Uma prova de amor
11 Quer dormir comigo?
Notas iniciais
Oi pessoizes
Enquanto escrevia este capítulo eu ouvi a música: You're not the only one (Lukas Graham) se quiserem ouvir também acho que combinou!
Regina.
Flutuando em nuvens. Não existe outra palavra pra descrever como eu estava me sentindo naquele momento. Emma estava com os braços ao meu redor enquanto estávamos atiradas naquele sofá, nos beijando. Eram beijos molhados mas com sentimento, com carinho. Se alternavam em beijos profundos e selinhos. O jeito que ela tocava meu rosto e abria aquele sorriso estava me desmanchando. Isso é loucura, nunca me senti assim, nunca! É como se.. eu nunca estivesse experimentado uma coisa assim antes. Sabe quando não sabe o que é se apaixonar e está a recém descobrindo? Era exatamente isso. Talvez eu nunca tivesse me apaixonado antes mesmo. — Me diz uma coisa. — Ela parou de repente entre o beijo e me olhou confusa. — Aquela mulher no mercado.. por que ela te chamou de "meu amor"? — Por que quer saber? Ficou com ciúme? — Não eu só quero saber no que estou me metendo. — Eu tive que sorrir com aquele comentário. — Tinker é minha amiga de infância. — Só amiga? — Ah sim com toda certeza. Ela só.. queria te provocar mas na verdade ela gostou de você. — Então isso foi um plano pra me deixar com ciume? — Mais ou menos isso.. — Então você queria me deixar com ciume? — Ergueu as sobrancelhas. — Não.. quer dizer sim. — Segurei o riso que nem uma criança que fez besteira. — Eu não acredito. Sorte que eu sei quando está mentindo se não a gente teria um problema. Parei por um instante e mexi no seu cabelo, mais especificamente na sua franja. Olhei por todo seu rosto. Aquele olhos verdes eram tão lindos e profundos, o nariz fino e delicado, as bochechas rosadas e as covinhas quando ela sorria. "Coisa linda" pensei admirando. Os lábios rosados e o jeito que ela mordia quando ficava nervosa. Okay talvez eu tenha reparado demais nela desde que a conheci e só estou vendo isso agora. — Você não faz ideia não é? — Indaguei. — Do que? — Nunca existiu ninguém antes de você. — Mas você disse que já se relacionou. — Eu nunca me apaixonei. — Declarei receosa. No fundo acho que me arrependi, talvez tenha pisado no acelerador demais. — O que... — Me pareceu que deixei Emma totalmente sem graça. Ela estava gaguejando e evitando olhar nos meus olhos. — Uau.. — Esquece o que eu falei, eu não quis dizer.. eu — Ela me beijou. Me puxou com vontade. Beijei sua boca com todo o desejo que escondia antes. Deixei minha língua passear dentro da sua boca e meus lábios massagear os seus devagar. Era tão macio e quente, numa intimidade que eu jamais tive. Me sentia livre só naquele beijo. Paramos devagar pra recuperar o fôlego e abrir os olhos para iniciar uma conversa só no olhar. — Eu só gosto de você.. não quero que pense.. — Eu to apaixonada por você. — Ela me cortou e quem ficou estagnada fui eu dessa vez. — Você sempre fala as coisas com esse impulso? — Só quando eu to sentindo de verdade. Devemos expressar o que sentimos. Pra mim é assim que funciona. E eu não to pensando que pode estar indo rápido demais.. por que eu quero devagar sabe? E nós podemos fazer isso. — Eu nem sei como fazer isso então vou precisar de ajuda. — Pode deixar. E até que pra uma mulher você beija bem. — Que atrevida! — Dei com a almofada nela que deu uma risada. — O que? Como mulher você deveria beijar homens não é? — Ela fez uma imitação barata minha só pra me provocar. — Foi você que havia dito que meu beijo é muito gostoso Srta. Swan. E se puder pegar leve eu ainda estou em processo de aceitar esse sentimento. — Desculpa eu não podia perder essa. — Emma parou de rir aos poucos. — Acho sexy quando me chama de Srta. Swan. Naquela hora meu corpo se acendeu. Não sei se foi pelo olhar de malícia que ela me lançou ou ter molhado os lábios lentamente fixando seus olhos pelo meu corpo logo depois. — Ta bom.. eu não sei como fazer isso. — Fiquei nervosa quando senti um fogo subir e me levantei. — Eu não sei.. é muito novo. — Porque se afastou? — Emma perguntou triste se colocando de pé na minha frente. — Por que eu sinto.. eu me sinto muito.. — Com certeza ela sabia do que eu estava falando mas estreitou as sobrancelhas pra me torturar. — eu me sinto muito.. é.. quente na sua frente. — Quente? — É eu sinto um calor subir e.. eu não deveria estar falando isso mas eu estou confusa. Você me deixa nervosa e eu não sou assim. Ninguém me deixa assim. — Calma. — Suas mãos pegaram meu rosto. — Você se sente excitada perto de mim. E isso é ótimo, não tem que se assustar.. eu vou te mostrar tudo. — Tudo? — Sorri de canto. Agora acho que nós duas estávamos sendo bobocas sem jeito. — Tudo o que você quiser e me der permissão. — Hummm.. interessante. — Peguei sua cintura, descobri que gostava de fazer isso.
