Notas iniciais
MEU DEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEUS. QUE GOSTOSO VER ESSE POVO LINDO DE DEUS COMENTANDO *-----* COMENTEM A VONTADE, ISSO FAZ OS CAPÍTULOS SAÍREM MAIS RÁPIDO UHASUHAS. Bom gente, eu particularmente amei escrever esse cap, então espero que gostem também, haha. Bom é isso. Ah. Volto com meu recado do cap 2: Leitores fantasmas, não hesitem em comentar. É MARAVILHOSAMENTE ÓTIMO ver gente que admira sua fic, que acompanha e faz questão de dizer isso. Então já sabem, se quiserem atualizações rápidas é só comentar, beijos de luz. Enjoy *-*

POV TRIS

Duas semanas já se passaram desde meu “encontro” com Tobias, e agora estou saindo do banco. Andrew me ligou mais cedo dizendo que já havia depositado a tal mesada, e novamente discutimos por conta do alto valor, não imaginei que era tanto. Nunca conseguirei gastar isso em um mês.

Assim que atravesso a porta giratória resolvo ligar pra Will, preciso confirmar nossa viagem amanhã.

Hey, Will. – Digo baixo pra não chamar a atenção de outras pessoas na rua. Preciso logo de um cartão ou terei problemas em guardar esse dinheiro.

– Tris! – Ouço o grito de animação de Will e reprimo uma risada. Fazia tempo que não nos víamos. – Como vai, loira?

– Estou... – paro de falar assim que ouço a voz de uma mulher gritando ao fundo. Christina.

– É a Tris? Rápido, me dê esse telefone Will. Rápido! – Escuto um barulho esquisito do outro lado da linha, e por instinto o afasto um pouco da uma orelha. – Tris! – Christina grita – Me conta, as malas já estão prontas? Estou em dúvida de levar 4 ou 5 biquínis, Will disse que tô levando muita coisa, mas eu n...

Chris! – dou um grito discreto – Pode calar um pouco a boca? – Ouço uma risada fraca de desistência ao outro lado da linha. Faz tanto tempo que não viajamos juntas, e eu até estaria mais ansiosa se Tobias não fosse também. – Vão passar aqui que horas pra me buscar?

– 05h50min da manhã estaremos na recepção, e hoje à noite 20h00min no Zeke’s. Hey Tris, escuta... – Christina abaixa o tom de voz, como se fosse me pedir um grande favor. – sei que foi um erro convidar Tobias, mas... Por favor, Will está louco pra te ver. Odeio vê-lo chateado.

Sinto-me arrepiada só de pensar em um reencontro de verdade com Tobias. Não sou muito fã de viajar com ele, mesmo com tantas outras pessoas.

– Claro Chris. – Respondo rápido. – Pode deixar que irei.

Nossa chamada termina assim que entro em casa. Respiro fundo e assim que fecho a porta, Lolli, a York Shire que adotei, vem correndo ao meu encontro.

– Oi minha garotona, sentiu falta da mamãe? – Me agacho e faço carinho em sua cabeça e em seu queixo. Adotei Lolli faz quatro dias, Christina disse que seria bom pra não me sentir sozinha. E realmente é. Lolli consegue me tirar sorrisos quando eu menos espero.

Levanto-me e sigo em direção ao meu quarto. Assim que chego, jogo minha bolsa na cama e abro meu guarda-roupas num movimento. Preciso achar meu vestido em meio às outras roupas.

– Vestido preto... Vestido pre... Achei!

O jogo em cima da cama junto à bolsa e tiro meu short e a regata, ficando apenas de lingerie.

Quando fecho a porta do armário, dou de cara com meu reflexo. Magra, estatura média, seios pequenos. Não me acho sensual, nunca me achei.

Me pego mordendo o lábio inferior na tentativa de reprimir o pensamento, sem muito sucesso. Abro o armário de cima e pego uma toalha e sigo para o banheiro assim que tiro minha calcinha e o sutiã.

Ligo o chuveiro no máximo. A água quente escorre pelo meu rosto e corpo levando junto todo o stress. Por um momento eu consigo libertar minha mente de todas as coisas ruins. Por um momento eu consigo perdoar.

Canto baixinho enquanto a água passeia pelo meu corpo.

Lay my head, under the water | Deite minha cabeça debaixo d’água

Lay my head, under the sea | Deite minha cabeça debaixo do mar

Excuse me sir, am I your daughter? | Desculpe-me senhor, eu sou sua filha?

Won't you take me back | Você não vai me leva de volta

Take me back and see? | Levar de volta e ver?

There's not a time, for being younger | Não há tempo pra ser jovem

And all my friends, are enemies | E todos os meus amigos são inimigos

And if I cried unto my mother | E se eu clamei pela minha mãe

No she wasn't there | Não, ela não estava lá

She wasn't there for me | Ela não estava lá pra mim

~^~^~

“Pode descer, já chegamos”. É a mensagem que Christina me mandou há mais ou menos 5 minutos. Vejo a porta do elevador abrir e enxergo o carro de Will parado em frente à porta de entrada do meu prédio. O som da buzina invade meus ouvidos enquanto caminho em sua direção.

