Undead World.

27 Capítulo 27 - Love found at the end of the world.


Notas iniciais
Hey, olá :3 Demorei? Pra caralho, mas tá aí o capítulo u.u Aviso; Se você tem problemas cardíacos, segura o coração aí. Leia a bula.

A porta fora aberta apressadamente, e duas figuras adentraram o quarto, desfazendo-se das roupas com um certo desespero enquanto iam em direção à cama. Charlie deitou Chloe sobre o colchão e então focou sua atenção no pescoço da ruiva, mordiscando-o e lambendo-o enquanto escutava os gemidos prazerosos que a mais baixa deixava escapar vez ou outra.

Quando a ruiva levou suas mãos ao cós da calça jeans, desabotoando-a e logo após descer o zíper, sentiu algo que não deveria existir ali.

— I-isso é .. ? – Ela indagou entre gemidos, e Charlie fitou-a com os olhos esverdeados, ainda marcando seu pescoço. –

— Eu não sou um cara, a Quinn também tem um, mas isso é realmente um problema agora? – Perguntou sem olhar direto para a ruiva, descendo a língua quente até o seio de Chloe. –

— Só torna as coisas melhores. – Ela responde tomada pela luxúria, talvez com uma voz mais rouca que o normal, logo descendo a calça jeans pelas coxas da loira, agora ambas estavam apenas com a parte de baixo de suas roupas íntimas. –

Charlie acaricia a parte interna de suas coxas, fazendo Chloe soltar um gritinho alto. Ela rapidamente puxa a ruiva contra si, colidindo suas intimidades ainda cobertas pelos panos agora desconfortáveis. A mais baixa arranhava suas costas, deixando marcas brancas que iam se avermelhando conforme os segundos se passavam, e já a loira se concentrava em marcar toda a clavícula da outra garota, movimentando lentamente seus quadris contra os de Chloe.

Sem demora alguma, elas se desfazem das ultimas peças de roupas, e então a loira vira a ruiva na cama, deixando-a de joelhos enquanto se apoiava em seus cotovelos. Charlie sorri de lado, seus olhos dourados deram lugar a um verde-escuro banhado em luxúria.

— Você até que tem pegada para uma virgem. – A ruiva diz com um tom quase desafiador, empinando ainda mais seu traseiro, e também arrancando um riso de Charlie. –

— Eu nunca te disse que era virgem. – E então ela penetra-a de vez, fazendo Chloe gemer alto. Fazia tempo que não tinha relações sexuais, e bem, Charlie não era nada pequena. –

As duas soltam um gemido em uníssono, apenas aproveitando aquele momento. As paredes de Chloe a apertavam, enquanto Charlie a esticava. Então a loira começou os movimentos, segurando a cintura da ruiva tão forte ao ponto de deixar marcas avermelhadas que demorariam para sumir. Rapidamente, Chloe ri de lado e se vira, deitando-se de frente para Charlie, admirando a feição da mais alta estampada pelo prazer. Elas trocaram um beijo fervoroso, seus corpos estavam tão quentes que poderiam entrar em combustão em qualquer momento.

A loira morde o lábio inferior da ruiva, fazendo com que Chloe fique cada vez mais admirada com esse lado recém-descoberto de Charlie. A mais baixa prende uma mão entre as mechas loiras, enquanto a outra se preocupa em marcar as costas pálidas com arranhões estranhamente estimulantes. A mais alta, que gemia palavras desconexas, desceu as mãos até as coxas da ruiva, apertando-as ao puxá-las para si.

Suas pernas se prendem contra o quadril de Charlie e Chloe arqueia seu corpo, demonstrando sinais de um orgasmo não muito longe. Charlie não está diferente, e ela aumenta a força das estocadas, a cama rangia enquanto batia na parede.

— Oh, droga ... – Ela geme, escondendo seu rosto na curva do pescoço de Chloe. –

— C-continue ... – A ruiva diz em resposta, apertando-se cada vez mais contra Charlie. –

Um grito é escutado, e segundos depois, outro, seguidos de respirações ofegantes. Após se recuperarem, as duas se olham, e Chloe começa a rir ao retirar uma mecha dourada da testa de Charlie.

