Under The Hell's Gaze
7 Are We Closer or Are They Farther?
Notas iniciais
" Eu vou te levar ao inferno, Kagami Taiga."
Após as palavras pronunciadas, os olhos dourados queimaram e o corpo do loiro movimentou-se num reflexo rápido, erguendo a espada para tentar um corte completo no corpo de Kagami. Este, esperando o ataque, afastou-se para trás e deixou que Kuroko, que agora estava perto de si para o ajudar no combate, defendesse o novo golpe dando disponibilidade para ele mesmo tentar o seu contra-ataque furioso.
– Com o Kuroko-kun.....sim, o Kagami-kun tem razão... — a Riko, que analisava o combate, murmurou para si. Compreendia perfeitamente as palavras que o ruivo dissera, agora. — A fraqueza do Kise-kun é o Kuroko-kun....junto dele, que é ágil e rápido para defender os ataques dos outros e se movimentar pelo local de combate, o Kagami-kun tem tempo para executar as suas melhores habilidades e assim imobilizam o adversário...
Kise abaixou-se de um ataque frontal mas foi surpreendido pela presença repentina de Kuroko que avançou para o ferir no ombro, porém, antes que o conseguisse, copiou o desvio que Hyuuga havia efectuado ao evitar a espada do seu general, Kasamatsu, e lançou-se numa mão, com um salto mortal afastando-se.
– O Kuroko-kun individualmente pode ser o cara mais fraco daqui, mas é o único cujas capacidades o Kise-kun não consegue copiar...e ao usar a sua presença de sombra lado-a-lado com o Kagami-kun fazem a equipa perfeita..
O ruivo saltou para se aproximar de novo e tentou um golpe horizontal veloz no loiro mas este que viu por dentro do movimento endireitou sua espada contra a do outro, pressionando a lâmina com a sua mão livre para puder empurrar o outro e não ceder. Todavia, Kagami não forçou o golpe provocando um desequilíbrio no outro e este erro foi aproveitado por Kuroko, que estando atrás do maior, inferiu um corte nas suas costas.
Conteve um gemido de dor, virando-se de imediato para tentar atingir o azulado, que já havia escapado. A retornar a atenção a seu principal adversário, confirmou que este já se intencionava a tentar abordá-lo de novo, agora mais próximo numa intenção de esfaqueamento. Desviou-se habilmente e sentiu a presença pequena a rastejar para próximo de sim novamente.
– Não pensem que me enganam duas vezes com o mesmo truque! — inclinou-se mais para o chão e com as duas mãos tentou um giro completo da espada no corpo do menor. Contudo, ele havia desaparecido de novo, e agora defendia um ataque de Moriyama, que quase atingira mortalmente Hyuuga no peito. Utilizou o momento para tentar agredir Kagami mas este já tinha erguido sua espada e o tentado atacar com o seu momento de distração e obrigou-o a colocar-se em posição de defesa.
– Tch...esta combinação entre aqueles miúdos é perigosa... — Kasamatsu afastou-se com Moriyama quando este fora acertado de leve por um corte, e olhou atentamente a dupla de luz e sombra. — Mas os outros também são bons...aquele Hyuuga, o líder, também dá trabalho
a lidar com ele...
– Temos que manter a guarda erguida....Kasam--general, toma cuidado...
– Não me chames de maneira tão formal, é perturbante. — coçou a nuca, sentindo-se ficar constrangido pela forma como foi tratado. Ele sempre ficava assim quando se referiam à sua posição, especialmente amigos com quem se relacionava à tanto tempo como eles. — Agora temos de voltar antes que reparem na nossa falta e venham-nos fazer uma surpresa... — correram de volta ao campo de batalho. Imediatamente, o mais velho foi proteger Kobori que quase fora atingido por uma flecha nas costas, esta que foi mandada por Mitobe, escondido entre as árvores em cima de um ramo forte e seguro.
" Os movimentos e reflexos de Kuroko por entre toda a equipa são uma arma poderosa e o talento de combate do Kagami é inegável, mas a coordenação entre eles é ainda mais arrojada..."pensara o moreno.
Voltaram a fazer equipa dupla contra o loiro, que parecia ainda mais irritado, e ao deixar-se levar pelo impulso foi distraído pela velocidade com que a sombra que era Kuroko passou para trás dele e esqueceu-se por momentos do adversário muito maior que tinha de enfrentar, este que foi capaz de atingi-lo com um golpe de leve no ombro antes que o esquivasse.
