Uncommon Love

26 Fundo do Poço


Notas iniciais
Olá! Quero agradecer as meninas que comentaram após o ultimo capítulo e dizer que por causa de vocês, resolvi continuar postando. Esse capítulo era maior e traria o ponto de vista de Damon e Elena, mais resolvi cortar mais da metade para que pudesse melhorar o restante. Capítulo meio dramático mais não deixa de ter sua importância para a continuação da fic, que está quase no fim, que, se tudo der certo, será no capítulo 30. Boa leitura!

Lexi POV

– Precisamos da ajuda de alguém que não tenha entrado em contato com o Sr. Salvatore nesses dias, alguém que possa entrar em contato com a Elena sem levantar suspeitas de nós ou Damon – Genevieve me encarava incrédula, parte pela história do amor proibido de meu ex namorado e parte porque eu concordava com isso.

– Olha, Gê – Danny tentou argumentar, mais já me parecia que ela não iria concordar – Não estamos pedindo que aceite o amor que eles tem um pelo outro, nós sabemos que é complicado de entender e talvez leve tempo, mais nós também sabemos que tipo de homem o Sr. Salvatore é...

– Eu ajudo vocês – sorri involuntariamente – Ajudo por que são meus amigos dos quais eu gosto muito. O que vocês chamam de amor eu acho algo completamente errado, mais não julgarei o Damon por isso ou farei alguma coisa pra prejudica-lo, mais sou incapaz de concordar.

Balancei a cabeça concordando, eu não a podia culpar pois sabia o quanto a família era algo sagrado para ela e ela tinha seus preceitos muito bem formulados.

– Me falem o plano de vocês.

– Você é a primeira parte do nosso plano. Terá que voltar até a Virgínia e conseguir entrar em contato com a Elena. Precisamos que descubra a rotina daquela casa, todos os horários de todo mundo... Precisamos saber que horas a Elena sai, que horas o Sr. Salvatore sai e que horas está em casa, é muito importante saber também a rotina da Sra. Salvatore.

– Não entendo...

– A chave do plano é a Sra. Salvatore – Danny começou a falar e ela manteve-se atenta a ele – Não podemos simplesmente tirar a Elena de lá porque os avós tem a guarda dela. Seriamos presos por isso, inclusive o Damon que é da família. Precisamos fazer com que a Sra. Salvatore concorde com a emancipação da Elena. Pra isso, alguém precisa conversar com ela e a fazer entender que o lugar da Elena não é Richmond.

– Como a Elena não tem pais e os dois avós são responsáveis legais, precisamos da assinatura de um deles e assim que o documento for autenticado em cartório, a Elena se tornará alto suficiente.

– Mais para emancipar um menor não é necessário um motivo? – ela pergunto e Danny concordou.

– Sim. Os pais da Elena deixaram uma conta no nome dela com aproximadamente 100 mil dólares na época, Damon disse que era um dinheiro que eles estavam juntando para as despesas com faculdade. Os avós nunca quiseram movimentar essa conta, preferindo eles mesmos arcarem com as despesas dela e talvez Elena não saiba que a conta existe. Esse dinheiro, pelo tempo que está parado nessa conta poupança, deve ter aumentado de valor e dar a Elena a liberdade de poder movimentá-la é um bom motivo para pedir sua emancipação.

– Você precisa entrar em contato com a Elena para deixa-la ciente disso e dar a ela uma maneira de falar com Danny ou comigo e precisa ter as informações de horário para saber o melhor momento para se tentar conversar com a Sra. Salvatore sem correr o risco do Giuseppe chegar e estragar tudo – completei o plano e ela concordou.

– Damon sabe do plano? – ela me questionou.

– Não...

– Não temos certeza do estado emocional do Damon, ele parece pior a cada dia... – já fazia um mês que ele e eu havíamos tido aquela conversa reveladora e de lá pra cá seu comportamento havia piorado. Ele continuava sem sair de casa para nada, mais agora também já não estava se alimentando direito. Danny me disse que o único momento alegre de Damon era na presença de Kalleo e quando o nosso filho ia embora ele voltava a se fechar.

Aquilo me era preocupante e mais preocupante ainda para Danny. Nós conhecíamos Damon bem demais para saber que por mais difícil que fosse segurar uma barra pesada, ele sempre dava um jeito de superar. Foi assim com a morte do irmão, a primeira ida da sobrinha embora, com seus problemas com seu pai, com o teatro, o acidente, a morte de nossos amigos, do filho que ele acreditou ter perdido e com a minha partida sem um adeus.

Danny havia me dito na noite passada que todas as vezes que Damon tinha uma decepção ou um problema, algo nele mudava... Disse que sempre viu ele conseguir dar a volta por cima e que levava sim certo tempo para sua recuperação, mais que ela sempre tinha um preço. Ele ficava diferente, como se parte do Damon alegre e extrovertido fosse tirada dele para que o dano que lhe foi causado emocionalmente fosse curado ou suprimido.

Mais e se ele já tiver chego ao seu limite?

Eu queria acreditar que ele faria de novo, que ele daria um jeito de superar, mais Danny havia sido categórico ao dizer que era provável que tudo tivesse voltado dentro dele, que não fosse só a ida de Elena que o tivesse fazendo mal, mais que os restos tóxicos do passado estivessem envenenando sua mente.

Ou talvez o remorso o estivesse consumindo por ter se entregue a um sentimento tão perigo por alguém da família.

– Talvez ele precise de um psiquiatra – Genevieve afirmou com um tom um tanto quanto descrente e zombeteiro. Eu sabia que ela não fazia por mal, mais era visível seu descontentamento em se meter nessa situação. Porém, Danny parecia estar em seu limite também.

