Undead World.
28 Capítulo 28 - It happens when we are drunk.
Notas iniciais
Todos ficaram surpresos quando Quinn e Rachel disseram que iriam subir de nível no relacionamento. Vieram vários abraços, desejos de boa sorte e sorrisos da parte dos amigos. Como não era necessário fazer uma economia e elas não tinham realmente nada a perder, a cerimônia fora marcada para duas semanas após o pedido, e todos da pequena comunidade estariam presentes.
As duas semanas foram rápidas de mais. Ninguém sabe como, mas Rachel conseguiu intimidar Sebastian o suficiente para que o rapaz fizesse mais uma de suas viagens suicidas para Las Vegas, ou mais precisamente, para uma loja de vestidos de noivas. Todos ficaram surpreendidos, uma vez que Sebastian se dizia ser ‘indomável’, mas Quinn apenas riu, ela conhecia sua noiva.
Faltavam três dias para o casório e a comunidade parecia tão empolgada como se fosse véspera de Natal. Rachel, Kitty e Brittany quase não saiam da pequena capela, na qual apenas elas e outras duas garotas estavam autorizadas a entrar. Já Quinn mal podia passar perto que Rachel tinha um ataque, dizendo que ela não poderia ver nada até o dia do casamento.
Quinn estava num dos bancos da pracinha improvisada, lendo sem pressa alguma um de seus livros franceses sobre vampiros da Época Vitoriana enquanto tragava um cigarro, até que três figuras muito conhecidas por si se aproximaram, sorridentes e com garrafas nas mãos.
— Agora que você vai se casar você ficou culta? – Santana pergunta com o seu adorável tom irritante, e Quinn marca a página em que parou, logo em seguida traga novamente o cigarro e então passa a mão pelo cabelo rosa desajeitado. –
— Você sabe que eu sempre gostei de ler – Diz ela, sorrindo de lado. – Mas ... O que vocês vieram fazer ... ? –
— Bem, é o seguinte, Fabray01 – Marley começa – Você vai se casar depois de amanhã, então vamos te dar uma despedida de solteira. –
— Nós vamos no bar da cidade hoje de noite e vamos virar a noite lá! – Puck termina animado, e bate um high-five com Marley. –
Os três a olham com expectativa, e Quinn apenas sorri para eles e se levanta, abraçando-os repentinamente. Após o pequeno espanto, levando em consideração que Quinn odiava contatos físicos, eles retribuem de bom grado.
— Vocês são foda, sabiam? – Ela pergunta, e eles assentem com sorriso convencidos. –
— Claro que sabemos. – Santana diz por fim, bagunçando os cabelos rosados de Quinn. –
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Chloe está deitada na cama de seu quarto (Agora dela e Charlie, uma vez que John aprovou o relacionamento das duas) encarando o teto, sua cabeça parecia querer explodir com todos os pensamentos que vagavam em sua mente. Ela estava atrasada. Só dois dias, mas ainda assim estava atrasada. E também vinha sentindo enjoos há poucos dias, assim como ela e Charlie estavam tendo relações desprotegidas nas últimas duas semanas.
— Chloe? – A voz veio após algumas batidas na porta. Não era Charlie ou seu pai, e sim Rachel. –
As duas se descobriram ótimas amigas desde que seu relacionamento com Charlie fora oficializado para todos saberem. Tinham muito em comum, afinal, ambas eram fãs ardentes tanto dos musicais da Broadway quanto Barbra Straisand ou Veronica Lake, líderes de seus respectivos clubes glee e, bem, namoravam uma Fabray.
— Rach? – A ruiva pergunta, e estranha como sua voz está fraca, e só aí que ela percebe que está perto de chorar. – O que foi? –
— Eu não te vi hoje, então vim ver se você estava bem. – A diva diz, e assim que percebe que os olhos azuis estão marejados, ela rapidamente trata de perguntar; — Mas ... Você está bem? –
Chloe engole em seco e senta no meio da cama de casal, e quando percebe, já é tarde demais; As lágrimas caiam livremente sobre suas bochechas.
— Rach – Ela diz em um fio de voz. – E-eu acho ... Acho que estou grávida. – A ruiva agora está chorando livremente. Ela enterra seu rosto entre as mãos, assustada com aquela possibilidade. Como criaria uma criança em um mundo onde ninguém está seguro em relação aos mortos-vivos? –
Rachel rapidamente se aproxima da ruiva e abraça a amiga com todas as suas forças. Ela conhecia aquele tom perdido e assustado, ela mesma havia passado por isso quando a vareta de plástico sinalizou positivo.
