Notas iniciais
OI, OI MEUS DOCES, TUDO BOM COM VOCÊS? (Eu nem sei se tem mais alguém acompanhando essa história, but ok.) ENTÃO, VOLTEI DEPOIS DE MESES, NÉ? Na real, eu tirei um tempinho para reescrever a história e deixá-la mais bonitinha, né nom? Pois ela realmente estava precisando, e esse capítulo aqui é novo, literalmente e espero que gostem e NÃO ME MATEM. ♥ SEM MAIS DELONGAS: BOA LEITURA ♥

31.07.2015, sexta-feira. Los Angeles, USA.

Após um dia longo e cansativo de trabalho, Daren finalmente chegara ao seu prédio, não pestanejando e logo rumando para o elevador, pegando-o vazio e indo diretamente para o oitavo andar, ansiando somente por uma bebida bem gelada e tranquilizante.

Como recentemente ele havia sido promovido, oficialmente, à modelo fashion e comercial da empresa Avant, uma marca francesa e famosa que corria pelo mundo a fora, seu trabalho, simplesmente, parecia ter sido triplicado, todo dia uma proposta diferente, o que ao mesmo tempo em que parecia ser sensacional, parecia ser insano.

O negro abrira a porta do seu apartamento, e logo após acender a luz e virar-se para frente, seu corpo por um todo tremeu de susto assim que os olhos bateram na figura à sua frente. Adda Smith estava sentada na poltrona de couro, com um charuto numa mão e uma taça com Champagne na outra, mantendo, com a cabeça erguida, aquele ar de superioridade, que infelizmente ela tinha.

— O que faz aqui? — Daren, direto como sempre, ralhou já caminhando para a cozinha e colocando as compras sobre o balcão de madeira, indo em seguida até a geladeira e pegando uma garrafa de água.

— Ué, vim visitar o meu filho tão querido. Não posso? — diante aquela ironia, o negro não segurou um riso pelo nariz e tomou um gole de água.

— Diga logo o que quer Adda!

— Daren, eu não preciso dizer que sou sua mãe, e muito menos que me deve respeito, né? — indagou ríspida, apertando levemente a taça e respirando fundo.

— E eu te desrespeitei em algum instante? Só peço que diga logo o que viera fazer aqui, tenho coisas mais importantes para serem tratadas.

— Julie está na cidade.

— Ata, era só isso? Pois se for, fique ciente que já estou sabendo disso.

— E nenhuma empolgação ou animação? — ele acabou rindo pelo nariz novamente, quase a ignorando.

— Empolgação? Adda... acha mesmo que vou ficar empolgado com o fato de que minha ex-noiva, mulher que tentou matar a minha filha e fugiu do mapa sem dar satisfação, está de volta à cidade? A senhora só pode está brincando com a minha cara. — ralhou, fechando o armário com força e virando-se para ela, indignado.

— Ela já se arrependeu!

— Espera, você escutou isso da boca dela? — Daren sussurrou dando falsa esperança à mãe e cruzou meus braços sobre o peitoral, encarando-a firmemente e vendo-a balançar a cabeça de forma negativa. — Escuta aqui Adda, nem que Julie tivesse dito que se arrependera eu voltaria para seus braços, o que ela fez é imperdo...

— Quem é? — após ser cortado, Daren acabou por encarar a mãe de forma confusa.

— Quem é o que?

— A garota que está mexendo com você! — acusou-o tão firmemente que ele cerrou os cílios, analisando-a calma e profundamente, respirando fundo e alisando a barba rala.

— Não é da sua conta.

— Ah, com certeza é, ainda mais por ser namorada do meu filho.

— Que namorada o que... e me escuta, tenho que buscar Louise.

— Vou junto!

— Ah, mas não vai mesmo! Louise tá tendo um dia muito bom na casa da tia e assim... ver a avó que tanto a destratou não seria nada bom. — ele falou calmo, caminhando até a sala e pegando o sobretudo no braço do sofá. — Escuta Adda, eu converso com ela sobre você quase todas as noites, para ir retirando ou minimizando os estragos que as suas palavras trouxeram sobre a vida da minha filha, e também para não permitir que sentimentos ruins entrem e penetrem em seu coração, porém, ela ainda sente uma leve mágoa com a senhora. Contudo, espero que tenha se arrependido mesmo dos seus atos. E outra, Adda, quando eu chegar, espero que nós não a encontre por aqui, com todo respeito.

