Uncommon Love

29 Pra você guardei o amor (Parte 1)


Notas iniciais
Olá!! Cá estou eu de volta, depois de um bom tempo com a minha internet comprometida, eu acabei atrasando vinte e poucos dias a entrega do capítulo (conforme eu disse quando respondi os comentários da minha outra fic), também perdi meu irmão mais velho a alguns dias atrás, de uma forma horrível, ele era uma pessoa excepcional e eu tinha um carinho muito especial por ele, e perdê-lo mexeu muito comigo e minha família, por isso peço desculpas por não cumprir com a data que havia dito antes. Também, nem pude agradecer a Kath Petrova Salvatore! Linda, muito obrigada pela recomendação, eu amei! Obrigada mesmo! Penúltimo capítulo. Boa Leitura.

Pov Damon

Caminhamos de mãos dadas pelo jardim em direção a entrada da grande casa, já era noite e várias luzes amareladas iluminavam o caminho, deixando tudo a volta cintilante. Talvez fosse cedo demais para aquilo, mais nenhum de nós queria esperar mais tempo, afinal, agora éramos três e precisávamos dar fim aquela tortura. Quando adentramos a grande sala da casa dos Salvatores, encontramos Giuseppe sentado no sofá com um copo de whisky em mãos. Era chato admitir mais, era dali que vinha meu amor por Bourbon, de meu pai, os Salvatores eram assim, bebiam por causa de tudo.

— Suba para o seu quarto, Elena – ele disse firme, sem a olhar. Ele fixava o olhar nas chamas da lareira acesa, sua típica postura de bronca. Por diversas vezes espiei escondido no andar de cima, no início das escadas, meu irmão chegar tarde e encontrar o pai ali, pronto para o dar uma bronca, até chegar minha própria vez de ser o motivo do nosso pai estar lá. Depois de tanto tempo... Era como se voltasse a ter 16.

Ela soltou minha mão me dando um fraco aperto. Haviamos combinado aquilo quando eu lhe contei sobre sua verdadeira origem. Era arriscado e eu poderia ser preso, mais naquela noite eu encararia o velho ranzinza e lhe diria que, dessa vez, não seria separado do meu filho e da mulher que o carregava no ventre, e então, sairiamos de lá juntos e de mãos dadas como entramos, e quando finalmente ela desapareceu da escadaria, respirei fundo e voltei a encara o homem.

— Pai, vamos conversar...

— Eu lhe disse pra ficar longe da filha do seu irmão – ele disse em seu tom mais duro.

— Eu já sei a verdade... – rebati sem me abater.

— A única verdade importante, Damon – ele levantou-se e se pôs a me encarar de frente — É que aquela menina é minha neta. Minha única neta, tendo o sangue dos Salvatore ou não.

— Pai, você não vai fazer de novo! – O homem tomou o ultimo gole de Whisky do copo, não parecia escutar nada do que eu dizia ou pouco lhe importava. Quando minha mãe apareceu na sala, o homem apenas lhe estendeu o copo vazio e ela veio até ele e pegou, sem que me dissesse um simples “oi”.

Aquela cena me deixava com raiva, eu amava minha mãe, mais ser submissa assim era até vergonhoso. Aquilo era uma das coisas que eu mais odiava, ela era incapaz de ir contra o marido, nem pelos filhos e agora, nem pela neta.

— Elena está grávida! – Fiz questão de dizer em alto tom antes que a mulher saísse da sala – Eu não vou permitir que o senhor seja o motivo de mais um filho meu crescer longe do pai. Minha mãe baixou a cabeça tristemente e saiu, enquanto o homem transpareceu confusão. Então ela ainda não havia lhe dito sobre aquilo, ele estava completamente tomado pelo choque.

— Pai...

— Você não é meu filho! – ele gritou raivoso, me assustando de início – Um filho não dá os desgostos que você deu para o pai... – ele apontou o indicador para mim e seguiu em minha direção — Damon, a vontade que eu tenho agora é de...

— Para! – Elena gritou do início da escada – Para!

