Undead World.

17 Capítulol 17 - Love approves bullets.


Notas iniciais
Heeeeeeeey, oi s2 Um capítulo grande *q* Tô muito criativa ultimamente (Mindira), socorrr Aliás, não me odeiem. Sério, não me odeiem ... Cês vão entender.

Há quanto tempo estavam na estrada mesmo? Nem eles sabiam. O relógio de Sam marcava por volta das onze da manhã, Charlie os guiava nas estradas do estado de Oklahoma, após contornarem a cidade de mesmo nome, que deveria estar um caos muito pior do que Akron ou Lima. Perto de Custer County, ou algo assim, de acordo com a Fabray mais velha, decidiram fazer uma parada em uma daquelas lojas de conveniência que ficam na beira de estrada.

Por fora era um lugarzinho bonito e bem arrumado, aparentemente sem ninguém lá dentro, vivo ou morto. Sem nenhum esforço, Puck abriu as portas duplas de vidro, que estranhamente estavam destrancada. Todos observavam em silêncio. Quando Marley foi entrar, o rapaz de moicano impediu-a, fazendo movimentos confusos com as mãos que deveriam significar algo relacionado à ‘não façam barulho’.

Ele pegou o bastão de baseball que lhe ajudara na fazenda de Sam e sem avisar ninguém, esmagou-o contra uma das portas de vidro, fazendo um barulho alto e irritante de algo se quebrando. Apenas um pobre coitado apareceu do meio das prateleiras, magro e ossudo, naquele fim de mundo provavelmente não comia há meses. É, pelo cheiro, definitivamente meses.

O rapaz de moicano dobrou os joelhos numa posição clássica de jogador de baseball, apenas esperando para rebater a cabeça do homem reanimado, quando algo passou raspando em sua orelha, uma flecha fora cravada exatamente no olho esquerdo da criatura.

– Ah, qual é, Quinn! Esse era o meu momento! – Ele ralhou, fazendo uma careta para a garota de cabelos rosados. –

– Seu momento iria demorar dois anos pra chegar até você. – Ela piscou um olho em sua direção com um ar presunçoso, logo passando ao lado do amigo com um sorrisinho debochado. Ele bufou, mas apenas meneou negativamente a cabeça enquanto ria baixo. –

Rapidamente todos fizeram seu caminho para dentro da lojinha com temática indígena, Marley, Kitty e Kurt ficaram por ultimo, os dois observavam a morena que tinha um semblante pensativo, e geralmente quando ela fazia aquela cara, nunca era coisa boa.

– May, você não vai entrar? – Kitty indagou, segurando a mão da morena entra a sua. –

– Vou, claro. – Ela pareceu sair de seu mundinho pessoal e seguiu a namorada e o irmão para dentro da loja. Após estampar um sorriso travesso em seu rosto, empurrou Kurt em cima de uma prateleira que acabou caindo e levando outras duas como um dominó. –

Todos tiveram sua atenção puxada para a morena que se contorcia de rir. Até Beth que dormia confortavelmente nos braços de Rachel acordou para ver do que se tratava.

– O que? – Indagou divertidamente após receber um olhar confuso de Kitty. – É legal, não é? Eu sempre quis fazer isso. – E então jogou alguns globos de neve no chão. – Se só vamos usar o banheiro, acho que podemos quebrar alguma coisa. Tentem! –

Santana riu baixo e apoiou todo o seu peso em um índio esculpido em madeira, que acabou caindo em cima de uma mesinha de vidro com alguns vasos de cerâmica, tudo virou estilhaços no chão.

Charlie pegou alguns dos animais de pelúcia e começou a jogá-los em Sam, enquanto o loiro se defendia com alguns tambores feitos de couro. Puck, Kurt, Santana, Brittany, Marley e Kitty agora ‘brincavam’ com as lanças de plástico que só estavam lá para enfeite, dando exemplo de armas usadas pela cultura indígena.

Afastadas de todo aquele caos, estavam Rachel e Quinn do lado de fora, a diva sentada no capô do Cadillac ao lado da besta de Quinn enquanto a punk abraçava-a, Beth dormia calmamente nos bancos de trás.