Dito isso, Daren saiu de casa deixando a porta aberta e optando pelas escadas, chegando à recepção depois de uns dois minutos e logo pegando o celular que estava no bolso de sua casa, discando rapidamente para sua irmã Rebeca, que atendeu no terceiro toque.

“Oi negão, o que houve?”. — indagou animada.

“Adda está na cidade.”.

“Oh! Sério? Que saudade de mamãe.”. — ele rolou os olhos e entrou em seu carro, colocando a ligação no alto-falante.

“Estou indo ai buscar a Lou.”.

“Ahn... você dois brigaram né?”.

“Na verdade não. Era o que ela queria, mas já cortei o que estava começando e tô indo ai buscar minha filha. Chego logo, tchau.” — e então desligou sem ao menos esperar a resposta, dando partida no carro em seguida.

A verdade é que Daren sabia da chegada de Julie à cidade desde semana passada, quando ele e Amelie estivera na casa de Rebeca, já que além de receber várias e várias ligações de sua parte, recebeu mensagens dela dizendo que estava na cidade, e também, por puro azar, encontrou-a num restaurante da cidade almoçando com uma mulher desconhecida por si.

O negro já estava até estranhando, aquela calmaria boa que começava na sua vida o deixava com certo medo, já que quando as coisas estavam indo bem demais para ele, o mesmo já ia achando que algo de ruim estava prestes a acontecer.

Todavia, é claro que a chegada de Julie não fora uma surpresa para Daren, já que daquela mulher ele esperava era tudo de mais louco.

Após quarenta minutos dirigindo, ele calhou de estacionar na frente da casa de Rebeca, buzinando duas vezes seguidas e abrindo a porta de trás, esperando pela filha que cinco minutos após, apareceu na porta junto com sua tia. As duas desceram as escadas e o grande portão se abriu, assim ele pôde ver a pequena Louise correr em disparada até o seu carro e pular dentro do mesmo, sentando-se no banco em seguida.

— Olha, vai devagar com a mamãe, por favor. — ela falou de modo sutil, mas ainda assim Louise escutou e a encarou curiosa.

— Vovó tá na cidade? — Daren fechou o cenho assim que escutou a pergunta da filha e olhou pra cara de Rebeca, quase a insultando por conta da fala desnecessária.

— Sim querida, sua avó está na cidade. — respondeu ele, totalmente sério, escutando murmurar um “ata” em seguida e passar o cinto por si.

— Olha bro, tenho certeza que ela está arrependida. — sussurrou Rebeca, fazendo-o respirar fundo.

— Tá bom Rebeca. Nos vemos amanhã, passa lá em casa para almoçarmos. — escutando o pedido do irmão, ela assentiu e despediu-se rapidamente da sobrinha, que mandou-lhe um beijo no ar e acenou de modo delicado.

Daren deu partida no carro, e em silêncio foi até a rotatória para fazer o contorno, queria ir assim até em casa, mas como Louise não escutava os pensamentos do pai, ela desatou a falar:

— Faz um tempinho que nós não vemos a Amelie, né papai? — ela disse jogando seu verde, mas infelizmente dessa vez não ia colher maduro.

— É, filha.

— Nós podíamos passar no serviço dela e chamá-la pra sair, o que você acha? — o modo sugestivo fazia Daren querer rir.

Ele também estava com saudades da loira, mas a necessidade de por a cabeça no lugar falou mais alto, então o mesmo foi sincero com a filha, não cedendo aos seus pedidos.

— Hoje não vai dar meu bem, temos que ir para casa, tenho uns probleminhas...

— Ah... poxa, estou com tanta saudade dela! — insistiu, fazendo o pai respirar fundo. O seu dia estava sendo péssimo, ele estava estourado e a única coisa que não queria era descontar tudo na Lou.

— Ela deve estar tendo um dia muito atarefado filha, então acho melhor nós irmos segunda, tudo bem? — ela fez um bico emburrado e cruzou os braços, fechando o cenho. — E ai, iremos passear muito, tá beleza? — Daren fez um sinal de joia com a mão e ela suspirou, balançando a cabeça positivamente, decepcionada, mas concordante.

Esse era o lado ótimo de Louise, compreendia e aceitava as coisas de forma fácil.

— Pai, eu acho que meu coração já quer ver a vovó... — Louise disse de forma sutil, entrelaçando os dedinhos das mãos e balançando os pezinhos pendentes no ar. Aquela frase assustou tanto o pai que por um instante ele perdeu a atenção na pista e fez um zig-zag com o carro, tendo a sorte de que a rua estava praticamente vazia.

