Notas iniciais
OI, OI GALERES! ♥ Queria muuuito agradecer a BeatrizBraz pelo review, fora muito importante e agradecer as pessoas que estão acompanhando já, não se sintam acanhadas, façam como a Bea, comentem também ahushauhsua. ♥ E sem mais delongas: BOA LEITURA! ♥

Continuação...

O relógio marcava seis horas e vinte minutos, horário na qual Amelie acabara de ser dispensada. Ela ansiava em seu âmago que Louise e Daren ainda estivessem esperando-a, o que para a sua alegria acabara de verdadeiramente confirmar-se.

Assim que abrira a porta do prédio vira os dois de pé no outro lado da rua olhando para a entrada da empresa. A pequena Louise saltitara de felicidade, enquanto seu pai não demonstrara tanto, deixando somente seus olhos brilharem.

A loura acenou na direção de ambos, e desceu os pequenos degraus na fronte do prédio, esperou que o semáforo ficasse vermelho e então atravessou.

Apesar do dia corrido, ela estava linda. Aquela leve olheira sob os teus grandes orbes não conseguia ao menos ofuscar o brilho intenso dos olhos azuis cinzentos. Os sapatos apesar de altos estavam tão confortáveis que a fazia parecer andar nas nuvens, e o vestido azul céu, com algumas nuvenzinhas estampada a deixara bela, mais que o normal.

— Que vestido bonito. — Daren disse olhando-a dos pés a cabeça enquanto se aproximava. O comentário a fizera sorrir de canto e assentir de forma agradecida, encarando posteriormente a Louise em, que conversava com seu amigo-urso-Claudio.

— Olá Louise! Pronta para o melhor fim de tarde da sua vida? — após a pergunta, a pequena balançou sua cabeça repetida vezes, e começando a saltitar, tomando a mão de Amelie e segurando-a. — O que você quer fazer, Lou? — ela perguntou enquanto começavam a caminhar pela calçada.

As folhas dos belíssimos carvalhos caiam de suas árvores indo de encontro ao chão. Estava no final do outono, e pelo incrível que pareça, a paisagem ainda ficava belíssima. A brisa gelada do início de noite passava por eles, balançando os cabelos de Louise e Daren, também eriçando os pelos da pele de Amelie.

— Brincar no parquinho, depois comer pipoca, algodão-doce...

— Filha, filha... vai com calma. — Daren disse risonho, cortando a filha que quando se tratava de comida... aiaiai.

— Só mais uma coisa, tomar sorvete. — ela deu um sorrisinho para seu pai e saltitou, rodopiando em seguida. — E você, Amelie? — a pergunta pegara a loura de surpresa. Ela divagou um pouco, ponderou e respondeu:

— Conversar, caminhar e comer.

— Comer é sempre bom, não é? — a pequena Lou disse. — AI MEU DEUS! — ela exclamou em seguida, demasiadamente animada, sem esperar a resposta de Amelie. — O parquinho! Vamos correr gente, andem! — numa tentativa falha a garotinha tentou puxá-los, e Amelie como boa samaritana, fingia que a pequena realizava o feito. — Veja como eu sou forte. — ela se gabou.

— Com certeza, olhe esses muques! — Daren brincou, enquanto eles se aproximavam do parque.

As crianças corriam de um lado para o outro sob o olhar atento de seus pais, e Louise se desinquietava olhando-as, queria logo se juntar a elas.

Daren vestiu em sua filha um casaco mais grosso, já que o vento estava mais veemente e cortante. Em seguida tirou de sua bolsa e colocou em sua cabeça uma touca peruana com orelhinhas de panda, e também passou em seus lábios um batom incolor para mantê-los hidratados.

— Posso ir brincar? — assim que Daren terminou, Louise perguntou com uma suave voz, e já encarando o escorrega e as crianças que nele desciam.

Quando seu pai permitiu com um aceno positivo, ela correu em disparada, saltitando e parando na fila, atrás de algumas crianças.

O silêncio já ameaçava tomar o espaço de Amelie e Daren, até que ele soltou a voz, fitando a moça:

— Qual a sua idade? — a loura girou sobre seus calcanhares para olhá-lo, e assim que o fez, todo resquício de rudez que ali estava se desfez, quebrantando-lhe o coração.

