Uma prova de amor
12 Ela vale a pena
Notas iniciais
Voltei
Regina abriu os olhos com dificuldade pela claridade intensa vinda da janela do quarto. Quando conseguiu enxergar direito sentiu uma mão pousar no seu rosto e se deparou com um sorriso aberto de orelha a orelha pra ela.
— Bom dia Madame. — Bom dia Swan.. não me toca! — Tirou a mão da loira que ficou triste na mesma hora. — O que... — Não me toca que eu gosto. — Brincou enganando a outra que soltou a respiração. — Nossa não faz isso comigo de novo. Sério.. Eu tenho coração frágil. — Eu duvido muito disso. Me parece que você tem o coração mais forte que eu já vi. — Ambas se abraçam e ficam se encarando uma de frente a outra. — Ele pode ser forte mas também é sensível. — Prometo tentar cuidar dele. — Acho bom.. ele já é seu. A morena arregalou os olhos. Ficou surpresa com a declaração e com certeza feliz. — Quer dizer.. uma boa parte dele. Bom, você entendeu. — Era tão fofo o jeito que Emma ficava sem graça na frente dela. Regina sorriu feito apaixonada e foi pra cima do corpo da outra. Aproximou seus lábios e a beijou devagar. De início foi lento mas depois foi acelerando e com isso Swan já tinha invertido as posições. — Você é linda quando acorda Srta Swan. — Declarou parando o beijo e se perdendo nos olhos verdes. — Não me chama assim.. — Beijou seu pescoço e começou a pressionar seu corpo contra o de Regina em movimentos frenéticos. Dava pra sentir mesmo que pelo pijama curto, os sexos se tocando e pressionando. Soltaram gemidos longos. A morena passou as mãos por dentro da blusa de Emma e arranhou suas costas enquanto abria mais suas pernas pra ela. — O que acontece se eu chamar Srta Swan? — Sussurrou no seu ouvido. — Eu não vou conseguir me controlar... — O que você quer? — Eu quero você. Quero seu corpo, te quero todinha pra mim. — Retribuiu o sussurro com um olhar de malícia. — Quero te mostrar como é gozar de verdade... Batidas na porta. Na mesma hora elas pararam. — Bom dia filha? — Bom dia Mãe. — Respondeu disfarçada. — Eu e seu país vamos no centro resolver umas coisas ta bom? — Tudo bem. A noite nos vemos. — Se cuida, te amo meu bebê. — Eu também te amo mãe. Regina segurou o riso enquanto olhava a expressão de Emma desconcertada em cima dela. — Como você ia dizendo..? — Não preciso dizer mais nada. Melhor pararmos por aqui. — Deu um selinho rápido na morena e se levantou. — Não.. vem cá. — Estendeu os braços com a voz manhosa. — Preciso evitar muito contato com a minha maior tentação e no momento ela é você. — Emma no fundo estava gostando daquilo. Se fazendo um pouco de difícil pra variar. — Tudo bem... tem razão. Eu acho que se formos devagar tudo vai se esclarecer melhor pra mim mesmo. Mesmo parecendo incontrolável essa sensação. — Acredite eu sei bem que é! — Swan caminhou até a porta. — Fica aqui vou trazer seu café da manhã. — Não se incomode comigo. Vamos tomar juntas. — Tá bom. Mas você não me incomoda. — Mills levantou da cama também e pegou na mão da loira. Se aproximou e beijou seus lábios delicadamente. Desceram as escadas e tomaram café entre olhares e risadas. — Como se sente? — Emma perguntou se escorando no balcão. — Como me sinto sobre o que? — Não sei.. estar assim tão livre pra ser quem você é e.. estando comigo. — Me sinto muito diferente... mas um diferente bom. — Eu espero que continue bom. — O que quer dizer? — Sei lá.. Eu só.. só não quero me magoar. Não quero que você chegue depois de um tempo e não queira mais isso. Que não me queira mais. — Isso não vai acontecer. — A morena pegou na sua mão e olhou com sinceridade. Do nada a porta da frente se abriu com agressividade e dela saíram três homens armados e um deles pegando Killian pelo braço. — Me desculpa maninha.. — Ele estava todo machucado com o rosto inchado. — Ora ora ora.. e não é que vocês se conhecem. — August tinha uma arma na mão, porém abaixada. — Parece que eu cheguei bem na hora do café. — August o que você quer? Eu já te dei todos os contatos que você precisava. — E você acha que foi o suficiente? E depois simplesmente "puff" tchau August!? — Ele se aproximava lentamente. Regina estava assustada assim como Emma mas que tentava manter a calma. — Eu não sei mais o que você quer de mim. — Quero que venha comigo, agora! — Tudo bem. — Não — Regina, não. — Emma pediu. — Ta tudo bem, tudo bem.. Eu vou com eles. — Isso mesmo seja boazinha prima. E você.. — Apontou a arma para a morena. — Nem um pio. Saíram tão rápido quanto entraram. Mills ficou desesperada e começou a chorar sem saber o que fazer. ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ — Alô? — Delegacia de Polícia boa tarde?
