Notas iniciais
OPA, MEUS MÉIS! Tudo bom com vocês? Cá estou com um capítulo delicinha, muuuito amorzinho, muito tudo de bom, e que particularmente? AMEI ESCREVER, e ficou imenso kkkkkk! Todavia, espero que amem-o ainda mais do que eu, e por favor, deixe seu belíssimo reviewzinho, kkkkk. ♥ Boa leitura. ♥

01.08.2015, sábado. Los Angeles, USA.

Logo pela manhã Amelie já encontrava-se irritada em sua casa, não tão somente irritada, mas também preocupada e chateada.

Nos sábados pela manhã, ela e sua amiga Lucy normalmente saíam para surfar, mas naquele sábado em especial não foi o que aconteceu. Do modo mais terrível Amelie recebeu uma mensagem de sua amiga cancelando o compromisso, dizendo que a mãe havia acabado de ter um ataque epiléptico e uma parada cardiorrespiratória, tendo de ser levada a pressa para o hospital.

Sentada numa banqueta próxima do balcão de centro, ela comia, calmamente, seu cereal com leite, enquanto as pernas não paravam de balançar suspensas no ar. Logo que seu irmão chegou à cozinha, ele foi já sorrindo, preparando-se para fazer uma gracinha, ou não... principalmente quando viu a cara fechada da irmã.

— Hum... acho que temos alguém aqui de mau humor, ou é só impressão minha? — a bufada que Amelie deu fora o suficiente para ele perceber que ela não estava para papo, então deu meia volta preparando-se para ir de volta à sala, sabendo, porém, que o que tinha para falar era importante, ele parou, respirou e soltou em seguida: — Olha, tem um cara na porta que está querendo falar com você.

Aquilo fora o suficiente para mudar pelo menos 5% do humor da loira, que desceu da banqueta e o encarou com olhos semicerrados.

— Quem é?

— Ah, um tal de Daren Smith, conhe... — ela nem esperou o irmão terminar de falar, saiu correndo na direção da sala e parou rente a porta, abrindo-a lentamente em seguida e encontrando o negro de costas, fumando um cigarro e escorado na madeira de apoio.

A loira soltou um pigarreio que o fez sair de seus pensamentos, virar-se e a encarar de forma séria, não antes de olhar aquelas pernas nuas e torneadas.

— Achei que eu nunca mais iria te ver, Amelie. — ele iniciou, amassando a bituca do cigarro no batente da porta e jogando-o no chão em seguida, atitude na qual foi totalmente reprovada pela loira, que bufou e deu-lhe as costas, dizendo:

— Pega esse cigarro e entra.

Daren assim o fez e entrou, fechando a porta em seguida e retirando os sapatos.

Olhou o ambiente por alguns segundos e o achou sensacional, principalmente os quadros pendurados na parede da escada que dava para o segundo andar.

Seguiu seu caminho até a cozinha, e encontrou a loira sentada na mesma banqueta, terminando o seu café da manhã. Calmamente ele sentou-se ao lado dela, e a encarou, com um sorriso de canto.

— Hum... eu não sabia que você fumava. — ela disse levemente desapontada, olhando para frente.

— E eu não fumo. — Amelie riu pelo nariz, levantando uma das sobrancelhas. — Quero dizer, não fumo constantemente, só em momentos tensos em que me encontro nervoso.

Silêncio. Um silêncio avassalador tomou conta daquele ambiente. Escutava-se somente a respiração de ambos e o tilintar do sino dos ventos na janela da cozinha.

— Senti sua falta. — o negro decidiu cortar a taciturnidade, curvando-se um pouco na banqueta.

— Porque não fora lá no meu serviço?

— Eu te liguei umas trinta vezes, se nessas trinta vezes você não me atendeu, imagina o que aconteceria se eu aparecesse no seu serviço? — a resposta a deixou sem reação, pois era totalmente real. — Caramba Amelie, eu tive que vim até aqui para quebrar essa distância entre nós? Não que eu esteja reclamando, mas digo que você também poderia se esforçar.

— Me esforçar para o que Daren? Não tem nada para eu me esforçar.

Ele riu pelo nariz e levantou-se, caminhando até a pia e encostando o fim de suas costas na mesma. Com as sobrancelhas arqueadas Daren olhava a loirinha de forma incrédula e zombeteira.

Amelie rapidamente arrependeu-se daquela mentira ridícula que acabara de contar e suspirou, acertando-se na banqueta e virando-se para ele.