– Olha, Genevieve, você pode simplesmente dizer “não”! – ele levantou do sofá fazendo com que ela se alarmasse – Ninguém aqui está te obrigando a nada.

– Me desculpa, Danny mais é assim...

– Já disse que não precisa fazer. Ninguém precisa da sua caridade – ela não respondeu, apenas o encarou até o momento em que ele decidiu sair de casa.

– Eu ligo pra você – falei rápido antes que ele fechasse a porta e ele simplesmente acenou com a cabeça. Voltei a encarar minha amiga que agora tinha um olhar acusador.

– Porque está fazendo isso? Porque trazer ela de volta? – seu tom me fez logo entender do que se tratava.

– Não vou entrar nesse mérito novamente.

– Eu não concordo com a relação deles e discordo mais ainda com a forma que você encara tudo. Você pensou que havia superado o Damon depois de todos esses anos, mais não conseguiu... É sua chance de se aproximar e mudar as coisas entre vocês, mais você ta jogando fora.

– Eu fiz muito mal ao Damon e estou feliz por ver que ele foi capaz de me superar...

– Até quando vai fingir que vê-lo com outra não doi?

– Não estou fingindo, Genevieve – respirei fundo – Eu ainda amo o Damon, você tem razão... Mais nosso único laço agora é o Kalleo e o que restou do respeito dele por mim, vou corrigir o mal que eu fiz a ele trazendo quem ele precisa pra perto, mesmo que você diga que é errado, mesmo que a sociedade diga que é errado, com sua ajuda ou sem.

– Está certa de que está abrindo mão dele? – eu assenti positivamente — Tudo bem – ela assentiu pegando sua bolsa e a chave de seu carro – Me avise quando for comprada a minha passagem. Estou contrariando a minha forma de pensar e eu sinceramente espero que ela esteja errada, Lexi.

Danny POV

– É pra você – parei de um súbito ao ver Caroline me estender um pedaço de papel parada, no meio de nossa sala de estar. Eu havia acabado de chegar.

– Onde está o Damon? – perguntei já que só ela parecia estar ali e isso me preocupou.

– Lê, Danny.

“Danny, se você está lendo isso, então finalmente eu tive coragem...

Sinto que estou vivendo no fundo do poço, literalmente, caro amigo, envolto a uma escuridão em que a única luz são momentos vividos com ela, Kalleo e você. Acho que isso é o que chamam de culpa... Meu irmão, de onde quer que ele esteja, deve me odiar. Sou fraco, cedi ao que chamam de pecado e me deixei levar, eu não a culpo. Fiz muitas besteiras na minha vida, sempre me deixando levar por impulsos, mais dessa vez eu não aguentei. Parece que todo o peso que eu me neguei carregar durante esses anos está, nesse momento, sobre minhas costas largas.

Eu não me matei, Daniel... Isso seria demais pra mim, sou muito fraco. Decidi voluntariamente me internar em uma clínica, pois apenas ir ao analista não dava certo, ele me disse que eu estou a um passo da depressão, mais talvez tenha volta. Por favor, não se preocupe comigo, eu vou ficar bem, pelo menos é isso que espero... Neste momento estou sorrido, sabia? Diga a Kalleo que eu viajei, mais o amo demais e vou voltar. Eu pretendo voltar quando melhorar. Espere por mim”

Amasse o papel em minhas mão com raiva, estava cada vez mais difícil ver meu melhor amigo assim, amargurado, isso me doía o peito. Passei raivoso ao lado de Caroline, mais ela, segurando meu braço esquerdo, me parou.

– O que vamos fazer a respeito disso?

– Você não acha que já deu uma contribuição suficiente nessa história, Carr?

– Não me culpe, eu não o obriguei a cometer incesto – sorri incrédulo.

– Estou fora – a disse olhando em seus olhos. Ela estranhou.

– O quê? – perguntou.

– A sociedade está desfeita, Caroline. Não sou mais seu sócio.

– Não pode estar falando sério...

– Damon não sabe que você trouxe o pai dele até aqui e que foi você que o contou toda a história. Eu não o disse simplesmente por que eu tinha consideração por você e todos os nossos anos de amizade, mais acabou, Caroline. Eu não acredito em mais nenhuma palavra que saia da sua boca.

– Eu estava pensando no melhor para ele! – ela gritou – Pensando em sua carreira e em tudo o que ele conseguiu!

– E quem é você exatamente, Caroline, pra decidir sobre a vida de alguém? Manipuladora e insensível. Você realmente acha que estar internado em um clínica psiquiátrica é o “melhor pra ele”?

– Vamos tirá-lo de lá, Danny!

– E isso resolve o que? Nem sabemos onde ele está!

– Pensaremos em alguma coisa! O Nathan...

– Fora daqui – a interrompi.

– Daniel Dessai... – Ela tentou falar.

– Fora daqui! – gritei sem paciência nenhuma para aquela conversa. Ela respirou fundo e seguiu em direção a saída, batendo a porta a suas costas.

Disquei o número de Lexi após jogar-me sobre a cama. O plano deveria ser posto em prática o mais rápido possível e se Genevieve não fosse para Richmond esta noite, eu mesmo iria.

Meu melhor amigo não era um louco e eu estava certo que faria de tudo para o tirar do fundo desse poço e o trazer de volta a superfície.

Notas finais
O próximo capítulo trará o ponto de vista tanto de Damon quanto de Elena e mostrará o inferno particular que ambos estão vivendo. Também mostrará o plano de Lexi e Danny sendo posto pra funcionar! Por favor comentem! Comentários são o meu combustível. Se quiserem reclamar também, podem ficar a vontade, estou aberta a críticas e sugestões. Favoritem, recomendem