Uncommon Love

22 O segredo em mãos erradas


Notas iniciais
Olá! Bom, eu não sei se alguém ainda acompanha essa história... Na verdade, eu não julgaria se decidissem abandoná-la, a final, tem muito, mais muito tempo mesmo que eu não atualizava, e acho que pedir desculpas não ajuda em nada. Bom, todo esse tempo eu tentei escrever, mais nada que me parecesse bom saia da minha cabeça, não só nessa fic, mais também nas outras que escrevo e que não atualizo a quase tanto tempo quanto aqui, mais hoje, incrivelmente hoje me bateu inspiração e, admito, ainda não estava tão bom quanto eu queria mais eu sentia ser meu dever dar continuidade a essa fic que já tem tantos capítulos e leitores. Por isso eu estou postando hoje, agora que acabei de terminar o banner e espero que você leia (e espero que você ainda consiga lembrar também o que aconteceu nos capítulos anteriores). Boa leitura!

Danny POV

– Elena Problema? Sério? – Perguntei debochando ao levantar o rosto para encarar Elena sentada na outra extremidade da sua cama.

– Acabei de ler pra você todo o meu projeto, um texto que eu demorei mais de um mês pra escrever, só pra deixar bem claro, e como crítica de um super advogado, você só fala do título?

– Devia ler pro Damon ou pra Lexi, esse negocio de teatro não era bem a minha praia...

– Claro que não! Faça seu papel, você é meu melhor amigo... Anda, mais uma chance, diga alguma coisa construtiva sobre a minha escrita.

– Vou dizer duas coisas construtivas pra você sim: Damon e Lexi.

– Ah... Dá um tempo! – ela levantou visivelmente irritada e então eu tive que me sentar na cama para encará-la melhor.

– Ok. Seu texto é... É... Bem... – ela arqueou a sobrancelha ainda desapontada – Sobre você...

– Danny!

– Super dramático. Pronto, falei.

– Super?

– É, super. Lena, ninguém quer ver uma criança de 11 anos perdendo toda a família e se tornando a maior monstrinha infantil, viajando de país em país colocando fogo na casa dos outros... É uma versão feminina, estilizada e mil vezes dramática de Esqueceram de Mim – ela fez cara triste.

– Você não ouviu o final, ela encontra a outra parte da família da qual ela não conhecia, ela gosta deles e melhora! – disse incrédula.

– É... Nada familiar, não?

– Ta legal, e o que sugere?

– Olha, basear livros, contos, historinhas ou seja o que for na sua vida pessoal não é ruim, eu estudei história e literatura no colegial e ainda lembro que muita gente importante fez isso, mais... Você colocou sua vida ai e a piorou 1000 vezes, Elena... Olha, eu não sou escritor de romances e eu não entendo de artes, mais eu sou advogado e eu redijo e já redigi muitos e muitos processos e... Eu sei que quando a gente não tá bem com nós mesmos, nós pioramos o que escrevemos em 1000 vez. Você colocou seu nome na personagem e a chamou de “problema”. Elena, tem alguma coisa errada com você?

Ela fechou a cara, o que não era normal e aquela foi minha confirmação de que não, alguma coisa estava errada com ela.

– Ta tudo ótimo comigo – mesmo sabendo que eu perceberia, ela mentiu. A coisa tava pior do que eu imaginava.

– Por que ta mentindo? – perguntei, mostrando que eu sabia que havia alguma coisa mais do que errada ali.

– Eu não to mentindo, se não acredita, liga para os meus avós, pergunta sobre “A Problema”.

– Por que isso, agora? Aconteceu alguma coisa entre você e o Damon? Porque você não ta normal, Elena.

– É claro que eu estou! Escuta Danny, isso é só um texto! Um texto que obviamente não ficou bom e eu vou refazer.

– Não precisa refazer, corte mais essas desgraças que acontecem com a “Elena Problema” e tire o seu nome dessa história.

– Obrigada pelos conselhos. Vou para a faculdade – ela disse, sem esperar que eu respondesse. Bateu a porta as suas costas me deixando ali em meu quarto com a pulga atrás da orelha.

