Undead World.

4 Capítulo 4 - You Will be Missed.


Notas iniciais
... O que dizer sobre a fic que eu prometo atualizar e nunca faço ... Bem, eu meio que tô tendo ataques de criatividade aqui, então acho que é melhor esperar pela outra enquanto ter essa do que não postar nada e.e Me julguem u.u

– Hey, Ho, Let’s go! – Quinn e Charlie repetiram juntas, no ritmo da música. Blitzkrieg Bop, the Ramones. –

Quando estavam aproximando-se da casa dos Pierce, Charlie pegou o walkie tokie que Sam havia lhe dado para caso acontecesse alguma coisa e então chamou pelo loiro.

Chamando, chamando ... Samuel, Sam, Sammy, Samantha ... – Dizia, até que que escutou um gemido irritado vindo do outro lado. –

Não me chame de Samantha, sério. Espera, estão escutando Ramones!? Não acredito! – Ele parecia surpreendido, porém logo recompôs a voz séria que fazia Quinn querer rir. – Estão chegando? – Ele indagou, demonstrando preocupação. –

– Perto, senhor! – Quinn disse com a voz grossa, em tom de brincadeira. – No primeiro posto fora da cidade nós paramos e então balanceamos os suprimentos entre os carros, tá bom? – Indagou, e Sam murmurou um ‘Aham’. –

– Como está a rua aí? – Charlie perguntou. –

– Vou dar uma checada, esperem. –

Cerca de um segundo depois, o Cadillac vermelho virou na esquina da rua dos Pierce, e aquilo era algo de outro mundo. Enquanto Sam parou de vigiar para ajudar o grupo dentro da casa durante parte da manhã e da tarde, alguém com pouca sorte sendo perseguido por um grupo de mortos acabou topando com o outro grupo que já estavam lá, e os zumbis se encontraram e encheram toda a rua.

Charlie sabia disso pois uns dois corpos estavam sendo devorados na calçada. Um zumbi escutou o barulho do Cadillac e então grunhiu, quase um grito, atraindo outro, e aí mais outro e depois outro. Logo, os cadáveres mastigados no chão só entretém um ou dois de várias dúzias de mortos, que deveriam terem sido atraídos desde a entrada da cidade, juntando-se com outros desde então até chegarem ali.

– Fodeu. – Quinn concluiu, sua expressão assustada. –

– Oh meu Deus, a rua está cheia! – A voz de um Sam apavorado saiu pelo walkie takie. –

– Estamos vendo, estamos vendo! ... Vamos chamar a atenção, saíam daí enquanto isso! – A punk gritou em resposta, e Charlie encarou a mais nova como se fosse louca. –

Quinn respirou fundo, tamborilou os dedos no volante de couro, e com um olhar frio e decisivo, como um leão preparando-se para abater sua presa, avançou em direção aos mortos, jogando vários para longe ao fazer um cavalo-de-pau com uma freada brusca. Charlie em si quase voou para fora do carro se não fosse o cinto de segurança.

Ao mesmo tempo, não muito longe deles, o portão branco da casa dos Pierce se abriu, e o Ford prateado do pai de Brittany deu ré na calçada, atropelando alguns zumbis sem sorte. Quinn pisou fundo e levando mais alguns mortos, parou um pouco para frente do carro prata para que Puck pudesse manobrar, e logo Sam, Santana, Finn, e Rachel com Beth no colo correram para o Cadillac.

Sam matou dois zumbis com marteladas certeiras na cabeça e então entrou primeiro, depois Santana entrou e logo em seguida foi a vez de Rachel, que apertava Beth com todas as suas forças contra seu corpo. Quando Finn parou para se livrar de alguns mortos, só para se exibir na opinião de Quinn, um desgraçado entrou pela porta aberta, arrancando um grito assustado de Rachel enquanto Beth chorava apavorada.