— Eu quero denunciar um sequestro. — Suas mãos estavam tremendo. — Uma mulher foi sequestrada por três caras armados na própria casa. — Segurou o choro. — Okay. E você está bem? — Eles só levaram ela, eu estou bem. Por favor venham rápido! — Desligou. Não deu 15 minutos policiais chegaram ali fazendo perguntas e interrogando Regina. Os pais de Emma chegaram assustados perguntando o que tinha acontecido e quando souberam se derramaram em prantos. Foram correndo consolar Killian que tinha ficado pra trás e sendo cuidado por um dos paramédicos. — Eu sempre falei pra ela não se envolver com esse tipo de gente, eu avisei ela eu avisei.. — Mary chorava sem parar. Regina foi abraça- la. — Aquele primo desgraçado. — Comentou David desolado. — Que primo? — Um homem engravatado chegou mostrando o distintivo do FBI. — Detetive Arthur James. Preciso de informações sobre o que aconteceu aqui. — Senhor James levaram a nossa filha. O primo dela levou ela pro mal caminho e agora não sei o que ele vai fazer. Nos ajude. — Implorou Mary com a mão tapando a boca pra segurar o choro. — Quem é esse primo? — Perguntou se sentando no sofá em frente à eles. — August. É o primo de segundo grau da Emma. Nós não somos próximos. Tudo o que sabemos é que ela estava envolvida com ele em coisas pesadas. — David respondeu — Que tipo de coisa? — Nós nunca sabemos ao certo mas ela sempre falou que era temporário que ela só queria arrumar dinheiro fácil. — Por favor Detetive. Você pode ajudar? — Regina perguntou. — Pra ajudar eu preciso de toda informação possível. Estamos atrás desse August e sua gangue tem mais de 2 anos. Estou aqui porque isso já é assunto do FBI. É de extrema urgência que peguemos esse cara, sabemos que ele é chefe de toda uma operação. — August é perigoso. — Killian que estava sentado numa cadeira com gases na cabeça se pronunciou. — Não foi só Emma que se envolveu no mal caminho. Eu transportava mercadorias pra ele com o meu parceiro Jeff.. — Está dizendo que está envolvido nisso? — O agente perguntou. — Cara.. Eu não faço mais isso, mas eu digo uma coisa, ele não deixa barato. Ninguém se livra dele, ele persegue e acaba com a sua vida até atingir a alma. — Foi por isso que entregou a sua irmã? — Regina perguntou tentando se controlar. — Foi mal.. mas quem é você? — Uma amiga... — Eles me pegaram, me bateram até eu falar. Eu não tive outra escolha. Eu sinto muito. — Olhou pros pais. — Tudo bem filho, pelo menos eles não te levaram também. — Mas nós vamos ter que levar. — Arthur se levantou e pegou algemas no seu bolso. — Lamento garoto mas você cometeu crimes e eu vou te levar pra delegacia. Você vai ser interrogado e vamos descobrir onde esses desgraçados estão mantendo Emma Swan. — Não podem fazer isso.. — David interferiu se colocando com a cadeira de rodas no meio. — Sim nós podemos Senhor Nolan. Ele além de testemunha e cúmplice já trabalhou pra esse criminoso. Vou mantê-lo sob custódia até segunda ordem então por favor vou pedir apenas uma vez que saia do meu caminho. — Tudo bem pai. Eu vou. — Mostrou as mãos para ser algemado. — Ele é só um garoto detetive. Por favor.. — Pediu Mary. — Vocês vão poder vê-lo na delegacia. Quando encontrarmos sua filha vamos resolver isso. Vamos fazer todo o possível, não se preocupem. Iremos acha-la. O detetive saiu levando Killian. Os outros policiais ficaram revisando o apartamento inteiro o resto do