Under The Hell's Gaze

4 Inconvenient Reencounters


Notas iniciais
Sei que demorei para escrever o capítulo mas prometo-vos que vou começar a tentar postar os novos caps mais rapidamente! Agora, espero que gostem desde capítulo grandinho que fiz para vocês~~ ^u^

O fumo intoxicante acentuava o ofuscante vermelho das chamas que se espalhavam pelo castelo a uma velocidade exuberante. Os gritos de medo e dor ressoavam pela cidade como uma sinfonia dissonante e o tilintar agressivo de metal contra metal, metal contra pele, pele contra pele, enchia o vazio silencioso dentro do corpo trémulo escondido, que se abrigava num canto naquele quarto. Aquele que em breve também estaria inundado pelas chamas.

Com os seus olhos fortemente fechados, a princesa tentava fundir-se com a parede e dissipar-se daquele terror. Os seus cabelos castanhos cobertos de uma fina camada de poeira não era dignos de alguém do seu escalão e, se fosse mais cedo, as suas empregadas estariam resmungando como ela deveria estar sempre com aparência esbelta para qualquer ocasião repentina. Infelizmente, aquelas que cuidaram dela desde que fora criança eram agora apenas mais um monte de corpos incendiados no chão.

Ela correu e escondeu-se. No momento em que viu o sorriso da sua mãe a contorcer-se numa expressão de sofrimento, correu e escondeu-se. Quando se confrontou com orbes douradas e rubis alheias, que perfuraram-na com repugnância depois de se desviarem do corpo a esvair-se em sangue da sua mãe, correu e escondeu-se.

– Dói quando te tiram algo que amas, não é?

Ela devia proteger o reino e não devia por esse trabalho nos seus guardas, nos seus soldados, nos seus amigos. Era esse a sua obrigação e se não a estava a cumprir então era como se não fosse a princesa. E se ela não era "a princesa" então o que ela realmente era?

–X-

– Hyuuga, explica outra vez como é suposto saberes para onde estamos a ir se não saías de Rakuzan à séculos? — um conflito de olhares fixos entre o ruivo e o moreno preencheram o silêncio durante momentos. O clima entre os dois não tinha acalmado nem um pouco mesmo depois de colaborarem e terem jurado "tréguas temporárias" para fugir de Rakuzan. Havia coisas que não pareciam querer mudar.

– O tempo não muda o facto de que já cá passei e isto não se alterou muito. E eu tenho um bom sentido de orientação. — alguns suspiros foram ouvidos e Kagami chegou a rosnar pela impaciência que os outros começavam a demonstrar. Contudo, não havia quem aguentasse, aquela disputa entre os dois estava-se a tornar insuportável e redundante demais.

– Mas muda o facto de que ela pode muito bem não já não estar lá....! — naquele momento Hyuuga chegou a parar só para efectuar contacto visual com o outro. Demonstrar aquele olhar irritado familiar.

– Não fales com tanto desrespeito, ela prometeu que ia esperar! Ela nunca nos ia abandonar e fugir! A comparar contigo que a deixaste para trás—

– Eu não a deixei—!! — de novo aquela conversa incompreensível para Kuroko surgiu e desta vez foi interrompida por um som incomum naquela local. Era normal ouvir água a correr em suposta densa floresta?

– Estamos perto. — uma única curta frase foi a única coisa que Hyuuga disse e os olhares que os colegas mostraram eram de total confiança. Começou a correr deixando os outros apenas seguir os seus passos e andando em direção a leste, passava por entre os arbustos para ir dar com um riacho puro e brilhante. Uma espécie de sorriso de alívio e agitação formou-se nos seus lábios e continuou a correr agora a norte, numa corrida guiada pelo instinto e pela saudade.

Os olhos azulados de Kuroko ainda pousaram na água resplandecente e deixaram que uma incontrolável nostalgia se infiltrasse porém logo se concentrou em tentar acompanhar os passos rápidos, sem tropeçar ou ficar para trás devido à sua fraca resistência física.

Foi apenas quando estavam de novo entre um mar de arvoredos e folhas aromáticas que pararam. Demonstrada em frente deles encontrava-se uma casa de madeira larga, de aspecto forte e resistente contudo mantendo um clima aconchegante e confortável. Algo que na cidade onde viviam era impossível de existir. Confortabilidade.

