Under The Hell's Gaze

6 Welcome To My Golden Hell


Notas iniciais
Oi, oi, voltei~~! Feliz pascoa para todos! E se não celebram a pascoa então simplesmente que tenham um feliz dia~~! Espero que gostem do capítulo, esforcei-me bastante para escrevê-lo e postá-lo hoje~~ boa leitura =^u^=

Os primeiros fios de sol espalhavam-se no céu escurecido pela noite e as nuvens, leves e brancas, faziam-se passageiras, um sinal de dia limpo e até quente para a estação, coisa que não havia se visto desde o início do longo inverno.

Camuflados pelas folhas das grandes e impetuosas árvores da floresta, um grupo de guerreiros intimidantes ocupava-se com a tarefa de arrumar os pertences utilizados para passar a noite e com a mentalização de que se iriam envolver num duelo inesperado contra soldados anónimos.

– Qual é o problema do teu amigo, Kise? Ele não tem noção daquilo em que se vai meter ao desafiar-nos, tem? — o capitão da armada suspirou pesadamente e passou a mão pela cara, esfregando os olhos despercebidamente, a tentar afastar o sono que parecia sempre reinstalar-se na sua cabeça. — Eu estou demasiado cansado para ir lutar com soldados que nem pertencem a um reino... — voltou a entreter-se na tarefa de confirmar que o seu cavalo transportava o necessário para a entrega ao rei. — ..mas eles são fracos, nem sei se têm armas suficientes para todos lutarem, por isso isto deve acabar rápido e claramente com uma vitória do nosso lado. — o moreno acabou de pendurar uma das armas que carregava a uma das malas, para facilitar a transportação, e olhou de relance para o mais novo, que ainda parecia ocupado com as suas próprias tarefas. Libertou um suspiro de novo ao perceber que não receberia qualquer resposta do maior, e afastou-se, indo apontar ordens ao resto dos soldados.

A mente de Kise deambulava por meio de mil pensamentos incompreensíveis que lhe preenchiam o cérebro de teorias e questões. Não conseguia entender a verdadeira razão que levava o azulado a aventurar-se num confronto que resultaria numa derrota. Kuroko nunca havia sido imprudente e o loiro sempre pensou que essa seria uma das características na personalidade do outro que nunca mudaria, mesmo com o longo tempo que passou. Então esta decisão confundia-o profundamente, tanto que até se tolerou a ignorar as palavras do seu superior que falava com ele. Soltou um suspiro de leve e dirigiu os olhos para o céu, encarando assim as poucas nuvens que se movimentava pela tele azul do céu.

– Isto não tinha que acontecer depois do que se passou em Rakuzan.... — fechou os olhos e cedeu à necessidade de relaxar a mente, simplesmente libertando os seus pensamentos e revivendo o que ocorreu no dia anterior.

Após uma longa e exaustiva viagem vinda do reino do leste, Kaijou, o esquadrão principal, comandado pelo melhor general do rei, havia finalmente chegado ao mais antigo e poderoso governo da história, imperador da criação, Rakuzan. E, imediatamente acolhidos e comandados até ao salão principal, o novo e aterrador imperador trouxe uma onda de nostalgia até Kise, que incontrolavelmente, sorriu honestamente ao ver o ruivo.

– Já passou muito tempo desde a última vez..Akashicchi.. — enrijeceu a expressão, para não demonstrar sentimentos em frente do outro, mesmo que os seus olhos transbordassem de afecto e alegria ingénua.

– É verdade, Ryouta....muito tempo mesmo.... — um olhar um tanto maldoso surgiu enquanto a figura do loiro era avaliada de cima a baixo, e teve necessidade de esconder o sorriso que apareceu em seus lábios com as costas da mão. Kise havia realmente se tornado um guerreiro digno de reconhecimento.

– A-ham. — os dois pares de olhos foram redirecionados para Kasamatsu, que tentava desesperadamente acabar com a situação constrangedora para os outros. — Imperador.. — curvou-se levemente em instinto para prestar respeito ao superior — Viemos como mensageiros do rei da Kaijou com intenção a propor-lhe uma aliança com o reino. Pensamos que será um meio de benefic—

– Eu recuso. — todos os olhares na sala fixaram-se no ruivo, no momento em que este acabou de pronunciar tais palavras.

