Undead World.

8 Capítulo 8 - Log in Akron, die in Akron.


Notas iniciais
Recomendo muito que escutem as bandas citadas no capítulo, são muito boas ♥ ;-;

Era cedo, pouco mais de sete da manhã, e todos já estavam preparados como podiam, as mochilas carregadas apenas com água, pois planejavam voltar ainda naquele dia, se desse tudo certo. Quinn conferiu as balas na sua pequena Magnum; Nenhuma gasta tirando a que o policial usou para se suicidar em Lima, poderia salvar a vida de um deles ali, inclusive a sua.

– Boa sorte. – Santana murmurou, socando fraco as duas gêmeas nos ombros. –

Quinn segurava Beth nos braços sem dizer nenhuma palavra, Beth encarava sua mãe em completa admiração, hora ou outra sussurrando palavras sem sentido para o ursinho azul no qual ela se agarrava.

– Mama ... – A garotinha sussurrou, e a punk tirou sua atenção de Rachel e seu sorriso timidamente fofo para fitar Beth por baixo dos seus amados óculos escuros. –

Ela passou a língua entre os lábios e apertou a garotinha calmamente contra si, em um abraço um tanto desajeitado e emocional de mais. Após contentar-se com o pequeno aperto que pareceu demorar séculos, Quinn soltou a garotinha, porém ao tentar devolve-la para Rachel, foi surpreendida com um abraço vindo da judia, envolvendo Beth entre elas. Quase como uma família.

– Boa sorte ... Volte bem. – Rachel sussurrou, agora com Beth entre os braços. A garotinha alternava o olhar entre suas mães e então sussurrava algo para o ursinho azul, aparentemente batizado de Led. Quinn jurava que era pelo fato de que a garotinha escutou-a discutindo com Santana sobre Led Zeppelin ser melhor do que Pearl Jam. –

– Vou voltar. – A punk respondeu, parecendo decidida. –

Ela teria que voltar. Por Beth, por Rachel, ela teria que voltar bem pelas duas atualmente descobertas como as maiores paixões de sua vida, substituindo até a dependência imbecil por cigarro ou a alegria ao tocar bateria. Ah, como o instrumento fazia falta ... Talvez devesse ter ao menos considerado em resgatar seu violão ... Não, só traria problemas, sem dizer que na situação em que se encontrava na mansão Fabray, não tinha muita escolha; Ou era mordida pelos seus pais ou corria o mais rápido que podia.

– Sam, Santana, Britt, Kurt ... Cuidem bem de todos, ok? – Chamou em tom autoritário, assumindo a pose de líder, mesmo que insistia que todos trabalhavam juntos ali. –

– Vamos cuidar das suas garotas, Fabray01, relaxa. – A latina revirou os olhos, e Quinn sentiu-se corar brevemente. – Como eu sei que você vai saquear a primeira loja de discos que encontrar, pegue uma camiseta do Pantera pra mim. –

Ela logo assentiu um pouco sem graça, de repente encarar seu all star vermelho esmagando a grama verde parecia mais interessante do que continuar com aquela conversa nem um pouco apropriada com Santana.

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– A onde estamos, mapa humano? – Marley indagou, movimentando a cabeça ao ritmo de Come As You Are enquanto dirigia com apenas uma mão, a outra pendendo na janela do Cadillac tinha um cigarro apertado entre os dedos, hora ou outra tragando-o demoradamente. –

Puck e Quinn também fumavam, cantando alto junto da musica, sendo seguidos pelo olhar assustado do pobre Mike. Charlie encontrava-se perdida em seu amado mapa, murmurando palavras bizarras e alternando o olhar entre a estrada e o desenho traçado no papel.

– E ... Acabamos de entrar em Lawrence Township – Murmurou a loira, concentrada de mais em seu mapa para olhar para a motorista. – Em cerca de trinta minutos ou um pouco mais, chegamos em Akron. – Sua cabeça fazia milhares de cálculos sobre rotas e seus prós e contras ao entrar em Akron que chegava a latejar, mas ela não queria reclamar, nunca havia reclamado. Charlie era o pequeno gênio de Judy e Russel, que desde criança exibiam-na para todos que pudessem, e Quinn sempre se sentiu um tanto desconfortável com isso. –

Quando a musica acabou, a gêmea mais nova estreitou-se para frente, logo trocando as fitas, o álbum Destroyer do KISS explodia a toda altura, e Puck encontrou-se gritando a toda altura quando Detroit Rock City estourou dentro do Cadillac. No fim, todos os ‘skanks’, pode-se dizer assim, cantavam junto enquanto eram ignorados por uma Charlie concentrada e seguidos pelos olhares assustados de Mike.

Puck e Quinn se entreolharam, e logo colocaram todo o tronco para fora da janela, cantando e gritando animados junto com a música. Quinn sentou-se na janela atrás do banco de Marley e Puck na outra encontrada logo atrás do banco de Charlie, e já em cima do carro, bateram um high-five.

‘Idiotas ...’ – Charlie pensou, revirando os olhos. –

...

Chegaram lá ao som de Shout It Out Loud, e na entrada da cidade, Quinn cantarolava gentilmente Beth, lembrando-se da filha chama-la de ‘mãe’ ou algo parecido ao que pareciam ser séculos atrás. Precisava voltar viva.

Charlie, que aparentemente tinha o mapa detalhado de todas as cidades dos Estados Unidos, explorava Akron o máximo que podia para transformar a viagem em algo mais seguro.