Mas não fora no edifico onde os olhos de todos pousaram-se. Foi na pequena figura parada perto dela, de olhar estupefacto e levemente assustado, como se tivesse acabado de ver um fantasma e não quisessem acreditar nos próprios olhos.

– H-Hyuuga...kun? És..mesmo tu aí? — uma voz frágil ressoou no silêncio reconfortante e os olhos castanhos da pequena e magra mulher, que se mantinha paralisada em frente da casa, pareceram humedecer-se quando finalmente ouviram uma resposta.

– Estamos de volta, Riko-sama.

Sem quaisquer restrições e como se uma enorme corrente acabasse de lhe ser retirada, Riko correu e saltou para os braços de Hyuuga que se envolveram no seu corpo. Logo se ouviram leves soluços vindos da garota e as mãos do moreno começaram a afagar-lhe a costa docemente.

– E-eu..estou t-tão feliz..p-por estarem todos...v-vivos..

– Heh. — o de óculos largou-a o suficiente para puder levar uma das suas mãos grandes à cara vermelha dela e limpar as lágrimas grossas que escorriam dos seus olhos. — Que queres dizer com isso? Duvidaste mesmo que não estaríamos?

– Nós prometemos-te que voltaríamos. — agora Izuki aproximou-se e pousou a mão no ombro de Riko enquanto sorria gentilmente.

– Hehe, desculpe pelo atraso, Riko-sama~. — Koganei deu um dos seus sorrisos largos desajeitados e olhou para Mitobe que concordou ao acenar que sim com a cabeça enquanto que expressava a felicidade num sorriso.

Os olhos caramelo de Riko, que antes apenas reflectiam uma mistura de pânico e surpresa, agora mostravam apenas felicidade e segurança. Estes pousaram em todos, que devolveram com olhares de alívio e alegria da sua parte, sem ser quando estes cruzaram-se com uns rúbis, que sobre aquele olhar fixo penetrante, que não lhe transmitia nada a não ser indulgência e saudade, acabaram por se desviar para o chão, com todo o corpo de Kagami a enrijecer e começar a tremer levemente.

Tinha que admitir que até já estava habituado àquele comportamento da parte do ruivo, mesmo tendo-o conhecido à pouco tempo, e quase tentou ignorar a curiosidade que o pressionava a tentar descobrir as misteriosas razões por trás do desconforto presente em Kagami quando estava em volta de todos os outros, especialmente o demonstrado agora que se encontrou com a princesa. Deixando isso de lado, dirigiu-se à mesma sorrindo levemente ao notar que ela nem havia reparado na sua presença.

– Desculpe. — logo após os olhos azuis fizeram contacto com os castanhos, um grito estridente ensurdeceu-o e fê-lo soltar um leve sorriso de nostalgia — O meu nome é Kuroko Tetsuya, Aida Riko-sama. Eu vim junto com eles e também fugi de Rakuzan. — curvou-se perante a garota que, ainda trémula, soltava um sorriso constrangedor como resposta.

– Ah sim! Princesa, foi graças a ele que conseguimos fugir de Rakuzan. Foi ele e o Kagami que nos propuseram a ideia e o plano para escapar. — Riko arregalou os olhos e vagueou-os pela figura de Kuroko, de aparência fraca a indefesa. Até duvidaria do que Hyuuga falava senão fosse pelo sorriso sincero no seu rosto. — Tenho que admitir que, para pirralhos irritantes, eles são espertos.

– Podem-me contar mais de como escaparam e...de tudo? — o ar que Riko agora aparentava era deveras sério e nada parecia-se com o outro que anteriormente usara. — Eu gostava de saber mais sobre tudo o que se passou. Mas não aqui, vamos lá para dentro. Afinal devem estar cansados e a precisar de abrigo.

–X-

Contrastante ao dia agradável e local reconfortante em que se encontravam, o clima era espesso na sala de estar onde se estavam, sentados em almofadas da palha mais suave que alguma vez haviam sentido e espalhados, preenchendo o chão de madeira com os seus corpos exaustos. Por entre as suas mãos vermelhas e calosas eram passados copos de cobre com sucos naturais de pêssegos que Riko havia colhido das pessegueiros envolta da casa e espremido com as suas próprias mãos.