— Como assim?

— Teve uma vez que eu chorei muito, lembra? Aquela vez que eu não queria ver minha vovó, e ai você disse assim: “Meu neném, você só vai vê-la quando seu coração quiser vê-la.”. Então, eu acho que meu coraçãozinho quer ver ela agora. — Daren acabou sorrindo com aquelas palavras e agradeceu ao Criador por ter uma filha como essa.

— Então isso significa que você está pronta?

— Eu tô muito pronta! — respondeu-o levantando os braços e gritando de forma comemorativa, colocando um sorrisão nos olhos e nos lábios. Como ela era linda...

***

Chegando ao seu apartamento, assim que Daren abriu a porta do mesmo e entrou com sua filha, o grito dado pela mesma ecoou por todo o cômodo, assustando-o e fazendo-o se virar imediatamente, encontrando o motivo daquele grito.

Nossa, era muito azar para uma pessoa só, ele no caso.

— Aw! Esse grito é de felicidade pequena? Por que se for, mamãe também estava morrendo de saudade de você. — a mãe de Louise, Julie, disse se aproximando e de imediato a pequena recuou, correndo para trás de seu pai e segurando-o pelas pernas com força.

— Ah, mas eu não acredito... O que você faz aqui e pelo amor de Deus, como conseguiu entrar?

— Ah, oi Daren. Meu Deus hein, mudou nadinha. — seguido daquela frase ela deu-lhe uma piscadela e respirou fundo. — Ah, então, vim ver vocês, é que eu esta...

— Cala essa sua maldita boca agora e se retire. — Daren falou entredentes, quase num sussurro.

— Que isso? Tô sendo expulsa? — cinismo era o ponto forte de Julie Cavalier.

A loira deu um passo a frente e Louise tremeu de medo, quase fundindo-se à perna de seu pai, de tanto que a apertava.

— Julie, eu sou muito paciente e respeito muito a minha filha. — ele passou a mão pelo braço da ex-noiva e saiu puxando-a até a porta. — Espero que você a respeite também, e não apareça mais aqui, nunca mais. Ok? — sem dar-lhe tempo para responder, ele bateu a porta com tudo em sua cara, virando-se para Louise e encontrando-a encostada num canto, abraçando suas pernas e uma carinha de espanto.

Daren abaixou-se até a filha e acariciou uma de suas mãos, a olhando com carinho.

— Por que eu tenho tanto medo dela papai?

Apesar de tudo, Daren nunca havia contado para Louise que Julie havia tentado abortar, até porque ela não entenderia e a sua filha tampouco merecia vir a ter conhecimento sobre isso. Era uma criança, que sentiu tudo e sente até hoje, mas que porquanto, para ele, não teria cabeça para formar um pensamento maduro sobre o assunto.

— Não é nada querida. — ele sussurrou a apertando num abraço e pegando-a no colo. — Mas que tal nós assistirmos um filme? Que tal “O Bom Gigante Amigo”? — Louise logo abriu o sorriso que ele mais amava e bateu palminhas, o apertando num abraço gostoso. — Então senta aqui no sofá que papai vai preparar a pipoca, pegar uns refrigerantes e barras de chocolates.

Enquanto ele ia caminhando para a cozinha, escutou a voz angelical de sua filha o chamar, logo virou-se, encontrando-a risonha de pé no braço do sofá.

— Você é o meu bom gigante amigo. E eu te amo, muito! — os olhos daquele nego encheram-se de lágrima e uma pontada de orgulho e paz bateu em seu peito. Sentia-se sortudo por tê-la como filha e por todos os dias batalhar para da-la tudo o que ela merece: amor, carinho, cuidado, atenção.

Esforçando-se para cumprir a promessa que fizera à sua avó, de cuidar muito bem de tudo aquilo que Deus o dera, começando pela filha e outras coisas ou pessoas sucessivamente, tratando tudo com honra e amor, jamais com desprezo e pouco caso.

De todas as coisas, minha filha era a mais especial e essencial!

Notas finais
Julie não chegou na cidade à toa em galerinha, ela veio para causar, e causar muito rsrsrsrsrsrrrefdjweg;jkfkwerdqkhrf, mas FIQUEM TRANQUILOS. ♥ O capítulo é mais tenso, porém, extremamente essencial para o desenrolar da história, ok? AMANHÃ (se der) EU POSTO OUTRO. CHEIRINHO NO CANGOTE, COMENTEM, POR FAVORZINHO, E OLHA: MAMÃE AMA VOCÊS. ♥