porta se fecha um tipo de suor frio ameaça aparecer, o qual limpo as palmas das minhas mãos na calça a fim de livrar-me. Elas estão geladas. Meu coração está mais acelerado que o normal então eu fecho os olhos e procuro no fundo da minha mente uma memória que valha a pena lembrar agora.

“ Papai havia saído de casa pra resolver algo. O inverno está rigoroso esse ano. Me sento no tapete macio e felpudo perto da lareira e segundos depois sinto o calor do fogo invadir meu corpo com toda sua força. Mamãe joga um cobertor em minhas costas, cobrindo todo meu corpo pequeno e frágil, e logo depois se senta no sofá bege ao meu lado. As marcas das cintadas de hoje mais cedo não ardiam tanto, mas o suficiente pra serem irritadas quando me agacho. Evelyn agora está deitada com a cabeça próxima da minha. Meus olhos são invadidos pelas chamas amarelas e laranjas a minha frente, por sua vez, elas me lembram coragem. Coragem. É o que eu deveria ter.”

Sua mão está na minha e é tudo que consigo sentir agora. Seus dedos não tão longos e finos estão entrelaçados nos meus e seu calor é transmitido pra mim. Beatrice olha pra porta a nossa frente, prestes a abrir, e quando isso acontece ela me solta. Dou passos rápidos até sair do elevador. Nenhum de nós comenta nada. Retiro as chaves do meu carro que estavam no meu bolso e desativo o alarme. Caminho do saguão até a porta pro banco dos passageiros e a abro para Tris, que retribui o gesto com um sorriso. E porra, que sorriso.

Abro a outra porta e me sento, colocando a chave logo depois. Retiro o carro da onde estava estacionado e sigo pela rua.

– Onde vamos? – Ela pergunta enquanto olha um espelho redondo.

– Só espero que goste da culinária francesa porque não vou trocar as reservas a essa altura. – Meu tom meio de brincadeira e meio não põe fim a conversa e dá lugar ao silêncio não tão incomodo que permanece até o fim do trajeto.

[...]

Fecho a porta do carro e ativo o alarme. Corro até a calçada coberta onde a loira estava. A chuva fria atingia meu corpo com intensidade.

– Ok, pronto. Estou apresentável madame? – Pergunto em tom de brincadeira. Tris ri fraco e revira os olhos.

– Não tanto com esse terno molhado, mas continua esbanjando testosterona, e aposto que ninguém lá dentro vai querer mexer com a sua acompanhante. – Ela sorri confiante.

– Aposto que não. Mas espero que esteja preparada caso eu receba alguns olhares hoje, devo assumir que fico maravilhoso com o cabelo molhado. – Meu sorriso é confiante, porém, divertido. Encaixo meu braço no dela e seguimos em direção a entrada do restaurante.

– Não cante vitória, Quatro.

[...]

– O que vão querer, senhores...?

– Eaton e Prior. – Indico Beatrice com um olhar. – Já decidiu?

– Na verdade... na verdade quero ser surpreendida. – A loira diz e entrega o menu pro garçom. – Traga o que achar que vou gostar.

–E o senhor Prior vai querer o que?

Beatrice segura uma risada fraca.

– Sou Eaton. Pode me trazer a mesma coisa. – Entrego o menu vermelho recoberto por veludo e me ajeito na cadeira macia. O garçom reverencia brevemente e volta pra cozinha.

– Não daria nada mal de Prior. – Ela sorri.

– Nem você de Eaton.

– Não acho que seja uma boa. – Ela me provoca.

– Talvez ainda não, mas quando voltar a explorar meu lindo corpo irá dizer outra coisa. – Brinco, e minha risada se funde com a dela.

– Duvido.

– Não duvide de mim, Beatrice.

O ar entre nós é mais leve do que o do campo. Ela parece não desconfiar mais de mim, e, por alguns instantes tenho a certeza de que fui perdoado.

Permanecemos em silêncio por mais alguns instantes, mas isso é interrompido pelo garçom que chega com nossos Coq au Vin.

– Senhor Eaton e senhora Prior, esse prato foi feito pelo nosso ilustre chef e será acompanhado com o vinho Saint-Emilión. Bon Appétit.

O garçom nos serve com o vinho, e logo depois deixa um pequeno papel branco com alguns números embaixo da garrafa.

Reverencia novamente e sai de perto da mesa. Beatrice dá a primeira garfada.

– Isso é... Melhor do que eu esperada. – Ela ri fraco e brindamos. – À nossa amizade.