Colidiu armas contra o azulado, que mesmo após vê-lo ser ferido pelo companheiro tentou na mesma impor a sua marca no corpo do loiro. Porém este viu por entre a tentativa e defendeu-a violentamente.
– Kise-kun, és realmente forte. — Kuroko falou, ofegando um pouco pela força que tinha de exercer no ataque, antes de se afastar de Kise e olhá-lo com uma determinação palpável. — Eu sou inútil sozinho e o Kagami-kun não tem chances contra ti...mas quando trabalhamos juntos, temos uma chance. E não nos podemos esquecer do apoio de todos os outros. — com isso dito baixou-se e deixou que a seta que estava ouvindo chegar fosse em direção do mais velho. Este riu-se e copiando a própria técnica que Kagami tinha usado anteriormente, deu um salto lateral e evitou o material voador.
– Tsk, tu realmente mudaste Kurokocchi. Nunca lutávamos assim enquanto estávamos no exército da Teikou.. — as palavras foram faladas com uma rispidez venenosa na voz, que parecia se contagiar pelo ar — ..mas mesmo assim não me vais derrotar! Quem vai ser vitorioso serei eu! — os seus olhos momentaneamente dirigiram-se para o lado, onde a batalha entre o seu general e Izuki se desenrolava arduamente, os ferros a embaterem mais estridentemente que antes e as respirações a começarem a ficar pesadas pelo intenso duelo. — É verdade que não consigo copiar a tua habilidade única, Kurokocchi, mas ela não vai durar muito mais tempo. — reergueu a espada, deixando os seus olhos brilharem de concentração e raiva. — E quando deixar de funcionar por completo, eu vou-vos esmagar!
– Não tão rápido, Kise. — agora era Kagami que evitava o conflito. Mas em seu lugar havia avançado Kuroko que estava agora num mano-a-mano direto com Kise. Este não mostrava mínimas intenções de se conter, balançando a arma de um lado para o outro, aproveitando a sua força e velocidade superior para tentar atingir o maior número de golpes no menor possível, e este podia apenas usar a sua energia restante em defender o melhor que conseguia.
– Nunca pensei mesmo que nos teríamos de confrontar diretamente assim, Kurokocchi..
– Sinceramente....nem eu.
– Ah? Como podes dizer isso de forma tão idiota durante uma batalha? — por momentos expôs uma expressão de troça mas depois o sorriso sádico voltou e a força em seus golpes pareceu aumentar ainda mais. — Desiste, porque aconteça o que acontecer.. — ergueu a espada mas vendo que este logo alçou a sua horizontalmente para bloquear, inclinou o seu corpo para trás e dobrou os joelhos tendo total acesso para cortar o torso do menor. — Tu não me consegues parar!
– Quem te disse que te queremos parar diretamente a ti?! — como um relâmpago a presença de Kagami fez-se aparecer e rosnou como um tigre indomável quando desviou o ataque do loiro, que quase feria gravemente o azulado. — Existe outra maneira de acabar com este duelo... — agora foi a vez do ruivo de libertar um sorriso sádico e vitorioso e passado uns segundos o loiro apercebeu-se do que aquilo queria dizer e virou-se de costas rapidamente e sem pensar.
– KASAMATSU-SENPAI!! — dirigiu os olhos para a figura atrapalhada do seu general que estava combatendo contra três adversários de uma vez. Porém, não viu que com a sua viragem acabara por afligir um corte diagonal em Kuroko que ia desde uma parte do seu peito, no lado direito, até ao ombro esquerdo.
– M-Merda--KUROKO! — a voz do ruivo ressoou logo e este aproximou-se de imediato, segurando o corpo do menor antes que este caísse no chão brutamente.
– Não te preocupes Kagami-kun, eu estou bem...- a sua voz mantinha a clareza e firmeza de antes, como nada se houvesse passado e por momento passou na mente do ruivo o que ele já havia sofrido para aquilo não o assustar minimamente. Depois, apenas o sangue que escorria lhe preencheu os pensamentos e o seu coração torceu-se de culpa e outro sentimento muito para lá da preocupação. As batidas ficaram desreguladas como não deviam ficar a meio de um combate, e apenas o azulado estava em sua mente. Queria protegê-lo e certificar-se que mais ninguém machucava-o. Era a sua estranha mas única vontade que tinha no momento.