— Tem que me prometer uma coisa. — O que? — Quero que indepentende de tudo, seja você mesma comigo. Nada de "doença" ou ofensas e surtos. Eu quero que fale comigo se não tiver se sentindo bem. Se abre comigo, estou aqui pra isso também. — Eu prometo tentar, é suficiente? — É o bastante. — Me deu um selinho demorado. — Sabe eu achei.. que tivesse me apaixonado antes. Mas nada se compara a isso. Nada.. — Desabafei sem pensar. Com ela as palavras simplesmente saíam da minha boca e eu não tinha controle. Eu me sentia a vontade suficiente pra dizer tudo que sentia agora. — Talvez você só precisasse achar a pessoa certa. — A mulher certa. — Comentei sentindo como se estivesse me contradizendo. — Isso é estranho.. — É estranho até acostumar. Mas ta se saindo bem. — Ah é? Gostou do que eu disse? — Não sei.. um pouquinho só. — Swan sorriu de um jeito sapeca, se fazendo de boba. — Só um pouquinho? — Grudei meu corpo ao seu e aproximei meus lábios. — Não.. gostei muito! — Era tão gostoso beijar ela. Como estar em outro mundo. Num mundo só nosso. Ela se afastou do beijo devagar. — Você.. quer dormir comigo? — Arqueei as sobrancelhas. — Não, só dormir mesmo.. é porque ta tarde e-e o quarto do meu irmão é pior que o aterro de lixo da cidade. Vai por mim.. — Com certeza ela estava nervosa e atrapalhada. — Mas só se quiser. — Eu quero. — Ta bom então. — Peguei na sua mão e subimos as escadas de madeira até o quarto dela. Quando Emma abriu foi arrumando algumas coisas desogarnizadas ali. — Desculpa a bagunça. Eu não esperava visitas. — Sorriu sem jeito. — Não se preocupe. Pelo menos sei que não esperava outra pessoa. — Ao pensar nela de rolo com outra, eu já senti um pouco de ciúme só pelo pensamento. Eu precisava me controlar. — Já faz muito tempo que não espero ninguém. — Eu duvido muito, do jeito que você é linda. — Caminhei até a cômoda pra ver um porta retrato de Emma pequena. — Eu não tenho um "cara" sempre que preciso a minha disposição. — Parou atrás de mim com as mãos na cintura. — Não, você só tem uma garota disponível para beijos repentinos sempre que você estiver afim. — Me virei e encarei seus olhos. — Mulan é minha amiga. Eu cometi o erro de beijar ela pra causar ciúme em você. — Nesse caso Robin é só um idiota arrogante que quis sair comigo muitas vezes e em todas eu recusei. — Menos uma não é? — Eu precisava esfriar a cabeça. Combinamos de ir no baile juntos. — E depois? — Depois eu beijei ele mas não gostei. E agora ele está de rolo com uma garota que diz ser minha amiga. — Você o beijou? — Sim. — Por que? — Por que você beijou sua amiga? — Nos encaramos por uns segundos. — Eu.. preciso de uma ducha. Você pode ficar a vontade. — Notei que ela tinha mudado sua expressão. Pegou roupas no armário e saiu pela porta. Deitei na sua cama e comecei a processar tudo que estava acontecendo. Será que precisava tantos encontros pra eu admitir que gosto dela? Aposto que sim. Sei que sou cabeça dura e também que ela teve muita paciencia pra me entender e ajudar. De uma coisa eu sabia, ela valia a pena. Me virei e agarrei seu travesseiro cheirando ele com vontade. Que cheiro gostoso daquela mulher. Eu poderia até dormir com esse travesseiro só pelo cheiro doce e suave dele. Eu jamais me peguei imaginando em uma mulher ou qualquer coisa com esse tipo de malícia. Até mesmo pela minha criação, na minha cabeça isso não deveria existir e agora que descobri não sei se quero outra coisa. Mas procuro sempre repetir pra mim