dia. Regina estava atordoada sentada no sofá olhando um ponto fixo enquanto as horas se passavam. Já tinha perdido tudo na vida não poderia perder a única pessoa que ela tinha gostado e não desistiu dela. — Toma querida.. — Mary sentou ao seu lado oferecendo um chá que a morena aceitou de bom grado. — Você está bem? — Sim.. quer dizer... não. Estou preocupada. — Todos estamos, mas ela vai ficar bem vai dar tudo certo. — Como pode saber? — Fitou os olhos da outra mas os seus já estavam marejados. — Desculpa. — Não, tudo bem.. Eu tenho fé. — A mais velha pegou sua mão e fez um carinho ali. — Mesmo que sempre tudo tenha sido com muita dificuldade pra gente. Nós sempre conseguimos no final. Eu sei que vai ficar tudo bem.. Você vai ver. — Eu acho que pra mim nunca deu certo, por isso eu penso no pior que pode acontecer. — Uma lágrima caiu do seu rosto. — Você gosta da minha filha? — A sua filha.. foi o único flash de luz que apareceu no meio de uma escuridão profunda. Eu não quero perder isso, não quero perder ela.. — E não vai querida.. não vai. — Regina mesmo chorando sorriu ao ver aquele semblante sereno e consolador de sua suposta "sogra". Terminou seu chá. Os policiais saíram depois de algumas horas da casa. Regina, David e Mary foram de carro até a delegacia pra ver Killian e saber se houve alguma notícia sobre Emma. A morena chegou na delegacia e foi direto falar com o detetive. — Detetive Arthur, alguma notícia? — E o nosso filho? — David perguntou logo depois. — Fiquem calmos. Seu filho está conversando com um agente agora e dando informações. Parece que August estava num furgão preto, pegamos as imagens de segurança do prédio de vocês. Estamos verificando a placa e vendo se pode ser rastreavel mas pode demorar um tempo. — Se sentou na sua mesa com um papel de arquivos na mão. — Peço que tenham paciência. Voltem pra casa e descansem, vamos mantê -los informados. — Eu não vou descansar até encontrarem Emma! — Regina comentou tentando se controlar. — Então aguarde que vamos acha-la. — O telefone dele tocou. — Se me dão licença preciso atender. — Se retirou colocando o celular no ouvido. Assim que ele saiu Mills percebeu que em um das fotos do arquivo tinha um prédio muito parecido com aquele que ela havia saído com Emma quando foi sequestrada. Será que tinham levado ela pra lá de novo? Ela tinha que ter certeza. Não pensou muito bem e pegou o arquivo escondido sem ninguém ver e se retirou dali deixando David e Mary confusos. Pegou seu carro e partiu até o endereço que constava ao lado da foto. Aquela altura ela não estava mais se preocupando com nada. Nem seu emprego, sua vida, seus afazeres. Nada mais importava, apenas a vida de Emma Swan. Dirigiu o mais rápido que pode e ao estar chegando notou que era uma enorme fábrica abandonada um pouco distante da cidade. Estacionou por perto e caminhou até a porta de entrada. Estava trancada por correntes grossas, não tinha como entrar. Resolveu andar ao redor e percebeu que tinha uma porta dos fundos quebrada. Entrou por ela e rapidamente se escondeu atrás de um pilar ao ver um brutamonte armado de costas. Pegou seu celular e discou o numero da delegacia. Ficou ofegante e nervosa. Como o lugar era enorme, dava pra se ouvir murros e gemidos de longe. Como se estivessem espancando alguém. Regina temeu que fosse Emma mas não conseguia enxergar dali, estava muito distante. Assim que