— Me desculpa, Daren. É que eu simplesmente não estou sabendo lidar com isso, sabe? Na verdade nem sei o que é isso, mas só sei que tenho medo desse sentimento. Há tanto tempo não sinto essa coisa que chego a tremer com receio de algo dá errado.

Enquanto ela falava, o negro a escutava de olhos fechados e braços cruzados rente ao peitoral.

— Você fez sentimentos renascer dentro de mim, e isso me assusta, pois eu jurei para mim mesma que isso nunca iria acontecer.

Daren trincou o maxilar no mesmo instante em que a loira descia da banqueta.

— E eu queria tanto me afastar de você. — nessa hora ele ficou tenso, os músculos de seu corpo enrijeceram-se e os olhos apertaram-se um contra o outro, como se aquela frase tivesse lhe atingido como numa facada.

Amelie parou a poucos centímetros de seu corpo, e suspirou.

— Mas ai de repente você me aparece aqui, com esse cabelo preso num coque, essa pose de gangster e cheio de amor para dá, mesmo depois de todo esse meu descaso. — proferiu a frase num sussurro, encostando uma das mãos na bochecha lisa do negro, que atribuiu uma feição de paz ao sentir o toque.

Sem mais considerar se deveria mesmo fazer aquilo que tinha em mente, ela aproximou-se mais e roçou seus lábios aos do negro que sorriu, descruzando os braços e apoiando-os na pia.

Um primeiro selinho foi dado nos lábios carnudos, um outro foi depositado na bochecha, seguido de outro no maxilar e um no pescoço, sendo que todos esses faziam o sorriso de Daren se alargar, posteriormente o mesmo levou suas mãos até a cintura da loira e abriu seus olhos, a encarando com um sorriso de canto.

— Me beija logo mulher. — e o pedido feito de modo engraçado foi acatado, de modo que ambos iniciaram o beijo, calmos, mas sedentos.

Tudo ocorria de modo perfeito, da forma na qual ambos sempre imaginaram. Daren subiu uma de suas mãos à nuca de Amelie, notando uma mancha de nascença bem ali, enquanto a loira sentia o gosto de cigarro barato e menta, uma combinação engraçada, contraditória e interessante.

A língua de Daren explorava cada canto da boca de sua loira, sentindo uma formação diferente no último dente, o que ele achara levemente engraçado, enquanto Amelie subia suas mãos por dentro de sua camisa e acariciava-lhe as costas da forma mais fofa e instigante, características fortes da loira.

O beijo rolava de forma linda, pura e continua, até que um pigarreio vindo da porta da cozinha os fizera parar lentamente o ato, com alguns selinhos e sorrisos cúmplices, cheios de amor.

Amelie virou-se e, de mãos dadas à Daren, ela encontrou seu Don os olhando de forma divertida e apaixonada.

— Hum... então me parece que a manhã de alguns começou muito bem, né dona Amelie? — ele perguntou de modo brincalhão, e Daren apressou-se dando alguns passos a frente e estendendo a mão na direção do senhor de cabelos grisalhos.

— Me chamo Daren Smith.

— Ah, então é você quem vem arrancando alguns, muitos talvez, sorrisos da minha filha? — Amelie rolou os olhos, e o negro a olhou por cima dos ombros, totalmente risonho.

— Olha, não sei se sou eu, mas caso seja, fico lisonjeado. — seu Don acabou rindo e apertou a mão do negro que ainda encontrava-se estendida, soltando-a em seguida e o puxando para um abraço.

— Eu também fico lisonjeado caso seja você, meu filho. — Daren ficou envergonhado, mas sorriu e caminhou de volta até a loira, recebendo um sorriso de canto. — Filha, queria saber se é hoje que você irá limpar a casa, preciso dela para segunda.

— É sim pai, iremos hoje.

— Iremos? — Don indagou confuso, caminhando até a geladeira e pegando lá de dentro uma maçã bem vermelha.

— Sim, Daren irá me ajudar. Não é mesmo Daren? — ela o olhou com os olhos semicerrados e o mesmo não evitou um sorriso, assentindo e encarando a Don.

— Olha meu caro, é pra ajudar mesmo tá? Não é pra ficar fazendo outras coisas não.

— PAPAI! — Amelie gritou ao escutar a frase e o senhor retirou-se da cozinha, completamente risonho e imaginando o rubor no rosto da filha.

Daren encarou a loira de modo divertido e a mesma acabou dando-o um soco no braço, mas aquilo só o fez puxá-la pela cintura e a encarar no fundo dos olhos, respirando fundo e selando-lhe a testa.