– Rach. – A Fabray chamou. –

– Hm? –

– Me desculpe. – Ela pediu, encarando profundamente os olhos castanhos da diva. –

– Quinn, eu já-

– Não, me desculpe. Quero dizer, você merece alguém melhor do que eu. Você e a Beth merecem alguém melhor do que eu. Tipo, eu não gostava do Finn, não mentirei sobre isso, mas eu o agradeço muito, por ter sido pra vocês o que eu nunca fui. Droga, aquele cara te amava, eu via isso no olhar dele! Eu te amo, muito, mas ... Eu me sinto um maldito tapa-buraco aqui. Se ele não tivesse morrido, ou se nada disso tivesse acontecido, nós estaríamos juntas agora? Você me daria essa chance no mundo normal? –

A morena pegou o rosto da mais alta entre as mãos, aproximando seus rostos com o mínimo de distância o possível, uma podia sentir a respiração da outra.

– Quinn, depois de toda essa coisa de ‘durona’, você é uma pessoa incrível. Eu realmente concordo com você, você foi terrível no passado, mas eu não me arrependo de ter te dado uma chance. Nosso relacionamento pode não ser perfeito, muito ao contrario, foi uma das coisas mais improváveis ao acontecer nesse mundo, e bem, estamos em uma situação onde os mortos voltam como canibais. Mas acredite, com o Finn ou qualquer outro cara aqui, se eu for morrer amanhã, você é a pessoa com quem eu quero passar meus últimos segundos. –

As duas suspiraram aliviadas e então sorriram uma para a outra.

– Eu te amo, Rach. – A mais alta sussurrou. –

– Eu também te amo, Quinnie. – E então as duas se beijaram lentamente, sem nenhuma segunda intenção, um beijo puro e amoroso, algo simples e pessoal das duas. –

– Ok, chega de viadagem, vamos embora cambada! – Marley gritou enquanto saia da loja de mãos dadas com Kitty e um sorriso infantil no rosto. –

As duas garotas em cima do carro reviraram os olhos e riram, se apertando num abraço esmagador.

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Cerca de duas horas depois, talvez uma e pouco da tarde, agora no Texas, um pouco depois da cidade Elk, um lugarzinho pequeno com pouco mais de doze mil habitantes, Rachel dirigia o Cadillac enquanto Quinn fazia caretas para Beth. No banco de trás, Santana e Brittany cantavam Kickstart My Heart junto do vocalista do Motley Crue animadamente, ignorando um ou outro pedido de Charlie para que abaixassem o som, pois precisava se concentrar.

– Hey – A voz de Marley veio do walkie-talkie. Rapidamente, Quinn tratou de abaixar o som para escutar a amiga. – Estão vendo aquela merda ali também ou aquela erva medicinal tá fazendo efeito? –

– Do que cê tá falando, idiot- Meu Deus ... –

Haviam vinte zumbis parados no meio da estrada, perto de uma única arvore em quilômetros, apenas grunhindo e balançando os braços lenta e tediosamente de um lado para o outro. Não tentaram avançar nos carros quando pararam a poucos metros de distância. Todos (Menos Charlie) desceram com as armas brancas em mãos; Se passassem por cima poderiam estragar os carros, e se atirassem, chamariam a atenção de algumas dúzias no milharal que poderia causar danos futuros. Porém, para prevenir, Marley desceu com a sua amada mini-shot gun.

Assim que se aproximaram um pouco, Rachel pronunciou-se;

– Tem alguma coisa errada aqui. – Disse a diva, apertando uma Beth sonolenta contra si. –

– Ela tem razão ... – Brittany murmurou, o semblante um tanto confuso. – Olhem os pés deles! –

Estavam acorrentados a blocos grandes de concretos; Bem, isso explicavam o motivo de eles não terem avançado.

– Esse aqui não deve ter sido transformado há muito tempo, quase parece vivo. – Disse uma Quinn pensativa, encarando um rapaz de tamanho mediano trajando uma jaqueta de couro e uma bandana presa na cabeça. –

– É que eu estou vivo, sua idiota. – Ele disse após parar de grunhir. Foi tudo muito rápido; Quinn mal teve tempo de reagir até que sentiu o cabo pesado da arma bater em sua cabeça, e então ela caiu de lado, inconsciente. –

O homem apontou a arma para a cabeça da garota caída no asfalto, tão perto do zumbi mais próximo que se ele conseguisse dar apenas seis passos, poderia causar um estrago. Do meio do bando de mortos, mais dois homens de jaquetas de couro sacaram suas armas, e de trás da árvore, o ultimo deles saiu com uma mini-metralhadora.