O homem a olhou de imediato parando onde estava. Ela desceu rapidamente com uma mochila nas costas enquanto carregava uma mala.

— Eu passei quase a minha vida toda viajando sozinha, morando sozinha, sem família, apenas telefonemas... Vô, eu sei que o senhor e a vovó se preocupam comigo, mais eu já estou crescida e eu posso ser menor de idade, mais agora eu não preciso mais dessa sua proteção! Será que vocês não enxergam que é tarde pra isso?

— Elena você não sabe o que está dizendo!

— É claro que eu sei o que estou dizendo! – ela o encarou firme e eu apenas a observei, admirado por sua postura – A dois anos atrás sabe onde eu estava a essa hora? – ele não respondeu e ela sorriu revirando os olhos – Provavelmente eu estaria bêbada em alguma boate com algum cara estranho que eu havia conhecido, e sabe quantos anos eu tinha? 16! E eu não me importaria com o que você ou a vovó estariam pensando! Sabe o que mais? Aquele era o momento pra você tentar me prender aqui! Eu até empurrei um cara de um penhasco... – Ela enxugou uma lagrima que insistiu e escorreu por seu rosto. Meu pai continuava a encarando, pela primeira vez eu o via sem palavras – Quando você me mandou pra casa do tio Damon, você queria que eu tomasse juízo, que eu mudasse aquele meu jeito distorcido de ver o mundo, um jeito que você só ouviu, você não presenciou e adivinha, vô... Eu mudei!

— Filha...

— Damon viu como eu era – ela continuou sem se importar com ele – Eu sei que ele não me queria morando com ele por que eu era um problema e se quer saber, eu dormi com dois dos amigos dele e tentei acabar com o namoro dele por um capricho – ela sorriu, mais envergonhada – Mais mesmo assim ele fez o que podia para que eu enxergasse o mundo de outra forma, mesmo eu me negando a olhar pelo seu ângulo. Por causa do Damon eu conquistei amizades incríveis, eu encontrei algo que eu quero fazer, eu encontrei uma profissão, eu comecei a ser responsável, a olhar o mundo com outros olhos... Passei por cima de meus próprios medos, das minhas incertezas e inseguranças, eu me vi babando em cima de uma criança que é praticamente a cópia dele e eu me apaixonei e me senti amada pela primeira vez, e vô... Hoje eu sei que eu não tenho o mesmo sangue que vocês, mais mesmo se eu tivesse... Eu nunca deixaria de amar o Damon, você me separando dele ou não... Se já não bastasse tudo que ele fez por mim e pra mim, ele me deu um presente ainda maior! – ela sorriu de felicidade dessa vez e eu sorri junto a ela – Essa criança, que é neta de vocês de verdade! Então... – ela enxugou as lagrimas mais uma vez – Se o senhor, depois de tudo que eu acabei de lhe contar, ainda quiser me impedir de ir com o Damon, eu sinto muito, mais eu nunca mais volto a pisar na sua casa.

Quando terminou, ela seguiu em minha direção sorrindo, como se estivesse satisfeita com sigo mesma. E por incrível que parecesse, Giuseppe não disse mais nenhuma palavra ou tentou a impedir, ele apenas assentiu, baixando a cabeça quando ela passou por ele. Dando sua mão pra mim, ela fez com que saíssemos da casa no mesmo instante e nenhum de nós dois olhou para trás.

(...)

— Sério que aquele velho chato e estraga prazeres simplesmente deixou vocês virem embora juntos? – Danny perguntou espantado, pra ele, aquela história simplesmente não poderia fazer sentido, afinal, aquele velho era o diabo em pessoa...

— Ainda não acredito que ele tenha realmente deixado... Foi mais para uma paralisia momentânea que permitiu que saíssemos...

Elena sorriu ao escutar meu comentário. Aquilo não parecia mesmo ter sentido, parecia que nem ela acreditava ainda que havia encarado Giuseppe de frente, mesmo temerosa pelo avô me fazer algo, tudo parecia tão mais fácil agora...