— Não estou te pedindo em casamento, mas vamos lá, vamos fazer ‘nós dar certo. Beleza? — ela sorriu, e o beijou no queixo.

— Muito beleza! — os dois deram um soquinho de mão, e quando foram dar mais um beijo, escutaram dois toquinhos vindos do batente, e Amelie não aguentando mais ser interrompida, virou-se encontrando o irmão sorridente na porta, com um olhar sugestivo e pronto pra fazer uma brincadeirinha sobre os dois, sendo já repreendido por um olhar da mais velha.

— Então pelo visto você acalmou a fera, né?

Daren riu, Amelie fechou a cara.

— Cala a boca, Nando. — ralhou, vendo o irmão sorrir e caminhar até o negro.

— Bom, como visto, eu me chamo Nando, muito prazer. — o loirinho estendeu a mão, logo em seguida Daren a apertou firmemente.

— Muito prazer, me chamo Daren.

— Uhm... então é você o dono dos sorrisos dessa aqui, né? — soltando mais essa e recebendo um olhar fuzilador da irmã, rapidamente Nando desapareceu da cozinha, deixando assim os dois a sós.

— Então princesa, que casa é essa que o seu pai estava falando? — Daren indagou curioso e Amelie ofereceu um copo com água, mas o mesmo somente agradeceu e esperou que ela tomasse, para assim então respondê-lo.

— Eu tenho uma casa, mas no caminho te explico direitinho, beleza? — ele assentiu e a viu caminhar em sua direção, passar os braços por seu pescoço e o selar rapidamente, encarando-o em seguida. — Vou arrumar as minhas coisas, Nando está na sala, se quiser ficar lá com ele, aproveite. Apesar de intrometido, é uma ótima pessoa.

— EU TE AMO TAMBÉM, MANINHA! — soltou um sorrisinho ao escutá-lo gritar e saiu andando para fora da cozinha, subiu as escadas e foi para seu quarto, colocando Pumped Up Kicks da banda Foster The People para tocar e inundar o quarto.

Amelie fez uma breve recapitulação em sua mente para saber se já tinha deixado alguns jogos de cama na sua casa e confirmou que sim, então ela pegou uma mala de mão, mediana, e dentro dela colocou uma muda de roupa e um lençol para caso no caminho sentissem frio, já que o caminho para a sua casa tinha de subir a serra, que tornava o trajeto ainda mais gelado.

Colocou um prendedor de cabelo em seu pulso, vestiu uma calça jeans, calçou um tênis e trocou o camisola que estava vestindo por um moletom preto.

Tomou a mala em mãos e caminhou para o escritório de seu pai, onde o mesmo encontrava-se trabalhando em sua planilha semanal.

— Papai, estou indo. — ela disse tomando a atenção de seu Don, que assentiu e levantou-se da cadeira, caminhando até a filha e descendo juntos para o primeiro andar, onde Daren, invicto, jogava Counter Strike com Nando.

— Ai, graças a Deus que você chegou. Eu perdi pra ele em quinze minutos de partida mais do que eu perdi em toda a minha vida. — Nando resmungou, olhando para a irmã que se divertia com a cena.

— Pronta? — Daren indagou olhando-a, e a mesma assentiu.

Primeiro ele se despediu de Nando, com um aperto de mão e um abraço, dizendo, completamente zombeteiro, em seguida: “Outro dia eu volto aqui para você perder mais, seu loser”, e em seguida foi até seu Don, que ria da cara azeda do filho e o abraçou, escutando-o dizer posteriormente:

— Olha, a gente precisa ter uma conversa de homem para homem, certo? — Daren completamente sabido, assentiu e sorriu, vendo a interrogação na cara de Amelie.

— Conversa de homens Amelie, conversa de homens. — o negro piscou sacana, e caminhou até a porta, que já estava aberta, pegando a mala da mão da moça e indo até a caminhonete da mesma, caminhonete essa que após décadas e décadas se encontrava intacta e imaculada.

— Quer dirigir um pouquinho? — Amelie perguntou ao ver os olhos de Daren reluzir, e sorriu ao vê-lo assentir feito uma criança.

— Você volta ainda hoje filha?

— Se conseguirmos terminar a limpeza cedo, sim, mas senão, voltaremos amanhã pela manhã. — seu Don assentiu, e viu os dois entrarem na caminhonete. — Até logo papai, até logo Nando. Amo vocês! — Daren buzinou duas vezes enquanto ia saindo com a caminhonete, e da varanda , Don e Nando acenavam na direção dos dois, até que saíssem de suas vistas.