Quinn, Santana, Charlie e Sam foram fazer algo, até que o zumbi nem teve chance de encostar em alguém ali quando Finn puxou-o pela camiseta rasgada e surrada. Porém, aquele parecia ser mais esperto que os outros. Ele virou-se subitamente e segurou Finn pelos ombros, seus dentes se cravaram na curva do pescoço do mais alto, a carne macia foi arrancada enquanto sangue se espirrou por ali. Finn urrou de dor.

– Finn! – A punk gritou, enquanto sacou sua arma e apontou em direção ao zumbi. Ela não gostava do Hudson, mas graças a ele sua filha estava bem e salva na sua ausência. E ele estava tão perto de sair bem dali. –

– Não gaste balas com isso! – Ele gritou enquanto sentia mais braços rodearem suas costas, e mordidas arrancarem pedaços de seus ombros. Estava cercado e já fora mordido, acabou para ele. –

Aproveitando a distração dos mortos, moveu lentamente um único braço sujo de sangue e fechou a porta do Cadillac vermelho com suas ultimas forças.

Quinn se atordoou por alguns segundos, mas os choros de Rachel e Beth junto com o susto quando um maldito bateu na janela do carro trouxe-a de volta para a triste realidade. Finn estava morto. Não eram amigos e nem colegas, quem dirá companheiros, mas devia tanto para ele, que fez coisas na qual ela foi covarde de mais para não fazer. Com os olhos marejados e semblante assustado, ela cantou pneu ao sair dali apressadamente.

– ... Não me diga que nós ... Perdemos o cara ... – A voz triste de Puck cortou o silêncio. – Sinto muito. – Ele sussurrou, logo em seguida encerrando a comunicação. –

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No primeiro posto perto da saída de Lima, fizeram a primeira parada. Não tinham muitos zumbis, então não foi difícil parar lá. Após pegar galões de gasolina o suficiente para chegar em algum lugar e encher o porta malas do Cadillac com comida e roupas, Quinn resolveu que falaria com Rachel.

Todos estavam conversando sobre as rotas, ignorando o luto e a falta Finn o máximo que conseguiam, menos Rachel, que ainda estava no banco traseiro do Cadillac, imóvel, observando o chão com o olhar vago. Charlie estava com Beth por enquanto, já que a diva parecia querer ter algum tempo sozinha.

– Rachel? – A punk chamou, batendo fraco na janela do carro. –

Ela levantou o olhar e encarou Quinn, seus lindos olhos castanhos estavam vermelhos e ela tinha um semblante horrível, derrotada, triste. A Fabray permitiu-se entrar no carro, sentando-se ao lado da judia, que sem nem pedir permissão, deitou a cabeça em seu ombro e se encolheu contra seu peito; Ela tinha um ódio terrível por Quinn, mas agora, realmente, só precisava de um ombro para chorar. Depois poderia odiá-la até quando tivesse vontade.

– ... Sinto muito. Ele fará falta. – Sussurrou, enquanto viu-se alisando as costas da diva em uma ação quase automática. –

– Pensei que não gostasse dele. Nunca pareceu gostar. – Sussurrou de volta, sua voz incrivelmente falha. –

– Não gostava, mas devo muito para ele por proteger você e Beth. –

Rachel levantou o olhar, fitando-a como se fosse um bicho; Quinn Fabray, a garota que a abandonou grávida, estava dizendo que se importava com seu bem estar e com Beth?

– ... Só fique bem, ok? Beth precisa de você – E eu também. – Eu quero que ela tenha o melhor mesmo nesse mundo devastado. Quero o bem para minha filha, e se isso te envolver como obviamente envolve, então quero o bem para você também. – Quinn se surpreendeu com o que saiu de sua boca. –

Ela lembrou-se claramente de dezessete meses atrás, aquela lembrança que de tão indiferente, do nada se tornou seu pior pesadelo.

