Notas iniciais
Bem, primeiramente olá :) tenho uma conta no Nyah há quase dois anos mas só agora resolvi que era hora de publicar algo meu. Eu escrevi essa história há um tempo já, ela é meu bebê e a primeira ideia que passo para o papel, ou seja, ainda tem um pouco da minha mente infantil nela rsrsrsrsrs. Mas enfim, eu já a publiquei em uma página no facebook que tenho com algumas amigas e elas gostaram, espero que aqui aconteça o mesmo. Confesso que estou super nervosa enquanto escrevo essa nota, afinal nunca me mostrei tanto assim para o mundo, e mostrar para pessoas desconhecidas algo da sua mente pode dar um pouquinho de insegurança sim. Ela é totalmente original, e apesar de eu curtir bastante fanfics, a minha primeira história está sendo uma original. E ela já está finalizada (o/), ou seja, não vou desistir dela, mas para isso preciso também da ajuda dos leitores queridos. É uma short-fic, porém deu bastante trabalho escrevê-la, hein? hahahaha

Bom, sem mais enrolação, vamos ao primeiro capítulo.

O ambiente de cor rosa pastel, que lembrava um aposento de princesa, fora totalmente iluminado pela luz do sol naquela manhã em Madri quando a senhora que aparentava pouco mais de cinquenta anos abriu as cortinas, indo até a cama grande e afastando o dossel a fim de despertar a dona do quarto.

— Dani, vamos acordar, minha princesa. — chamava a mulher — Levante, querida. Você tem aula de ballet.

— Hmmm...Bom dia, Madelaine. — respondeu a garotinha, se sentando e dando um longo bocejo.

— Bom dia. — deu um beijo na testa de Daniela — Tome o seu banho, querida. Não quer se atrasar para sua aula de ballet, não é mesmo?

— Claro que não, Madelaine. Mamãe ficaria uma fera se sequer pensasse que me atrasei para alguma de minhas tarefas. — exclamou indo até o banheiro de seu quarto, enquanto Madelaine separava sua roupa impecável.

— Bom, sua roupa já está sobre a cama, volto em um minuto para lhe ajudar com os cabelos.

— Obrigada, prometo não demorar. — disse e fechou a porta do banheiro.

Daniela rapidamente terminou seu banho, colocou sua roupa e sentou-se na cama para esperar Madelaine. Olhou para seu criado-mudo e sorriu ao ver o lindo porta-retratos que habitava ali, com uma foto de seus pais. Mas logo seu sorriso desapareceu e a fez tomar um olhar triste seguido de um longo suspiro. Como tinha saudades de seus pais, que viviam viajando a trabalho e mal tinham tempo de vê-la. Era uma menina carente, sua única companhia era Madelaine. Fazia ballet desde os quatro anos, e hoje com sete, as únicas crianças com que tinha contato eram as meninas da dança. A pequena não frequentava a escola, tinha aulas particulares com diferentes professores, uma escolha única e exclusivamente de seus pais, contra as vontades de Daniela.

Para Cecília e Fernando, Daniela seria uma pessoa muito melhor sendo criada dessa maneira. A pequena vivia rodeada de adultos — uma chatice, como a mesma dizia as escondidas para Madelaine. Não possuía primos, era filha única, nunca em contato com outras crianças, que para seus pais era uma verdadeira bobagem, pois acreditavam que a influência infantil estragava a criança. Só entrara para a escola de ballet depois de muita insistência e por sua paixão pela dança, não era a toa que era a aluna mais aplicada da classe.

Desde que nasceu, Daniela nunca foi totalmente criada pelos pais, na realidade esses só a fizeram, quem a criara mesmo fora a babá Madelaine. Não fora uma criança planejada, Cecília havia engravidado muito cedo de Fernando, o que fez com que ambas as famílias obrigassem o jovem casal a se casar oficialmente. Se os pais não davam a devida atenção à Daniela, os avós mal sabiam a idade e os gostos da neta, mas sempre fizeram com que parecessem a família perfeita para a sociedade, porém, por trás dessa fama toda, não havia nada de perfeito. Tudo isso era feito para que Daniela se tornasse uma verdadeira dama, assim como sua mãe e suas avós foram criadas.