Amelie ajeitou-se no banco, inclinou-o um pouco e colocou os pés sobre o painel.

— Você vai me guiando, pois não sei o caminho.

— Olha, pode ir direto para a via que nos leva para fora da cidade, e saindo dela, pega a direita, faz o contorno e depois de feito, pega a estrada direto, infinitamente. — ele sorriu e assentiu, ligando em seguida na rádio da cidade e assustando-se quando escutou o grito de Amelie ecoar pelo carro.

— What the fuck? — ele ralhou, ao escutá-la cantar Hey, Soul Sister do Train.

— É QUE EU AMO ESSA MÚSICA! — ela gritou tamborilando os dedos no painel e fazendo-o gargalhar.

— Você é louca.

— Eu sou louca, mas você bem que gosta. — Daren a encarou de soslaio e sorriu de canto, suspirando em seguida.

— É... não vou negar. — a loira sorriu sacana, e o deu um selinho, entrelaçando seus dedos aos dele em seguida.

— Então, o que lhe aconteceu hoje de manhã para que estivesse fumando? — de repente o humor de Daren mudou. Ele acertou-se no banco, os maxilares trincaram, o semblante se fechou e profundamente ele respirou, diminuindo a velocidade em seguida para fazer uma curva fechada.

— Problemas... — respondeu somente, e Amelie virou-se um pouco, arqueando uma das sobrancelhas.

— Não querendo ser invasiva, mas já sendo, quais tipos de problemas? — Daren riu pelo nariz, puxou a mão da moça e beijou-a.

— A mãe de Louise está na cidade. — Amelie sugou o ar entredentes, e o encarou de modo engraçado.

— Nunca pensei que algum dia eu fosse dizer isso, mas: uma ameaça foi detectada. — Daren soltou uma risada e balançou a cabeça negativamente, soltando um palavrão em seguida.

— Não! — ele exclamou ainda risonho. — Julie absolutamente não é uma ameaça.

— Como pode ter tanta certeza? Ela é a mãe da sua filha Daren, e não está na cidade à toa.

— Que ela é mãe da minha filha eu sei, e o fato dela não estar à toa na cidade, também sei, todavia, a coisa que eu mais tenho certeza é que ela não representa uma ameaça para... — Daren titubeou, mordeu os lábios e acabou que Amelie encarregou-se de responder por ele.

— Para nós? — o negro assentiu, fazendo um leve carinho na mão da loira. — Como você me garante?

— Você é toda pessimista também hein... — ele resmungou fazendo-a rir. — Eu não te garanto, mas enquanto meus sentimentos estiverem firmados em você, e os seus em mim, nada representará uma ameaça a nós, está bem?

— Uhum...

— Uhum o que?

— Uhum, está bem. — Daren sorriu e fez o contorno necessário.

— O que aconteceu para que você estivesse tão tensa mais cedo? — um semblante de tristeza formou-se no rosto de Amelie, que fez um barulhinho esquisito com a boca e afundou-se no banco.

— Lembra-se da minha amiga, a Lucy, aquela que você viu perto do meu serviço? — ele assentiu. — Então, a mãe dela teve um ataque epilético seguido de uma forte parada cardiorrespiratória. Ela está ruim no hospital.

— Que bad. Nós podemos passar no hospital quando voltarmos, o que acha? — ele sugeriu, recebendo um olhar mega animado de volta.

— Você está falando sério? Não vai ser cansativo?

— Meu bem, é a mãe de uma amiga sua, logo, é uma pessoa importante na sua vida e não pode existir a palavra cansaço em momentos como esse, beleza princesa?

Ela riu, mas concordou.

— Por que você não dorme um pouco? Acordou muito cedo e com notícias ruins, acho melhor você descansar.

— E o caminho?

— Depois que essa estrada acabar, o que eu faço?

— Pega a estrada para Palm Springs, e quando você chegar lá, me avisa, tá bem? — ele assentiu, e a viu levantar-se um pouco, aproximar-se e dar-lhe um selinho longo e carinhoso. — Te agradeço por aparecer na minha vida.

— Faço de suas palavras as minhas, e acrescento dizendo: obrigada por ser você. — ela sorriu e o beijou novamente, acariciando seu maxilar e sentando-se em seguida em seu banco, fechando os olhos e virando-se para a janela.

Dormindo ou não, ambos estavam na melhor presença e companhia.