— OK, nós aqui vamos para o banho! – Ela disse apontando para a barriga. Sorri imaginando, parecia um sonho que se realizaria. Quando ela saiu, virei-me para Danny e murmurei baixo em sua direção.

— Vou leva-la para um piquenique antes de irmos embora...

— Piquenique?

— Sim, na área limpa próxima a ponte, de frente do rio, o que acha?

— Não é melhor na praça mesmo? Estamos sem carro e é um pouco longe de lá...

— Tem razão, o carro... Bom, pegamos um taxi... – ele deu de ombros – Tem problema da gente voltar pra Nova York no voo da tarde? Tem que estar no escritório ou algo assim? – ele fez uma careta tímida, enquanto passava a mão no cabelo solto.

— Digamos que eu esteja meio desempregado...

— O que? – perguntei sem entender, Caroline e ele eram sócios a anos, abriram juntos o escritório... – Como assim “meio desempregado”? Ela te ameaçou antes de viajar? – Conhecendo Caroline, ameaças eram o máximo que ela poderia fazer contra Danny, demissão era demais, podia ser a Caroline, mais nem ela demitiria um advogado como o Danny...

— Ah, bem... Meio que... Eu me demiti...

— Você o quê? Como assim? Por que?

— Não vamos entrar nesse mérito enquanto estivermos aqui, tá legal? – ele pediu e eu apenas assenti, mesmo morto de curiosidade. Não consegui pensar em um motivo para ele pedir demissão, o escritório deles era conhecido, eles eram uma dupla, digamos que famosa, Caroline não jogaria isso pro alto... – Olha, não se preocupe, eu tenho um bom currículo, cara... Amanhã mesmo eu consigo um novo emprego! – ele me falou otimista, dando seu melhor sorriso – isso não é nada...

Elena POV

Eu e as amigas que tive durante “aqueles” anos, sempre dissemos que a vida acabava no exato momento em que se descobrisse uma gravidez. Nunca estive tão enganada. No momento em que soube, nenhum arrependimento pairou sobre minha cabeça, eu simplesmente fiquei feliz, em um estado puro e inocente de felicidade que julguei nunca ter experimentado.

Ali, debaixo daquele chuveiro, sentindo a água morna deslizar pelo meu corpo, eu finalmente senti que estava diferente. Os seios ainda estavam doloridos e arrebitados, muito mais sensíveis que o normal... Já estava com três meses... Três! Como não percebi que mais alguém mais estava ali comigo? Agora eu via uma pequena e saliente barriguinha brotando, mais ainda poderia ser confundida fácil fácil com a falta de exercícios.

Nós dois sempre nos protegemos em nossas relações, afinal, um bebê de um tio e uma sobrinha tinha uma maior possibilidade de nascer com algum problema e tendo esse pensamento, não passou por minha cabeça que meu atraso menstrual fosse por causa de um filho, nem mesmo quando passei a sentir incômodos e enjoos que não era algo normal para mim. Julgava ser tudo pelo stress vivido durante esses meses.

Estavamos na pensão da senhora Fell. Como Danny não havia trago bagagem alguma, Damon emprestou uma de suas calças de moletom, ainda não entendia porque Damon tinha uma mala pronta e Danny. Enrolei-me na toalha branca que lá estava e acabei sorrindo ao ver meu reflexo no espelho, as bochechas estavam levemente coradas, provavelmente pelo contato da água morna na pele sensível. Abri a porta enquanto Damon conversava baixo com Danny.

— Terminei... – Disse ao entrar. Danny me olhou e Damon lhe lançou um olhar raivoso.

— Sim, cara... – ele arqueou as sobrancelhas — Essa é a deixa pra você sair, Daniel...

— Ah ta... Desculpe! – Sorri, enquanto Danny saia de braços arqueados e Damon balançava a cabeça.

— Porque ta rindo? – ele perguntou. Estava de costas procurando por uma roupa.

— Oras, você!

— Eu o quê? – ele perguntou ao vir em minha direção. Abraçou-me pelas costas e depositou um beijo em meu pescoço, fazendo-me sorrir de imediato.

