Undead World.
13 Capítulo 13 - We lost another.
Notas iniciais
Rachel desceu as escadas tão rápido que se surpreendeu por não sair rolando. Ela saiu pela porta da cozinha, o sol quente daquela tarde aqueceu sua nuca. Marley verificava o que parecia ser o resto uma lata vazia em cima da cerca, destroçada um provável tiro, enquanto Kitty lutava para recarregar a mini-shotgun. Santana e Brittany mantinham uma conversa amigável com Puck, Kurt e Sam enquanto fortaleciam um canto da cerca.
– Não atire! – A judia gritou quando a loirinha mirou em outra lata, todos pararam o que estava fazendo para fitar a ex-líder do antigo clube do coral. -
– Credo, Superstar, o que foi? — Kurt indagou, arqueando a sobrancelha com um piercing, enquanto bagunçava o cabelo tingido levemente de vermelho com uma das mãos. -
– Os mortos ... Uma horda foi atraída de Akron, e eles estão próximos, e também já sabem de nós! –
Todos ficaram em silêncio, fitando Rachel com temor.
Rapidamente todos correram para dentro da casa afim de pegar suas coisas. Eles teriam que se proteger.
Um clique passou pela mente da diva. Beth. Onde ela estava?
Ela rapidamente saiu correndo para a frente da casa, tropeçando em si mesma e quase caindo algumas vezes no processo, até que encontrou Charlie sentada nos degraus da pequena varanda, observando a garotinha loira que andava para lá e para cá com o ursinho Led. Quando ela ia mexer qualquer músculo, um dos walkers da estrada bateu na cerca, aquela parte ainda estava mais frágil pois a maioria vinha de trás. Beth parou e olhou para cima, o morto-vivo estava centímetros de distancia dela, se a madeira se rompesse, tudo estava acabado.
Um barulho alto foi escutado; Um tiro. A cabeça do errante explodiu e ele caiu para trás, Beth começou a chorar. Da sacada, Quinn soltou o ar que nem sabia que havia segurado ao ver Rachel pegar a garotinha loira e agradece-la com um olhar rápido antes de correr para dentro da casa.
A punk suspirou e então soltou o rifle, logo indo as pressas para o corredor, onde encontrou Rachel. As duas se beijaram rapidamente e então entraram no quarto, onde a diva colocou Beth no berço junto do ursinho e beijou-lhe a testa demoradamente.
– Vai ficar tudo bem, mamãe já volta. – Ela sorriu gentilmente para a garotinha loira, que assentiu mesmo sem saber do que se tratava. –
Quinn beijou o topo dos cabelos loiros e então com a ajuda de Rachel retirou uma cômoda incrivelmente pesada do quarto, logo colocando-a em frente a porta após fecha-la. Elas teriam que sobreviver, por Beth.
...
Estavam todos armados como podiam no jardim da parte da frente, apenas observando calmamente os walkers que conseguiram quebrar a cerca, caminhando desajeitadamente em direção à eles. Seus olhares estavam frios e sérios, eles iam sobreviver. Tinham que sobreviver. Eles não passaram meses em condições bem piores em Lima para morrer ali, assim. Não agora. Não hoje.
O primeiro barulho escutado foi o ronco do motor da motosserra, seguido do riso maníaco de Santana. O cheiro de podridão e morte queimava suas narinas. Não eram tantos quanto em Akron, mas ainda assim eram muitos, e dessa vez eles não estavam seguros dentro de um carro, e sim em campo aberto, onde poderiam ser atacados por qualquer lado. Quinn apertou levemente a mão de Rachel, e depois de uma troca silenciosa de olhares, começou.
O barulho da motosserra cortando brutamente a carne era misturado aos tiros e as cabeças estourando. Sinceramente, Quinn não tinha ideia do que estava fazendo, apenas balançando o facão de um lado para o outro em uma dança dessincronizada enquanto cabeças e corpos decapitados caiam aos seus pés.
Kurt nem sabia o que estava acontecendo direito, ele apenas batia, corria e gritava, o que causou alguns ataques de risos em Santana quando conseguia localizar o amigo em meio aos mortos.
Charlie correu para trás da casa, gritando e atirando para chamar atenção de alguns walkers, e funcionou. Só que ela não esperava os que já estavam lá, e logo se viu cercada. Como ultima opção, subiu no Ford, e de lá atirava e cortava os mais perto com sua machadinha, o sangue espirrava em seus braços.
Brittany e Sam estavam de costas um para o outro, enquanto os walkers fecharam um pequeno círculo em volta deles. Os braços da loira pareciam no automático na ação de ‘ir’ e ‘vir’, esmagando cabeças com o taco de baseball. Sam cortava-os, vez o outra sendo salvo de uma bela mordida, logo sendo repreendido por Brittany.
Então Puck tropeçou, caiu de costas no chão enquanto alguns mortos caíram de joelhos em volta dele. O rapaz de moicano apertou os olhos e se preparou para o fim, mas no meio de gritaria, gemidos, e outros barulhos estranhos, ele conseguiu distinguir três disparos próximos. Três tiros certeiros, três balas, três mortes. Ele abriu os olhos e, era Rachel. Rachel o salvou.