Já fazia um tempo que eu notara que ela não estava bem, dormiu comigo e Damon a dois dias em meu quarto, quando decidimos assistir um filme como fazíamos antes, só nós três, como bons amigos, sem o encosto da Débora, e ela acordou gritando, deixando escapar o nome Dylan. Quando Damon e eu perguntamos sobre, ela respondeu que Dylan era o bandido do filme (e era mesmo) por isso Damon não disse mais nada, mais aquilo já estava estranho demais pra mim, então eu decidi investigar.

Naquela manhã, peguei meu notebook e fiz o que qualquer amigo sentindo cheiro de problema no ar e, principalmente, se achando o maior detetive do mundo, faria: pesquisei Débora Reigth no Google.com.

Nada. Três perfis do facebook, uma pagina sobre um colégio em Madri, algumas paginas em espanhol que eu fiquei com preguiça de tentar traduzir e varias imagens de Déboras aleatórias que eu nunca havia visto e algumas de um garoto de colegial vestindo uniforme de esportes abraçado a pessoas com o rosto propositalmente desfocado. Nada que me ligasse a Débora que eu queria.

Mais devia haver um outro jeito... Eu não tava nem um pouco a fim de bancar a “adolescente enciumada” e invadir o quarto de Elena para mexer nas coisas de Débora. O desespero ainda não era tanto e Elena nunca... Elena. Claro, Débora era amiga de Elena a mais de 3 anos ou coisa assim...

Digitei Elena Salvatore no Google. Imediatamente a foto dos pais dela apareceram junto a manchete “13 anos da morte de Stefan e Suzana Salvatore no trágico acidente que chocou toda a Virginia”, apareceu algumas coisas de Richmond e a de um bebezinho, deveria ser ela, Damon também estava citado em uma das páginas, assim como Giuseppe Salvatore e a empresa da família e a mesma página anterior sobre o colégio de Madri, o garoto das fotos com os rostos dos outros desfocados e algumas páginas em espanhol. Bingo, pensei com o coração na mão, me apegando a possibilidade de o colégio de Madri ser a conexão entre Elena e Débora.

Cliquei na página do colégio que estava em espanhol e a primeira foto a ser carregada foi a do garoto vestindo o uniforme esportivo do colégio. Eu não entendia nada ali, mais felizmente, havia a opção de traduzir para alguns idiomas. A manchete dizia: “Morte trágica de atleta causa comoção em todo o Colégio Pinosierra”. Ainda sem entender como aquela reportagem me levaria a Elena ou Débora, decidi ler o texto.

“Hoje o Colégio Internacional Pinosierra acordou de luto. A noticia da morte do atleta Dylan Hugo Taylor de 17 anos, estudante do 3º ano, campeão do torneio interescolar de Madri junto ao time de futebol americano do Pinosierra na tarde de ontem, chocou toda a nossa comunidade escolar. Dylan tragicamente perdeu a vida após queda acidental do Penhasco da Esperança, nas imediações. O caso ainda está sobre sigilo de investigação, mais fontes contaram para o jornal da escola que Dylan e alguns amigos, sem autorização prévia da Direção de nosso colégio, foram até o penhasco na noite de ontem para comemorar as conquistas de medalhas, entre eles o atleta da equipe de handebol Paul Peterson (3º ano), os atletas da equipe de Basquete Brian Maths e Kayo Chron (3º ano), as atletas de natação, Sheyla Anderson (3º ano), Clair Mayer (4º ano), Elena Salvatore e Mary Holt (2º ano) e a líder da equipe feminina de ciências e também namorada de Dylan, Débora Reigth (2º ano). O acidente ocorreu na madrugada de hoje, entre 2h e 3h e a principal testemunha é Elena Salvatore, com quem Dylan estava antes da queda. Mais informações em breve.”

Um tanto perplexo com a noticia, procurei pelas tags relacionadas no site do colégio e várias manchetes apareceram na tela.

#ElenaSalvatore #MorteDeDylanTaylor #DeboraReigth

“Duas versões para a morte do atleta Dylan Taylor são levantadas pela polícia: Elena o teria empurrado do penhasco ou Dylan realmente não se deu conta do perigo ao aproximar-se demais da beirada?”

“Briga entre Elena Salvatore e Débora Reigth termina em suspensão de 20 dias de todas as atividades de que participam”

“Investigada, Elena Salvatore é inocentada de qualquer suspeita sobre a morte de Dylan Hugo Taylor. A versão da atleta da equipe de natação do 2º ano foi confirmada pela polícia e a morte de Dylan foi realmente um acidente.”

