Uncommon Love

2 Titio frio, amigo quente.


Notas iniciais
Fiquei tão feliz com os comentário que decidi postar logo mais um capítulo e esse vei um pouco hot. Espero que gostem. Obrigada a todas que comentaram!

Não, eu não estava feliz no Brasil. Não que os meus avós não cuidassem de mim ou coisa do tipo eles tentaram por bastante tempo, mais o problema deles era pensar que a minha família americana me tomaria deles como eles diziam que meu pai teria tomado minha mãe, o problema, o meu problema, era que eles simplesmente não me deixavam voltar para a minha família. Eu esperei muito tempo para voltar para os Estados Unidos, eu precisei me tornar essa pessoa fria, sem muitas emoções, precisei passar por muitos colégios internos por todo o mundo e por muitas vezes, meu corpo me ajudou a me livrar de muitas punições até estar aqui, com Damon, com a pessoa que mais se mostrou preocupada comigo, pelo menos durante os três anos seguintes a minha partida.

Quando eu perdi meus pais, uma criança ainda, encontrei em Damon um substituto. Na verdade, não sei se o via como um substituto ou um amigo, uma pessoa para todas as horas. Mais depois de tantos anos rodando por escolas, internatos, eu acabei por perder a vontade de fazer qualquer coisa, perdendo a vontade de voltar para os Salvatore. Damon agora era mais um estranho, como os que conheci em outros lugares. Eu conhecia o Damon de quinze anos de idade, que brincava comigo, me chamava de minha linda, princesinha e não o Damon advogado de renome que dirigia aquela BMW pelas ruas de Nova York, do mesmo modo que não conhecia os outros caras que estavam ali.

– Esse é o meu apartamento, meu e de Danny – Damon disse enquanto ligava as luzes do local. O apartamento era pouco decorado, com tons de marrom demais. Eu odiava marrom – O apartamento tem três quartos, dois são suíte, mais há um banheiro social bem ali – ele apontou para uma porta ao lado esquerdo, no fim do corredor – Meu quarto é nessa porta esquerda, o de Danny fica em frente. O seu fica em frente ao banheiro. Mandei Mary limpar e comprei colchas de cama novas para você. Pode colocar suas roupas no armário.

– Mary? – perguntei, dando uma ultima olhada na sala.

– Nossa empregada. Ela está aqui os cinco dias uteis da semana.

– E você come ela quantos dias uteis da semana? – perguntei. Sorri levemente ao reparar que o tinha deixado sem fala.

– Ela é velha – Nathan respondeu me encarando – Ele só come mulheres mais... Bom... Mais como você... – segui sorrindo pelo corredor. Quando abri a porta, me deparei com um quarto amplo de paredes brancas, uma cama de casal com colchas rosas. Balancei a cabeça e encostei minhas malas na parede. Tirei meu celular do bolso para ver as horas e encostei na parede para ouvir o que falavam na sala.

– Ainda não acredito que a Elena perguntou quantos dias eu “comia” a Mary. Comia... Ela perguntou se eu comia a Mary!

– Credo, para de falar, parece um filme de terror você e a Mary... – Nathan ria – Para de se preocupar, ela vai aprender a se comportar...

– Quando você vai apresentar Caroline a ela? – ouvi Matt perguntar.

– Ah, não... Reconheço essa cara...

– Você não disse a Caroline, não é? – Matt perguntou novamente – Cara, ela vai pirar! Cara, a Elena não é só sua sobrinha, a Elena é muito gostosa... Como acha que a Caroline vai reagir a noticia com toda a competitividade dela? Você lembra do caso Clara e John Peterson?

– Era divórcio litigioso e a Caroline apostou com o Danny que a cliente dela sairia com 75% dos bens do ex-marido, no final ela arrancou mais 10% — Lembrou Nathan. Caroline? Tava ficando interessante...

– Ela é mesmo uma boa advogada...

– Boa? Caroline é uma puta de uma advogada! Ela é ótima!

– Foi depois desse caso que eles começaram a trabalhar como dupla – disse Damon – Eles voltam dia 20 de Paris, se não me engano...

– Você quis dizer que eles voltam hoje, então...

Ouvi a porta de entrada se abrir e barulhos de salto alto, não fazia ideia de quem era, mais tinha uma voz escrota...

– Surpresa, Meu bebê! – Meu bebê?

– Caroline? – Disse Damon meio sufocado – Pensei que só viessem a noite!

– Antecipamos nosso voo – disse uma voz masculina. Pelo que eu havia entendido até agora, se aquela era a tal Caroline, esse só podia ser Danny.

– Ah, meu amor, estava com tantas saudades! – A mulher falou – Trouxe tantos presentes! – E o momento de me conhecer havia chego.

Sai do quarto batendo a porta, claramente para prestarem atenção em mim. Caroline era uma loira branca com o rosto verdadeiro escondido sobre 25 quilos de maquiagem, sorri para ela como fiz quando vi tio Damon e seus amigos no aeroporto, a expressão dela foi exatamente do jeito que eu esperava. A loira me examinou dos pés a cabeça.

– Quem é essa ai, Damon? – Ela disse, meu sorriso aumentou.

– Elena Salvatore – Eu disse – Surpresa! – imitei a voz irritante dela, o que a deixo com mais raiva. Danny me olhava dos pés a cabeça com um sorriso lindo no rosto. Que cara gato.

– Damon!?