— Oi. – Ela murmura, e a outra sorri de lado. –

— Oi. – Diz de volta, em seguida tomando os lábios da mais baixa contra os seus. –

— De novo? –

— De novo. –

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— Por que nós temos que cuidar dessa coisa mesmo? – Santana pergunta ao revirar os olhos, logo em seguida cruzando os braços. –

Brittany, que está tentando fazer Beth parar de chorar, apenas arqueia uma sobrancelha.

— As mães dela precisam de ... Um tempo para elas. – A loira responde ao sentar-se do lado da namorada na cama de casal. –

— Madre de Díos, estamos cuidando dessa coisa pra Quinn foder com a Hobbit? Elas que fizeram, elas que aguentem. – A latina quase grita, mas é repreendida com um olhar, uma vez que nunca se deve xingar na frente de uma criança, de acordo com Brittany. –

— Sant, é algo mais importante. – Brittany responde simplesmente, e a latina arqueia uma sobrancelha. Tem alguma coisa aí, seu ‘terceiro olho mexicano psíquico’ sabia disso. –

— ... Oh madre de Díos, no puede ser ... A Hobbit tá grávida de novo!? Esse idiota Fabray, copulando em el fin del mundo, lo verá, voy a matar a esa perra- E então começou a divagar em espanhol, xingando Quinn e vez ou outra dizendo para Beth que mataria a mãe dela, enquanto a garotinha apenas observava tudo curiosamente. –

— Sant – Brittany chamou, seguindo a latina com o olhar, indo de um lado para o outro no quarto de casal – Sant – Novamente fora ignorada pelos pensamentos em voz alta da morena – Santana! –

A latina parou no meio do quarto, finalmente saindo de seus pensamentos ao virar-se para Brittany, fitando-a com seus olhos castanhos.

— O quê? – Ela pede, e a loira sorri adoravelmente. –

— Quinn vai pedir Rachel em casamento. –

Santana parecia atordoada, como se tivessem lhe feito uma pergunta na qual não saberia a resposta. ‘Quinn’ e ‘casamento’ não são algo que combinam. Pra ela, Quinn era aquela garota idiota e de atitude que conhecera no dia em que Puck quis ficar com Frannie, mas a Fabray acabou levando a irmã mais nova no show em que eles iriam, e assim todos acabaram ficando amigos. Aquela garota que lhe perguntara se poderia pintar seu belíssimo cabelo loiro de rosa e que Santana dissera simplesmente um sim. Que tempos depois havia lhe apresentado Kurt e Marley, e então ela e a Hummel começaram a namorar sem ninguém saber e um tempo depois terminaram, novamente sem ninguém saber. Mas agora Quinn estava domada, assim como ela mesma e também Marley. Elas que antes pichavam o carro do diretor Figgins só por estarem entediadas, agora levariam tiros por suas namoradas. Literalmente.

— Oh meu Deus, o que aconteceu comigo? – A latina murmura, sentando-se ao lado de Brittany. –

— Como assim? – A loira pergunta, arqueando uma sobrancelha. –

— Minha aura de badass foi jogada pela janela. – Ela lamenta, e Brittany ri. – Não tem graça. – Diz em um murmuro, cruzando os braços infantilmente. –

— Você foi domada. – A loira diz, ainda rindo. –

— Não fui. – A latina faz um biquinho extremamente adorável, e Brittany acaba beijando-a. – Tá, talvez eu tenha sido domada. Só talvez, eu ainda posso ser durona quando eu quiser. –

— Tá bom. Agora tenta não fazer ela chorar enquanto eu tomo banho. – A loira entrega cuidadosamente Beth para a latina, que segura a criança como se fosse um monstro que pudesse arrancar sua cabeça quando ela menos esperasse. –

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Quinn ainda estava doente, mas seu estado já era considerável comparado há três dias atrás. Rachel parecia uma mãe preocupada, cuidando da namorada como se fosse uma criança mais nova do que Beth. Então a de cabelos róseos decidiu que queria jogar palavras-cruzadas, e agora lá estavam as duas, Quinn observando divertidamente a careta de concentração que Rachel fazia ao tentar encontrar alguma palavra no livrinho que se encaixasse com o que a ex-loira tinha formado.

