Notas iniciais
Pessoal estava ouvindo I see fire e, apesar da música não ter nada a ver com o assunto, me inspirou. Espero que gostem!

Era a quinquagésima vez que isso acontecia. A QUINQUAGÉSIMA vez que um aluno era azarado, na frente de todos. E o culpado era de novo, Potter.

Quase arrancando das dobradiças a porta do escritório da Professora McGonagal, Lilian Evans, monitora, aluna exemplar, nascida trouxa e grifinória, entrou extremamente estressada. Para usar eufemismo. Caso descrevesse a situação da dita cuja no momento, muita gente diria: "Extremamente assustadora e capaz de azarar qualquer um." Na realidade, Evans foi tão mal-educada que a Profª ali sentada levantou os olhos, incrédula.

"Senhorita Evans!" disse, censurando ela. Mas a raiva de Lilian era tamanha que ela não notou a censura, somente despejou um relatório completo da situação.

"Foram cinquenta alunos Professora! Cinquenta!" a garota expressava com gestos sua indignação. A professora ali sentada deduziu os culpados pela irritação da mais comportada e educada aluna.

"Potter e Black?" Dois nomes que causavam arrepios em qualquer garota, inveja em qualquer garoto, espanto em muitos professores e muita dor de cabeça os monitores de qualquer casa. Inclusive em Lilian, na realidade principalmente em Lilian. A garota negou com a cabeça e a vice-diretora se sobressaltou. Sera que era um aspirante a encrenqueiro? Ou os dois amigos da encrenca em pessoa tinham se rebelado?

"Nada de Black, Profª McGonagal." Disse a garota, assustada."Na realidade, Black anda quietinho durante o final de ano, quieto de mais, até."

"Está dizendo que o culpado por cinquenta alunos azarados é somente Potter?" A garota confirmou com a cabeça.

"E para piorar, na frente de toda escola, na verdade na frente de todos os monitores." O rosto dela começou a esquentar "Na maior cara de pau... E bateu o recorde de Black..." A garota se calou, chegando a uma conclusão. " Mas é claro! Competitivos como são, eles estão vendo quem azara mais até o fim do ano! Ou quem me dará mais dor de cabeça!" Comentou desgostosa.

"Seria melhor falar com Potter então, senhorita Evans." A garota saltou um bom metro para trás.

"E-Eu? Professora McGonagal, eu acho que isso é caso para o diretor!"

"Srta Evans, acho que o diretor tem mais com que se preocupar durante uma época como essas do que um aluno revoltado." A garota se encabulou. "Além do mais, Potter escuta mais a você do que o sr Lupin." A garota enrubesceu, mas não parecia disposta a ceder, de forma que McGonagal teve de expulsá-la. Saindo enfurecida do escritório, Lilian se dirigia para o salão comunal da grifinória, quando ouviu os gritos.

"AAAAH!...Alguém me desce daqui!!!" esperneava uma garota pendurada pelos pés no ar, para a sorte da garota ela usava calças, ou estaria muito mais constrangedora a situação. Já sabendo aonde o atacante se escondia, Lilian se dirigiu á um armario de vassouras que tinha um buraco na porta.

E dito e feito, pelo minusculo buraquinho saía a ponta brilhante de uma varinha. empurrei a porta com força e alguém caiu no chão. ela já sabia quem era pelo tom do "AI!" Afinal de tanto espancar esse garoto, já era esperado que ela reconhece-se o garoto a metros de distancias.

"JAMES POTTER!"Disse a garota fechando a porta com um estrondo

“O que é que você quer, Evans?” o garoto perguntou com frieza. A falta dos apelidos a fez ficar momentaneamente estática, porem logo ela recuperou a postura rígida. Mas no seu intimo, seu coração apertou. Então ela pensou consigo mesma: “Por que me importo como o Potter me trata!”

“O que foi?! O que é que eu quero!? Você azarou cinqüenta alunos... na realidade cinqüenta e um!” a garota apontou para a porta “Quem você pensa que é? O que você pensa? Sempre com o nariz empinado. Orgulhoso de suas atitudes, que não são menos do que deploráveis! Atazanando e azarando alunos inocentes, não me surpreenderia se você, ao sair da escola, se transformasse em um comensal!” e se apressou em direção à porta.

Porém Potter segurou seu pulso. Desta vez foi diferente das tentativas de cantadas, no gesto só existia brutalidade. Então ele a forçou a ficar cara a cara com ele e seus olhos destilavam fúria. Mas quando ele falou sua voz saiu mas baixa que um sussurro. O que a assustou.

