Notas iniciais
Oii gente~~ voltei com um novo capítulo~~ e este não é assim tão grande mas acho que tem um tamanho aceitável XDD Agora não vos vou conter mais! Mais notas de autor no fim do capítulo~~ espero que gostem!

O clima florestal, anteriormente agradável e relaxante, havia-se tornado deveras pesado, e a tensão presente no ar era palpável e cortante. Os rostos empalidecidos dos antigos nativos da Rakuzan, trémulos e chocados, tinham visíveis gotas de suor a escorrer-lhes pelos cantos devido à incompreensão da situação, ao medo que surgiu subitamente e certificou-se de amarrar as suas gargantas com um nó sufocante.

– O-O...-a voz gaguejante de Hyuuga, o único corajoso o suficiente para partir o gelo e falar, ressoou pelo silêncio sepulcral — O Kuroko....o Kuroko faz parte dos Guerreiros dos Milagres.....? Os lendários prodígios que lideraram e viveram no reino da Teikou......?!

– Sim~ exatamente como ouviste~ haha~ o Kurokocchi era a nossa pequena sombra~ — o tom do loiro era um tanto bambo, até troçante, sendo que a expressão de pura satisfação espalhada na cara dele era óbvia. Sentia que uma retorcida vingança dentro de si estava a ser aplicada neles e ver as suas caras confusas e assustadas proporcionavam-lhe um contentamento. Era a vingança pela ansiedade que suportou após tantos anos de mentiras. — Mesmo que passado um tempo ele parecia mais um escravo atrás daquele certo alguém. Que pena que se tornou apenas mais um inútil desnecessário.

Ouvir aquela palavras a descreverem o parceiro foram a gota de água para a sanidade mental de Kagami. Pegou num punhal, que carregava sempre no cinto que usava como precaução para situações inesperadas, e correu até Kise para o atacar, cegado pela imensa raiva que sentia. E quando se encontrava próximo do outro, foi surpreendido quando este desembainhou a sua espada agilmente e inverteu a técnica que o "Hayakawa", que o havia atacado anteriormente, usou, numa cópia perfeita e ainda mais eficaz. Acabou por perder o equilíbrio pelo contra-ataque imprevisto e o loiro aproveitou a brecha na sua defesa para pontapeá-lo no estômago e fazê-lo cair no chão.

– Wahh, que força impressionante, Kagami Taiga~!! — Kise mantinha a sua espada erguida em direção ao ruivo mas dava-lhe liberdade suficiente para este se afastar se assim o quisesse.

– Como...como é que tu sabes o meu nome—?!!

– Ahh, uma pessoa muito próxima de ti falou-me do Kagami Taiga; cavaleiro ruivo forte e imprudente muito talentoso que infelizmente fora preso pelo Akashicchi. Que pena que ele não esteja aqui connosco, de certeza que está cheio de saudades tuas~. — os olhos rúbis arregalaram-se como jóias brilhantes quando este se apercebeu quem o outro estava mencionando. Engoliu em seco e levantou-se, dando uns passos atrás para manter uma distância segura da arma e do outro.

– Vocês. — o capitão do esquadrão, Kasamatsu, voltou a pronunciar-se, agora com um tom mais sombrio e perturbante, e uns olhos que transmitiam um horror intimidante. — Podem ficar com a merda da lenha de uma vez, mas se vos voltar a ver a rondar pelas zonas onde estamos, eu, pessoalmente, mato-vos a todos. — com isso, deu uma ordem silenciosa indicada com a mão para que todos se afastassem e partissem dali.

– Acalme-se, Kasamatsu-senpai, você precisa-se acalmar~. — o loiro ainda ria levemente da irritação do mais velho, num xingamento. — Nervosismo a mais faz perder cabelo sabia?

– Cale-se idiota! — o moreno deu um pontapé nas costas de Kise e fazendo este começar a lamuriar-se como uma criança, numa personalidade completamente oposta à que apresentara anteriormente. E após subirem nos cavalos que deixaram um pouco atrás, saíram dali por entre as árvore e arbustos.

