Uncommon Love

1 Elena está de volta


Notas iniciais
Olá! Bom, se você está aqui é porque leu as notas da história e não ta nem ai para o que está escrito lá. Bom sem mais, espero que aproveite a leitura e comente no final :3

Treze anos antes

Tio, os dias tristes são infinitos? – Elena perguntou, seus olhos estavam marejados. Tinha apenas 5 anos, mais sentia uma dor imensa no coração. Não entendia direito porque nunca mais veria seus pais. Ela e o tio estavam sentados no jardim da casa dos Salvatore, observavam as estrelas.

– Minha linda, a tristeza é passageira, aprenda isso com o seu tio. – A menina o olhou, as lagrimas finalmente despencaram por seu pequeno rosto inocente. Ela o abraçou o mais forte que pode. – Eu vou cuidar de você. Eu vou cuidar de você por eles.

Mais tarde, depois de colocar Elena na cama, Damon seguiu para a sala da casa. Seus pais,Giuseppee Clarissa Salvatore discutiam com Mariáh e Carlos Aguiar, pais de Suzana, esposa do seu irmão Stefan, os pais de Elena.

– Ela sofrerá muito – Disse Clarissa.

– A Elena vai sofrer se ela continuar aqui em Richmond! Ela tem que ir conosco. Todos os dias ela pergunta pelos pais, ela tem que ter novas experiências, conhecer pessoas novas. Conhecer a nossa cultura. Por um tempo. Permitam que ela more conosco um tempo, Giuseppe, Clarissa... – disse Mariáh.

– O que? Vocês não vão levar a Elena embora! – Damon gritou pegando todos de surpresa. Não posso deixar que vocês levem a minha sobrinha embora! Ela sempre viveu aqui, com os pais dela, comigo e com os meus pais. Ela vai sentir falta da gente!

– Elena vai com eles, Damon. – O pai do garoto disse.

– Não. Pai! Eles não podem leva-la. É outro país, pai!

– Não podemos negar Elena a eles, Damon. Eles também são avós. Eles só querem o bem dela. Além disso, Elena esta infeliz aqui. No Brasil, ela vai conhecer novas pessoas, vai conhecer sua família.

– Pai, podemos cuidar dela. Eu posso cuidar dela, sempre ajudei a tomar conta da minha sobrinha!

– O problema não é esse. Perdemos 5 anos da vida da nossa neta. Queremos vê-la crescer também!

– Você tem 15 anos, garoto e muita coisa pela frente. Como pode cuidar de uma menina de 5? Você tem que estudar, você tem que curtir sua idade, você vai ter namoradas, vai querer sair e não cuidar de uma criança – disse o homem a sua frente.

– Eu sou responsável! Eu sou muito responsável com a Elena!

– Damon. A Elena vai para o Brasil – o pai do garoto o encarava. Ele deu as costas e seguiu em direção ao seu quarto. Não imaginava como daria essa notícia a pequena Elena. Não sabia o que diria quando a pequena pergunta-se porque ele não iria com ela.

Na manhã seguinte, eles seguiram para o aeroporto. Os avós da menina decidiram se despedir em casa. Coube a Damon entrega-la aos avós maternos.

– Tio, porque você não pode ir? Titio, eu não quero ir só! – ela chorava. Ele odiava ver Elena chorar.

– Pequena, eu não posso ir. Mais seus avós vão cuidar de você. Eles cuidaram de você melhor do que eu posso cuidar.

– Mais tio!

– Aqui Elena – ele tirou um pequeno saquinho de veludo do bolso e o entregou a menina – Aqui tem uma lembrança de mim para você. Pode ver o que é quando estiver no avião. É para nunca esquecer do seu tio! – lagrimas escorriam do rosto de ambos, enquanto Elena sorria para ele. – Quando você voltar, meu amor, te levo na montanha russa, eu prometo!

– Eh! Tomara que eu não demore! Sempre quis ir na montanha russa!

– É, meu anjinho. Tomara que você não demore.

Nova York, 2013

– Mais, o quê? – Gritei no meio do escritório. Na verdade, naquela hora pouco me importava quem poderia estar me ouvindo. O que me importava era o que estavam me dizendo – Pai! Eu não vou... Pai eu sou muito atarefado! Não paro em casa! Pai... Pai eu não posso cuidar dela agora...

– Damon, ela aprontou todas no Brasil! Os avós não conseguem dar jeito! Eu e a sua mãe não temos mais disposição nem idade pra tentar colocar alguma coisa na cabeça dessa criança. Ela era muito apegada a você. Talvez você consiga a por na linha, Damon!

– Pai... São muitos processos que eu tenho que dar conta aqui no escritório... Muitos, pai! Elena não é mais criança, eu acho que nem sei lidar com ela. Já faz mais de 7 anos a ultima vez que eu a vi!

– Damon, ela já embarcou pra Nova York. Vá buscá-la no aeroporto às cinco da tarde. Voo 9916. Se esquecer o numero, me ligue. Não esqueça de buscá-la!

– Pai! Pai! Desligou – olhei para os lados e depois para o relógio. Nathan caminhava em minha direção, com certeza para tirar sarro da minha expressão preocupada.

– Hey! Por que essa cara, Damon! – ele sorria divertido – Só porque sua sobrinha preferida está de volta?

O havia dito sobre a volta de Elena a dois dias atrás quando meu pai me ligou pela primeira vez. Ele a conheceu quando ela ainda era criança. Meu amigo da época do colégio, Nathan chegou a me ajudar a cuidar de Elena algumas vezes, como na semana que ela veio em Richmond a 7 anos atrás, dois anos haviam se passado desde que ela tinha ido morar no Brasil, a levei ao parque de diversões e na montanha russa com Nathan, Matt e Danny. Depois disso, nunca mais a vimos.