— Minha pequena sonhadora, vamos tomar café da manhã? — Madelaine tinha a voz divertida quando entrou no quarto.

— Nem percebi que havia chegado, Madelaine. Estava só pensando em como sinto saudades da mamãe e do papai. — abaixou a cabeça e Madelaine percebeu lágrimas rolarem pelo pequeno e delicado rostinho de boneca.

— Oh minha querida, não chore. Lembre-se que sua mãe chega essa semana da França. Pense que esse dia chegará logo, não fique triste.

— Tudo bem, Madelaine. Ficarei bem. Vamos logo pois não quero me atrasar e levar bronca da senhorita Hernandéz.

Tomaram café da manhã em completo silêncio, como todos os dias, Daniela não pronunciou uma palavra durante a refeição. Era tudo muito automático, muito formal. Cecília exigia daquela forma, dizendo que mesa não era um local para conversas banais. Assim que acabaram, o motorista as levou até o estúdio.

— Oi, Daniela. — uma menininha ruiva e muito simpática cumprimentou Daniela assim que chegou.

— Olá, Melinda. — sorriu.

— Esse fim de semana acontecerá a minha festa de aniversário, e eu gostaria muito que você fosse. — Melinda disse empolgada.

— Falarei com minha babá, Melinda. E obrigada, eu adoraria ir em sua festa. — as meninas se abraçaram, mas logo se soltaram, pois senhorita Hernandéz já entrava na sala e mandava todas as meninas se posicionarem.

Às 11h em ponto, Madelaine esperava Daniela na porta do estúdio de ballet. A pequena saiu sorridente, faltavam dois dentinhos na frente, o que a deixava fofa ao extremo, com um papel colorido em mãos.

— Qual o motivo de toda a felicidade?

— Melinda Mendéz me convidou para seu aniversário. — disse quase pulando no lugar.

Madelaine sorriu e pegou o envelope que lhe era estendido. O sorriso logo desapareceu do rosto da babá, ela olhou preocupada para Daniela após ler o convite.

— Dani, sinto lhe informar, mas neste sábado sua mãe chega da França e deu ordens severas de que queria você a esperando. — no mesmo instante lágrimas brotaram nos olhinhos castanhos de Daniela.

A pequena nunca havia ido à festas infantis, no seu mundo só havia festas com adultos chatos que só sabiam bajular uns aos outros. Ficara tão alegre ao ser convidada, mas não poderia comparecer. As lágrimas rolaram pelo rostinho delicado.

— Mas... Mas eu queria tanto ir na festinha, Madelaine. — a babá a encarou com o rosto retorcido em pena, seu coração doía só de ver uma lágrima de Daniela cair.

— Meu amor, eu sei que você queria ir, é uma pena. Mas não chore, lembre-se que verá sua mãe depois de dois meses sem ela. — Madelaine abraçou a menina, que aos poucos se acalmou.

Logo o carro entrou na propriedade dos Martínez e Daniela saiu cabisbaixa. A pequena subiu as escadas indo direto para seu quarto, onde lá deixou que mais lágrimas rolassem. Ela estava feliz com a volta de sua mãe, mas ao mesmo tempo queria estar presente na festa de Melinda.

— Daniela, querida, o almoço já está servido. — Madelaine a chamou entrando no quarto depois de um tempo.

— Estou sem fome. — respondeu com a voz rouca por causa do choro.

— Você não pode ficar sem comer, Daniela. Quer ficar doente? — Daniela apenas a ignorou e continuou deitada com a cara no travesseiro.

A babá desistiu e saiu do quarto, sabendo que Daniela era teimosa como a mãe, riu com esse pensamento. Tão pequena e com personalidade forte.

Mais tarde, depois da aula de francês, Madelaine conseguiu com que Daniela comesse alguma coisa, mas logo a pequena voltou ao quarto, onde adormeceu chorando em seu travesseiro.

Notas finais
Bom, é isso pessoal. Espero que tenham gostado e comentem bastante. Aceito críticas construtivas, afinal são para vocês e quero sempre o melhor para os meu leitores.

Lembrem-se: to iniciando aqui e to super insegura, não sejam tão malvados, ok? hahahahaha brincadeira.

Abraços, meus queridos. Até a próxima :)