– Kuroko-kun. — a voz de Riko, que se encontrava suave e gentil, fez com que o azulado tensionasse todos os músculos do corpo e automaticamente desviasse o olhar para o chão, e observasse as pequenas plantas que cresciam da terra. Os solos ainda estavam pouco férteis devido às ainda presentes temperaturas baixas. — O que ele disse sobre seres um membro dos Guerreiros dos Milagres é verdade, não é? — respondeu com uma lenta confirmação com a cabeça, ainda sem dirigir o olhar para eles. — Acho que nos deves uma explicação por isto, não...?

– .....Vamos para dentro, por favor... — finalmente olhou de relance, com as safiras azuis bebés que tinha como olhos tapadas por um véu de medo e tristeza, tão incomum para a sua sempre presente inexpressividade.

–X-

Após ser servido um chá aromático de ervas cidreiras e pétalas de pessegueiro, sentiu-se calmo o suficiente para começar a justificar-se após o que aconteceu. Porém, aquela, ainda presente, falta de coragem era algo difícil de enfrentar e que, sinceramente, não queria ter que fazer. Mas ele não merecia receber confiança de todos eles baseado numa mentira. E as consequências que viessem era culpa sua e apenas sua.

– Tudo começou à cerca de 10 anos. — pousou a chávena na mesa de madeira e respirou fundo. — Quando eu tinha 7 anos vivia com os meus pais no reino da Teikou. Era apenas mais um membro do povo, que naquela específica época, quando não estávamos em guerra, era feliz. Bem, moderadamente feliz. Eu tinha uma falta de presença insólita e isso fazia com que não tivesse quaisquer amigos. Poucos me viam e os que o faziam diziam que era um fantasma. E antes que me entregassem à Inquisição eu decidi manter-me sozinho. Mas um dia....um dia enquanto treinava com espadas e brincava eu conheci uma pessoa espetacular...um prodígio. Por razões que ainda não entendo ele interessou-se em mim e tornou-se meu amigo. E por causa dessa amizade outros prodígios como ele foram me apresentados e também tornaram-se meus amigos. E um deles...descobriu uma habilidade em mim.

– Uma habilidade? Que tipo de habilidade? — aquela única palavra cativou a atenção de todos os ouvintes, especificamente de Riko e Hyuuga.

– Com ajuda deles, de ele, a minha falta de presença foi utilizada como uma arma, uma habilidade, e com ela eu conseguia movimentar-me pelo campo de batalha sem ser notado e matar os outros mais facilmente. E esta habilidade foi reconhecida pelos meus amigos, pelos generais e depois pelo rei. E assim eu tornei-me o membro fantasma dos Guerreiros dos Milagres e lutei ao lado deles durante três anos na guerra.

Todos pareciam chocados, perplexos e impressionados com o que acabavam de ouvir. Era difícil para todos acreditarem que tal característica que o outro tinha fora usada para fins tão desumanos como matar e a guerra. Mas aquele era o mundo em que viviam e isso não podia ser mudado; estava tudo envolta da guerra.

– Eu fui uma arma forte para o reino durante um bom tempo mas como o Kise-kun disse, tornei-me cada vez mais inútil até ser puramente desnecessário. — Kuroko mordeu o lábio e abaixou a cabeça para esconder a dor que cobria os seus olhos e a humilhação que sentia ao contar aquilo aos companheiros. E o silêncio que se prolongou na sala apenas levou-o a concluir como os outros não o perdoariam por ter escondido aquilo de todos.

– Kuroko. — foi surpreendido e assustado ao ouvir a voz de Kagami num tom sereno, sério e cauteloso, e sentiu como se lhe espetassem a maior faca no coração e lhe dessem um nó apertado no estômago. Havia traído o seu parceiro. — Porque é que não nos contaste isto antes?