– Então foi isso que se passou..... — o líquido dentro do copo nas mãos de Riko foi abanado levemente até que os lábios desta, que se encostaram à borda do recipiente, o consumiram. — A verdade é que o que vocês fizeram foi extremamente perigoso e acho que já deviam saber disso depois daquele incidente. Agora podiam estar todos mortos ou pior, a serem torturados pelo imperador...

– Mas não estamos, tudo correu bem e nós estamos aqui. — a morena ficaria ofendida por ter sido interrompida enquanto falava se o interceptor não tivesse sido Hyuuga. Suspirou pela teimosia que ele sempre tinha e não pôde evitar libertar um sorriso de canto ao observar a sempre presente determinação ardente nos seus olhos. Pelo menos havia algo que nunca iria mudar.

– E eu estou muito feliz por estarem aqui... — deu um sorriso despercebido até para ela junto com um suspiro nostálgico. — Porém, têm de ter noção que estão de guerra aberta contra o Akashi, o líder do exército mais poderoso da actualidade.

– M-mesmo assim nós vamos arranjar uma maneira de contra-atacar para com isso, não é Mitobe? — Koganei, de punhos erguidos e cerrados, olhou para o maior que acenou com a cabeça que sim, com um olhar corajoso e sério.

– E mesmo se conseguissem combater contra o exército ele próprio é um indivíduo peculiarmente forte. Ou já se esquecerem que ele é um membro dos Guerreiros dos Milagres? — o silêncio atingiu a sala como uma granada a rebentar e os ombros de todos tencionaram, especificamente os de um rapaz de cabelos azulados, que tentava ao máximo ficar despercebido naquela sala. Sabia que mais tarde ou mais cedo mencionariam aquilo e que teria que estar preparado para ouvir o assunto ser discutido. Contudo, era ainda mais perturbante do que imaginava ser.

Sentia-se estremecer de cada vez que pensava e que se repetiam aquelas palavras que decorou por ouvir tantas vezes na sua infância. "Os Guerreiros dos Milagres são monstros." . E era verdade. Antigamente havia um reino que se destacava entre os outros devido à sua irregularmente grande população e ao seu puder inquestionável de ter ganho inúmeras batalhas e conquistado dezenas de terras a inimigos desconhecidos e longínquos. Era um reino temido com um líder implacável como seu comandante, que punha tudo em risco para alcançar a vitória e a pura perfeição. E isso incluía obrigar crianças a lutar em guerras.

Em tempos de crise nem se ponderava não pô-las a lutar e então estas começavam a aprender a arte da batalha desde muito cedo. Eram feitos anuais testes aos novos recrutas que eram arrancados das famílias para saber se haveria algum garoto com uma capacidade moderada para lutar. E foi então que inesperadamente surgiram cinco crianças que tinham habilidades quase sobrenaturais para o combate. Esses garotos travaram batalhas contra os mais poderosos guerreiros e, com eles, incrementou-se a sua fama a um nível aterrador. E então ficaram conhecidos pelos habitantes do reino e depois, devido à propagação do nome, por todo o mundo, como "Guerreiros dos Milagres".

– Estamos em casa, Riko-sama~. — um rapaz magro, de cabelos castanhos espetados e despenteados entrou na casa a andar de costas, carregando a ponta de um largo e grosso ramo de árvore, seguido por outro maior, de cabelos pretos muito curtos, quase rapados, que segurava o outro canto para transportar para dentro o material. — Conseguimos encontrar-- q-quem são eles?

Atrás deles entrou ainda outro rapaz alto e magro, este com cabelos claros espetados, alguns fios colados à sua testa devido ao suor que limpava com o pulso. Estes quando viram as visitas imprevistas ficaram nervosos, especialmente pois a aura pesada e intimidativa que o grupo transmitia não era muito familiar para o trio.

– Ahh, Furihata-kun, Fukuda-kun, Kawahara-kun, bem vindos de volta~. Eles são os amigos que eu disse que haveriam de voltar. — no rosto de Riko surgiu o mais sincero e brilhante sorriso que os três alguma vez viram e até se sentiram corar um pouco com a visão. — Eles vão ficar connosco durante uns tempos porque estão a precisar de ajuda; espero que se dêem bem.

Os três concordaram com a cabeça e se curvaram como sinal de respeito.