A nós, penso.

[...]

Caminho rápido até o carro já destrancado. A chuva continua grossa e cai com mais força agora. A parte de cima do meu terno está cobrindo a cabeça da loira enquanto ela corre pro carro.

– Ok, não foi a melhor noite pra sairmos. – Digo enquanto coloco as mãos no volante.

– Não, não foi. – Ela ri. Seu cabelo está encharcado, então presumo que meu paletó não tenha feito muita diferença. Ela o joga no banco de trás. – Sabe... Christina me convidou pra trabalhar com ela, digo, na Lincoln Park High School, e bem... – ela hesita enquanto coloca o cinto de segurança. – Não é meu emprego dos sonhos, mas acho que vou aceita-lo por enquanto.

É a primeira vez em anos que ela me conta algo do seu cotidiano.

– Tris... isso é ótimo! Digo, não trabalhar com um monte de pivetes mimados, mas voltar a trabalhar. Vai poder distrair sua mente.

– Talvez... Quem sabe. – Ela sorri e eu acelero o carro. A chuva acompanhada da escuridão da noite dificulta minha visão. – Posso ligar o rádio?

– Claro.

Ela o faz.

I Don’t Wanna Miss a Thing toca na rádio, e eu começo a cantarola-la baixo.

– Seus gostos nunca mudam?

– Quando são bons, geralmente não. – Respondo.

A música termina, dando lugar ao plantão de noticias.

“ A chuva causa estragos nessa noite. Parte central da Michigan Ave. está alagada. Mais informações daqui a pouco.”

– Merda, merda, merda, merda. – Beatrice retira o celular do bolso.

– O que vai fazer?

– Caso não percebeu, não vou poder ir pra casa. Vou ligar pra Christina e ver se posso passar a noite lá.

Afirmo com a cabeça e paro o carro. Não sei pra onde iremos. Beatrice retira o celular do ouvido e o olha com raiva. Um grunhido escapa de sua boca e ela volta a discar números.

– A chuva deve ter derrubado algum fio. Desista.

– Ah claro, vou desistir e o que? Virá com a história de “Ah mas está chovendo a beça, acho que deveria dormir no meu apartamento, comigo, sem roupa”? – Ela gesticula cada palavra com as mãos. – Me poupe.

– É isso ou dormirá na rua.

Ela fica em silêncio encarando o celular. Seu lábio superior é mordido segundos depois.

– Camas. Separadas.

– Como a madame quiser.

Acelero o carro, mas não vou longe. O congestionamento toma conta da avenida onde estamos. Bato com a palma da mão na buzina. Merda.

– Merda. – Beatrice diz. – E Lolli? Como fica? A coitadinha deve estar assustada com toda essa chuva.

– Se ela tiver a coragem que teve pra me recusar, talvez esteja melhor que nós. – Brinco.

Beatrice ri enquanto encosta no banco e cruza os braços.

[...]

Ela fecha sua porta e eu fecho a minha. Agradeço mentalmente pelo estacionamento ser coberto. Entramos no prédio e aceno pra George, o porteiro. Ele acena de volta.

– Ah, senhor Tobias, o elevador está com um pequeno defeito devido a chuva, e recomendo que não o use. Sei que não usa mesmo, mas... a senhorita poderia querer usá-lo.

– Obrigado, vamos pela escada.

Acho que essa é frase que mais falo.

– Não acredito. – Beatrice fala entre os dentes e sobe o primeiro degrau.

– Quinze andares. – Falo pra “anima-la” e subo alguns degraus. Olho pra trás e consigo ver seu olhar raivoso pairando sobre mim. Rio.

[...]

Abro a porta do apartamento e entro, dando espaço pra loira entrar atrás de mim. O suor toma conta de nossos corpos.

– Você me paga. – Ela diz assim que atravessa a porta.

Heey, culpe a chuva, não a mim.

– Preciso de um banho. – Ela se vira pra sala e consequentemente pra escada. – Ah não Tobias, mais degraus? Não aguento. – Ela faz uma espécie de bico.

Puta que pariu.

Rio de seu desespero novamente.

– Qual é? Quer que eu te leve no colo? – Digo assim que jogo o paletó no sofá. Caminho até a escada e subo alguns degraus. Percebo que não sou acompanhado.

Beatrice me olha raivosa de baixo, com os braços cruzados.

– Qual é, galega. Tem força pra subir a escada, deveria saber que não sou a espécie de cavalheiro que imagina.