mesma que isso não é algo ruim nem uma doença. Eu preciso entender isso. Quando dei por mim vi que Emma tinha entrado no quarto só de toalha e os cabelos molhados. Fingi estar dormindo ali. Ela foi até o guarda roupa ficando de costas pra mim. Tirou a toalha e pegou algumas roupas. Espiei e consegui ver aquele corpo lindo mesmo que de costas. Aquela bunda estava me deixando excitada de novo. Admirei tudo até ela terminar de colocar o pijama. Um short e uma blusa, esse era a droga do pijama. Fingi acordar quando ela sentou na cama e começou a mexer no celular. — Eu acho que vou tomar um banho também. — Me levantei. — Pode pegar umas roupas minhas. — Ela me alcançou as roupas de prontidão. Tomei um banho rapido e só pra provocar eu quis fazer a mesma coisa que ela. Fui até o quarto só de toalha. Emma me olhou como se eu fosse uma presa pra ser caçada. — Pode virar por favor? — Pedi com o meu indicador. — Claro... — Deixei a toalha cair e coloquei a roupa de costas mas eu pude sentir o olhar dela sobre mim de novo. — Eu não pedi pra se virar Swan? — Mas eu to virada. — Mesmo? — Depende do seu ponto de vista de "virada". — Quando vi ela já estava atrás de mim. Me assustei logo de cara. Ela sorriu, mas dessa vez era um sorriso carregado de desejo e malícia. — Você é muito linda. Mas deve ouvir isso sempre. — Hummm.. quase sempre. — Provoquei. Seus braços contornaram a minha cintura e os meus o seu pescoço. — Porém você falando eu realmente me sinto assim. — Verdade? — Não é você que tem super poderes? Devia saber. — Okay, talvez eu só esteja fazendo um charme pra ouvir mais de uma vez. Afinal não é todo dia que Regina Mills se entrega assim to errada? — Nunca que Regina Mills se entregaria assim. — Então todos os foras que eu ganhei valeram a pena. — Sem dúvida. — Baixei meu olhar me sentindo mal por isso. — Eu sou uma pessoa difícil Emma, mas você está conseguindo chegar até o meu coração. — Ahhh.. ainda não cheguei? — Tem muito pela frente ainda querida. — Segurei o riso. — Mas a pior parte você já conseguiu. Emma me levou até a cama e me jogou com ela. Nós duas damos uma risada alta. Que gostoso era estar com ela dessa forma, nem em sonho poderia ser melhor. De repente ela parou e me beijou intensamente. Pegou na minha cintura com uma pegada forte e suspirou entre o beijo. — Ir mais devagar vai ser muito mais difícil do que eu esperava.. — Ela sussurrou enquanto abria os olhos. Com aquela voz rouca, aquele olhar e o seu corpo sobre o meu, eu já conseguia me sentir pulsando lá embaixo. Como se meu corpo reagisse a cada toque dela como uma bomba atômica de prazer. Eu fiquei paralisada, apenas respirando fundo. Inverti as posições e sentei no seu colo. Ela de imediato se levantou e abraçou meu corpo. A beijei mergulhando minhas mãos no seu cabelo. Soltei um gemido fraco ao sentir suas mãos descer pelas minhas costas e se designarem até a minha bunda. — Porra.. desculpa. — Tirou as mãos mas eu coloquei de volta e fitei seus olhos com tesão. — Não deve se desculpar por me tocar. — Eu devo.. — Voltamos a nos beijar com desejo. — Eu esperei muito por isso, desejei bastante. Mas quero não quero me precipitar. — Eu quero me precipitar. — Voltei a agarra-la. O fogo em mim implorava que eu continuasse. — Mas eu não quero Regina. — Ela me parou. — Você não é qualquer uma pra mim. Que eu vou transar na primeira noite e depois largar de mão. — O que está querendo dizer? — Que você é especial. E por isso.. eu quero te tratar