“Morte de Aluno do Pinosierra é manchete dos jornais de todo o país”

“Direção do colégio Pinosierra debate nessa quinta-feira sobre punição aos atletas envolvidos na ‘saidinha escondida’ que resultou na morte de um aluno”

“Diretor diz que expulsar do colégio os amigos de Dylan não o trará de volta e os puni com 1 ano de serviços a comunidade escolar do Pinosierra e ressalta: os oito alunos envolvidos no fatídico ocorrido serviram de exemplo e novas atitudes assim não serão toleradas”

Maravilhosa internet. Mais as coisas ainda estavam estranhas... Eu havia chego ao que eu queria? A verdadeira conexão entre Elena e Débora? A conexão chamava-se Madri ou chamava-se Dylan?

Débora POV

Voltei para o apartamento do tio de Elena com um sorriso que ia de uma orelha a outra. Desmascarar Elena perante as duas pessoas que ela mais gosta havia se tornado tarefa fácil já que Brian estava do meu lado para confirmar a história e quem sabe, algum desses advogados que rodeiam ela não procuram reabrir o caso? Bom, eu mesma posso contratar um e mandar reabrir... Agora há duas testemunhas contra a Elena...

Joguei-me sobre a cama macia dela, senti o cheiro do perfume amadeirado barato que ela usava exalar dos travesseiros... Eu podia ser o maior nome da ciência da Espanha... Poderia estar em qualquer lugar junto ao Dylan, meu grande e amado jogador...

– Maldita! – Levantei-me com raiva e olhei ao redor. Tinha que estar ali. Elena amava escrever.

Tranquei a porta na chave e me coloquei a vasculhar cada possível esconderijo, eu sabia que Elena poderia voltar a qualquer hora, então procurei bagunçar o mínimo possível, colocando cada coisa no seu lugar de origem logo após olhar. Fora engraçado vê-la com uma expressão de espanto quando me viu com suas fotos antigas em mãos e suas coisas espalhadas sobre a cama e me deleitei ao vê-la recolher tudo o mais rápido o possível, mais eu sabia que se ela me visse bisbilhotando novamente, me colocaria para dormir no sofá.

Nada. Procurei até no banheiro e nem sinal do maldito diário.

– Desgraçada – Murmurei ao voltar ao quarto – Biscate desgraçada!

Em um impulso de raiva arremessei um copo de vidro que estava sobre o criado mudo contra a parede a minha frente e ele acabou batendo em um dos três quadros pendurados e ambos caíram no chão revelando a mim o que eu tanto procurei.

O diário de Elena realmente não era mais o livreto rosa no qual ela escrevera sobre meu Dylan, era novo, com poucas páginas usadas. Folheei rapidamente após tirar de cima dos cacos de vidro.

– O que foi isso? – Batidas fortes contra a porta e tentativas frustradas de tentar abri-la me fizeram despertar do meu transe momentâneo – Elena?!

– Não, idiota! Ela não está!– gritei de volta ao reconhecer a voz. Danny – Estou me vestindo, não aconteceu nada!

Ele não respondeu.

Provavelmente eu estava com o sorriso mais bobo do mundo quando fitei novamente a capa dura daquele diário. Os bons ventos estavam a meu favor.

Mandei um sms a Elena pedindo para ela me ligar quando estivesse vindo para casa, dando a desculpa de que eu havia me deitado para dormir um pouco pois iria sair mais tarde e sem me tocar havia deixado a porta trancada. Ela respondeu com um simples “O.K” e eu então pude ler o que Elena guardava ali.

Muito diferente de antigamente, Elena escrevia coisas alegres e as primeiras paginas soavam como um desapego do passado, mais todo aquele blá blá blá e conversa pra boi dormir foi substituído folha por folha até a ultima página escrita pelo que seria o ponto alto da minha vingança. Elena e seu tio Damon eram um casal.

O incestuoso romance entre tio e sobrinha me assombrou no inicio mais eu só conseguia sorrir ao imaginar a cara dela vendo toda a merda sendo lançada no ventilador! Já não me importava mais nada, somente a ideia da dor que ela me causara ser devolvida a ela já me bastava.

Deleitei-me mais uma vez ao tirar foto de todas as fotografias escondidas dos dois como casal e de cada frase romântica que ela escreveu para ele, mais minha alegria se foi quando o telefone tocou avisando-me que ela estava vindo. Devolvi o precioso diário ao esconderijo e catei os cacos de vidro do chão o mais rápido que consegui para então destrancar a porta.