— Me diga antes a sua, Sr. Smith. — ela sorriu docemente, sendo seguida pelo homem enquanto caminhava na direção de um banco para sentar-se.

— Tenho vinte e três. — ele respondeu sem rodeios, arrancando uma careta estarrecida de Amelie. — O que foi?

— Se você adivinhar quanto eu tenho, faço-lhe algo. — ela o desafiou, fazendo-o rir.

— Acho que uns vinte, no máximo vinte e três. — Amelie soltou uma risada irônica, fazendo uma expressão confusa brotar na face de Daren, ela era louca.

— Daren, Daren... eu tenho vinte e sete anos! — a loura que gargalhava da cara incrédula do negro, sempre assustava as pessoas quando lhes dizia que tinha essa idade.

Sua altura e características físicas contradiziam totalmente. Não que ela fosse baixa, tinha um e oitenta, ou que possuísse rostinho de neném, mas era inadmissível que aquela mulher pudesse ter vinte e sete anos.

— Você está me zoando, não é? — ele perguntou ainda desacreditado, e Amelie negou com a cabeça. — Mas você é tão nova, seu corpo, seu rosto, teu jeito. Não tem como. — ele disse fazendo-a rir meio envergonhada, e a encarou. — É meio esquisito. — essa frase fez Amelie desatar a rir novamente. — Qual a idade de seus pais?

— Meu pai tem quarenta e sete, e minha mãe, tem quarenta e quatro. — uma feição apática formou-se no rosto de Amelie, chamando a atenção de Daren, era como se aquele assunto lhe incomodasse, por tanto ele optou por não dar continuidade. — Sr. Smith, qual é o significado de seu nome?

— Pelo amor de Deus, me chame só de Daren, fico agradecido! — ela riu e assentiu, apertando o casaco contra seu corpo, o frio estava ficando intenso. — Então, Daren significa nascido de noite.— ele a respondeu olhando para o céu, donde nuvens escuras se formavam.

— Que belo! Quem te nomeou? — ela sussurrou arrancando-lhe um belo sorriso imaculado de seus lábios grandes e carnudos, e a neve começava a cair.

— Minha mãe, a bela e gélida Adda!

— E essa família que só tem nome bonito, me explica! — ela resmungou fazendo-o gargalhar. — Eles são de qual origem?

— Africana.

— Ah sim, imaginei. — ela sorriu suavemente e encarou Louise num balanço, brincando com uma garotinha de pele alva e bochechas vermelhíssimas. — E porque ela não tem um nome de raiz africana também? — indagou curiosa.

— Minha avó se chamava Louise, fora uma mulher incrível e que literalmente deu a vida por minha mãe e minha filha, nada mais digno do que a minha filha receber o nome de uma guerreira.

— Uau... sua avó me parecia ser uma mulher incrível.

— E era! Sabe uma pessoa de fé gigantesca? Era aquela mulher, tá doido! Foi uma base pra mim, fez com que eu firmasse as minhas raízes primeiramente e depois me fez crescer, exemplo demais. — o brilho nos olhos de Amelie só iam aumentando com cada palavra proferida e a conversa foi se prolongando, até que Louise apareceu suada, afobada e com um sorriso gigantesco nos lábios.

— Oi! — exclamou animada. — Tá nevando, acho que devemos ir, não é mesmo papai? — Daren sorriu e afagou o cabelo da filha.

— Vamos comer e ir embora então, dona Louise? — Amelie perguntou e a pequena bateu palmas bem agitada, saindo a saltitar e dar piruetas desajeitadas no ar. — Ela gosta de pular né?

— Você precisa ver ela em casa, não para por nada! — Daren confessou fazendo-a rir e enterrou suas mãos nos bolsos do casaco.

Eles caminharam mais um pouco até pararem numa lanchonete onde se deliciaram com uma porção de fritas metade cheddar, metade mussarela, e copos de coca-cola.

Daren com Louise que dormia em seu colo um sono profundo, levou Amelie até a rua onde ficava a casa onde estava morando com seu pai, e após trocarem seus telefones, despediram-se, com sorrisos cúmplices e olhares denunciantes.

“Há uma velha voz na minha cabeça

que está me impedindo...”.

Notas finais
OI, OI! De novo aushaus, então eu espero que vocês tenham gostado e se já quiserem opinar, ou coisa parecida, sintam-se a vontade! ♥ Nos vemos na próxima e comentem se quiserem! ♥