“O que você faria se seus pais tivessem sido mortos por comensais?” A garota resolveu tomar como insulto, já que, de fato, seus pais haviam sido mortos por comensais, isso cortou com fogo os laços com sua irmã, o que a magoou muito e ele sabia disso melhor do que ninguém. Se desvencilhando do aperto no pulso a garota o encarou com frieza:
‘Você sabe o que eu fiz!”Ela lhe lançou um olhar cortante e o garoto pareceu encolher” Sabe que eu fiquei de cama, SUMIDA! Sabe melhor do que ninguém como me tornei ainda mais reclusa!”

“Você não tem visto Almofadinhas ultimamente, tem?” o garoto respondeu se sentando em uma carteira. Logo ele parecia estar tendo convulsões, lily reparou com um aperto no coração que o famoso James Potter estava chorando. E rapidamente ela juntou as peças do quebra cabeça e descobriu o porquê.

Era de conhecimento de toda a escola que Sirius Black tinha ido morar com os Potter’s faz um tempo, também era de conhecimento de todos que os pais do Potter eram aurores um trabalho ainda mais perigoso por culpa desses tempos difíceis. E também, lembrou-se ela, que desde certo dia em que os dois melhores amigos foram chamados ao escritório do diretor os garotos tinham se tornado outras pessoas.

Sem nem pensar se sua reação era condizente com a detenção que depois teria de aplicar, a garota se sentou ao lado do garoto passando seu braço pequeno pelos ombros do garoto. Ela notou dois fatores quandose aproximou do garoto: 1º Era que seu braço não conseguia abraçar de lado o garoto. O quadribol dera ele músculos fortes; 2º O cheiro dele era parecidíssimo com a poção do amor que o professor Slughorn havia feito eles prepararem, era pinho, pergaminhos e cervos. Ignorando seu constrangimento ela abriu a boca para consolá-lo mas o garoto falou com a voz embriagada:
“N-não pré-precisava fazer isso!” ele se levantou e se dirigiu a porta “Não preciso da sua pena!”

A garota sorriu, para surpresa do garoto. Se levantando, ela se dirigiu até ele, atuando como se estivesse muito ofendida.

“Eu? Com pena?... Como pode pensar algo assim?” Então segurou no ombro do garoto e o conduziu novamente a carteira, sentando-se de frente para ele. Para evitar sentir o cheiro inebriante de novo. “Entenda uma coisa, eu não estou sendo gentil ou fazendo isto por pena.”

O garoto sorriu e, mesmo com os olhos vermelhos, ele era muito deslumbrante. E a garota escondeu no cabelo com cabelo o rosto enrubescido. Apoiando o rosto nas mãos e os cotovelos nos joelhos, o garoto se aproximou dela.

“Então porque o fez?” Ela ergueu o rosto e, surpresa, viu que o rosto do maroto estava muito perto do seu. Mas, apesar do nervoso, manteve a postura.

“Porque é o que teria feito por qualquer um.” Respondeu a garota um pouco grossa e o garoto se recolheu. Deverás ele estivera esperando uma declaração de amor. Porém a garota falou com ele num tom mais brando:

“Potter...” Ele revirou os olhos, estava bom demais para ser verdade. Ela o encarou. “Está bem... James... Eu entendo, melhor do que ninguém, o que você está sentindo. E você sabe disso. Então porque não me procurou para conversar?” O garoto a encarou, cético. E ela tentou concertar a burrada. “Está bem! Está bem! Então... Porque não me conta agora?”

Ele deu uma risada seca, mas começou a falar:

“É que eu...” Então viu o olhar dela e se desmanchou em lagrimas, nem um pouco constrangido. “Eu sabia que eles corriam perigo Lily, eu sabia.” A voz dele se tornou mais embargada e ela colocou a mão no joelho a mão no joelho dele. “E mesmo assim não fui passar o natal lá, escrevi pouco, e agora desonro o nome deles cada vez mais. Mas eu não sei o que fazer! Eu deveria ter mandado a carta que escrevi! Devia ter ter passado o natal com eles! Devia ter prestado atenção nos conselhos, nas conversas! Devia ter ido passear no parque quando me convidaram ao invés de ficar no quarto, trancado! Eu sabia que eles podiam morrer sempre soube! Mas isso não torna mais fácil de suportar! Não é?

“É claro que não! É claro!” Ele voltou a chorar e ela se sentou novamente ao lado dele, passando o braço pelo ombro do garoto. Enquanto o choro ia diminuindo, ela murmurava palavras de consolo e acariciava a cabeça dele. Embora para ela o gesto era o certo a fazer, era até maternal, para o garoto isso o confundia. Afinal, porque a Evans estressada, quem se negava a conversar com ele, estava o consolando?

Quando os soluços pararam, a garota sentou-se novamente a frente dele e ele quase começou a chorar de novo. Dessa vez propositalmente para ganhar cafuné.