– Desculpe? — o moreno havia ficado abalado pela decisão imediata de Akashi, que nem havia esperado para acabar de ouvir o resto do discurso.

– Porquê? — Moriyama, um soldado de cabelos escuros e olhos coincidentes, e corpo alto e magro, perguntou em impulso, tentando obter resposta à pergunta pendente e também defender o orgulho do seu colega e reino ao qual pertencia. Kaijou não merecia ser recusado, muito menos sem hesitação como havia sido feito.

– Não pensem mal de mim, eu reconheço a dignidade e força do exército da Kaijou... — o ruivo, que era o menor da sala, levantou-se do seu trono e avançou até perto do grupo, mantendo seus olhos focados na atenção de Kise. — Mas, vou confessar, não estou interessado em alianças que resultariam num estorvo para Rakuzan. — a impotência imposta nas palavras acentuaram a irritação que ferveu por dentro do loiro, que em reflexo enfrentou o olhar heterocromático do mais novo.

– Akashicchi, o que....o que disseste...?

– Foi exatamente o que ouviste, Ryouta. — sorriu maliciosamente e permitiu-se fechar os olhos durante um nano segundo, abrindo-os depois rapidamente. — Não vou aliar-me a fracos.

O instinto selvagem de Kise ficou apoderado da raiva fervescente e, numa ousadia imprevidente, rodou os braços e desembainhou a espada, que com o próprio movimento de desprender a arma e devido à proximidade em qual se encontrava Akashi, acabou por golpear um corte profundo no estômago do ruivo. O imperador corresponde de imediato ao retirar sua espada e atacar a de Kise, que ainda em choque pelo que havia acabado de fazer, perde a garra sobre a arma e deixa-a cair, ficando desprotegido contra a espada do ruivo, que o tentava atacar decisivamente.

– KISE!! — Kasamatsu, para proteger o loiro ao ataque, puxa-o instintivamente para perto, e num estado assustado e enraivecido, tenta pensar numa maneira de saírem do local. Contudo, antes de seus pensamentos de propagarem, apercebe-se do evidente ataque de Akashi, que vinha em sua direção assertiva e descontroladamente. Mas um par de braços fortes agarram os ombros e braços do imperador, para o impedir de executar algo que mais tarde poderia se arrepender.

– GUARDAS!! Levem-nos daqui para fora, foi um ataque ao imperador! Se eles não saírem daqui de imediato, eu próprio vou atacá-los. — os soldados armados adentraram de imediato pelo salão e guiaram os membros da Kaijou para fora dali, no momento em que a voz de Mibuchi Reo, o mais fiel general do imperador, foi pronunciada no local. Este segurava fortemente o corpo de Akashi, que começava a sentir as suas pernas bambas devido à perda de sangue que corria do seu estômago.

E então, depois de serem expulsos do castelo real, viajaram de novo em direção a Kaijou, com notícias negativas. E o corpo de Kise quase foi espancado quando este realmente se apercebeu o que havia provocado.

O milésimo suspiro foi largado no ar quando Kise se relembrou da manhã do dia anterior e o cansaço que sentia, infelizmente, parecia só ter-se tornado ainda maior. Akashi havia mudado bastante. Ele nunca havia sido provocador e maldoso, ele nunca havia mostrado aquele olhar de desumanidade nos olhos, e tal como os boatos dizem, ele realmente havia se tornado uma personagem aterradora. Ele próprio tinha mudado desde antes, então não sabia porque se admirava que o ruivo tinha mudado. Porque se admirava que o azulado tinha mudado.

Todavia, Kuroko havia provocado algo que, no fundo do coração, ele aguardava ansiosamente, de sorriso sincero no rosto.

–X-

O som de passos, a pisar ramos secos e indigentes e folhas caídas, enfeitavam o chão de um verde cintilante, incomum para o Inverno áspero e rigoroso que estavam ultrapassando. E a iluminação insólita não acomodava a atmosfera pesada envolta dos ex-habitantes de Rakuzan. Um nervosismo inevitável parecia propagar-se por cada prolongado minuto de silêncio e a repreensiva reconsideração dos actos anteriores era geral porém momentânea. Ao encararem o Kuroko por apenas momentos, e observarem o seu rosto fragilizado mas confiante, relembravam-se da tão forte razão que os havia levado a arriscarem-se no duelo.