– Elena é minha sobrinha, Caroline – Tio Damon disse. Ele tinha um incrível auto controle de advogado. Sua voz era calma e suave, chegava a ser hipnotizante – Esqueci de avisar a vinda dela a vocês, mais também... Foi decidida a dois dias.

– Essa garota, que se veste desse jeito, vai morar com vocês? – Ela perguntou a Damon, sem se importar com a minha presença.

– Eu não me importo nem um pouco... – Disse o cara novo na sala. Ele se aproximou de mim com a mão estendida – Sou Danny Desai, muito prazer.

– Prazer teria na minha cama – eu disse sem me importar com os outros e o puxei para um abraço apertado até demais.

– Mais é muito descarada mesmo... – A loira balançou a cabeça e se virou para meu tio – Damon, eu estou muito cansada, eu preciso de um banho e eu vou pra minha casa agora. Mais vamos sair mais tarde pra jantar e conversar.

– Te pego as 20h00, Carr. – Carr? Nossa, meu tio parecia um cachorrinho perto dessa mulher. Ela saiu batendo a porta da casa.

– Boa sorte – Nathan disse e os outros sorriram. Mandei um beijo para Damon e voltei para o meu quarto.

– Que sobrinha gostosa, cara... – Danny falou e eu pude ouvir no meu quarto.

– Nem pense em arrastar asas pro lado da Elena – Damon disse sério. Nossa, que medo... Ah, me poupe...

– Qual é Damon? – Disse Nathan – Essa garota vai nos enlouquecer...

– Eu sugiro que vocês se comportem, caso contrário, boto todos na cadeia! — Damon disse – Eu vou tomar meu banho.

Desfiz minhas malas, terminando um pouco depois de tio Damon ter saído. Só estávamos Danny e eu ali, estava na hora de um papinho com o novo cara. Vesti um short de algodão dos que eu usava para dormir e um top rosinha.

– Tio Danny? – Bati na porta do seu quarto – Tio Danny?

– Oi – ele atendeu a porta, seus olhos nos meus seios.

– Sabe, estou com um pouco de fome. Será que pode me mostrar a cozinha e me dar algo para comer? Meu tio Damon saiu, esqueceu de mim...

– Claro, a cozinha fica do outro lado, depois da sala – sai na sua frente, sabia que seu olhar estava em mim.

– Elena – ele disse – Pelo que eu posso ver, temos pão, iogurte, leite, biscoito recheado... Tudo que uma adolescente de 15 anos gosta de comer...

– 15 anos? – perguntei gargalhando – Ah... Eu não tenho 15 anos não... – Peguei um prato do escorredor, o único ali. Coloquei uns biscoitos e queijo que eu avistei no fundo da geladeira. Puxei papo com ele e conversamos até que eu tivesse terminado meus biscoitos e o iogurte. Lavei o prato e ele disse que eu poderia guardar na parte de cima do armário.

– Acho que preciso de ajuda, Danny – disse.

– Deixa que eu guardo pra você – ele disse pegando o prato da minha mão e o colocando no armário.

Senti sua respiração quente no meu pescoço, seu corpo estava próximo demais ao meu. Pouco me importe, ele era um gato. Senti suas mãos segurarem minha cintura e beijarem o meu pescoço.

– Seu tio me mataria – ele falou ao meu ouvido.

– Não, ele te colocaria na cadeia, apenas... Mais fiquei sabendo que você é um ótimo advogado...

Ele me beijou. Era um beijo delicioso, cheio de malícia e desejo. Ele me desejava, deixei que me conduzisse até meu quarto. Ele tirou minha blusa e começou a sugar meus seios em um ritmo perversamente delicioso. Eu não esperava que pudesse ser tão gostoso quanto estava sendo. Beijei seu pescoço e sua boca rebolando sobre seu membro.

– Garota, você é deliciosa!

Tirei sua blusa e apertei seu membro, estava louca para senti-lo dentro de mim, então tirei sua bermuda o mais rápido que pude e arranhei suas costas quando ele finalmente me penetrou. Gritei de prazer enquanto ele me penetrava enquanto alternava entre beijar meu pescoço e sugar meus seios. Nossas respirações eram ofegantes e foi ótimo, o momento que chegamos ao clímax.

Ouvimos passos pela casa enquanto nos beijávamos na cama.

– Danny? – ouvimos batidas baixas na primeira porta do corredor – Danny? Danny, precisamos conversar um pouco...

– Droga, o Damon chegou... – Danny disse pulando da cama.

– Calma... Veste a tua bermuda e espera um pouco. Eu vou falar com ele – dei uma piscadela boba para ele, que sorriu retribuindo.

– Danny? – mais batidas – Danny? Já está dormindo?

– O Danny saiu, tio Damon – Eu falei da porta do meu quarto. Vesti minha roupa rápido demais e prendi o cabelo em um coque desarrumado demais.

– Saiu? – Ele perguntou, reparando em mim.

– Sim e faz tempo...

– O que você estava fazendo, Elena? Porque está suada deste jeito?

– Exercícios, tio. Eu faço abdominais antes de dormir, algum problema?

– Não. Vou ligar para o Danny depois... – Ele ainda me analisava. Eu sorri.

– Ok. Boa noite, titio.

– Boa noite, Elena – ele entrou no quarto no mesmo momento em que Danny me agarrou pela cintura.

– Exercício pesado esse seu, gostosa – Nos beijamos por um tempo, até eu o lembrar que Damon ligaria para ele.

Notas finais
E ai? Me contem o que acharam! Prometo que posto em breve :3 Xoxo