– Quinn! – Ashley, uma líder de torcida, gemeu alto enquanto arrastava as unhas por suas costas ao alcançar o ápice. –

Descruzando as pernas de sua cintura, ela se arrumou como pôde e logo beijou a punk, em seguida saindo de trás das arquibancadas. Quinn deu de ombros após se recompor e fechou o zíper de sua calça, e acendendo um cigarro, fez o mesmo caminho traçado pela líder de torcida.

– O-olá ... – Ela virou-se preguiçosamente para o lado, fitando a mal vestida Rachel Berry. –

Cerca de um mês atrás elas haviam dormido juntas na festa na casa de Puck, e Quinn deixou bem claro que não queria nada de relacionamento. Mas talvez precisasse refrescar a mente da judia, afinal, ela parecia um marinheiro bêbado quando foram para a cama. Quinn também não estava muito diferente, ela admitia.

– Barbra. – Não pôde deixar de notar que Rachel estava nervosa, fitando fixamente seus pés enquanto brincava com seus dedos. – Veio me encher por quê? –

Rachel respirou fundo, contou mentalmente até três e então fitou os olhos verdes. Será que seu filho teria aqueles olhos também?

– Estou grávida. –

Quinn arqueou as sobrancelhas, passando as mãos pelas mechas rosadas, e ao franzir o nariz, levantou um pouco seu Ray Ban favorito.

– Parabéns para você e o Hudson. – Disse indiferente ,Rachel bufou, indignada. –

– Eu nunca dormi com o Finn, é seu! – Ela levou uma mão protetora ao ventre que ainda não tinha crescido. –

Silêncio. Então foi a vez de Quinn bufar.

– ... Isso não é problema meu. Você está grávida – Deu ênfase em ‘você’ – Não eu. Tenha a criança, não tenha, é sua opção. Não tenho nada com isso. –

Rachel sentiu dor com a indiferença, a frieza de Quinn ao falar do próprio filho. Ela assentiu enquanto sentia os olhos esquentarem e a garganta fechar, e sem esperar nada vindo da punk, saiu correndo.

Quinn quis morrer. Ela gostava de Rachel, reparava na diva. A voz belíssima, o sorriso que poderia iluminar uma cidade, a felicidade contagiosa, o otimismo constante. Tão diferente dela. E agora elas teriam um filho juntas. Mesmo antes do fim real, o mundo para Quinn já estava acabado.

Rachel contou para Finn que estava grávida mesmo sem nunca terem transado, e o rapaz acreditou em uma mentira idiota. Meses mais tarde, descobriu-se que obviamente não era dele e então houve o término de namoro. Rachel estava sozinha no mundo, futuramente com um bebê para criar sem apoio nenhum tirando os pais, que também não aceitaram muito, mas ainda assim era sua filhinha apesar de tudo.

No fim do nono mês, Rachel andava tranquilamente pelo corredor do McKinley quando sua bolsa estourou. Nessa altura, já tinha feito amizade com Brittany (Namorada de Santana na época) do clube de ciências e Tina na aula de história. Só elas, Charlie, Santana, Marley, Puck e Kurt sabiam quem realmente era o ‘pai’ de sua filha.

Como Santana ainda estava com Brittany na época, acabou sabendo que Rachel entrara em trabalho de parto, e depois de Charlie convencer sua irmã gêmea, foram para o hospital. Chegaram lá já no fim do parto, minutos depois uma garotinha linda chegou ao mundo. Quinn teve ao menos coragem o suficiente para nomeá-la como Bethany. Bethany Helena Berry.

Junto com Beth completando três meses, veio o maldito vírus, e então o fim de tudo. As duas sentiam pena da filha por ter que crescer num mundo como esse, mas ao menos ela estava viva, e isso que importava.

– ... Vamos partir logo ... Tente comer algo, deve estar com fome. – Ela colocou uma mão no ombro de Rachel e fez um breve contato visual, logo em seguida saindo do carro e indo em direção ao grupo, que debatia sobre como chegariam em Perry Township. -

Notas finais
A Quinn foi muito filha da puta, mas ela se arrependeu e tá tentando mudar, o Finn morreu ... Isso me cheira Faberry 'u'