Notas iniciais
OLÁ MEUS MARINHEIROS, PRONTOS PARA COMEÇAREM UMA DAS VIAGENS MAIS EMOCIONANTES DE SUAS VIDAS? HAHAHAHA! ♥ Pois bem, eu não sou e nem estou perto de ser uma das melhores escritoras do mundo, mas eu me doo de corpo e alma a vocês. Peço-lhes que deem uma chance a história e que tenhamos uma aliança forte, seu lindos! ♥ Sem mais delongas: boa leitura! ♥

26.06.2015, sexta-feira. Los Angeles, USA.

Enquanto a doce e calma voz do cantor Rubelecoava pelos fones da nossa amada Amelie, a mesma corria desajeitadamente sobre seus sapatos de boneca em direção ao edifício na qual trabalhava.

Uma chuva totalmente inesperada a pegara naquela manhã, o que a fez ficar extremamente irritada, e totalmente ensopada.

— Ô caramba... — ela sussurrou sentindo à dor latejar em sua mão direita, pois assim que passara pela porta de metal, batera a unha do dedo mínimo em sua quina.

— Senhorita Looper, está dez minutos atrasada, para variar.— a última frase fora proferida num sussurro, enquanto ele com uma feição de desgosto a analisava dos pés a cabeça.

— Eu sei, Albert Jeffrey. — ela murmurou entredentes, já não bastasse à agitação logo cedo, seu subchefe ainda tinha que vir com cobranças. — Acontece que o meu saltinho preferido quebrou enquanto eu vinha para cá, e bom, essa chuva me pegara de surpresa.

— Sério? Nem deu para perceber, né? — Jeffrey disse fazendo menção as suas roupas ensopadas que gotejavam em direção ao chão — Hein, todo dia pela manhã tem a previsão do tempo na televisão... — Amelie rolou os olhos e bufou, soltando um espirro em seguida. — Todavia, acho que hoje é o seu dia de sorte. Hoje a empresa está em descanso, não temos muitos pedidos, e a maioria dos funcionários resolveram aparecer. — ele deu uma breve checada em seu relógio de pulso, voltando em seguida, porém, a olhar para a jovem que possuía suas maçãs bem vermelhas. — Bom, não vejo problema algum em te liberar, depois eu passo para o chefe, fique tranquila. — Albert disse dando dois tapinhas no ombro da moça, passando por ela posteriormente e empurrando a porta de vidro.

— Você está falando sério? — Amelie perguntou animada caminhando até a porta e vendo-o caminhar até seu carro debaixo dos gotejos.

Seus orbes reluziam, era simplesmente tudo o que ela desejava.

— Vai querer carona? — a moça negou sutilmente, e acenou, vendo-o dar partida.

Amelie tomou em suas mãos o celular e começou a discar. Uma, duas, três, dez, vinte vezes fora o total de ligações para seu pai.

— Ai, que ótimo! — murmurou sentando-se no degrau perto da porta do edifício e bufando. Ela não gostava nem um pouco de quando seu pai ignorava suas ligações, pois achava aquilo o cúmulo, já que deveria ser o contrário.

Enquanto Amelie estava sentada no degrau da escada observando a chuva que caía de forma avassaladora, uma criança de cabelo preso num coque alto e, com um belo tutu rosa em torno de sua cintura, apareceu pulando as riscas da calçada, se desequilibrando vez ou outra, fazendo com que Amelie passasse a encará-la com um sorrisinho de canto.

A pequena estava tão concentrada em não pisar nas marcas que nem se importara com a mulher que a observava atentamente.

Ela parecia se divertir, até que uma voz máscula cortou o ar e a fizera estancar em seu lugar. Com um sorrisinho sapeca de canto, ela virou-se e passou a encarar o homem que a gritara.

— Louise! — ele repetiu caminhando até a menina. — Quantas vezes eu terei que pedir para você me esperar e não sair à minha frente? — a pequena Louise bufou baixinho, e cruzou os braços. — E vamos esperar por aqui, não vai demorar muito para que essa chuva estie. — o homem alto, de pele negra, e cabelo preso num coque disse para a pequena que se achegara a ele.

Louise virou-se de repente encarou gentilmente Amelie, que lhe soltara um harmonioso sorriso.

— Qual é o nome dele? — a loira, que ainda possuía as roupas ensopadas, perguntou apontando para o urso nas mãos da criança.

— Ele se chama Claudio. — Amelie pressionou os lábios para não rir e assentiu. — Você gosta de ‘O Show da Luna’? — a criança soava tão serena e passiva, que ao ver seus olhinhos amendoados e o olhar ansiando pela resposta, tratou logo de respondê-la.