~^~^~

Will tenta puxar assunto por todo o caminho até Zeke’s . Respiro fundo antes de entrar no restaurante, afinal, sei quem está lá e o que ele significa pra mim. Will e Chris andam a minha frente, me fazendo ser a última a entrar.

Assim que atravesso a porta de vidro encaro uma mesa com 10 lugares e Tobias ao lado de Zeke. Tento ignorá-lo o máximo possível olhando para o pequeno mamífero que está correndo em minha direção.

– Tia Tris! – Ele grita enquanto corre. Ajoelho-me no chão pra poder abraça-lo.

– Hector! Meu Deus, como você cresceu garoto. – Ele pula nos meus braços, e ficamos nisso por algum tempo, e assim que nos separamos digo:

– Tá até parecendo um pequeno homem agora. – Eu solto uma risada e bagunço seu cabelo.

– Eu SOU um homem, tia Tris. A Lynn disse que eu tenho um...

HEEY, pirralho. Poupe a Tris de sua masculinidade. – Lynn dizia enquanto se aproximava de nós dois. Hector então mostra a língua pra irmã e sai pisando duro até seu lugar na mesa, ao mesmo tempo em que me levanto. – E você Srta. Prior, como vai?

Minha vista já está embaçada pelas lágrimas que insisto em segurar. Lynn foi a pessoa que mais me ajudou com o lance de Tobias, e devo muito à ela por isso.

– Para de graça, sua careca azeda. – Ouço a risada de Lynn e sinto seu abraço forte e aconchegante. Uso toda minha força nele na tentativa de descarregar todas as minhas preocupações. Lynn parece fazer o mesmo, mas ela é notavelmente mais forte que eu.

– Lynn... ar. – Digo em um fio de voz. Logo após isso ela me solta ainda rindo e com o dorso da mão limpa minhas lágrimas que agora não me preocupo mais em esconder.

– O tempo passa e ainda continua chorona, Beatrice. – Ouço a voz de Uriah no meu ouvido e me viro em um movimento. Marlene ao seu lado, sorridente como sempre. Sem hesitar abraço os dois de uma só vez.

– Uri! Mar! Meu Deus, que saudade. – Nos envolvemos num abraço triplo. Ficamos assim por alguns segundos até nos soltarmos. Quando me afasto e Uriah e Mar dão as mãos, consigo observar nos dois, alianças quase idênticas.

– Vocês estão... – Hesito em continuar. – Noivos?

– Noivos e... – Mar faz uma pausa dramática enquanto passa a mão esquerda sobre a barriga. – esperando um bebê.

– Eu não acredito. Meus parabéns! – Minha mão vai à boca que formava um ‘o’ no momento. – Meus parabéns, mamãe! – Abraço Marlene com toda minha força, chegando a rir de felicidade.

– Adivinha quem vai ser a madrinha? – Ela sussurra no meu ouvido enquanto nos abraçamos, o que faz aumentar meu sorriso de uma forma inexplicável.

– Ah não, vocês não vão deixar minha comida esfriar pra depois reclamar que estava ruim. – Shauna sorria enquanto se aproximava de nós com os braços cruzados. Já havia a encontrado semana passada quando vim aqui com Chris.

– Fala sério Shau, sua comida nunca fica ruim. – Will coloca uma de suas mãos no ombro dela, que solta uma risada em forma de agradecimento. E não tiro a razão dele, a comida de Shauna é maravilhosa.

~^~^~

Após o jantar, Zeke trouxe algumas cervejas pra mesa pra acompanharmos o jogo de baseball. Já faz alguns minutos que sinto o olhar de Tobias pesando sobre meu corpo. Não aguento mais.

– Com licença, eu vou ao banheiro. – Sorrio pra todos enquanto deixo minha bolsa sobre a cadeira. Caminho em direção ao banheiro do restaurante o mais rápido que posso, me concentrando apenas no som de meu sapato ecoando no chão de madeira. Assim que entro encosto a porta do mesmo, e me apoio com as mãos na pia. Estou encarando a torneira abaixo de minha cabeça quando de repente ouço o barulho de a porta abrir. Tobias.

Tiro minhas mãos da pia e me encolho contra a parede paralela a porta.

– O-O que está fazendo aqui? É o banheiro das mulheres, se não percebeu. – Meu nervosismo era difícil de esconder. Ainda não consigo saber se sinto ódio ou amor por ele.

– Calma Beatrice. – Sua voz rouca me causa arrepios. Tobias levanta as mãos em sinal de rendição, como fez minutos antes de nosso primeiro beijo. – Só vim pra conversar. Não é como se eu fosse te estuprar no banheiro do restaurante do meu melhor amigo. – Seu tom de voz é calmo. Ele fala enquanto se aproxima de mim, percebo uma de suas sobrancelhas se curvarem pra cima.

