Uma última chance.
2 Bônus!
Notas iniciais
Era estranho voltar a Hogwarts e encontrar os corredores mais silenciosos, diferente dos anos que passaram e muito diferente do ano passado.
Para começo de conversa, não tinha havido uma única vitima de azaração, e já haviam se passado duas semanas de aula. Ou alguém tinha lançado um império nos marotos ou eles realmente tinham mudado. Mas Lily tinha uma leve inclinação que isso era passageiro, duraria até ela aceitar o convite do Potter, mas a surpresa durou alguns meses pois, durante os três passeios a Hogsmeade não ouve um convite.
Evans estava começando a ficar realmente preocupada de que alguém estivesse controlando, levando em consideração a opção de falar com o diretor sobre tal possibilidade, quando surgiu o aviso.
Conforme anunciado durante o banquete de boas vindas, Hogwarts dará um baile de Natal para arrecadar fundos para pessoas ajudar que tiveram suas vidas destruídas pela guerra.
Entrada: 1 galeão
Se puder contribuir, doações estarão sendo arrecadadas no final do baile.
Lily sabia que era questão de tempo para que os convites chegassem e não se surpreendeu quando Potter a convidou. Se surpreendeu em COMO ele á convidou.
Ele não soltou uma cantada barata, não a pressionou, nem a abordou em frente á toda escola. Ele esperou todos saírem da aula de poções e quando ela ia saindo pediu, PEDIU, para ela aguardar todos saírem. Ela ficou tão surpresa que ficou estática aonde estava. Depois que o professor saiu para almoçar ele foi direto.
“Lily... posso te chamar de Lily?” Ela confirmou com a cabeça “Lily, não grite por favor, eu gostaria de saber se você poderia me acompanhar no baile?” Antes que ela respondesse Diggory apareceu.
“Porque ela iria com você Potter?” E então ele se aproximou dela “ Se pode ir comigo?”
Se ela estivesse no seu estado normal teria sido cética com os dois e sairia antes que começasse uma briga de galo. Mas a polidez de Potter a tinha deixado estática de forma que ela encarou, ainda de boca aberta, Diggory, com uma expressão muito aborrecida estampada no rosto. Mas Potter voltou ater sua atenção quando respondeu com os dentes cerrados algo que ela jurara que nunca iria viver para ouvir vindo dele:
“Isso será ela que vai decidir!” e então saiu, meio batendo os pés. Talvez tenha sido a mudança inesperada, talvez tenha sido a insolência de Diggory ou talvez tenha sido o olhar sincero dele antes de se afastar, não importa o que tinha a influenciado, ela alcançou Potter antes que ele pudesse virar uma esquina. Ela segurou de leve o ombro dele e ele quase pareceu Tom levando um susto. A cena foi cômica foi o suficiente para ela voltar a si e se perguntar o que estava fazendo antes de falar quase num sussuro:
“Vou pensar Potter.” E se afastar voando para a blibioteca.
No dia seguinte Lily não achou suas amigas no quarto quando acordou. O que lhe parecera errado já que era sempre a primeira pessoa a acordar. Principalmente durante um sábado.
Quando desceu no salão comunal, muitas garotas lhe lançaram olhares venenosos e no salão principal não havia uma pessoa que não a encarasse torto. Mas nada de Alice, Marlene, Dorcas ou Maria.
E o dia passou de uma forma estranha. Ninguém a cumprimentava, a maioria das garotas cuja Lily sabia até mesmo os nomes lhe lançavam olhares venenosos, e os garotos a olhavam como se ela tivesse saindo com metade da escola ao mesmo tempo. Lily se enfurnou na biblioteca, e por volta das três da tarde Guiulia, uma espanhola que fazia intercambio, se sentou ao lado dela. Meio tensa ela perguntou:
“Porque fez aquilo Lily?” ela foi encarada confusa.
“Fiz o que?” Foi a vez Guiulia parecer confusa.
“A escola inteira está comentando Lils!” muito preocupada com o que tinham inventado ela esperou a amiga terminar de falar. “Estao todos falando que você estava saindo com Diggory e largou ele para ir ao baile com Potter...’