Meus olhos se fecharam quando percebi que ele não pararia, enchendo meu pescoço de beijos, senti também um breve aperto em minha cintura por cima da malha fina da toalha um pouco antes dele finalmente colar seu corpo ao meu. Quando então virou-me de frente para si, agarrou-me com vontade, conduzindo-me para a parede. Quando senti o encosto frio da parede, levantei a perna direita a até sua cintura para o acomodar melhor junto a mim, sentindo a pele roçar na malha da calça que ele vestia.

Impulsionei-me sobre ele com mais vontade, sentindo o gosto doce do beijo. Deslizei minhas mãos pelo corpo perfeito, tudo nele me era convidativo, desde as unhas até o preto dos seus cabelos. Sentindo meu fervor aumentar, ele me conduziu em direção a cama em meio a selinhos provocativos, tirando também, a toalha que cobria meu corpo.

Quando finalmente deitei, ele depositou seus beijos pelo meu corpo completamente nu, parando sobre meu ventre, ali ele realmente demorou, arrancando um sorrido bobo de mim.

— Acha que devemos continuar? – Perguntou ao parar, quando abri meus olhos novamente seu rosto estava a centímetros do meu.

— É claro que vamos continuar – respondi prontamente, sem o dar chance para retrucar. Beijei com mais vontade ainda, desejando sentir o calor do corpo dele, arrepiando-me quando finalmente meus seios tocaram seu peito.

Eu ansiava por Damon. Cada beijo, cada toque... Me faziam delirar, então, decidida a dar fim aquela tortura, tentei puxar sua calça mais ele me parou, deslizando seus dedos por entre minhas pernas.

— Você... É... Malvado! — Arfei entredentes enquanto ele sorria.

Sem me responder ele continuou até não conseguir mais se controlar. Quando finalmente me penetrou foi de forma delicada, porém, meu corpo todo estremeceu. Pareceu estar tendo cuidado, como nenhuma vez antes. Eu sentia tanta falta dele e das sensações que somente ele conseguia me fazer sentir que aproveitei da melhor maneira aquele momento.

— Eu vou te fazer... A mulher... Mais feliz do mundo...

POV Damon

Eu havia acordado cedo e me obrigado a sair da cama. Fiz uma lista de compras e convenci Danny a ir atrás de tudo pra mim. Eu queria dar a ela um café da manhã em forma de piquenique, uma lembrança boa que ela pudesse guardar de um momento nessa cidade, já que não sabia exatamente como havia sido os dias que ela passara na casa dos Salvatore e nem quais lembranças boas de quando era criança ela ainda tinha. Até pedi uma cesta da senhora Fell que vi guardada na parte de trás do prédio, limpei da melhor maneira que consegui e forrei com uma pequena toalha de mesa vermelha, também emprestada da velha. Não ficou como as que vemos nos filmes, mais eu acreditava que isso era o de menos para Elena.

Estava esperando na entrada da pensão. Quando ela finalmente desceu as escadas, seu sorriso de orelha a orelha era ainda mais animador, fazendo-me crer que sua noite foi tão boa como a minha. Eu estava relaxado, animado e sem culpa por nada, me sentia tão feliz como nunca antes. Ao meu lado, Danny, ainda com a calça de moletom e uma blusa preta minha qualquer, deu-me dois toques no ombro enquanto ela se aproximava, ele havia recusado o convite de participar do piquenique, não que não fosse bem vindo ou, de alguma forma, eu o tivesse o barrado. Ele apenas disse que o momento era nosso.

Mais antes que pudéssemos sair, uma mulher adentrou a recepção e quando tirou seus óculos escuros foi que reconheci minha mãe. Ela trazia com sigo um envelope amarelo grande, daqueles em que se guardam documentos. Eu não entendi e a expressão de Elena denunciava que ela estava tão confusa quanto eu.

— Posso falar com vocês? – ela perguntou ainda da entrada. Eu assenti, concordando com a cabeça.