– Abaixem qualquer coisa que possa matar alguém, ou sua amiguinha aqui vai pagar por isso. – Os mortos com seus olfatos estranhamente apurados, ficaram loucos ao sentir o cheiro do sangue de Quinn escorrendo do pequeno corte na cabeça. – Queremos as armas, comida, e ... Hey rapazes, escolham alguma garota aí. – Ele gritou com um riso presunçoso que fez o sangue de Santana queimar em suas veias. –

– Sabe, eu gostei da de cabelo rosa. Ela tem cara de vadia. – Os quatro riram com o comentário. –

– Tudo bem – Sam gritou. – Nos rendemos. – Logo jogou o facão que empunhava no chão. –

O aparentemente líder do grupo, que mantinha Quinn como refém, sinalizou para que os dois fossem até onde o outro grupo se encontrava. Saíram cuidadosamente do meio dos zumbis acorrentados e então caminharam em direção aos adolescentes, dando olhares descarados para as pernas das garotas. Marley e Santana quase explodiram de raiva, mas quando suas namoradas se apertaram contra elas, visivelmente assustadas, as duas se acalmaram o mínimo o possível.

– Deitem! – Gritou o líder, e assim todos fizeram. Tão otários, aqueles que foram buscar as armas. –

Marley olhou para o retrovisor do Ford, que refletiu perfeitamente a imagem de Charlie escondida no banco da frente do Cadillac. Com um acordo silencioso feito apenas por olhares, as duas bolaram o plano mais impossível, insano e com probabilidade de falhas do mundo. Assim que os dois homens se aproximaram, a morena respirou fundo e com uma velocidade incrível, descruzou as mãos da cabeça e alcançou a mini-shotgun que estava ao seu lado no asfalto, dando os dois tiros mais insanos de sua vida, que pegaram no peito de um e no estômago de outro, o sangue espirrou em seu rosto.

Ao mesmo tempo, Charlie inclinou seu corpo para fora da janela do Cadillac, a flecha da besta, com uma precisão incrível até mesmo para Charlie Fabray, atravessou a cabeça do homem ao lado da árvore, que logo caiu de costas, cravando ainda mais a maldita flecha. Charlie só foi descobrir que prendia o ar após suspirar ao ver que acertara o alvo.

E então Quinn levantou. Não fazia parte do plano, mas ninguém sabe como, ela levantou, ainda zonza e sem a mínima noção do que fazia, apenas jogou-se em cima do homem que a fazia de refém, e já de pé e com o sangue escorrendo pelo seu rosto, com dores no corpo e um tanto tonta, segurou os dois braços do seu agressor, o que empunhava a arma apontando para o céu. Se caíssem ali, já era; Seriam devorados pelos mortos.

– Quinn! – Rachel gritou, e após entregar Beth para Kitty com a maior pressa o possível, correu em direção à namorada, que agora lutava com o homem, com cabeçadas, joelhadas e empurrões vindo de ambas as partes. –

Uma flecha passou por Rachel e Quinn, acertando no lado direito do peito do homem ao passar de raspão no braço da Fabray mais nova. Já um pouco mais sã, ao notar o acontecido, Quinn não pensou duas vezes e então empurrou-o de costas para os zumbis. Porém, o desgraçado utilizou suas ultimas forças antes de alcançar o chão para disparar seu ultimo tiro; Não em Quinn, mas sim na garota a alguns metros de distância, ou seja, Rachel.

Foi tudo em uma maldita câmera lenta; Mas Quinn correu contra o tempo. Não iria deixar que levassem Rachel daquele mundo. Sua Rachel, mãe de sua filha, a garota que descobriu que amava tanto que se colocaria em frente à uma bala por ela.

Ela foi isso que ela fez, ao virar-se para a diva e então abraça-la o mais forte que pôde, até sentir a dor ardente em suas costas.

Notas finais
Charlie e (Bob) Marley se comunicando em código morse :v ... Voltando ao assunto 'ódio', não me odeiem ;^;