– Estão acabados... — Kasamatsu acabou por sorrir com aquilo e encarou Hyuuga que havia ficado espavorido mas tentava manter a cabeça firme na situação em que estavam. — Sem a vossa dupla só vão acabar por se lesionar mais, um por um...deviam decidir em desistir de uma vez.
– Kurokocchi... — Kise, estático, imóvel, petrificado por completo, olhava a cena com olhos desesperados e apavorados, sentindo a culpa completar o vazio que não queria sentir e uma vontade de vomitar surgir dentro dele. Havia estado desde o início com a intenção de matar o menor então não entendia porque não estava feliz por saber que o tinha atingido sem nem tentar. Em vez disso, flashes de memórias do passado viajaram por seus olhos e a agonia viajou por todo seu corpo. Era frustrante.
A Riko, que tinha ficado escondida até aquele momento para não se arriscar em ser envolvida, aproximou-se mais do lugar para puder falar diretamente com eles.
– Kagami-kun, cobre o Kuroko-kun enquanto ele se recupera e concentra-te na defesa! — olhou intensamente nele antes de receber qualquer resposta, positiva ou negativa. — Hyuuga-kun, confio em ti para manteres o equilíbrio! — os olhos castanhos encararam os do maior, que se encontravam em extremo sofrimento por ter de aguentar com os ataques, mas quando viram a súplica da morena que os pedia para ganhar só com o olhar, ignorou toda a dor e libertou o grito do ipiranga.
– AHHHHHH BASTARDOS!! VOU VOS MOSTRAR QUE TÊM DE RESPEITAR OS VOSSOS SENPAIS!!!! — ergueu a espada, acabando com o contacto entre o metal, e empurrou o soldado com quem estivera colidindo, tendo se depois abaixado para evitar um ataque e espetado a faca diretamente na perna deste. Nunca fora ninguém de matar outros num duelo mas de ferir cruelmente ele não tinha problemas. — RIKO!! COOOOORRRAAAAA! — sabia que o inimigo havia reparado como ela era uma peça importante e já se dirigiam rapidamente para tentar apanhá-la. Isso seria o fim deles, não haveria mais discussão. Ele trocaria tudo por ela, até sua própria liberdade, então terem-na como refém era uma vantagem grande demais para o adversário.
O tempo passava cada vez mais e nenhum dos lados dava sinais de que se renderiam. Todos estavam a arriscar-se em lutar entre a vida e a morte pelo seu orgulho. Mas o cansaço começava a crescer cada vez mais para ambos os lados, sendo que ainda mais nos que defendiam de momento, que já ofegavam pesadamente, em pura necessidade de ar que faltava no ambiente.
Acabaram por se concentrar mais em defender-se da Kaijou, que a cada momento parecia mais desesperada pelo final e então, também mais violenta para forçá-los a se renderem e admitirem derrota.
Kagami havia aproveitado os poucos momentos de distração com a aparição de Riko, anteriormente, e tinha escondido Kuroko entre uns arbustos, que devido à sua pequena presença, não era detetado pelos olhares inimigos. O ruivo voltara então ao duelo mas a sua mente não se focara em nada mas confirmar de relance que ele ainda estava lá e que ele não estava morrendo.
– Se pelo menos ele pudesse voltar....se ele estivesse sentindo bem nós conseguiríamos acabar com isto... — bloqueou e empurrou um soldado mais pequeno, sendo surpreendido por um ataque lateral do loiro que ainda o pressionava como antes, agora utilizando a ausência do azulado como sua regalia.
– Peço desculpa pela demora.. — um dos golpes que Kise tentara infligir fora bloqueado pela espada de Kuroko e isso deu tempo para Kagami tentar sua abordagem, provocando um recuamento da parte do outro.
– Kuroko, estás bem? Estás em condições de continuar a lutar...? — tentou disfarçar a preocupação toda que sentia mas tal era irrealizável naquele momento.
– Eu estou bem Kagami-kun....e agora tenho a certeza de como fazer com que Kise não copie as tuas técnicas e sei como vamos ganhar isto...confia em mim...- sorriu de canto antes de se aproximar para contar seu plano ao ruivo.
Com a recuperação da presença do fantasma, o contra-ataque iniciou-se mais forte que antes. A presença dele parecia se multiplicar pelo local e, ágil e invisível, defendia os golpes mais complicados e atacava aqueles que aparentavam estar minimamente distraídos de seu ponto cego do olho.
– Que droga, ele parece que voltou duas vezes melhor...deve ter sido por ter descansado... — os olhos azuis de Kasamatsu captaram por breves momentos a localizam-se do azulado mas logo o perdeu de novo, sendo que redirecionou sua atenção para seus próprios problemas.