— O que foi, vó? – Elena perguntou e eu pude reconhecer seu tom de voz temeroso.

— Não se preocupem... – Minha mãe sorriu, de certa forma, um pouco envergonhada – Eu... – ela se aproximou de nós ao adentrar um pouco mais a recepção – Eu vim lhe entregar isso e...

— O que é? – perguntei quando ela estendeu o envelope para Elena, aproximando-se ainda mais de nós dois. Ela ergueu seu olhar em minha direção e sorriu novamente, só que dessa vez foi um sorriso cumplice.

— Documentos – ela me respondeu, no momento em que Elena olhava os papeis – Sua certidão de nascimento original, seus boletins escolares, a certidão de óbito dos seus pais, seu passaporte que o seu avó tinha pego, seus documentos do plano de saúde...

— Porque está dando esses documentos a ela, mãe?

— É uma certidão de emancipação...? – Elena disse em minha direção sem tirar os olhos de um documento, parecendo o analisar – Assinada por Miranda Gilbert Salvatore... Vó, a senhora...? – Ela balançou a cabeça concordando, próximo a Elena, ela pode tocar a barriga sorrindo.

— Eu amo vocês e quero que sejam felizes, do mesmo jeito que eu desejei que seus pais fossem quando trouxeram você pra casa. E eles foram muito felizes enquanto estiveram com você – ela enxugou algumas lagrimas que desceram por seu rosto – Damon, meu filho... – ela voltou sua atenção para mim, me olhando nos olhos, era incrível a semelhança com os meus – É estranho, mais... Seu filho será, de certa forma, neto do Stefan, não é fácil essa ideia, mais quero me acostumar com ela... Não sei se você entende... Sei que eu não sou a melhor mãe, mais... Filho, que a sua família seja feliz e que meus netos cresçam saudáveis e sejam crianças boas, como você e o seu irmão foram. Me desculpem... – ela não conseguiu mais conter suas lágrimas.

— Vó! – Elena chamou, mais ela já se afastava.

— Mãe! – a chamei no momento em que nos deu as costas e saiu da recepção – Mãe! – Gritei e sai atrás dela. Antes que ela chegasse no taxi que a esperava segurei seu braço com um leve aperto – Mãe, espera...

— Eu já disse o que eu queria, Damon, eu tenho que voltar...

— Como conseguiu aquele documento tão rápido?

— Ah... Isso? – ela sorriu sem graça – A família ainda é influente, os donos do cartório deviam um favor para o seu pai e eles tem um filho advogado também...

— Então ele sabe do documento... Ele deu permissão? Não faz sentido... – ela balançou a cabeça em negativo

— Não ligo para as permissões do seu pai – Essa resposta fazia menos sentido ainda – Mulheres tem que saber como domar seus maridos, querido. Eu sei como é o seu pai e se ele ainda não sabe, vai saber até o fim do dia.

— Mais mãe, e se ele fizer alguma coisa?

— Estou preparada, Damon... Pode não parecer mais eu sei como lidar com o Giuseppe – soltei seu braço e ela voltou-se para a direção do taxi.

— Mãe! — ela voltou a me olhar e eu sorri – Ele tem seus olhos. Kalleo. É um menino saudável, esperto, carinhoso e apaixonante. Tenho certeza que meu filho com a Elena também vai ser.

— Fico realmente feliz em ouvir isso, querido. Espero conhece-los, ta bom? – assenti e ela sorriu com vontade e voltou-se novamente para o carro. Deixei com que seguisse.

Voltei em direção a pensão, Elena ainda enxugava o rosto, lagrimas que provavelmente caíram após eu sair. Sorrindo ao me ver, ela correu em minha direção e me envolveu em um abraço apertado, um abraço ao qual eu realmente aproveitei.

— Vamos... – sorri quando ela me fitou — Vamos para o nosso piquenique.

— Sim — ela concordou com a cabeça, juntando sua mão a minha. Peguei a cesta de cima da mesa e segui com Elena para fora. Seriam uns 10 minutos de caminhada, aos quais eu não soltaria sua mão para nada.