— Eu nunca mais te deixo escolher o que nós vamos fazer, esse jogo é muito chato. – A morena resmunga ainda folheando o livrinho em busca de alguma palavra. –

— Você que não sabe jogar direito. Agora pare de reclamar, eu tô doente. – A mais alta diz em tom de brincadeira arqueando divertidamente uma sobrancelha, logo se concentrando em mexer nas peças em cima do tabuleiro. –

Rachel estava tão concentrada que mal prestava atenção no que Quinn fazia, o que de certa forma, ajudou muito no ‘plano’ que a Fabray montara. Assim que termina o que estava fazendo, Quinn sorri consigo mesma e então cutuca Rachel no ombro. A diva tira os olhos do livro e fita a mais alta curiosamente, e quando ela meneia a cabeça em direção ao tabuleiro, Rachel desvia os olhos dos de Quinn para observar a frase escrita com as peças do jogo;

“Você é adorável e eu aprendi a te amar

Então quer casar comigo?”

De trás do seu travesseiro, Quinn retira uma única rosa onde no cabo tinham duas alianças e coloca-a ao lado das palavras.

— Eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem de longe. Nem de muito longe. Nem de muito, muito longe. Nossa primeira chance de criar um relacionamento pode ter sido um fracasso total por minha causa, mas sinceramente, você me mudou, Rach, do melhor jeito o possível. E mesmo se nós não estivéssemos num mundo onde a raça humana tem grandes chances de entrar em extinção, eu iria querer te perguntar isso. Então, você quer se casar comigo, Rachel? –

A diva sorri, e então começa a rir ao mesmo tempo em que se deixa derramar lágrimas de felicidade.

Vez ou outra, no mundo antigo, a garota já tinha imaginado como seria se ela e Quinn tivessem se conhecido normalmente, tivessem namorado, casado, e finalmente tivessem seus filhos. Como seria se não fosse um caso de uma noite que resultou em um bebê ainda na adolescência. Como seria se tivesse Quinn ao seu lado desde sempre.

Era incrível como o mundo teve literalmente que acabar para as duas revelarem seus sentimentos uma para a outra, para descobrirem que se você realmente amar, qualquer coisa poderia ser perdoada, e como você poderia fazer de tudo para que realmente valesse um perdão. Como você se sacrificaria por outra pessoa, assim como você faria tudo para poder salvá-la do mundo atual em que viviam.

Rachel continua sorrindo quando limpa as lágrimas com as costas de suas mãos, e então segura a mão de Quinn por cima do tabuleiro no meio da cama de casal.

— Eu adoraria. –

É a vez de Quinn sorrir. Não é algo superficial, aquele sorriso refletia a alegria de sua alma. Cuidadosamente, ela coloca o tabuleiro de lado e puxa Rachel para sentar sobre suas pernas. As duas compartilham um beijo demorado enquanto se abraçam carinhosamente, e quando Quinn percebe, já está chorando assim como Rachel. Ela retira as duas alianças douradas da rosa e coloca a primeira no dedo anular da morena, logo em seguida fitando-a demoradamente, seu sorriso ainda existia em seu rosto.

— Eu coloquei enquanto você dormia pra ter certeza de que iria caber no seu dedo. – Quinn diz e então ri minimamente, assim como Rachel. Ela logo beija a aliança sobre o dedo da morena, que beija sua testa em seguida. –

Logo Rachel pega a outra aliança e encaixa-a sobre o dedo anular de Quinn, beijando-o logo em seguida. As duas se encaram e começam a rir, aquele era definitivamente o melhor dia de suas vidas.

Notas finais
Nem chorei, só fiquei tremendo. Essa Charlie aí, já copulando. Tsc, tsc u.u