Hyuuga estava numa luta acesa contra este, os seus olhos já queimava por detrás dos óculos que usava e que lhe pareciam escorregar lentamente pela cara com o suor dos movimentos. Variava entre balanços completos da espada para ataques profundos e cortes rápidos e ágeis, que tentava atingir por todo o corpo do outro.
Izuki tentava aproximar-se cada vez mais de Moriyama, mas este usava mais flechas e estava a conseguir manter o outro longe com sua precisão e velocidade audaz. Teve que se atirar no chão por uns segundos e rebolar e quando voltou a seus pés lançar-se para a frente para tentar acertá-lo, contudo este retirou a adaga que carregava e desviou o corte antes de ser esfaqueado.
De cima das poucas árvores que haviam envolta do local, Hayakawa exercia suas capacidades rápidas de trepar e constantemente tentava atingir Koganei ao saltar e erguer a espada para um corte único e eficiente, porém o "cara de gato" via sempre por dentro do ataque com o tempo de aviso que tinha, sendo que o outro sempre gritava histericamente e isso o avisava de onde viria.
Os dois lados pareciam querer começar a render-se sendo que a exaustão começava a acumular-se cada vez mais. Porém, Kise não pareceu nem um pouco interessado nisso. Arregalou os olhos e com uma expressão assustadora de séria, correu até ao ruivo e, contorcendo o corpo para evitar bloquei-os, abordou-o diretamente para esfaqueá-lo.
– Não vou perder. Eu definitivamente não vou perder para vocês. Nunca! — o olhar perturbante que ele lhes lançou era psicótico e perfurava por entre todos eles. Todavia, Kuroko podia apenas sorrir e olhar para Kagami, acenando com a cabeça que sim.
É uma estratégia simples, que só vai funcionar uma vez Kagami-kun. Ouve-me bem...
– Kise, acaba com eles!! Acaba com isto de uma vez por todas!! — a voz do general ecoou entre o silêncio que não existia mas todos sentiram um nervosismo instalar-se dentro do peito.
Kuroko e Kagami, de novo em posição de combate contra o loiro, avançaram a correr tentando abstrair os olhos perspicazes do outro com a velocidade, mas agora, diferente de todas as outras vezes, em vez de Kagami avançar e Kuroko o distrair ou concentrar-se em defender, ele próprio foi na frente.
" Esperem, o Kurokocchi na frente? Mas ele não consegue fazer abordagens diretas, ele nunca dominou a técnica*" — o mais velho pareceu muito confuso com aquilo e isso foi satisfatório para os dois.
Kuroko, pondo-se na posição básica para a abordagem, ergueu a espada concentrando toda a sua força para tentar atacar Kise. Este, no entanto, conhecia demasiado bem um ataque simples como aquele e apenas ergueu a espada para uma defesa com desvio da arma do inimigo que lhe permitiriam depois contra-atacar facilmente. Porém, antes de balançar totalmente e arma, este mandou-a para trás, em direção de Kagami que corria até eles e mandou-se para o lado, destapando totalmente agora a visão do ruivo que avançava e que saltou, pegando a outra arma com a sua mão livre e com as duas pressionando contra a de Kise que tentou bloqueá-lo futilmente.
– Eu não vou perder!! Eu não vou perder contra o Kurokocchi e contra ti!!
– Não preciso que copies mais as minhas técnicas... — pressionou com mais força, utilizando também as forças das pernas para impulsionar-se para a frente e contra a defesa de Kise. A força dele parecia que aumentava agora com a ajuda das pernas, e os olhos do loiro só podiam arregalar-se cada vez mais com o que via. — PORQUE ISTO ACABA AGORA!!! — impulsionou ainda com mais força, e com um grito partiu a proteção de Kise e antes que pudesse fazer justiça ao combate, uma rápida espada por baixo das duas e uma mão em seu ombro fizeram-no parar.
– Kagami-kun, não precisas ir mais em frente.
– Nós nos rendemos... — Kasamatsu, que de imediato e sem se importar que poderia ter sido morto na corrida, havia esticado seu braço o máximo para fazer com que sua espada evitasse a colisão das duas com o corpo do loiro. Este estava sentado no chão, boquiaberto e de olhos assustadoramente arregalados.