(...)

O voo de volta para Nova York fora tranquilo, bem como nossa saída de Richmond. Nem minha mãe ou meu pai voltaram a nos procurar, apenas Dr. Saltzman fora se despedir por volta do meio dia, enquanto passava pelo caminho da pensão em direção ao hospital para assumir um plantão substituindo um amigo.

Era perceptível o seu olhar de ternura, como se tivesse sido o médico de Elena a vida toda. Eu sabia de sua amizade com Stefan, era uma pena meu irmão não o ter confidenciado não ser o pai biológico dela, mais mesmo assim, Alaric não tinha problema nenhum com isso. Foi então que decidi lhe fazer um pedido. Pedi que ele fosse o médico dela e acompanhasse sua gestação. De imediato, o médico concordou, mais me alertou que ele só poderia atende-la em Richmond, uma dificuldade a qual eu passei por cima. Ele era alguém de confiança e o primeiro a socorre-la quando passou mal, então decidi que a cada consulta, Elena e eu viríamos a cidade.

Ao meu lado, na poltrona do meio, ela dormia terna, enquanto Danny, do seu outro lado, observava a vista pela janela do avião. A observei por um momento, lembrando-me de nosso momento na praça durante o piquenique, parecia que finalmente estava tudo dando certo, emancipada, meus pais ou qualquer pessoa não poderiam mais controlar sua vida, ela era livre, estava comigo por ser livre, suas escolhas seriam por sua própria vontade e ninguém poderia a separar de mim agora. Nossa vida finalmente entraria nos eixos.

A volta para o apartamento fora tranquila, alguns minutos em um taxi ouvindo Danny reclamar de minhas roupas grandes em que estava, não era nada demais, sempre que um comentário seu era lançado, provocava risadas em Elena e, consequentemente, em mim também.

— Vamos, abra logo essa porta, Damon! – ele esbravejou enquanto carregava a mala de Elena pelo corredor.

— Está destrancada... – Respondi quando ele se aproximou. Abri a porta com cuidado, afinal, estava bem trancada com deixamos o prédio.

Deparei-me com Caroline andando de um lado para o outro em frente ao sofá e de costas para a porta, enquanto Nathan e Matt esperavam sentados.

— O que estão fazendo aqui? – Perguntei entrando, com Danny em meu encalço, ao me ver, ela arregalou os olhos e logo em seguida correu seu olhar de Danny para Elena.

— Como entrou aqui, Caroline? – Danny disparou, pondo-se a minha frente.

— Eu quero conversar com o Damon – ela disse somente, mais isso não pareceu ter feito ele se acalmar. Eu não conseguia entender sua reação e ela parecia não ligar para a presença de Elena ali.

— Conversar? Conversar uma ova!

— Hey! – Nathan se pôs de pé com Matt em seu encalço dele – Fica calmo, cara.

— Calmo? Depois do que vocês...

— Dá um tempo, Danny! – ela gritou, fixando seu olhar nos olhos dele, ambos visivelmente alterados, talvez tivesse a ver com o fim da sociedade dos dois. – Damon, por favor!

Antes que ele respondesse gritando outra vez, segurei seu pulso e o puxei para trás.

— Certo – respondi somente.

— Damon? Não é hora...

— Pode ser a sós? Só com o Matt e o Nathan... – ela me interrompeu e eu a respondi em positivo, com um aceno de cabeça.

— Vamos tomar um banho e esfriar a cabeça, Danny, vem... – Elena disse e ao passar por nós, puxou Danny que a seguiu. Agradeci, não queria que ela passasse por algum tipo de stress.

— Certo, Caroline – falei quando os dois desapareceram – Começa dizendo como que vocês entraram aqui.

(Continua)

Notas finais
Espero que me desculpem e também espero seus comentários dizendo o que esperam para o capítulo 30. Como acham que vai terminar a história? Não sei se vou conseguir entregar daqui a uma semana, pois a internet ainda está oscilando muito e ainda não terminei de escrevê-lo, mais farei o possível! Até o próximo!