Quando Elena finalmente entrou sorri de orelha a orelha na direção dela. O plano todo estava formado na minha mente. O grande dia seria na manhã do dia seguinte.

– O que foi, Débora? – ela me pergunto sem entender – Não conseguiu dormir?

– Eu tive um sonho maravilhoso, supergirl.

– Por favor, não me chame as...

– Estou quase conseguindo um ótimo emprego!

– boa noticia – ela deu de ombros – Que horas vai sair? Volta hoje?

– Esquece isso... Vou passar a madrugada ocupada no meu notbook.

– Você quem sabe – Sorri mais uma vez em sua direção e sai revirando minha mala atrás do velho not que eu guardava.

POV Elena

Perdi a hora e levantei correndo da cama. O despertador pareceu não ter tocado e eu já devia estar na metade do caminho pra faculdade. Não que algo importante estivesse a minha espera, o que eu queria mesmo era sentar em uma das mesas da biblioteca e me por a escrever em meu diário, com Débora ali, essa tarefa tornou-se complicada.

Débora já não estava ali. Provavelmente se levantou e saiu pra onde quer que seja que ela tinha que ir. Realmente passara a madrugada em frente ao computador, o que me fez dormir mais tarde do que eu devia, incomodada com a luz que iluminava o rosto dela.

Corri do quarto para o banheiro onde, graças aos céus, não havia ninguém. Ouvi um murmúrio incomum vindo da sala de estar, mais não dei importância, havia um longo caminho até a faculdade para percorrer. Voltei ao quarto correndo e após pegar minhas coisas, sai o mais rápido que pude.

No entanto me deparei com uma cena incomum, ou nem tanto: Caroline, Matt, Nathan, Danny, Bonnie e por fim, Damon, todos impecavelmente arrumados exceto por Bonnie que usava uma de suas roupas comuns da faculdade e Débora que observava a todos em pé ao lado da televisão com um grande sorriso no rosto.

– Elena! – Débora saudou-me com sua voz mais animada.

– Finalmente! – Bufou Caroline ao olhar para o relógio de ouro e esmeralda em seu pulso – Tenho uma audiência em 2 horas. Anda logo garota, porque nos chamou aqui?

– É uma singela homenagem a Elenita...

– Do que ta falando, Débora? – perguntei se entender no momento em que ela ligou a TV e um grande “Elena” apareceu.

– Cabeludo, abre um espaço pra Elena sentar ao seu lado, por gentileza... – ela sorriu para Danny e ele fez uma careta. – Elena por favor, vai lá...

– Anda logo – Caroline voltou a reclamar. Sentei ao lado de Danny e ele beijou minha cabeça.

– Bom, eu peço o silencio e a atenção de todos. Bom, chamei todos vocês aqui porque são pessoas importantes na vida da Elena, pessoas que ela ama e respeita muito.

– Débora? – voltei a questioná-la mais de nada adiantou.

– Conheci Elena a alguns anos atrás quando estudamos em Madri – Na tela da TV apareceram fotos minhas daquela época, nadando, com medalhas, ao lado dos meus antigos amigos, e de Débora também, com as medalhas e os amigos do clube de ciências — nos tornamos amigas porque tivemos que dividir o mesmo quarto, o que faz normalmente as pessoas se aproximarem... Nós éramos um tanto diferentes uma da outra... Na verdade, Elena era uma grande atleta e eu era uma nerd qualquer que fazia parte de um dos clubes de nerds. Foi a Elena que me mostrou o que era festa...

– Débora para... – fitei ela sem entender onde queria chegar e aquele discurso não me trazia segurança.

– me mostrou o que era álcool... A primeira vez que faltei a uma aula foi por culpa da Elena... Cara... Eu nunca havia faltado aula nenhuma! Meu primeiro amor... O amor da minha vida, na verdade...

– Chega... – levantei mais ela estendeu a mão na minha direção.