Eu não sou.

Eu nunca fui.

Termino de subir as escadas, e, agora sim, sou acompanhado. Entro na suíte e retiro a camisa de botão que usava por baixo, jogando-a em algum canto.

Beatrice me olha assustada, e eu retribuo o olhar, por sua vez, confuso.

– O que? – Digo. – Já viu coisa pior.

– Canalha.

Paro o que estava fazendo e me viro pra ela. Caminho em sua direção e a prenso na parede com meu corpo.

– O que disse?

– Que é um canalha. E dos piores.

Rio fraco e levo a palma da minha mão direita pra parede, mais precisamente pro lado de sua cabeça.

– Não haja como se não tivesse se apaixonado por esse canalha. – Aproximo meu rosto do dela. – Aliás, não haja como se nunca tivesse visto a tal coisa pior. – Ergo uma de minhas sobrancelhas e a olho fixamente nos olhos.

– É... – Ela diz. – Quem sabe eu fosse apaixonada por esse canalha uma vez, mas sorte que não sou mais. – Provoca.

Seus olhos verdes estão perto o suficiente dos meus e nossa respiração é quase fundida. Levo minha boca até o pé de seu ouvido, quase no pescoço.

– Duvido.

Posso sentir, mesmo de longe, seu corpo se arrepiar. Sempre tive isso com as mulheres, não sei porque.

Saio de perto dela e caminho em direção ao guarda-roupas. Retiro uma de minhas camisetas e jogo pra ela.

– Tomo banho primeiro. – Digo, e entro no banheiro.

[...]

Deito-me na cama de casal e ligo a TV. Beatrice sai do banheiro com a toalha ainda na cabeça, vestindo apenas a camiseta cinza e velha que a joguei. Na pressa, nem vi qual era, mas teria certeza de que seria grande o bastante pra cobrir boa parte de seu corpo. Porra, vou ter que me segurar pra não comê-la essa noite a força.

– O que faz aqui?

– Assisto TV. – A olho, e indico o controle. – Não se preocupe. Vou dormir no quarto de hospedes.

Ela afirma com a cabeça e se senta na beira da cama. A chuva continua e, dessa vez, ainda mais forte.

– Tobias...

– Hm?

– Houve outro motivo pra ter escolhido a camiseta 4 no time, não é? Tinha tudo pra escolher a 10.

– Talvez.

– Posso saber qual é?

– Medos.

Ela me olha confusa, e rio breve de sua expressão. Seu cabelo loiro, ainda úmido é massageado pela toalha branca.

– Quatro medos. Confinamento. Altura... – Hesito em continuar.

– Você mora no 17º andar, como pode ter medo de altura?

– Cortinas fazem bem.

– Claro, claro. – Ela revira os olhos. – E os outros?

Mordo meu lábio inferior com certa força e cruzo meus braços na altura do peitoral.

– Meu pai. E... e meu poder de matar.

Ela ri.

– Poder de matar? Faça-me o favor.

Ele me bateu. Seu punho cerrado acertou em cheio minha mandíbula. Eu não iria o deixar chegar bêbado pela madrugada na casa de Evelyn e espancar a porta até alguém abrir.

Eu o soco. E o soco de novo. Minha raiva explode. Minha dor explode. Todos os socos e cintadas que recebi estão sendo descontados agora. Utilizo os golpes que aprendi no boxe e o faço cambalear perto do sofá. Meu punho o acerta de novo. Mas ele não revida. Seu corpo cai, e sua cabeça bate na quina da mesa de centro. Marcus desmaia.”

– É. – Rio fraco. – Talvez seja besteira. Vou pro outro quarto.

Levanto-me da cama e caminho em direção a porta. A luz se apaga e a escuridão toma conta do local.

– Não. Ouse. – A loira diz.

– Quem diria, uma galega dessa com medo do escuro? – Rio, dessa vez mais forte.

– Se sair daqui, eu te mato.

Rio ainda mais.

– Vou buscar um colchão pra eu deitar então. Me espere.

– Não ouse me deixar aqui sozinha.

– Então vem comigo.

– Não!

[...]

Devo admitir que o chão não é tão ruim quanto dizem.

Notas finais
Gostaram do capitulo? Comentem, favoritem e recomendem! Adoro o feedback de vocês! Ah, o link pra campanha do Leo é esse aqui: http://leokz.com/campanha/ Vocês podem fazer a diferença, nós podemos fazer a diferença na vida de uma pessoa. Ajude.