***

Ao sul de Palm Springs, bem escondidinha, se encontrava a casa de Amelie, e nesse mesmo instante, a loira e Daren chegavam ao local.

— Uau! Que casarão. — o negro exclamou enquanto o imenso portão ia se abrindo.

— Fruto de um grande investimento. — Amelie respondeu-lhe, prendendo o cabelo num coque alto e firme.

Novamente Daren deu partida no carro e passou pelo portão, que era alto, branco e gradeado, tendo ao seu final pontas como que flechas de ferro.

O caminho que se seguia até a casa era repleto de flores, arvoredos e caminhos com bloquinhos de pedra. Lindo. Ao lado de fora tudo era muito colorido, com a casa inteiramente branca e contando com uma bela hortinha orgânica.

— Han... e quem é mantém esse mundão? — Daren indagou e estacionou a caminhonete antes de chegar ao gramado. Os dois deixaram o automóvel e passaram a caminhar na direção da casa.

— Eu. — o negro cerrou os cílios, não acreditando muito naquilo, e passou um de seus braços pelos ombros da loira. — É que na verdade eu sempre quis ajudar outras pessoas quando o assunto era hospedagem, ou algum lugar para se passar temporadas e tal, pois sabemos que muitas companhias se aproveitam e cobram preços absurdos. Então há oito anos eu decidi construir esse lugar com a ajuda do meu pai e do meu irmão.

— Uau! E ficou pronta em quanto tempo princesa?

— Levamos cinco anos para construir, trabalhamos duro, seguramos grana, batalhamos legal, mas super valeu a pena. As pessoas amam esse lugar! — comentou empolgada enquanto ia abrindo a porta pivotante.

— Meu Deus... que casa mais futurista! — Daren exclamou fazendo-a rir e ambos entraram no casarão. — Mas você paga alguém para limpar aqui?

— Na verdade não. A parte da limpeza fica por conta da minha família e eu, contudo, como não tenho para vir aqui sempre, então eu pago alguém para cuidar somente das minhas plantas, do meu jardim e da minha hortinha. Ela vem três vezes na semana, quando o clima tá muito seco, é claro e rega-as para mim. Também peço para que colha os frutos ainda que estiverem prontos para a colheita.

— Que show. Mas vamos começar a faxina logo, né? Pois aqui é imenso.

— Olha, este lugar é grande, mas é fácil de limpar, ok? Vem comigo.

Os dois retiraram-se da sala e foram para a área de limpeza. A loira encheu dois baldes com água e colocou alguns produtos de limpa dentro, entregou um ao Daren junto com uma vassoura, um rodo, uma pá, panos e por último dois purificadores de ar.

— Esse purificador você coloca por último, deixe-o perto da porta e feche-a, acionando-o para daqui dois dias. Tá bom? Além de purificar o ar, ele deixa um cheirinho de neném no ambiente, amo muito. Ah, você fica com o primeiro andar que possuí dois banheiros, a sala, a cozinha que é acoplada à sala de jantar e um escritório. E eu fico com o segundo, tá bom? A área de lazer pode deixar que eu limpo. — Daren assentiu diante daquele monte de informações e a deu um selinho longo, acariciando-lhe a bochecha em seguida.

— Você é linda.

Vendo-a ruborizar, ele retirou-se e foi para o primeiro banheiro, enquanto Amelie pegava os seus materiais e dirigia-se para o segundo andar que possuía três quartos, sendo que havia dois com suíte. O andar era complementado com uma sala de jogos variados e por uma belíssima adega de vinhos antiguíssimos.

Os dois começaram juntos às 10h, e lá de cima Amelie escutou o som de Jailhouse Rock do Elvis ecoar pela casa, não contendo uma gostosa gargalhada diante daquele toque que a embalara ainda mais.

Passado-se todo um dia, chegando Às 19h eles terminaram a faxina, juntos. Amelie estava exausta, assim como Daren, e a loira descendo as escadas, encontrou o negro dando uma última passada de pano na sala, somente para secar o piso de madeira.

Sem ele perceber, pois estava de costas, a loira olhava toda a extensão daquele corpo traçado por músculos sutis e repleto de tatuagens. Algumas cicatrizes lhe chamara a atenção, trazendo a si a vontade de conversar sobre aquilo depois.

— E ai princesa, cansou? — Daren perguntou ao virar-se para ela, mas percebendo que a mesma estava praticamente em um transe, ele bateu duas palmas à sua frente e gargalhou ao vê-la ruborizar. — Gostou do que viu?