“O QUE?!?!?!” Lily se levantou furiosa “EU NÃO ACEITEI IR COM NINGUEM AO BAILE! E TAMBEM TERMINEI COM O DIGGORY FAZ NO MINIMO TRES SEMANAS!...”
“COMO É QUE É?” uma Marlene muito irritada saiu de trás das prateleiras ”ENTÃO ELES ESTAVAM MENTINDO?!?!?!?!?!”
“Eles quem?” sibilou Lily, e madame Pince saiu de trás de uma prateleira mais furiosa que as duas juntas. Enquanto eram expulsas Marlene começou a maldiçoar os marotos. Lily não precisou de outro nome. POTTER! Ela pensou furiosa voando para o salão comunal NÃO SE PODE TENTAR SER AGRADAVEL! NÃO PODE DAR UMA BRECHA QUE A PESSOA JÁ ABUSA!
Ela mal falou a senha para a mulher gorda antes de bater os olhos nele. Ele estava rindo com os amiguinho. O furacão Evans afastou todos e ao invés dos rotineiros berros e azarações ela unicamente encarou aqueles olhos, fuzilando então deu lhe um tapa na cara tão forte que o garoto tombou na poltrona atrás dele, e para fazer a mão latejar de dor. Mas ela não ficou para ver as reações ou esperar suas amigas que já adentravam no salão comunal. Elas não tinham falado com ela preferindo acreditar nos boatos? ÓTIMO! Faria questão de sumir de vista e deixar todas remoendo os erros.
Evans saiu furiosa, magoada e pouca agasalhada para fora se desligando dos olhares desgostosos. Quando chegou aos degraus nem pensou no frio ainda mais latejante que sua mão e enfrentou o vento cortante, a neve persistente e os olhares incrédulos. .............................................................................................
No salão comunal a confusão reinava. Alguns cochichavam, reprovando a ação de Evans.
Todos se calaram ao ver uma Marlene muito furiosa se aproximar de Potter. Ela o colocou de pé com um puxão.
“Potter é melhor se explicar! Porque se não me der um bom argumento para esses boatos eu vou te dar um tapa que vai fazer parecer que o tapa da Lily foi uma coisa suave e leve como uma pena roçando na sua pele!” o garoto se assustou e então foi jogado sem cerimônia na poltrona. “ENTAO! Comece a falar!”
Uma coisa que podia se dizer de Marlene era que alem de linda ela era forte. Batedora do time, ela podia muito bem cumprir a promessa.
“De que boatos vocês está falando Lene?” o garoto parecia bem irritado “Ou por acaso é um motivo para me bater? Por sinal tenho saco de pancadas escrito na cara!?”
“Não mais vai ter...” disse ela se pondo de pé, mas depois se sentou de novo, curiosa “Quem mais te bateu?”
“tentaram...” se intrometeu Black “Uns panacas da lufa-lufa...”
“Lufanos?” Falou Dorcas que tinha se mantido em silencio até o momento “Mas a Lils falou que os boatos eram falsos...”
“Peraí!” falou Remus, levantando as mãos “O que raio são esses boatos? E porque a Lily sentou a mão no Pontas?”
“Peraí digo eu!” se pronunciou Maria “ Vocês não sabem dos boatos?” os garotos negaram com a cabeça “Mas se não foram eles quem foi q...?”
“DE QUE RAIO DE BOATO ESTAMOS FALANDO!?” se pronunciou James. E Marlene falou com desprezo:
“Ah... é que surgiu uma história de que a Lily ainda estava saindo com Diggory e assim mesmo aceitou o seu convite para a festa...”
“O QUE? Pra começo de conversa ela já terminou com Diggory e a escola inteira já sabe. Segundo ela não aceitou o convite falou que ia pensar...”
“O QUE?!”
“... mas é verdade que o Diggory estava lá quando ela falou isso e... AI MEU MERLIM O QUE É QUE A EVANS DEVE ESTAR PENSSANDO DE MIM!” e saiu quase voando atrás da garota. Sirius se voltou para Marlene:
“Ela vai matar ele...’
“Eu sei.” E dizendo isso entrou para o dormitório feminino. ............................................................................................
Apesar da neve terrível, James Potter ainda conseguia ver um relance acaju, muito longe se dirigindo para um amontoado de arvores ainda mais longe. Entao se lembrou que a garota usava nada mais que um suéter. Se ele que estava usando capa e muitos suéteres, estava com frio, a garota devia estar congelando.