– B-bem, e-e-então se e-estão a-aqui—s-sei que d-devem e-estar cansados—! M-mas, p-por favor, p-poderiam ajudar a t-transportar a l-lenha q-que trouxemos para dentro...? — Furihata, o que pareceu o mais corajoso dos três pois foi o único que conseguiu pronunciar alguma palavra, tremeu o pedido inteiro o que fez alguns sorrirem. O moreno não conseguiu perceber se se divertiam com o estado dele ou demonstravam pena pelo seu nervosismo fatal.

– Então vamos a isso.. — o primeiro a agir foi Kagami, que assustou ainda mais os outros com a sua altura e corpo forte e musculado que estalava quando este se esticava após tanto tempo sentado. Ele parecia querer sair daquele clima à muito tempo, sobretudo pois a tensão entre ele e os outros era quase palpável no ar. E isso não escapou o olhar perspicaz de Kuroko.

Ao saírem da casa foram aguardados por um grande monte de lenha pesada e grande, que decidiram que era melhor transportar para as traseiras da casa onde depois poderiam cortar para acender a lareira. Dividiram-se em pares que passariam entre todos os ramos e assim encurtariam o caminho que teriam que percorrer para conduzir o material até ao local.

– Kagami-kun. — o azulado chamou a atenção do maior enquanto arregaçava as mangas da roupa para ter melhor acesso para o trabalho. Obviamente os dois ficaram no par, proposta do menor que foi aceite sem hesitação pelo outro. — Para alguém que foi princesa, a Riko-sama é bastante humilde, não acha?

– Hm... — o menor mordeu o lábio e parou de se mexer, o que fez com que o outro, que tinha mantido o olhar no chão o tempo todo, olhar para ele.

– Porque é que estás a agir dessa forma desde que fugimos? Não, aliás, desde que me apresentaste ao grupo todo tens estado mais calado e estranho...porque fica sempre assim na presença deles? — o facto de Kuroko ter reparado pareceu chocante para o ruivo, por mais evidente que fosse para o azulado, e este pareceu ficar irritado. A raiva descontrolada queimava nos olhos dele e o pequeno sentiu-se um pouco intimidado. Como um amigo podia ficar tolamente chateado por uma pergunta inofensiva como aquela? Aí compreendeu que o seu comportamento tinha definitivamente algo mais profundo por de trás.

– E você? Porque também não explica a familiaridade com que o Akashi lhe falou e a proximidade que ele tinha?! — naquele momento o azulado sentiu-se empalidecer. Não o façam falar sobre aquilo. Tudo menos aquilo.

– Agora que diz isso, é verdade. Ele até lhe chamou de "Tetsuya". — todos pararam e desviaram a sua atenção para o pequeno, particularmente a Riko que não tinha presenciado o momento e parecia muito interessada com o que se passava. Hyuuga consertou os óculos e retomou a fala. — Acho que nos deve uma explicação, Kuroko.

A garganta secou-se-lhe e gaguejava tentando arranjar uma mentira lógica como resposta. Já sentia gotas de suor se formarem na superfície de sua testa e nas palmas das suas mãos, que se esfregavam freneticamente em nervosismo.

E-eu— — um som estridente vindo do ar cortou-lhe a fala e ao desviar o olhar para os céus viu que de lá caía uma figura de um homem que, com a espada apunhalada, descia para atingi-lo. Pôde apenas empurrar Kagami como reflexo para este se afastar e saltar para trás, como desvio do ataque.

– O qu— — uma horda de soldados surgiram por entre as árvores e circundaram-nos com armas apontadas e arrebitadas para qualquer tentativa de reacção.

– Mantenham-se em posição, não os ataquem. — uma voz autoritária e austera surgiu por ente os guerreiros, e um homem de estatura média e cabelos negros curtos, que se protegia com uma armadura densa e emitia um clima de capitania, expôs-se em frente deles. — Hayakawa. — falava agora para o que os tinha tentado atacar. — Recua e não os magoes.

Os olhos índigos daquele que parecia ser o comandante da armada analisaram e julgaram o aspecto de todos do grupo, especificamente Kagami, que mantinha-se numa posição de ataque, caso fosse preciso avançar.

– Tch.. — estalou a língua e suspirou, abanando levemente a cabeça em cansaço e negação. — Eu realmente não me queria envolver em conflitos depois da reunião tão horrivelmente pacífica que atendi mas roubarem os suprimentos de outros com que passaríamos a noite como fizeram é algo que não posso ignorar. — no fim da frase o tom de voz tornou-se venenoso e os olhos estreitaram de desprezo.