– E-eu queria contar-vos... — sentiu-se começar a tremer e a sua voz craquejar para um tom desesperado. — Mas eu tive medo de como iam ficar e...eu não queria que se sentissem traídos e pensassem que eu sou algum infiltrante mandado pelo Akashi-kun...Perdoem-me por favor....

– Depois do que vi os guardas do Akashi a fazer-te nunca pensaria que fosses trabalhar para aquele monstro, idiota. — sentiu a grande e calosa mão de Kagami acariciar seus cabelos azulados e isso fê-lo erguer a cabeça para cruzar-se com um olhar gentil do ruivo, e de todos da sala, e um sorriso reconfortante.

– E se realmente trabalhasses para o imperador nunca nos estarias aqui a dizer tudo, Kuroko-kun. — a afirmação da princesa fez com que o seu próprio sorriso brotasse em seus lábios frágeis e um aceno de cabeça da sua parte pareceu aliviar totalmente a tensão ainda presente naquele local.

– Mas agora temos outro assunto a tratar. — o ruivo levantou-se e olhou para o azulado com uma determinação incansável nos olhos e uma chama de vingança e excitação presentes. — Nós vamos ter que ensinar àquele cabrão loiro do Kise a não se meter connosco.

– Não façam isso. — a resposta foi imediata e súbita e levantou-se com o impulso para olhar diretamente para Kagami. — O Kise-kun é muito mais forte do que pensam e eu reconheci pelos símbolos nas armaduras dos guardas que eles vêm do reino da Kaijou. Esse é um reino muito forte, deviam saber que—

– Isso pode ser verdade mas, por mais que me custe dizer isto, o Kagami tem razão. Ele humilhou-te a ti e a todos nós, e nós não podemos deixar alguém questionar desta forma a nossa força. — cruzou olhares com Kagami e depois olhou para o resto das pessoas à espera das suas confirmações quanto à opinião. — Nós somos amigos, certo? E amigos protegem-se. E mesmo que tente sempre evitar enrolar-me em conflitos como estes não vamos deixar este assunto por acabar.

O menor culpou-se por se sentir tão feliz por estar a ser protegido por todos eles e por estar tão radiante ao ouvir aquela palavra passado tanto tempo. Ele tinha amigos de novo. Amigos que se importavam com ele e que, como acabara de comprovar, estavam dispostos a entrar de cabeça num duelo que claramente perderiam só para proteger a sua honra e orgulho. E então como resposta apenas curvou-se em agradecimento e sorriu confiantemente para todos.

– Furihata. — o maior da sala virou-se e rastreou com os olhos vermelhos a figura do moreno, que se encontrava meio escondido e que saíra do seu transe quando ouviu o seu nome ser chamado. E logo demonstrou sinais de medo e confusão quando viu os olhares de todos direcionados para ele.

– P-p-porque estão t-todos a o-olhar para mim..?

–X-

O sol já se escondia por trás das nuvens, no horizonte, deixando os últimos raios de luz pintarem o céu de um alaranjado suave e cintilante, contrastando o tempo rígido e sombrio típico do Inverno. E lentamente a escuridão, que se propagava, anunciava a chegada de uma noite levemente estrelada.

O grupo de soldados junto do prodígio loiro já haviam decidido o lugar em que pousariam os pertences e enfrentariam o frio da noite. E, para preparar o combate contra a temperatura austera, alguns dos guardas acumulavam o resto de lenha que ainda tinham para acender uma fogueira, onde depois cozinhariam o alimento e buscariam um conforto ameno.

Infelizmente para Kise, o dever como guerreiro e protetor do reino ainda era mais importante que a exaustão perturbante que senti por isso forçou a sua mente a manter-se concentrada nas palavras ditas por Kasamatsu, que anunciava o novo plano de defesa para o rei, quando este fosse a numa conferência a outro reino.

Enquanto observava as indicações do outro a serem demonstradas num esquema de papel desenhado pelo mesmo, apercebia-se que o cansaço lentamente apoderava-se do seu corpo e os seus olhos dourados eram encobertos pelas suas pálpebras e pestanas longas e negras. E uma paz relaxante conquistou-o.