– Fica ai! – ela alterou a voz e o sorriso sumiu do seu rosto – Eu não terminei! – A tela mudou novamente e fotos dela e de Dylan flutuaram de um lado para o outro e logo em seguida, fotos minhas junto a eles e a equipe de basquete – Esse aqui era o Dylan, Elena me apresentou a ele, ele era o cara do time de basquete daquela época mais numa terrível noite, na qual a Elena era uma das razões para estarmos festejando, bebendo fora do colégio, ouvindo musica alta, muitos trasando dentro da mata... Dylan caiu do penhasco em que ele estava com Elena – e manchetes daquela época enfileiravam se na tela da TV. Senti Danny apertar a mão fortemente a minha.

– O que é isso? – Damon perguntou a ela.

– Não sei o que isso tem haver com a gente, sinceramente... Eu devia estar trabalhando – fora Nathan quem falara.

– Brian! – ela gritou sorrindo novamente –Brian! — Um rapaz alto, loiro e com feições conhecidas apareceu.

– Brian? – Perguntei sem realmente querer acreditar, a expressão no rosto dele era fechada e triste. Não tão pior do que a minha naquele momento.

– Esse é o Brian, o ex da Elena... Eles se pegavam lá em Madri quando ela tinha vontade...

– Débora! – ele a chamou e ela gargalhou.

– Diz o que aconteceu de verdade! Diz Brian!

– Elena... – ele me olhou balançando a cabeça tristemente. Uma lágrima escorreu em meu rosto.

– Diz!

– Você o empurrou do penhasco.

– O que? – Perguntou Damon e Caroline Juntos.

– Não! – Gritei em minha defesa.

– Débora e eu estávamos lá quando você o empurrou do penhasco – Senti as lágrimas escorrerem com mais força e Danny soltou a minha mão.

– Não! Não!

– Vadia assassina, você foi inocentada mais você matou ele!

– Elena me desculpa... – Brian falou... – Desculpa mais é verdade.

– Ele me agarrou! Dylan me agarrou!

– E você jogou ele pra morte!

– Para Débora! Para! – gritei.

– Chega disso – Damon falou se levantando e ela mudou a tela da TV. Fotos minhas e dele durante a viajem que fizemos surgiram na tela e Débora voltou a gargalhar.

– Meu Deus! – Caroline gritou em espanto tapando uma a boca com as duas mãos.

– Damon... – Matt balançou a cabeça na direção de Damon.

– Damon você não fez isso, cara... – Agora fora Nathan quem falara ao massagear as têmporas – Mano, você não fez isso.

– E eu pensando que eu tinha alguma chance com o bonitão ali... O que é isso gente? Vocês não vão dar os parabéns ao casal? – ela perguntou sínica ainda de sorriso no rosto – Ah é mesmo... Vocês são advogados... Por um acaso a lei permite o relacionamento amoroso entre tio e sobrinha?

– Você é louca garota? – Danny perguntou em tom raivoso, Brian saiu porta a fora – Você é louca?

– Eu vou! – Gritei andando na direção dela.

– Me matar? Vai me matar, Elena? Como você matou o Dylan? Eim?! – dei-lhe um tapa com toda a força que consegui e Débora tombou para trás. Voltou a gargalhar – Você nunca vai deixar de ser uma piranha mesmo – voltei a lhe dar um tapa – Seduziu o tio! Foi pra cama com os amigos dele também! Vadia!

– O que você ganha com isso? – perguntei

– Consciência limpa.

– Sai da minha casa – Damon disse passando por mim e puxando Débora pelo braço – Sai da minha casa! – ele a jogou no chão do corredor, do lado de fora do apartamento, mesmo expulsa, ela continuava a rir enquanto eu soluça de ódio aos prantos, humilhada junto a Damon perante os amigos dele. Derrepente tudo que vivemos, todo o nosso amor fora reduzido a pó frente aquelas pessoas que nos olhavam indignadas. Nosso segredo em mãos erradas.

– O que aconteceu com você? – Caroline perguntou a ele que, escorado a porta de entrada e de cabeça baixa evitando olhar a todos, passava a mão no cabelo visivelmente nervoso. Deu-se uma pausa e o silencio deixava o ar ainda mais difícil de respirar. Eu não tinha ideia se ele responderia – Anda Damon Salvatore! – Ela gritou e algumas lágrimas escorreram por seu rosto — O que deu em você?!

– Eu me apaixonei – ele disse por fim, encarando todos que nos olhavam.

Notas finais
Obrigada por lerem. Espero que vocês tenham gostado e comentem. Preciso muito saber a opinião de vocês pra determinar o fim ou não dessa fic. Xx