— Você tem certeza? – A morena pergunta num sussurro, afagando as costas da ruiva. –
— C-Charlie e eu não nos prevenimos, e eu estou com enjoos, e me sinto cansada todo dia há algum tempo ... Meu Deus, Rach, o que eu vou fazer? Eu não posso ter um filho nesse mundo! Mas eu também não quero tirá-lo, é maldade! E-eu, eu ... Eu estou assustada. – Ela então abraça o corpo pequeno de Rachel, agora chorando em seu ombro como se sua vida dependesse disto. –
Rachel sentiu pena de Chloe. Ela havia feito o mesmo com Brittany quando descobriu que estava grávida de Beth. Ela entendia o desespero e o medo que a garota ruiva estava sentindo naquele momento.
— Olhe, Chloe – Ela chamou a amiga, que encarou-a com os seus olhos azuis e agora, um tanto avermelhados. – Não faça nada que você vá se arrepender, ok? Tente descansar e não pensar muito nisso, mas também fale com a Charlie, ouviu? Pode ser um alarme falso. –
Rachel queria muito convencer a ruiva daquilo, mas ela sabia muito bem que a chance era uma em um milhão. Chloe assentiu e então abraçou Rachel novamente.
— Eu estou assustada, Rach. –
— Eu sei. –
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O bar não era nada luxuoso, mas com um pouco de bebidas quatro adolescentes poderiam muito bem se divertir ali. Dois homens estavam sentados no balcão, ingerindo o álcool sem dizer nenhuma palavra, enquanto um senhor baixo e de cabelos brancos ilustrava um copo de vidro e cantarolava baixinho ao ritmo da música clássica que era reproduzida pelo gramofone.
— Nos dê a coisa mais forte que você tiver aí. – Santana pede animadamente, batendo as mãos no balcão de madeira. Os dois homens que bebiam em silêncio encararam-na demoradamente, mas logo voltaram a atenção para seus copos. –
O homem velho, pequeno e narigudo, que mais lembrava um rato com seus olhos apertados, coçou o queixo e fez um sinal para que a latina esperasse. Ele se abaixa atrás do balcão, e segundos após o barulho de gavetas se abrindo o homem retorna com uma garrafa sem rótulo, e seu conteúdo tinha uma coloração meio dourada, para Puck aquilo era mel engarrafado.
— E isso é forte mesmo? – A latina pergunta com um certo desdém, e o homem velho ri. –
— Prove. – Ele diz, logo servindo uma dose num copo de vidro e entregando-o para Santana. –
Ela rapidamente joga o líquido no fundo de sua garganta, e assim que o engole, sente como se toda a trajetória até seu estômago estivesse em chamas. Uma careta em seu rosto se converte em um sorriso de lado, e ela logo estende o copo para o homem atrás do balcão.
— Coloque mais. –
...
Puck cantava alguma música sem sentido algum enquanto caminhava descoordenadamente, quase deixando a garrafa de Jack Daniels cair de sua mão várias vezes. Quinn ria de tudo que encontrava pela frente, desde uma pedra no chão até o formato engraçado de uma nuvem que só ela via no céu estrelado. Marley tentava acender o cigarro pelo lado errado, praguejando todas as vezes que não conseguia, enquanto Santana pendia para os lados, murmurando sobre como sua vida era horrível e que ela se odiava simplesmente por existir. Isso tudo nas três horas da manhã de uma quinta-feira, no meio da rua deserta da cidade.
Quando chegaram em frente ao hotel em que estavam hospedados, Puck se jogou no chão enquanto Marley e Santana se deitaram, ficando escoradas uma na outra para poderem dormir ali mesmo.
Quinn foi a única que entrou, e após bater três vezes em três portas erradas, finalmente encontrou o quarto que dividia com Rachel e Beth.
— Rach! – Ela gritou, colando a testa na madeira da porta. – Rach! Vem aqui! –
Segundos depois, uma Rachel descabelada e de roupão abriu a porta, e como Quinn estava escorada com sua própria testa, acabou caindo de cara no chão.
— Rach, deita aqui comigo ... – Quinn diz segundos depois, se virando e estendendo os braços para a diva. — ... Me ajuda, Rach. –
A morena levou a mão ao rosto, apertando as têmporas com uma raiva desigual; Claro, Quinn ficou bêbada! Que surpresa.
— Sério, Lucy Quinn? – Ela pergunta, se segurando para não explodir ali mesmo. –
— Rach, eu não consigo levantar, socorro .. – Quinn murmura com a voz grogue, entrelaçando os braços na perna de Rachel, como um gato de desenho animado que não quer ser deixado pelo dono. –
A diva apenas conta mentalmente até dez e respira fundo, logo abaixando-se e ajudando Quinn a se levantar. Rachel ajudou-a a caminhar até o banheiro e em seguida a se desfazer de suas roupas e se banhar. Assim que ficou mais sóbria, digamos assim, Quinn se deitou e ficou naquela posição até Rachel se deitar ao seu lado, quando a Fabray a abraçou e beijou sua nuca demoradamente.
— Eu te amo, Rach. –
— Eu também te amo, sua idiota. -
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