atenderam a morena falou onde estava e que tinha encontrado a gangue. Desligou e pensou no que poderia fazer. De alguma maneira ela precisava ajudar, e se Emma estivesse morrendo? Quando pensou em se levantar seu celular tocou alto e naquela hora ela quis morrer. Não deu tempo de desligar, o cara já tinha ouvido. Caminhou até ela e a pegou pelo braço. — Não.. NÃO! — Arrastou ela até um tipo de salão central da fábrica, onde viu sua loira amarrada por correntes nos pés e nas mãos. Cheia de sangue e desacordada. Entrou em desespero e começou a chorar. — EMMA.. NÃO! ME SOLTA ME SOLTA AGORA! — Se debateu tentando se soltar e o homem apenas jogou ela no chão com toda a força que tinha. — Que romântico Senhores.. — August sorria caminhando lentamente até Regina com um taco na mão. — O que o amor não faz? Veio arriscar sua vida.. por ela? — Apontou com o taco pra loira. — Você é um monstro. — Respondeu desamparada tentando levantar mas o cara a empurrou de novo no chão. — Ela não te devia mais nada.. por que fazer isso? — Porque ninguém se livra de mim. Ela aprendeu a lição. Fez MERDA! — Bateu com o taco na barriga da loira. Regina chorava compulsivamente. — Antony pega o celular dela. — O grandalhão pegou o celular de Regina e quebrou com o pé. — Se estiver pensando em trazer a polícia pra cá eu mato ela e você num piscar de olhos.
— Eu não chamei ninguém. Não machuca ela por favor.. Não mais. — Implorou em prantos ao ver o estado da outra. — Sabe.. tudo se tem uma consequência. Essa é a lei da vida querida. Pra toda ação.. uma reação. — August caminhava se achando o dono do mundo com seu sarcasmo obscuro. — Eu fui solidário, eu ajudei.. dei um emprego. E me fudi por isso!! Agora perdi dinheiro e TO COM UMA BAGUNÇA PRA LIMPAR! — Ele pegou a morena com raiva e levou pra perto de Emma.- Tá vendo essa mulher? ELA NÃO VALE A PENA. — Jogou ela no chão berrando. — Você ta errado. Ela vale a pena sim! Jamais que um monte de merda como você vai saber o que é valer a pena. August sacou a arma e apontou pra Regina, alterado. — VOCÊ VAI MORRER POR ISSO! — Antes que continuasse seus capangas estavam sendo atingidos por metralhadoras. Correram pra se defender do FBI e a polícia que tinha chegado com o máximo de armamento possível. Foram pra trás dos pilares e August se aproveitou pra pegar Regina e usar como refém. Os policiais estavam em maior número então conseguiram acertar os caras da gangue sem muito esforço. No meio da confusão Regina gritou com o susto de ver que August tinha sido acertado e caído no chão. — EU VOU TE MATAR SUA VACA! — Mesmo deitado no chão ele se rastejou pra chegar até a arma que estava mais perto da morena. — Não.. — Regina entrou em conflito e não sabia o que fazer mas agiu. Pegou a arma e apontou pra ele. — Você não vai atirar. — Se levantou com dificuldade e foi se aproximando dela. — Se afasta.. SE AFASTA! — A arma tremia na sua mão. — Eu vou matar você e sua namora... — Não deu tempo de terminar de falar. Regina havia acertado seu peito assim que puxou o gatilho. August caiu morto no chão. O tiroteio cessou e os policiais revistaram os bandidos. — Hey Srta Mills abaixa essa arma. — Arthur que estava de colete junto com os demais, pediu se aproximando com cautela. Regina largou a arma no chão e seu corpo foi junto. — Mills!? Chamem a ambulância.. agora!!!
Notas finais
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