O cheiro de Evans estava impregnado nele, aonde ela tinha encostado nele. E ele não se surpreendeu quando notou que era o mesmo cheiro que Amortentia tinha para ele: Lírios, terra molhada e livros velhos. Afinal ele não precisava da poção do amor para confirmar o que sentia.

Tudo em Evans o encantava. Desde a pele alva, os olhos verde-vivo inteligentes até o cabelo espesso ferrugem. Ela esbanjava calma e bondade aonde quer que estivesse.

Ela não era uma garota ‘atraente’, não. Ele já havia ficado com garotas mais encorpadas ou lindas que ela, com toda certeza. Mas o que lhe atraia em Lily era o que nenhuma garota em Hogwarts detinha. Era um encanto que aonde quer que ela aparecesse tudo ficava mais calmo, mais belo.

Para ele, Lilian Evans era um anjo delicado que o tratava de forma não tão delicada assim.

E agora ali estava ela. Sorrindo calmamente para ele, como se ele fosse uma criança que, ao perder um brinquedo preferido tivesse feito birra. O que com toda certeza condizia com o comportamento recente dele. Quando ela voltou a falar, seu tom era mais severo.

“Sinto muito pelo que aconteceu, Po... James.” Ela parecia estar tomando esquelesce. “Mas você ainda receberá sua qüinquagésima primeira detenção. E tenho um aviso do corpo docente...” Ele se encolheu. Sabia que estava na corda da forca. “Se você tornar a desobedecer o regulamento, corre o risco de expulsão.”

Ele quase protestou, mas ela continuou:

“Potter, eu sei o quanto é horrível perder quem você ama. Mas isso não é desculpa para demonstrar superioridade para com ninguém. Tome como exemplo seu amigo..” Ele ia falar que Sirius não era tão santo assim, mas ela o cortou antes mesmo dele começar a falar. “Antes ele esteja se pegando com dez garotas diferentes por dia do que azarnado alunos inocentes. Diferente de ser azarado, as pessoas podem escolher aonde querem colocar a boca.” Disse ela fazendo uma careta de desaprovação. “Além disso...” Ela se levantou, ajeitando as vestes “Tenho de ir falar com Black. Sabe aonde ele está?”

Aquilo doeu. Afinal, Evans dissera a verdade. Afinal a garota que ele amava só o tinha consolado por senso de obrigação. Ele negou com a cabeça. Mal falara com qualquer um desde que recebera a noticia. Mas antes que ela saísse, ele segurou o pulso dela. Quando ela se virou, estava corada. Mas não parecia ser de raiva.

“Olhe Pot...”

“Voltamos aos sobrenomes?” A garota serrou os dentes, e ele tentou concertar o erro, se explicando. “Escute Lily... Posso te chamar de Lily?” A garota revirou os olhos, mas ele continuou. “Escute, eu queria falar que eu não sou o monstro que você pensa que eu sou...”

“Eu tenho horário!”

“Porque não me dá uma chance?”

“Mostre que è diferente!” Disse ela com convicção ferrenha. “Prove que estou errada em te julgar! Depois venha me falar qualquer coisa! Menos papo e mais sopapo!”

“Eu faço isso!” Disse ele, antes que ela se retirasse. Ela tornou a encará-lo. “Eu provo. Só espere-me...”

“Não faça isso por mim, Potter! Faça isso por você! Prove que não só eu estou errada! Mostre quem é de verdade! Pois, certamente, a pessoa que chora pela morte dos pais não é capaz de azarar inocentes sem remorço.”

Ele a encarou estupefado.

“Então você me esperar...”

“Já disse Potter! Não é por mim que tem que mudar!” Mas com uma cara exasperada respondeu. “Mas vou observar seu progresso...”

“OBRIGADO!” Disse ele saindo quase aos pulinhos pelos corredores. Depois de se recuperar do susto, Evans foi caçar Sirius Black.

“Biblioteca, Black?” O garoto devolveu a pergunta a fuzilando com o olhar, mas ela somente se sentou na frente dele. E assumindo um ar mais preocupado, quase maternal, continuou. “Olhe eu sinto muito pelo que aconteceu...”

Embora a conversa com Black tenha rendido algumas boas risadas, Lilian Evans não sentiu, nem de perto, o mesmo carinho que sentiu por Potter.

No ano seguinte todos se surpreenderam. Ninguém imaginava que os marotos criariam juízo e, também não imaginavam que, Lilian Evans se aproximaria deles e criaria um vinculo com um deles em especial.

Notas finais
Oi pessoas queridas que acompanharam e tiveram paciência de esperar três dias para ver a fic completa. Obrigada!!! E se eu receber reviews posso postar um capitulo bônus! Espero, de todo o coração que tenham gostado!