Com muito esforço para uma, relativamente, curta distancia, ele conseguiu se aproximar da garota que estava apoiada na arvore. Mesmo com o rosto vermelho, a garota conseguia desprender uma aura de delicadeza e charme por todo o lugar. Que estava vazio.
Ele se aproximou devagar dela, com medo de levar outro tapa. Digamos que o tombo que ele levara não fora encenação, a garota era realmente forte. Quando estava ao lado dela ele notou que ela não percebera que ele estava ali, ou ele estaria morto e também notou outra coisa
“Você está chorando!” era meio obvio, mas ele não conseguiu segurar a lingua. Ela se virou para ele, e ele notou que ela estava furiosa. Mal sinal.
“Potter!” ela rangeu os dentes, Evans nunca rangia os dentes. Outro mau sinal. “O que, em nome do costureiro das cuecas samba canção de Merlim, você está fazendo aqui? Ele soltou uma risadinha, como não rir, costureiro das cuecas samba canção de Merlim! Ele percebeu que não devia ter rido. A garota semicerrou os olhos.
“Muito engraçado...MUITO ENGRAÇADO!” Ela começou a procurar algo nas vestes “cadê minha varinha? Onde raios eu enfiei ela...?” Não acreditando na própria sorte, ele se aquietou. Chegou um momento em que a garota tremia. E xingando ela se jogou na neve, xingando e tremendo. Ele queria se aproximar e oferecer a capa, mas antes queria ter certeza de que ela não tinha a varinha para se aproximar. Não seja tolo! Seu lado racional retrucou se ela estivesse com a varinha você já estaria morto! Meio tímido, meio com medo ele tirou a capa e colocou em volta dos ombros da garota. Ela deveria estar realmente com frio pois até agradeceu.
“O que está fazendo?” Ele percebeu que apesar de bater os dentes a voz dela estava embargada “Já não me humilhou o suficiente?!” Entao ela se voltou para ele o rosto expressando desde fúria a magoa. Ela olhou fundo nos olhos dele. “Por que você fez isso? Por que você é assim?” Quando ela não desviou o olhar ele notou que não era uma pergunta retórica. Ela realmente queria respostas.
“Pra começo de tudo eu não sabia de nada...”
“Como assim? Voce era o único naquele corredor...”
“Não era.” Retrucou ele, socando a mão “Diggory!...”
“O que é que Diggory tem haver com...?”
“Hoje de manhã. Os amigos dele tentaram me bater...”
“E estavam falando que eu tinha aceitado ir ao baile com voce...”
“Desse jeito o desgraçado ia pagar de coitado e eu ia ser o culpado. Ah...a hora que eu pegar ele...”
“Não!” ela se colocou de pé, deve-se dizer, com muito esforço “Vou chamar a Lene e nos daremos um jeito.”
Ele a segura pelo pulso. Ela estremece e, quase certeza, não era de frio.
“Evans... voce já sabe que não fui eu... porque não me dá uma chance?”
A garota estava estática ali. Então começou a tropeçar para trás.
“Lily é...”
“Não acho que seja uma boa...”
“Não! Atrás de você...” A garota se virou e tropeçou num tronco meio escondido na neve.
“Lily... Lils!” ele correu até ela “Voce está bem?” ele a ajudou ela a se levantar.
Ele estava perto demais. O cheiro dele era tão inebriante e, ele emanava calor. É claro que ele emana calor, Evans. Você está congelando, criatura.mas mesmo assim...
“uma chance...” e então ele me beijou. A surpresa pelo atrevimento foi superada pelo sabor dele. O cabelo dele era macio, para um ninho de passarinho. As mãos dele nas costas, aqueciam a pele quase congelada. Quando eles se afastaram ela correu para a entrada.
Ele a seguiu.
“Ei! Lily?!” ela se voltou para ele extremamente vermelha “Você ir ao baile comigo?” Para a alegria e surpresa do garoto, ela confirmou com a cabeça e depois girou nos calcanhares, correndo para dentro. Ainda foi possível ouvir o que ela disse:
“Está bem, James! Mas a gora tenho de achar a Lene!”
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