— Eu não faço ideia do que você esteja falando. — ela brincou e aproximou-se dele, que pegou todos os materiais de limpeza, inclusive os dela, e levou-s para fora.

Daren encarregou-se de lavar os panos e organizar a área de limpeza, que dava de frente para a área de lazer o qual dava de frente para a de lazer.

— Ah, não precisava Daren, eu ia limpar. — Amelie disse ao encontrar a área de lazer limpinha e impecável.

— Qual é? Você está muito cansada meu bem, e sinceramente, não me custava nada limpar, então eu assim o fiz.

A loira sorriu de graça e abraçou-o por trás, encostando a testa à suas costas largas.

— Eu sou muito sortuda.

— Eu não duvido disso.

— Autoconfiança é tudo, né? — os dois gargalharam e Daren terminando de lavar os panos, deu-lhe um cutucão na barriga, virando-se para ela em seguida.

— Eu preciso de um banho princesa, tem uma toalha para me dar? Pois se houvesse ficado ciente disso antes, não teríamos esse problema.

— E quem disse que isso é um problema? Tenho até roupa para você aqui, meu amor. — a palavra proferida de forma irônica acertou Daren em cheio.

— Seu amor? Ai eu vi vantagem hein. — Amelie acabou gargalhando e balançando a cabeça negativamente, enquanto se afastava.

— Vou lá em cima pegar as coisas, pode ir pro banho que eu levo lá para você.

— As coisas estão indo mais rápidas do que eu imaginei...

— QUE? — Amelie gritou, vendo-o gargalhar. — O vidro é de chapisco seu palhaço, não dá para ver nada.

— Eu sei garota, só estou brincando. — ele disse risonho, jogando uma bolinha de linha nela, fazendo-a cerrar os cílios.

— Aiai, engraçadinho.

E enquanto a loira corria ao segundo andar, Daren retirava suas roupas no banheiro e entrava no box, ligando o chuveiro que expeliu uma água morna e relaxante para aquele início de noite frio.

A loira deixou a toalha e o calção na bancada de mármore, retirando-se em seguida e indo até a cozinha.

No tempo em que Daren estava no banho, ela colocou a água de café para ferver e começou a preparar vários pães caseiros, feitos especialmente para a família que viria a se hospedar na casa segunda pela manhã.

Ela viu o negro sair do banheiro, ir para a área, demorar um tempinho e depois voltar com uma carinha de cansado.

— Precisa de ajuda princesa? — ele perguntou enquanto e via mexendo a massa pesada.

— Vai mexendo essa massa para mim, por favor? Com cuidado, hein. — Daren assentiu e passou a fazer o que ela pedira, enquanto a mesma regulava o forno na temperatura correta e pensava nos sabores que iria fazer. — Canela, geleia de goiaba, creme de morango, creme de limão, e... me ajuda com mais um sabor.

— Eu gosto de nutella. — ela riu, mas assentiu. — É para a família que virá?

— Sim, gosto de presenteá-los com pães caseiros recheados. Frutas frescas também.

— Rapaz, acho que vou alugar essa casa também, quem sabe eu não ganho a proprietária de presente... — Amelie acabou gargalhando diante aquela frase e o afastou da bacia em que estava a massa.

A loira ficou mais uns trinta minutos, com a ajuda de Daren, terminando a massa, até que ela passou a dividir os pedaços e colocá-los em três formas grandes.

— Nossa, rendeu bastante essa massa hein. — Daren comentou ao vê-la colocar o nono pedaço no terceiro tabuleiro.

— Sim! Vou lhe entregar um de presente. — os olhos dele brilharam, e o mesmo a dera um breve selinho.

Caso esteja se perguntado, sim, aquela noite se seguiu maravilhosa. Eles gargalharam muito enquanto tomavam vinho juntos. Assistiram a vários filmes, beijaram-se à vera, trocaram caricias e palavras de amor, encorajamento e sabedoria. Até que por fim dormiram esparramados naquela sala, mas vez ou outra Amelie o abraçava por trás, e vice-versa, ou no meio do sono Daren a beijava, arrancando dela alguns sorrisos.

Então realmente, sem dúvidas alguma, aquela noite seguiu-se absurdamente maravilhosa, regada de amor e vontade.

Notas finais
Fala se não ficou uma coisa estupenda de fofa, overdose de doçura e tudo mais? Ficou uma delicinha gente kkkkkkkkkk. Bom seus bonitos, espero que tenham gostado, e comentem por favorrrrrr. Beijinhos e abraços com cheiro de baunilha. ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.