– Minna-san, antes de continuarmos preciso de vos informar a todos de algo, especialmente a ti, Kagami-kun… — as figuras de todos se viraram e pararam ao ouvir palavras mencionadas pelo azulado silencioso, que mantinha um ritmo de andamento demorado pelos pensamentos sobre os acontecimentos presentes. Pela primeira vez no dia, encarou todos para falar determinadamente. – O que viram ontem da habilidade do Kise-kun, a cópia perfeita…eu tenho a certeza que aquilo não é nem metade das capacidades dele…e pelo que eu vi, que não me espanta, a sua técnica melhorou tanto que eu nem tenho a certeza se é realmente a mesma pessoa….por favor tenham cuidado. – uma troca de olhares instantânea realizou-se para depois ser substituída pela consentimento mútuo entre todos.

– Eu não pude observar muito bem por causa da roupa e armadura que ele transportava, então não tenho dados certos mas… — a atenção foi redirigida para a Riko, que tentava arranjar uma forma confortável para se locomover com a armadura que usava, à qual estava completamente desabituada. Ela não tinha intenções de lutar mas manter-se-ia perto, o que a colocava em risco de ser atingida. – as estatísticas das capacidades do Kise são estrondosamente superiores à da média geral…ele é realmente um monstro assustador, pertencente aos Guerreiros dos Milagres. – a menção daquele nome levou Kuroko a sentir um leve desconforto, que não escapou do olho de Kagami, que o observava, porém o desentendimento das palavras de Riko por parte do menor esclareceram ao ruivo que este não conhecia a habilidade da ex-princesa. E a sua duvida não foi esclarecida pelos outros, que nem repararam na sua confusão e apenas continuaram a avançar.

– A Riko estudou desenvolvimento e treino de habilidades em todo o tipo de guerreiros durante muito anos..por causa disso desenvolveu os olhos e estes têm a capacidade de analisar o potencial dos soldados. – Kagami esclareceu-lhe, com um sorriso pequeno e orgulhoso de ter conseguido ler o que ele sentia e desenvincilhar a sua questão.

– Kagami-kun. – um olhar preocupado do menor retornou-o à sua faceta séria. – Não faças nada de idiota, por favor…

– Não te preocupes, pequenote. – sorriu-lhe de forma sincera e radiante, iluminando qualquer insegurança que havia sentido. – Nós fizemos uma promessa, não foi? Nunca faria algo que punha em risco cumpri-la.. – estendeu o punho ao azulado que sorriu de imediato e correspondeu alegremente.

– Sim…..e não me chames isso, por favor.

– Claro, claro, nanico.

–X-

O ar ríspido do campo de batalha havia começado a se aproximar no momento em que, inconscientemente, as duas forças iniciaram uma competição para tentar chegar primeiro ao lugar onde se realizaria o combate, tentando especular maneiras de armadilhar o local e usá-lo como vantagem durante a situação. Contudo, a sincronização da chegada dos dois ao sítio onde se desenrolaria o duelo impediu a execução dos planos imaginados.

De imediato, uma troca de olhares ardentes, entre Kagami e Kuroko e Kise, e entre os capitães, Kasamatsu e Hyuuga, que havia decidido tomar responsabilidade de comandar o grupo, pareciam fazer o ambiente pesar ainda mais e o nervosismo e ansiedade anteriormente sentida, aumentava consideravelmente. Avançaram até que o espaço entre eles fosse apenas um passo atrás de perigoso e o silêncio que se manteve no local realçou o chapinhar de água a escorrer no rio a sudoeste e som da agradável brisa que viajava.

– Nunca pensei que me encontraria numa situação destas contra ti, de toda a gente...Kurokocchi... — as pálpebras de Kise estreitaram-se levemente e um sorriso sarcástico formou-se nos seus lábios, reação que levou o azulado a tensionar os músculos.