Todavia, quando estava quase totalmente hipnotizado, um som agudo e semi-longínquo despertou de novo a sua atenção e os seus reflexos dispararam instantaneamente, numa ação de levantar-se e pôr-se em posição de defesa, no momento em que uma seta espetara-se na árvore adjacente ao local onde ele e o moreno se encontravam. E se não fosse pela garra instantânea de Kasamatsu, que o impediu de avançar, teria atacado logo a pessoa que havia lançado aquela arma, que ainda avistara correr e fugir. Aquela mancha de cabelos castanhos espetados e corpo pouco alto e musculado pareceu-lhe familiar.

– Kise. — a mão manteve-se firme no pulso do loiro até que este se tivesse acalmado totalmente e virado para encarar o moreno. — Repara só.. — largou o maior e retirou da flecha uma mensagem que estava atada com corda fina à mesma. — Isto não foi só um ataque...parece apenas um mensageiro que não tem coragem de enfrentar os outros...

– Tch, cobardes... — uma raiva enojada demonstrou-se nos olhos do loiro que se colocou do lado do outro para ter acesso à leitura. — Espera...isto é... — arregalou os olhos quando lobregou o propósito daquela mensagem. — Um combate....?

" Venho por este meio desafiar o guerreiro Kise Ryouta, e o respetivo esquadrão de soldados ao qual ele momentaneamente pertence, a um combate direto contra a minha pessoa e os meus parceiros. O encontro dar-se-á perto da ribeira do leste quando o sol se encontra no ponto mais alto. Esperemos que não se acobardem.

Kagami Taiga "

– Tch, que idiotas, de onde é que isto veio agora? Nós é que fomos furtados e eles vêm pedir um duelo? O que é que eles estão a tentar fazer? Entrar em guerra com Kaijou? Eles nem a um reino pertencem.... — Kasamatsu libertava uma aura de pura irritação mas o sarcasmo e troça na sua voz eram inevitáveis. Empurrou a carta para os braços do loiro e voltou a remexer nos planos em que trabalhava.

– Um duelo.... — os olhos dourados brilharam de espanto e ironia e um sorriso malicioso surgiu em seus lábios, incomum para a falsa inocência que sempre demonstra. — Interessante....espero que não te arrependas do que começaste, Kurokocchi... — olhou para o céu uma última vez, como se buscasse contacto com quem mencionava.

Eu não me vou segurar...

Notas finais
Chegou aqui~~ parabéns por ter lido o capítulo inteiro, espero que se encontre satisfeita (o) com ele~~!!! Quero agradecer a todo o mundo que acompanhou, favoritou e comentou nos capítulos desta minha fic! Isso realmente me ajuda MUUIIITO e me motiva cada vez mais a continuar a escrever esta fic, que na verdade estou a amar escrever!! E espero que estejam a igualmente gostar de ler!! E penso que não há muito mais para dizer..em dúvida, o ponto mais alto do sol é quando o sol se encontra no meio dia mas acho que toda a gente sabe disso XDDDD Se não sabia passa a saber XDDD PASSEMOS ENTÃO PARA AS PERGUNTAS~~ 1º - Quem é a pessoa que Kise mencionou quando falava com Kagami e que disse que estaria com "muitas saudades"? 2º - Utilizem a matemática e calculem a idade do Kuroko baseando-se no que leram. XDD Neste capítulo só haverá apenas uma pergunta pois o capítulo foi muito objetivo e menos enigmático e a autora não está a conseguir pensar em quaisquer perguntas para fazer. A autora pede desculpa >//< Então, peço a todos do fundo do coração que comentem o que acharam deste capítulo! Bom? Mau? Horrível? O que acham que precisa de ser melhorado e o que esperam que aconteça~. E para todos só que aguardam posso dizer que o shounen-ai/yaoi está para começar~~! Digam também os pares que esperam ver nesta fic, eu adoro ler comentários onde vejo tantas opiniões dos leitores =u= Bjss~~ espero ver-vos nos próximos capítulos~~