– ...E-espera, Kasamatsu-senpai, não te podes render assim! O teu orgulho, e-e p-pela Kaijou, não pode acabar, não podemos perder, nós—
– Kise. — o seu nome a ser pronunciado com tanta autoridade calou-o e ao encarar os olhos do mais velho aceitou logo a decisão. — Nós perdemos...estamos todos cansados e a nossa melhor arma quase que acabou de ser morta....prefiro render-me a perder-te a ti.... — o loiro pode apenas manter suas íris douradas arregaladas e desviar a cara quando sentiu seu coração acelerar e suas bochechas rosarem. Pior ocasião para corar, Kise, tu realmente és inoportuno.
– YOOOOSHAAA!! EU SABIA QUE CONSEGUIAMOS!!! SABIA QUE CONSEGUIAMOS DERROTAR UM DAS GERAÇÕES DOS MILAGRES!!! CONSEGUIMOS KUROKO!! CONSEGUIMOS!!! — a voz exaltada de Kagami, que pegou Kuroko no colo e começou a rodopiar com ele da felicidade extrema de ter vencido. Só não reparou na expressão atrapalhada e corada do menor quando foi apanhado despercebido naquele contacto afetuoso. Realmente não compreendia os sentimentos que estava a sentir agora com o ruivo.
Os outros lentamente relaxaram ao ver aquilo e sorriam levemente. Porém, os membros da Kaijou parecia muito tensos, grande parte deles na beira de chorar de frustração.
O loiro levantou-se lentamente e passando uma mãos nos cabelos olhou para Kuroko e Kagami. Mordeu o lábio ao olhar para baixo, e ao respirar fundo tentou conter ao máximo o que sentia para encarar os dois mais firmemente. Esticou a mão.
– Vocês ganharam, tenho de admitir isso....vocês são fortes....Kurokocchi, desculpa por aquilo qu—
– Para de te comportar assim, Kise-kun, é nojento ficares tão sério..
– Ehhhhh?? Que cruel Kurokocchi~~ não digas algo assim~~ estás a magoar os meus sentimentos sabias~~??
– Eu tenho certeza absoluta do que estou a fazer.
– CRUEL~~ COMO PODES FAZER ISSO A UM—
– Kise-kun. — o tom agora mais sério da voz do azulado fez com que ele parasse com as suas birras e dirigisse seus olhar diretamente às orbes azuis claras inexpressivas. Aceitou o aperto de mão de Kise. — Eu espero que possamos contar com vocês caso precisamos de ajuda contra o Akashi-kun....
– Como se eu alguma vez tenha me contido de te ajudar... — sorriu de uma forma mais magoado que o acostumado e agarrou o local onde havia se ferido inconscientemente.
– Kise, anda! Temos que voltar! Eu já me resolvi com o líder deles! — Kasamatsu chamava-o agora mais avançado para dentro das árvores e olhava para trás, esperando o loiro decidir se vinha ou se era abandonado no meio deles todos.
– Estou indo~~ bem, então até à próxima~~. — correu para próximo do general e ao se aproximar, já quando estavam por dentro das árvores, deixou-se sucumbir, a tremer descontroladamente e com as lágrimas a cair. — Merda....merda, a culpa é toda minha....desculpe, Kasamatsu-senpai...
– Não digas isso, a culpa não é tua idiota...tu foste quem mais lutou e com tudo até ao fim, não devias ter o mínimo de remorsos...
– Mas...mesmo assim...eu fui fraco...não consegui derrotá-los, não fui forte o suficiente para o fazer....-levou as mãos aos cabelos para os agarrar mas um apertou em seus ombros fê-lo olhar para a frente e encarar os olhos do outro, os olhos azuis que o acalmavam e domavam por completo.
– Para. Se achas que foste fraco então apenas melhora...mas não o faças sozinho, nunca mais lutes sozinho...estamos aqui todos para te ajudares....eu estou aqui para ti, Kise...espere que isto não altere nada da relação que começámos....- e sem que o outro pronunciasse algo, quer fosse um protesto, quer fosse um comentário, os lábios dos dois uniram-se e os sentimentos de dor e mágoa foram partilhados entre eles sem quaisquer arrependimentos. Separaram-se segundos depois quando um grito de aviso lhes relembrou que tinham que voltar a Kaijou ainda hoje e que teriam ainda que parar para cuidar dos ferimentos e lesões.
– Espero bem que adiciones a palavra "vingança" ao teu dicionário. — sorriu, uma curvatura rara em seus lábios única para o loiro, e levantou-se ajudando também o outro a fazê-lo.
Na próxima vez vamos definitivamente ganhar.
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