– Sinceramente, não me surpreendo, Kise-kun. — Kuroko abriu e fechou a mão repetidamente, preparando-a para qualquer movimento rápido que fosse necessário executar e para ter a certeza que o sangue não pararia de pulsar, coisa que duvidava com o coração acelerado que possuía de momento.

– Eehh??? Que cruel, dizeres algo assim~~. — por momento o loiro fez bico e permitiu-se fazer pouco da situação, como se o que iria acontecer não passasse de algo passageiro. Porém, logo se recompôs ao comportamento anterior.- Eu vou te dar uma última chance de acabar com isto de forma a ninguém se magoar ou humilhar... — Kagami cerrou os dentes e parecia querer atacar logo mas a mão de Izuki impediu-o de concretizar o ato imprudente. E o olhar confuso e cauteloso que Kuroko lhes lançou demandou uma resposta imediata. — Junta-te ao nosso reino, Kurokocchi. O teu talento para o combate será desperdiçado se ficares no meio deles, e tua vida ficará um inferno. Se te juntares poderás voltar a sentir a sensação da vitória como nós a sentimos anteriormente...não desejas reviver isso...?

– Não. Eu não desejo reviver nada do que se passou. — por breves momentos os olhos de azúis se encheram de mágoa e angustia. — Peço desculpa mas vou ter de recusar a tua oferta, Kise-kun.

– Continuas sempre educado e dessa forma, mesmo nesta situação. — suspirou e acabou por rir-se sarcasticamente. — É patético como consegues ficar assim quando as probabilidades de morreres aqui são tão grandes... Ridículo. — o corpo do menor não hesitou nem um centímetro. Mas o de Kagami tremia nervosamente de uma raiva intolerável que lentamente dominava o seu corpo. Não conseguia conter as suas ações ao ouvir o outro rebaixar o seu parceiro e todos os seus companheiros como estava fazendo. E depois apercebeu-se: já não havia razão para se conter.

– Vais pagar por isso, seu—!!! — os olhos extasiados de Kagami revelaram tudo mesmo antes de este começar a correr e enquanto se movia desprender a espada e erguê-la para atacar Kise, que já se encontrava perto de si. Este, que como o capitão havia-lhe indicado e avisado, esperava o ruivo descontrolar-se e atacá-lo sem se importar com os colegas que o olhavam preocupado e apavorados, então preparou-se para interferir no ataque incauto com um ágil golpe certeiro no estômago que claramente o abalariam. Contudo, um dos guardas mais novos e inexperientes não previu a jogado do loiro, e a tentar evitar que este se magoasse, colocou-se em frente a Kise para receber um largo corte diagonal profundo, do ombro esquerdo até meio da coxa direita, colapsando com a dor e grande perda de sangue imediata. Os olhos dourados arregalaram-se perigosamente e este cerrou os dentes após engolir a saliva acumulada na garganta. Ele havia-se comprometido a não deixar ninguém morrer, especialmente os novatos que eram enviados como guardas quando eram obrigados a entrar para a força militar; e mesmo assim acabou por deixar de cumprir aquela promessa. Havia deixado de cumprir outra promessa.

Teve intenção imediata de se movimentar para reagir ao golpe infligido no outro contudo a sua ação foi antecipada por Kasamatsu, que mesmo sempre querendo ser cauteloso, desamarrou sua espada num impulso e aproveitou-se da aproximação de Kagami, que ainda se encontrava desprotegido pela sua própria confusão, para atingi-lo, com puro propósito de matá-lo.Todavia, este ataque foi previsto por Kuroko, que despercebido por todos os olhares ainda paralisados, aproximou-se e investiu sua arma contra a do inimigo, surpreendendo todos os que não o viram dirigir-se e, ao mesmo tempo, tirando todos do transe ao qual estavam submetidos com o som estridente de metal contra metal.