– Não caía de novo, pode não ter alguém perto da próxima vez. – Ela disse um pouco alto após mais três tiros, e ele escutou o baque surdo de três corpos caindo atrás dele. –
Quando a diva foi recarregar a arma prateada, um walker gemeu em suas costas. Ela virou-se com uma velocidade incrível, porém antes de fincar a faca no meio da testa do morto, uma flecha atravessou-o. Quinn acenou gentilmente com um sorriso enquanto empunhava a besta, e Rachel arqueou uma sobrancelha, devolvendo o sorriso.
Os braços de Santana estavam cobertos de sangue enquanto ela cortava tudo que via pela frente com a motosserra, sempre com um sorriso maníaco no rosto, sua camiseta branca estava devastada com os jatos de sangue que voavam dos corpos, mas depois ela se preocupava com isso.
Enquanto Kitty cuidava de alguns walkers com uma marreta, Marley praticamente destruía os corpos com os tiros de sua mini-shotgun. Um deles segurou-a pelos ombros, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, ela colocou o cano dentro da boca da mulher morta, o tiro varou-a e derrubou também outro atrás dela. Dois coelhos com uma cajadada.
As balas de Charlie, assim como os cartuchos guardados em seus bolsos, acabaram. Ela estava cansada e sem munição, e mesmo com o número de walkers em volta do carro diminuindo consideravelmente, eram muitos para ela.
– Não pense em jogar a tolha agora! – Alguém gritou. Mike, era Mike. – Ou eu vou subir aí e te dar uns tapas, Fabray! –
Ela olhou para trás e viu o asiático, gritando e fazendo barulho o máximo que podia para atrair os walkers que cercavam a loira em cima do carro. Poucos seguiram-no até a estufa, e os vidros foram pintados de vermelho, Charlie desejou que Mike apenas tivesse matado os walkers idiotas.
Ela desceu do carro já cortando algumas cabeças, e logo correu até a estufa, de onde Mike saiu coberto de sangue.
– Vamos indo, acho que já ... Já está acabando. – Disse ofegante, e Charlie assentiu, dando as costas para o rapaz e indo em direção ao jardim da frente, cortando a cabeça de dois walkers dos poucos que sobraram. –
Ele riu sem graça, posicionando o olhar em seu pulso, onde havia uma pequena, porém sangrenta marca de mordida.
...
Ofegante, Quinn puxou a ultima flecha de um cadáver agora realmente morto aos seus pés. A cerca estava destruída, a grama verde não era mais vista pelo número de corpos no chão, e todos estavam cobertos de sangue.
A punk virou-se para trás, apenas para ver Rachel destroçar os miolos do último zumbi com um tiro certeiro. Ela era, de longe, a melhor atiradora do grupo, e aquilo era muito sexy.
– Alguém aqui precisa de um banho. – Quinn gritou, brincalhona, para sua namorada. Rachel revirou os olhos e estremeceu ao tirar o pedaço de algum órgão de seu ombro. –
Santana limpou o rosto com a barra da camiseta originalmente branca, agora vermelha, e largou a motosserra no chão.
– Já cansou? – Marley indagou, ofegante, com um sorriso desafiador no rosto. –
– Cala a boca. – Murmurou, aproximando-se de Brittany, abraçando a loira como se não houvesse amanhã. Mas realmente, talvez não tivesse um amanhã para eles, por isso era bom se apegar nas poucas e boas coisas. –
Tina saiu da casa completamente apavorada. Ela ficou todo aquele tempo encolhida em seu quarto, chorando enquanto escutava o massacre do lado de fora. Quando o pequeno grupo se reuniu no jardim da frente, Mike abraçou-a forte, beijando sua testa incontáveis vezes.
– Eu te amo, e sempre vou te amar, não importa onde estiver, ok? – Ele indagou, e ela franziu o cenho. –
– Como assim? –
Logo ele soltou-a e correu para dentro da casa. Já da sacada, o rapaz asiático chamou a atenção de todos.
– Bem, é isso aí – Ele começou, sem saber o que dizer. – Charlie, se você jogar a toalha eu te dou uns tapas, não importa de onde. Tina, seja forte, eu te amo. Rachel e Quinn, fiquem vivas e protejam Beth, vocês são uma família adorável. Santana, Brittany, vivam, o amor de vocês é lindo. Kurt, proteja a sua irmã, a família é uma das coisas mais importantes, principalmente agora. Marley, continue ensinando a Kitty como atirar. Sam, Puck, protejam todos, caras. –
– ... Mike? – Charlie indagou, parecendo preocupada. –
– Eu fui mordido, já era. — Ele murmurou, rindo sem graça. — Sobrevivam! Adeus! – O rifle, o maldito rifle. Tudo parecia em câmera lenta quando ele colocou o cano na própria testa e então atirou. –
Charlie caiu de joelhos no chão, seu melhor amigo estava morto.
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