como tal. — Tudo bem. — Compreendi dando um sorriso. — Vem cá. Swan me levantou da cama e colocou nós de pé no chão. Foi até seu celular e colocou uma música. Me puxou pra dançar. — O que está fazendo? — Fiquei confusa mas me diverti com aquilo. — Já que a gente queria muito dançar junto naquele baile idiota e não deu certo, podemos tentar agora. Me acompanha nessa dança? — Eu acho que já estou acompanhando. — Comentei vendo que estávamos se balançando de um lado pro outro. Alguns passos saíam errados mas o resultado disso eram risadas descontroladas e sorrisos bobos. Até que finalmente nos acertamos e iniciamos uma dança lenta e romântica. E de novo aquele contato visual que dizia tudo. Tudo o que eu queria dizer eu tentava transmitir apenas nesse contato. Me sentia capaz de ver dentro dela, o seu interior. E pra mim era algo lindo. Uma pessoa tão maravilhosa que não desistiu de mim e se esforçou pra me ajudar a enxergar as coisas de uma forma totalmente diferente. Mesmo com tudo que passei todas as coisas ruins que aprendi, ela me fazia ver que tudo poderia ser leve e bom.
Agora eu podia ver a possibilidade que ganhei de uma segunda chance. Ser uma pessoa melhor e não a desprezível que eu era. Mas alguém livre das amarras do passado nem que seja por aquele momento de estar nos seus braços. Pela primeira vez eu estava sentindo a liberdade de ser quem eu queria ser. Alguém melhor. A pergunta era... eu mereço isso? Acredito que não. Emma me jogou pra trás e me ergueu com um sorriso. — Eu to me sentindo muito naqueles bailes bem antigos sabe? Só que de pijama e tal. Soltei uma risada com aquele comentário. — Eu prefiro esse baile nosso. — Nos aproximamos e encostamos a testa uma na outra. — Não consigo acreditar que você ta comigo. — Eu não mereço estar contigo. — Talvez não, talvez sim.. — A melhor coisa que já me aconteceu é estar bem aqui.. ao seu lado. — Aqueles olhos verdes eram hipnotizantes. Emma apagou a luz e me levou até a cama. Deitamos e ficamos agarradas nos ohando. Fiz um carinho no seu rosto e fiquei admirando. — Você sempre fala as coisas com esse impulso? — Só quando realmente estou sentindo. — Sorri. — Não lembro a última vez que vi alguma coisa tão linda quanto te ver sorrir. — Você fala isso pra todas? — Impliquei. — Não. Só pra você. — Ela ficou séria como se não tivesse nenhuma brincadeira nisso. — Seu cheiro é tão gostoso. Seu beijo é uma delícia. Resolvi ficar quieta enquanto ela me olhava perdida e mexia no meu cabelo. — O seu olhar me desmancha inteira e o seu corpo... eu prefiro nem falar. — Suspirou. — Pode falar. — Regina você é gostosa pra caralho. Desculpa mas é a verdade. Fiquei totalmente sem graça. O que estava acontecendo comigo? Será que é assim que a paixão deixa as pessoas? Por isso eu enojava aquelas comédias românticas. Agora me vejo numa delas. — Não sei o que dizer... — Não diga nada, só.. só ouve. Eu espero te fazer bem e bem demais. Se me deixar permitir quero ser a pessoa que você sempre pode contar. Porque eu sei que você não pôde ter isso antes mas agora... agora pode aproveitar. — Ta bom. — Me juntei mais ao seu corpo com uma perna em cima dela. — Obrigada. — Não precisa me agradecer. — Mas eu quero. Por tudo, de verdade. Ela me agarrou de volta e afagou meu cabelo me deixando completamente relaxada. Me senti em casa finalmente ali nos seus braços. Meu porto seguro.
Notas finais
Tititi fofinhu né hahaha
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