Um caos instalou-se rapidamente e a maioria de pessoas a representarem a Kaijou, mesmo que fosse por apenas cerca de 10 pessoas, fez-se notar. Um agrupamento de combates desencadeou-se no meio de gritos e chios de espadas a serem desembainhadas. Kise, que logo tentou cortar o pescoço de Kagami, que se desviou com um salto longo para trás, acabou por copiar a técnica usada por Kagami quando este o tentou acertá-lo e colocado um golpe no braço esquerdo de Kawahara, que só não foi mais profundo e arriscado pois este avistou a arma do loiro a ir de encontro com a sua figura e por instinto afastou-se, só não o suficiente.

Colisões descontroladas foram distribuídas a uma velocidade alucinante e a locomoção entre Kagami e Kise era difícil de acompanhar pelo olho humano. Movimentavam-se de um lado para o outro, tentando auxiliar os companheiros nas suas próprias lutas, tentativa que acabava por ser impedida devido aos constantes ataques do inimigo. Cópia atrás de cópia, a força tornava-se uma dependência para o ruivo a qual não podia pender demais, sendo que a do loiro equivalia-se ou até superava em alguns aspetos a sua própria. O apoio geral que surpreendia todo o grupo mas apenas irritava Kise era o de Kuroko, que como um fantasma imprevisível e impercetível, deslocava-se por todo o local a parar os golpes que causariam danos mais graves e a atacar aqueles que intentavam golpear os seus companheiros. E sempre mantendo-se como uma sombra atrás de Kagami e da sua movimentação acelerada, os dois enfrentavam Kise com o trabalho de equipe que haviam descoberto que possuíam.

Hyuuga, que portava também um arco e flecha e conjunto de setas, sendo que em grande parte do tempo preferia ser um atirador do que combater em proximidade ao inimigo, estava a ser empatado num confronto com um dos atiradores reais da Kaijou, Moriyama Yoshitaka, que parecia ter mais intenções de segurá-lo de apoiar o resto do grupo e orientá-los no duelo do que realmente matá-lo. E isso irritava-o profundamente.

Eu necessito de uma pausa, este ritmo está enfraquecendo meu corpo...– um pensamento sarcástico surgiu na mente vazia e concentrada de Kuroko, que quase se descuidou quando se deixou ser visto por um guarda e este o tentara o esfaquear com uma adaga de bolso. Contudo, Izuki, com o seu olhar periférico, viu por entre o ataque e defendeu o azulado do golpe, mesmo que estivesse sendo pressionado por Kasamatsu. Este tinha um olhar assassino e não se continha e ao seu desejo de matar.

A igualdade do duelo manteve-se durante uns minutos corridos mas lentamente encetou a alterar-se. O cansaço presente nos corpos de todos empeçava a exibir-se e, mais que tudo, a arma secreta fantasma que estava conectando todos os combates individuais, devagar, começava a tornar-se mais notável, até que Hayakawa realmente conseguiu atingir-lhe com a base da espada de ferro negro que carregava, quase lhe retalhando o braço direito se não fosse pelo puxão que Tsuchida, que se encontrava perto, lhe dera. A situação estava a tornar-se demasiado perigosa. E o caos estava a propagar-se rapidamente demais.

– Kuroko!! — por momento, Kagami virou-se do seu confronto para observar a condição do menor e certificar-se que este não havia se colocado em condições graves. Conquanto, o seu adversário não pareceu querer tirar uma pausa, sendo que o conflito de armas recomeçou e o chilrear do metal com o impacto poderoso fazia-se ouvir no meio dos duelos. Estas pressionaram-se durante uns segundos, numa disputa de força entre os dois cavaleiros.

– Porque não reconheces logo que não és forte o suficiente para me derrotar !?? — Kise afastou-se levemente, provocando um mínimo desequilíbrio no ruivo, e aproveitou a hesitação para tentar um forte corte horizontal no peito de Kagami. Este, instintivamente, executou um salto lateral, rebolando no chão e acabando de novo em seus pés, para se levantar e atacar o outro antes que este o fizesse. — Qualquer que seja a técnica que efetues, eu vou copiá-la e executá-la ainda melhor! Tu ainda estás anos-luz de distância dos Guerreiros dos Milagres!

– O que disseste?!!!! — aquelas palavras pareciam irritar profundamente Kagami, que impôs mais força na sua espada e realizou variados golpes defendidos em Kise.