– Nem parece que é advogado! Nathan... Você não esta entendendo... Não estamos falando da Elena baixinha que nós levávamos pra comer sanduiche e tomar sorvete no parque... Estamos falando de uma adolescente encrenqueira que pode me causar muitos problemas...

– Damon... Acha mesmo que a Elena vai te causar problemas? Ela te admirava... Você era tio preferido dela... Ela te ama, vai ver só estava cansada da vida chata que ela devia estar tendo...

– Não, Nathan... A vinda da Elena para Nova York morar comigo esta me deixando inquieto... E – olhei novamente para o relógio – Droga! Já está na hora de ir buscá-la!

– Vou com você, pra se sentir mais seguro... – disse ele rindo – Ah... Que tal ligar para o Matt?

– Ele não teve jogo essa semana?

– Foi cortado do jogo...

– Por quê? – perguntei. Matt não é o melhor Quarterback do New York Jets?

– Sim... Mais ele foi muito agressivo no ultimo jogo...

– Um Quarterback não tem que ser agressivo?

– Parece que ele foi agressivo demais...

Chegamos ao aeroporto atrasados. Apenas alguns passageiros permaneciam em pé esperando as bagagens, outros estavam sentados com seus aparelhos eletrônicos nas mãos. Matt, Nathan e eu procuramos Elena mais não a vimos por ali. Já estava começando a ficar nervoso quando me virei abruptamente e me deparei com uma garota alta, cabelos castanhos e mechas rosas que me encarava fixamente. Suas roupas justas marcavam seu corpo de uma maneira incrível, os seios a minha frente eram fartos, meus olhos percorreram por todo seu corpo magro varias vezes. Ela usava apenas regata e um shortinho extremamente curto.

– Não mudou nada, tio Damon. Continua gostoso, como eu lembrava que você era da ultima vez que eu te vi.

– Elena?- Foram a única coisa que consegui dizer.

– Claro. Presumo que foi a mim que você veio buscar, titio...

– Você definitivamente não é a Elena de alguns anos atrás... – Disse Nathan. Reconheci seu olhar instintivamente e não era olhar de respeito, seus olhos encaravam Elena, mais desciam para seus seios momentaneamente. Do meu lado direito, Matt também a encarava.

– Lembra de mim, Elena? – Matt disse estendendo sua mão em cumprimento.

– Claro, você é meu tio Matt Donovan – ela respondeu. Sem ligar para a mão estendida de Matt, Elena o abraçou sem cerimônia. Matt foi pego de surpresa, mais gostou. Quem não estava gostando muito da Elena de 17 anos era eu. Depois de Matt, ela seguiu para um abraço apertado demais em Nathan, que não escondeu seu sorriso de satisfação. Continuei calado.

– Fiquei sabendo lá no Brasil, que meu titio Matt era agora Quarterback do New York Jets – ela sorriu o encarando – Bom, quando eu o abracei, senti mesmo os músculos de um jogador – ela disse, mordendo seus lábios. Matt sorriu – Mais sabe, tio Nathan e titio Damon... Eu também tenho uma queda por advogados – olhei para Nathan e ele a encarava. Tornei a encará-la. Meu Deus, era mesmo Elena na minha frente?

– Elena, ninguém viaja com um short desse tamanho do Brasil aos Estados Unidos – eu disse.

– Ela viaja, Damon – falou Nathan sem me encarar – Vamos, deixe a menina...

– É titio... Me deixa... Afinal, eu tenho esse corpo pra que? É pra mostrar mesmo... Onde está seu carro, afinal?

– Está logo ai na frente. BMW branca – Ela saiu puxando suas duas malas na nossa frente.

– Pelo visto, Elena vai dar trabalho, titio – disse Matt. Ele encarava a bunda de Elena que rebolava a nossa frente.

– Para de olhar para a bunda da minha sobrinha, Matt – falei também encarando o rebolado de Elena.

– Qual é, Damon... Elena tem um belo traseiro! – agora era Nathan quem falava – Vai me dizer que não sente curiosidade de saber como ele é sem esse short?

– Ele sabe como o traseiro da Elena é. Quantas vezes passou talco nela, Damon? – Perguntou Matt.

– Minha nossa... Como eu queria passar talco nela agora! – disse Nathan, ainda de olhos fixos.

– Calem a boca. – Eu disse. Elena tinha um rebolado lindo – Meu Deus, o que estou pensando? – disse em voz alta sem querer. Matt e Nathan perceberam meu súbito desvio de olhar e sorriram uma para o outro.

– É Matt... Pelo visto nosso amigo vai ter problemas em se controlar em casa... – Nathan me deu um tapa nas costas.

– Quero só ver quando o Danny chegar de Paris e der de cara com essa Elena no apartamento – falou Matt me fazendo lembrar de um grande detalhe...

– Droga!

– O que foi?

– Não disse ao Danny que a Elena estava vindo...

– Calma Damon... Tenho certeza que o Danny não vai se incomodar nem um pouco com a presença desta gost... – virei subitamente e o encarei antes de ele termina de falar – quis dizer, da sua sobrinha.

Elena encarava a BMW. Desliguei o alarme para que ela pudesse entrar.

– Você tem um belo carro, tio Damon! Imagina como eu ficaria gostosa dirigindo ele...

– Você não precisa desse carro pra isso, Elena... – disse Matt.

– Não mesmo – concordou Nathan enquanto eu colocava as malas de Elena no porta-malas. Que bomba meus pais jogaram sobre o meu colo.

Notas finais
O primeiro capítulo começa comportado, é normal...Reviews?Prometo que no próximo, Elena já vai dar trabalho para o titio Damon !Xoxo.