— Nunca assisti, mas tenho certeza que é ótimo. — a criança balançou a cabeça animada e apontou para a pelúcia em suas mãos.

— Ele é o furão da Luna. — Amelie fez um biquinho e assentiu sorridente, a pequena havia encantado-a tão rapidamente. — E esse é o meu papai, meu grande papai. — Louise deu um puxão na bainha da calça jeans de seu pai, que tomou toda a sua atenção, obrigando-o parar de fazer qualquer coisa que estivesse fazendo no celular.

— Ah, prazer! — o homem disse, apressando-se em guardar o Smartphone em seu bolso, e olhando soberano para os olhos absolutamente verdes da loira. — Me chamo Daren Smith. — aquele que trajava um sobretudo preto estendeu a sua mão direita em direção a Amelie, que titubeou em apertá-la, mas o fez em seguida.

— Looper, Amelie Looper. — ela sorriu voltando a olhar a criança. — E a sua mamãe? Onde está?

— A mãe dela, bem...

— Minha mãe foi embora, e me deixou com o grandão aqui desde quando eu era um bebezinho. — Louise cortou seu pai e respirou fundo atribuindo uma feição de tranquilidade. — Graças a Deus.

A espontaneidade presente nessa última frase fez com que Amelie não conseguisse segurar uma risada e gargalhou, embalando Daren e Louise na mesma frequência. A risada de ambos eram tão melódicas e semelhantes, porquanto a garotinha ia recuperando seu fôlego, Daren tentava ritmar sua respiração, já dizendo em seguida:

— Ela é assim mesmo, me desculpe. — Ele disse ainda meio ofegante enquanto ajeitava o cabelo da filha, sentando-se em seguida ao lado delas. — Sempre muito pra frente. — a pequena posicionou as mãos sobre seus joelhos de modo que apoiasse o queixo em ambas e fechou os olhos de maneira amistosa.

No instante seguinte o celular de Amelie começou a vibrar em sua bolsa e a mesma demorou um pouco para atender, já que estava fazendo uma brincadeira com Louise.

“E ai gatinha, até que enfim.” — a voz brincalhona de seu pai ecoara do outro lado assim que ela atendera. — “Do que você precisa?”.

“Vem me buscar, por favor, o Jeffrey me dispensou por hoje.” — seu pai apenas disse um com certeza, e mandou-lhe um beijo estalado, desligando em seguida.

— Seu namorado? — Louise perguntou curiosa e o pai não pode evitar um olhar admoestante em direção a sua filha, que fez uma carinha de desentendida e soltou um risinho em seguida.

Curiosa, indagadora e engraçadinha.

— Não, dona Lou, Amelie Looper só namora com algodões-doces. — a mesma riu de sua própria fala, e em seguida, porém, a atenção dos três foi diretamente para o carro cinza que parara e buzinara logo a frente, tendo seu vidro abaixado em seguida.

— E ai gatinha, aceita uma carona? — o homem que estava dentro do carro disse piscando na direção de Amelie, o que a fizera ficar nitidamente ruborizada.

A loira levantou-se e pigarreou, cerrando os cílios na direção do coroa.

— Gente, essa é o meu pai, Don Looper. — o coroa de cabelo grisalho dera um aceno de cabeça para ambos, que retribuíram da mesma forma, mas somente Louise dera em seguida um aceno com a mãozinha minúscula.

Amelie despediu-se dos dois e assim que ia entrando no carro, a garotinha lhe chamou por uma última vez.

— Sim? — Amelie voltou-se para ela e sorriu.

— Vamos nos ver de novo? — a loira não pode segurar e sorriu-lhe, entrando no carro em seguida.

— Com certeza, princesa! — sua fala fez a criança saltitar de felicidade e virar-se para seu pai, enquanto o carro avançava rua a fora.

— Ela é bem legal, não é? — Louise perguntou, elétrica, para seu pai que a encarou de soslaio e assentiu. — Hum, e é bem gatinha também. — Daren riu pelo nariz e pôs a menina sentada ao seu lado.

Acho que Louise mal sabia que para ela o ballet seria cancelado por hoje, mas mal sabia também que as borboletas voavam pelo estômago de seu pai, trazendo-lhe novas sensações.

“Tem o balanço da rede,
tem o cheiro do verde,
e tem a calma...”.

Notas finais
OLÁ GALERESSSSS! Espero do fundo do meu coração e o segundo capítulo está prontinho, já, já o postarei. ♥ Deixem seus reviews e façam uma escritora felizzzzz, hihihi ♥ Então, abracinhos gostosos com cheiro de baunilha em vocês. Beijinhos! ♥