– Olha em volta, Kagami. — de novo, as armas pressionaram-se e, de forma cautelosa, o maior deixou-se apreciar os arredores, assustando-se com o que via. A superioridade eminente da Kaijou era irremediável e o desespero que alguns dos seus companheiros emitiam, junto da exaustão, incomodava visceralmente o combate de Kagami. — A força e resistência dos teus amigos não consegue acompanhar a da Kaijou. Eles acabarão todos mortos e tudo por causa de uma decisão idiota tua e do Kurokocchi. — sorriu vitorioso e maliciosamente ao notar como estas palavras pareceram perturbar o ruivo. — Pensei que, pelo menos, tu podias um adversário digno do meu tempo mas vejo que estava enganado. Podes te esforçar mas nunca me irás derrotar. — o loiro baixou levemente os joelhos e atingiu um corte no estômago, que não foi profundo devido à armadura velha que transportava — Este é o mundo real, aceita-o.

O mais novo ouviu as palavras e, com um longo salto para trás, afastou-se e abaixou a cabeça. Kise demonstrou o seu sorriso vencedor, que impregnado de malícia, exibia o quão inferior o outro se encontrava em termos de capacidades de combate que até rendeu-se. No entanto, a sua vaidade acabou quando reparou que os ombros de Kagami tremiam de cima abaixo e um som de riso histérico e humilhador se gerou no ar. O olhar de tigre feroz, agora ainda mais fortalecido e entusiasmado, foi de novo direcionado ao loiro, e este não pode evitar tensionar perante a intensidade.

– Desculpe, desculpe, não queria rir-me do seu discurso. É que estou realmente feliz.

– Feliz...? — a mão envolta da base da espada do loiro apertou com força o material, como se certificasse que este não lhe escaparia das mãos.

– Há muito tempo que não ouvia ninguém a tentar rebaixar-me. Eu adoro desafios, e sinceramente, nunca pensei que os guerreiros milagrosos fossem tão interessantes. — alguns haviam até parado momentaneamente para tentar entender o que se passava entre eles. Nenhum se havia atrevido a intrometer no combate entre aqueles os dois, então, mesmo que aquilo parecesse guerra, deixavam-lhes ter privacidade. — Isto ainda mal começou, é cedo demais para celebrares a vitória! E não te esqueças que eu tenho uma sombra a apoiar-me! — Kise pareceu tremer de raiva ao ouvir aquela comparação metafórica de Kuroko. — Podes vir com tudo, Kise!

– Tch, vais te arrepender de dizeres isso... — libertou apenas um último sorriso sarcástico e malvado, porém este já com os olhos sérios e concentrados, como nunca haviam anteriormente estado.

Eu vou te levar ao inferno, Kagami Taiga.

Notas finais
O Kise está fulo, nem sei como hei de escrever o resto do duelo no próximo capítulo XDDDD ESPERO QUE TENHAM GOSTADO~~!!! E como sempre quero agradecer a quem leu, acompanhou, favoritou e comentou minhas fic!!!! Obrigada Shi-chan, Alice-chan, Yume-chan, Yue Emi Tsuki-chan, TsukiHikari-chan, AkaUke-chan, Ciene Uzumaki-chan e Ryuu-chan!! Vocês me motivaram muito a escrever rapidamente com seus comentários maravilhosos!! Agora passemos às perguntas~~ 1) - Porque o Kuroko disse que não se surpreendia em enfretar Kise, de todos os outros? 2) - O que realmente aconteceu que faz com que os olhos de Kuroko se encham de mágoa quando ele se relembra do passado? 3) - O que acham que foram as outras promessas que Kise não cumpriu? 4) - Qual acham que será o acontecimento nesta batalha que começará a fazer surgir sentimentos dentro do Kuroko e Kagami? Por este capítulo é tudo~~ espero que se tenham sentido satisfeitos com o capítulo e que tenham gostado! E que estejam a ter um maravilhoso dia e uma pascoa muito divertida (^U^) POR FAVOR COMENTEM!! ISSO ME AJUDA MUITÍSSIMO E ME DEIXA SUPER FELIZ!!! Por favor contribuem para isso~~!!!! Espero-vos no próximo capítulo~~ bjss~~