Furihata agora, que já tremia muito, começou a abanar descontroladamente, ao aperceber-se que o monte de lenha que ele e os seus companheiros haviam encontrado no mato pertencia a alguém. Sabia que era suspeito existir algo tão bem empalhado naturalmente mas manteve as esperanças que não seria nada durante o momento de felicidade. Esclareceu as caras confusas dos colegas com a sua resposta fraca.

– N-n-nós n-não s-sabíamos q-que pertencia a a-alguém...! N-não q-q-queríamos roubar—! S-se f-for preciso n-nós d-devolvemos e—

– Cala-te insolente! — agora o capitão estava obviamente irritado e colocando as mãos na espada, a preparar-se para tirar a bainha dela e avançar em direção deles, foi parado por uma mão no seu ombro que ele sabia tão bem a quem pertencia.

– Tenha calma, Kasamatsu-senpai~. Não precisa ficar esquentadinho por isto~.

Kuroko arregalou os olhos e sentiu um arrepio passar-lhe pela espinha e trazer um frio nostálgico ao seu corpo. Ele reconhecia esta voz bem demais. Mas de todas as pessoas porque um deles havia de estar aqui? Porque eles sempre o encontravam? Dirigiu os seus olhos a uns dourados que ao se cruzarem com os seus demonstraram grande e instantânea confusa surpresa seguido de um alívio temporário e um entusiasmo até infantil.

– Kurokocchi? Kurokocchi, és tu?! És mesmo tu?! — um sorriso formava-se nos lábios do loiro alto, de cabelos lisos curtos, e aquela disposição azedava o humor do moreno do seu lado.

– Kise-kun.... — os olhos de Kuroko, que sempre eram monótonos, estreitaram levemente, e a sua voz saiu como um sussurro perturbante pairado no ar espesso.

– Kise? — a Riko, que ouvira muito bem as palavras do azulado, arregalava os olhos incrédula com o que se passava e com quem tinham-se encontrado. Engoliu em seco. — Kise, como Kise Ryouta? Dos Guerreiros dos Milagres? — foi respondida por uma quieta e relutante confirmação com a cabeça da parte do azulado pequeno. — M-mas como ele o conhece, Kuroko-kun?

– Hmm? — um sorriso largo surgiu nos lábios perfeitamente esculpidos do loiro e este emitia um brilho um tanto cruel nos seus olhos dourados. — É claro que o Kurokocchi me conhece e eu o conheço, afinal, ele foi um de nós.

Todos petrificaram naquele momento e apenas o ruivo, que esteve calado durante demasiado tempo, reuniu forças para falar.

– E-espere...você está dizendo q-que—

– Exatamente o que ouviram~.

O Kurokocchi faz parte dos Guerreiros dos Milagres.

Contínua...

Notas finais
Wahhh, chegaram até aqui vivos? XD Espero que tenham gostado tanto de ler este capítulo como eu gostei de escrevê-lo! Tenho que agradecer a todos que comentaram, favoritaram e acompanharam esta história!! O vosso apoio é magnífico e eu adoro-vos por me terem suportado com meus capítulos longos >//< espero que fiquem todos comigo até ao fim desta fic!! Muito obrigada por tudo!! Quero agradecer especialmente à "Akashi" e à "umasociopataembukuro" (Shi-chan) por terem recomendado a minha fic!! Vocês nem sabem como me deixam extremamente feliz com isso!!! Espero ver-vos sempre por aqui a acompanhar a minha fic!! Bem, agora aqui vão as questões deste capítulo~~!! 1º - De onde vinha o "Kasamatsu-senpai" que ele estava tão cansado? Com quem pensam que foi a reunião que mencionou? 2º - Porque acham que Kuroko tenta esconder o seu passado de todos? 3º - Porque Kise ficou "alíviado" ao ver Kuroko? Bem, por agora é tudo! De novo obrigada a todos que comentaram, favoritaram e acompanharam. Se tiverem alguma dúvida que possa esclarecer sem dar spoilers por favor digam-na nos comentários ou numa mensagem privada! E por favor comentem, isso me motiva e deixa tão feliz! Nem sabem quanto!! ^u^ Bjs~~ até aos próximos capítulos!!