Notas iniciais
Olá novamente. Estou aqui postando hoje porque como é estreia queria dizer algumas coisas. Primeiro, eu vou postar regularmente (provavelmente todo sábado ou domingo, ainda vou decidir) para não virar uma bagunça na minha cabeça. Segundo, mesmo com o número de acessos maior que de comentários, eu não estou triste, mas gostaria de saber a opinião de quem lê, poxa. Terceiro, tenho uma outra história sendo escrita da categoria Twilight, porém é um universo alternativo. Pretendo postá-la aqui também em breve, mas só depois que concluir "Una lección de vida" e ter capítulos consideráveis lá (já tem 16 prontos). Enfim, só estou postando o capítulo 2 hoje pra atiçar um pouquinho e dar esses avisos. Boa leitura.

Havia chegado o sábado que seria a festa, mas também a volta de Cecília. Daniela acordou tristonha, mas deu um sorriso, que não chegou aos seus olhos, pois estava com saudades da mãe e finalmente a veria. Foi triste ela ter que contar à Melinda que não poderia comparecer em sua festa. A menina havia ficado triste também, pois considerava Daniela uma grande amiga e lamentava muito a ausência da mesma.

— Que horas chega minha mãe? — Daniela perguntou durante o café da manhã.

Madelaine estranhou, pois ela nunca falava durante as refeições, mas mesmo assim respondeu.

— Ela chega antes do almoço, pequena. — sorriu e Daniela apenas deu de ombros.

Após o café da manhã, Daniela tomou banho e Madelaine a vestiu com um vestido bege de renda e um cinto dourado, meia-calça e sapatos de verniz, como uma boneca. Daniela estava sentada em sua cama torcendo os dedos em seu colo de nervosismo e ansiedade quando Madelaine apareceu na porta com um sorriso, sua mãe havia chegado. Ela respirou fundo e desceu as escadas de mãos dadas com a babá. Olhou na direção da sala de estar e viu uma figura alta, de costas e que falava ao telefone. Trajava roupas elegantes e o longo cabelo loiro como o de Daniela caindo em cascatas por suas costas. Para Daniela, era a mulher mais bonita do mundo, e a pequena desejava ter a aparência da mãe quando crescesse.

— Mamãe. — chamou.

Cecília se virou devagar com um pequeno sorriso e encarou-a. Se despediu no telefone quando sentiu braços em volta de sua cintura.

— Não corra, Daniela. Sabe que não gosto quando faz isso, está amassando minha roupa. — ela afastou a menina delicadamente.

— Desculpe, mamãe. Não fiz por mal. — abaixou a cabeça envergonhada.

— Tudo bem, só não quero que se repita. — Daniela assentiu — Então, como foram seus dias em minha ausência? — perguntou após se sentar em um dos sofás, Daniela a imitou.

— Foram bem, mas estava com saudades. — Daniela piscou devagar e sorriu.

— Ela se comportou, Madelaine? — se dirigiu à babá, que até então estava parada no salão de entrada.

— Como um anjinho, senhora.

— Hmmm... Trouxe presentes de Paris. — Daniela deu um sorriso bonito.

Cecília a entregou as sacolas cheias de vestidos e bonecas de porcelana. Daniela agradeceu e a mãe apenas assentiu. A impressão que dava era que Cecília não suportava a filha, na verdade a amava, só não sabia como demonstrar isso. Era uma pessoa fria, altiva, criada em uma família onde não havia demonstrações de carinho, assim como Fernando. Ambos eram felizes com o casamento, só não demonstravam o carinho à filha, mas a amavam. Porém, uma criança sofre com isso, ela não sabia dos sentimentos dos pais, e mesmo os amando tanto, se sentia rejeitada e não amada, o que era de se esperar. Por causa da frieza, Daniela evitava abraçar os pais com medo da reação, principalmente do pai.

— Senhora, desculpe interromper, já posso mandar servir o almoço?

— Sim, por favor, Madelaine. — se virou para Daniela. — Vá lavar as mãos.

Assim que Daniela saiu, Cecília pegou o celular novamente.

"Alô?" atendeu uma voz masculina.

— Alô, Fernando. Sou eu, amor.

"Ah, oi querida. Como vai? Já está em casa?"

— Estou ótima, já cheguei, sim. E você, tudo bem?

"Tudo. Chego aí na quinta a noite, amor."

— Que ótimo, estou morrendo de saudades.

"Também estou com saudades. Agora tenho que desligar. Nos vemos na quinta."

— Ok, querido. Até, te amo.

"Também te amo, beijos."

Fernando desligou e Cecília se encaminhou para a sala de jantar, onde Daniela já a esperava.

— Seu pai chega na quinta-feira. E na sexta, teremos um jantar de negócios. — informou durante a sobremesa.

Daniela sorriu com a notícia de que o pai chegaria, mas não gostou de saber que ocorreria mais uma festa, ou sei lá o que aquilo significava, ela odiava. Terminou a sobremesa e deixou a mesa com um olhar triste, Cecília estranhou essa oscilação repentina. Chamou Madelaine, que chegou afobada na sala de jantar.

— Chamou, senhora?

— O que houve com Daniela? É sempre uma menina alegre e hoje quase não a vi sorrir.

Madelaine suspirou antes de responder.

— Ela está assim a semana toda, desde que soube que não poderia comparecer à festinha de uma coleguinha do ballet.

— É claro que ela não iria, onde já se viu? Eu sabia que essa escola de ballet só iria atrapalhar. — disse alterada. Madelaine se manteve calada.

No final da tarde, Madelaine estranhou o fato de Daniela ainda não ter saído do quarto. Foi até lá e encontrou a pequena dormindo.

— Acorda, minha linda, você não quer ter insônia esta noite, não é? — falava carinhosamente enquanto passava a mão pelo longo e claro cabelo de Daniela.

— Estou com muito sono. Meu corpo está cansado. — reclamou baixinho, ainda de olhos fechados.

A babá estranhou, pois Daniela não era uma criança de se cansar facilmente, era até forte para uma menina tão pequena. Mas deixou passar, ela poderia estar mesmo triste, e deixou o quarto. Daniela dormiu pelo resto do dia.

Notas finais
Então é isso, espero que tenham gostado. Já aviso de antemão que a partir de agora o drama começa realmente, sugiro terem corações fortes. Não digo mais nada :x Até semana que vem, queridos. Abraços ♥