– É lógico que não! Calma pelo que Eaton? Calma pra você me enganar novamente? Calma pra trair minha confiança DE NOVO, Eaton? Peça-me qualquer coisa, menos pra ter calma. Pode por favor sair dessa merda de banheiro e me deixar em paz? – Eu cuspo as palavras enquanto aponto a porta, mas Tobias continua me encarando. Ele abaixa suas mãos, as deixando ao lado de seu corpo.

– Não, Beatrice. Não posso simplesmente sair dessa merda de banheiro sem você me ouvir.

– Eaton, quantas vezes tenho que falar que eu não quero conversa com você? – Minha voz sai baixa, quase num sussurro.

Beatrice, não é nada disso que está pensando.” Escutei algo assim antes de me virar e dar o tapa em seu rosto.

Nunca. Nunca mais dirija uma palavra a mim – Eu não sabia se eu gritava, mas foi alto o suficiente pra ele escutar. Eu já me sentia tonta por tudo que tinha bebido antes, e depois disso só lembro de ter acordado em meu quarto.”

Tobias continua me encarando sem nenhuma reação, o que me causa um ódio profundo. Eu não quero lembrar-me de seu beijo com Nita toda vez que o vejo. Não quero pensar em quantas vezes ele me traiu. Não quero lembrar as coisas boas que fizemos juntos, e principalmente, não quero sentir falta dele. Eu explodo.

– EU TE ODEIO TOBIAS, EU TE ODEIO. – Minha voz sai mais alta que o esperado. Meu corpo se move sem meu consentimento e vou pra cima de Tobias com toda minha força, mas antes de acerta-lo consigo sentir suas mãos segurarem meus pulsos. Meu corpo se choca contra a parede gelada e vejo Tobias posicionado a minha frente, ainda segurando meus pulsos e me impossibilitando de sair. Nossas mãos estão do lado da minha cabeça. Eu não consigo gritar, não consigo falar, não consigo nem sequer respirar direito.

– BEATRICE! – Seu grito me causa arrepios, poucas vezes o vi fazendo isso. Observo sua cabeça abaixar. Sua respiração está tão alta e descompassada que consigo ouvi-la. – NITA apareceu ao meu lado logo depois que você foi pegar aquela bebida com Christina. Ela estava tão bêbada que qualquer um, Beatrice, QUALQUER UM poderia fazer qualquer coisa com ela e ela nem perceberia. Ela caiu em meus braços, e quando fui falar pra ela ir pra casa ou chamar um taxi que ela me beijou, Beatrice. ELA me beijou.

Seus olhos azuis se encontram com os meus.

– Não estou pedindo pra que acredite em mim, pra que me perdoe ou algo do gênero. Eu sei que não mereço, aliás, nunca mereci nada seu. Apenas queria deixar tudo claro, explicar exatamente o que aconteceu aquela noite. – Tobias sussurra, e o arrepio se intensifica ao sentir sua voz rouca contra minha boca.

Ouço a porta se abrir rapidamente, mas não desvio o olhar de Tobias. Sinto uma lágrima escorrer de meu olho esquerdo, mas antes que eu consiga identificar se é de felicidade ou não, ouço a voz de desespero de Shauna.

– Tris! – Tobias solta meus pulsos que já estavam avermelhados. – Tris, você tá bem? Ele tentou te machucar? – Shauna me abraça com força, me soltando logo em seguida. Ela examina meu corpo procurando algum corte ou machucado que ele possa ter causado.

– Não – minha voz sai fina e rápida – não Shau. Tobias e eu estávamos apenas... Apenas conversando. – Meu olhar não se desviou dele por nenhum segundo.

– Tem certeza? – Shauna me encara.

– Tenho. Eu só pedi algumas explicações pra ele e ele... Me explicou. – Forcei um sorriso amarelo, e consegui me livrar de perguntas por essa noite.

Eu poderia tê-lo acusado de tentativa de estupro, ou até mesmo de ter me machucado. Mas não. Posso odiar Tobias mais que qualquer coisa nesse mundo, mas jamais seria capaz de fazer isso.

~^~^~

Sinto gosto de sangue após passar um longo tempo mordendo meu lábio inferior. Mil pensamentos me vêm à cabeça enquanto estou aqui deitada, encarando o teto branco do apartamento. Deixei Lolli na casa de Lynn a pouco tempo, Hector concordou em cuidar dela durante a viagem.

Ouço meu celular vibrar no criado mudo, então o pego.

“Número desconhecido

Tris. Eu... eu sei que disse que não iria pedir perdão. Mas não, eu preciso do seu perdão, galega.”

Meu rosto esquenta em questão de segundos. Como ele sabe meu número?

“Resolvemos isto amanhã, Tobias.”

É tudo o que consigo escrever.

Às vezes eu queria ser mais forte e menos emotiva, assim como Natalie era. Como sempre quis me ensinar a ser, e nunca conseguiu.

Meu celular vibra novamente.

“Estou ansioso pra vê-la, Tris.”

Notas finais
Comenteeeeem. Gostaram gente? Sejam sinceros. Eu gostei muito de escrevê-lo *---*