– Oh meu Deus ... – Ela murmurou, ao coincidentemente bater os olhos em uma loja de quadrinhos. Jesus, como aquilo fazia falta para alguém como Charlie, que comprava no mínimo duas histórias em quadrinhos por dia. – Encoste, encoste! – Batia freneticamente no braço de Marley, esquecendo-se completamente de sua segurança. Os quadrinhos vinham primeiro. –

A morena bufou irritada e parou o Cadillac em frente pequena lojinha com os dizeres ‘Comic Books’ em grandes letras que antes deveriam terem sido brilhantes e chamativas. Ao descerem do carro, tiveram que livrar-se de uns quatro walkers com roupas geeks surradas, Quinn julgou serem alguns daqueles nerds que se prepararam para situações assim desde sempre, mas obviamente morreram pouco depois da segunda semana.

Na mesma velocidade que Charlie foi, ela voltou com a mochila carregando entre trinta a quarenta quadrinhos, fazendo um pequeno bico tristonho por não poder trazer junto as miniaturas perfeitas.

Algumas ruas para frente, Quinn insistiu em parar na loja de discos com um nome francês estranho. Le Chat Noir poderia ser muito bem o nome de um bordel falido ou um cabaré, e foi um estúdio que a punk fez sua primeira tatuagem, referindo-se à Beth, e tomou gosto pelo negócio. Se o mundo não tivesse acabado, ao terminar seu ultimo ano no McKinley ela se tornaria tatuadora.

Assim que adentrou a loja com a portinha destrancada, percebeu que ainda tinham algumas camisetas ali. Ótimo, ao menos isso. Dobrou apenas as das suas bandas preferidas e dos amigos e guardou-as na mochila.

Dando de ombros, foi em silêncio até o balcão, e a imagem encontrada logo atrás dele fez Quinn querer vomitar, como havia feito nos primeiros meses ao encontrar cadáveres em estado críticos jogados por aí como se fossem papeis jogados na calçada.

O aparente dono da loja, com camiseta de alguma banda e os braços fechados de tatuagem, havia atirado na própria cabeça com uma Magnum, seu corpo estava caído e em sua mão direita residia uma garrafa intocada de Jack Daniel’s. Se não fosse pela tampa deixando mínimas gotas escorrerem em intervalos consideráveis, Quinn duvidaria se ainda não estava lacrada.

– Merda, cara ... Isso faz falta. – Murmurou consigo mesma, pegando cuidadosamente a garrafa da mão do aparente dono. Limpou o melhor que pode o bico com alguns goles d’água de sua garrafinha e a barra de sua camiseta e por fim arriscou tomar um gole, o whisky desceu queimando. –

Em seguida pegou a Magnum do homem com o cérebro estourado; Ainda haviam balas para serem utilizadas. Charlie amaria saber daquilo. Após uma pequena vasculhada, encontrou uma única fita do Motley Crue, uma de suas bandas favoritas. Agora poderia atropelar zumbis escutando Shout at The Devil.

Saiu da lojinha cantarolando alguma musica enquanto dava bebericadas na garrafa em mãos. Puck correu animado até ela após matar algum zumbi pela segunda vez.

– Caralho! Passa isso! – Ele puxou a garrafa de suas mãos sem cerimonia, a punk franziu o cenho. –

Logo foi roubado por Marley, que também bebeu, e em seguida Quinn pegou sua maldita garrafa de volta.

– Aqui, pra você. – Quinn aproximou-se do banco do carona, onde Charlie estava sentada com o corpo apoiado para o lado de fora do carro, lendo alguma edição da Liga da Justiça, e estendeu-lhe a Magnum. Seus olhos brilharam, surpresa. –

– Onde você .. ? –

– O dono aí se matou. Tipo o policial em Lima. – Ela apontou para a loja de discos do outro lado da rua, dando de ombros. –

Logo continuaram em busca do objetivo principal; Alguma loja de materiais de construção. Eram poucos, muito poucos, os walkers por ali, e Charlie estranhou isso. Não que Akron tivesse bilhões de habitantes, mas em comparação com as escalas traçadas por lá, eram uma quantidade ligeiramente pequena, limitando-se em grupos com pouco mais de seis, o máximo que viram foi nove e meio, por conta do zumbi ter apenas a parte de cima do corpo.

Quando finalmente encontraram a maldita loja, Charlie, Marley e Mike entraram, Quinn e Puck ficaram de vigia. As lojas de Akron sempre tinham o mesmo padrão de apenas um cômodo como se todas fossem apenas mercearias, por isso foi levemente fácil trazer os caixotes de pregos, as tábuas de madeira para reforçar a cerca, e os grandes sacos de cimento para o porta malas do Cadillac, após matar os dois walkers que se escondiam entre as prateleiras.

Foi muito fácil, claro, óbvio. Fácil até de mais.

Os carros estavam mal estacionados sob a calçada, alguns batidos e completamente destruídos, outros apenas as cinzas após um incêndio desastroso.

Três walkers seguiam o carro, tropeçando em si mesmos com os paços lentos, dariam qualquer coisa pelo menor pedaço de carne que pudessem encontrar. Oito walkers seguiam o carro. Marley virou em uma esquina, e arrependeu-se amargamente disto.

Praticamente toda a população de Akron com as bocas pingando sangue, os olhos opacos, alguns até devoravam outros zumbis, pois estavam sem comida fazia dias. Isso até que perceberam o Cadillac, e como se fossem formigas com um enorme cubo de açúcar, rastejaram em direção ao carro vermelho, tudo fedia a morte.

Com um grito assustado de Mike, Marley tentou dar ré, mas ao olhar no retrovisor, notou que aqueles cinco walkers pareciam ter se quadruplicado de forma assombrosa.

Estavam cercados.

Notas finais
Viiiiiiiiiiiish, viiiiiiiiiiiiiiiiiiiiish, e agora? :v Quem vai viver, quem vai morrer? :v (Isso tá muito Game of Thrones, melhor parar) . . . . . Não 'u'