Uma prova de amor

5 Não tem de quê senhorita Swan


Notas iniciais
Oi voltei

Eu to bem Regina.. tá tudo bem. — Tinker era carregada pela sua amiga de infância até o quarto de hóspedes.

— Não adianta eu falar, você sempre acaba bebendo demais. — A morena colocou ela na cama e tirou os sapatos da outra colocando um cobertor por cima.

— Eu to cansada de pedir desculpas.. pr-pra senhoritaa peerfeição.. — Num segundo falando no outro começou a roncar.

Regina revirou os olhos e fechou a porta se retirando do cômodo. Depois que saiu da festa teve que aguentar a volta com Robin e Graham cantando bêbados. Antes de deixar a morena ir Robin tentou roubar mais um beijo.

Ela não sabia o porque mas resolveu aceitar e beijou ele com vontade mas se arrependeu assim que terminou.

Notou que enquanto beijava só sabia pensar em Swan trocando saliva com aquela mulher e foi isso que a fez continuar mas o beijo tinha sido ruim, muito ruim.

Ao tornar a pensar nisso ela foi escovar os dentes e tomar um banho. Quando tirou sua roupa notou que a calça estava um pouco molhada no centro, achou ridículo a possibilidade de ter urinado então pensou que algum babaca tinha molhado sua calça de ponche na festa.

Tirou suas roupas e foi pra baixo do chuveiro. Resolver ir direto na sua intimidade pra ver o que tinha acontecido e se apavorou. Saiu debaixo da água e viu que seu sexo estava muito molhado. Mas não era de urina ou até ponche.

Era de pura excitação. Que loucura ela pensou, por que o beijo de Robin não tinha sido bom então porque ela estaria assim?

A ponta de seus dedos foi parar nas coxas percorrendo seu caminho até seu abdômen, seios e por fim sua boca. Seu cérebro automaticamente colocou a imagem de Emma Swan na sua cabeça. O que ela achou ridículo e logo descartou para uma figura masculina.

Ops lá veio a loira de novo. Esse cérebro tá de sacanagem, essa imaginação fértil.

Resolveu ignorar de novo e só imaginar estar sentindo duas mãos ao redor da sua cintura. Beijos no pescoço, beijos entre seus seios, sua barriga e por fim seu sexo.

Soltou um gemido demorado, os olhos ainda fechados. Ela nunca tinha feito tal coisa, não num chuveiro. Era inédito mas incontrolável.

Sua mente foi longe e seus dedos aprofundados dentro de si. Os gemidos cada vez mais altos até que cessaram.

A morena tinha chegado ao ápice em menos de cinco minutos. Quando abriu os olhos ela viu uma loira em especial, a loira que tinha acabado de fazê-la gozar ao menos na sua cabeça.

Se assustou e deu um passo pra trás, ofegante. O toque que ela tinha imaginado no fundo não eram nenhum pouco masculino, pertenciam inteiramente a Emma Swan.

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— Nossa quanto tempo eu dormi? — Tinker Bell resmungou sentando em frente ao balcão vendo que sua amiga estava preparando o café da manhã. Quando esfregou os olhos e deu por si não entendeu o que estava acontecendo. — Regina você tá fazendo panquecas?

— Bom dia pra você também raio de sol. — Usou a frigideira pra virar a panqueca e largou no prato da outra que estreitou as sobrancelhas. Olhou para a morena que sorria de uma forma reluzente.

— Por acaso você... transou ontem a noite?

— O que? Não diga uma coisa dessas logo de manhã querida.

— Okay... então você fez..?

— Fiz o que? — Se virou preocupada.

— Sabe né.. — A morena arqueou as sobrancelhas. — o nheco nheco, lepo lepo, tchetchereretchetche sei lá.. você sabe né

— Não Tinker eu não transei com Robin se quer saber mas eu acordei melhor. Estou leve e acho que as coisas podem melhorar. — Regina colocou o café na mesa e começou a comer com Tinker.

— Você lembra a última vez que fez panquecas pra mim ?

— Não.

— Exatamente.. Por que isso nunca aconteceu. Tipo nunquinha mesmo.

— Para de reclamar e come. Se não eu como.

— Não, sai. — Protegeu o prato das mãos da outra que soltou uma leve risada. — Caramba então muito boas. — Falou de boca cheia.

— Que bom que gostou. Eu preciso ir trabalhar então acaba logo aí que eu te dou uma carona. — Terminaram o café e logo saíram de casa.

Regina deixou Tinker no trabalho e foi para o seu. Ao sentar na sua mesa pegou no casaco do bolso o número que tanto queria mas ainda não tinha coragem de ligar. Ficou analisando aquele papel e virando e lendo o número e pensando.

Pegou o telefone e discou o número. Quando foi apertar pra ligar Ruby apareceu na sua porta avisando que ela tinha conseguido duas reuniões pra hoje. O que fez a morena ficar muito feliz e parar de pensar em tudo que levasse a Srta. Swan.

Regina parecia constrangida consigo mesma pela noite passada então só resolveu ignorar.

Ao passar do dia ela completou as reuniões e parecia que tinham gostado da sua ideia. Mas ela sentiu muito estranha por ter se sentido mal quando se apresentou, como se estivesse fazendo algo errado. O que era extremamente certo para ela desde "sempre".

Estranho ela pensou, logo depois que saiu da última reunião. Mas ignorou e ficou feliz por depois de tanto esforço conseguir fechar negócio com duas empresas boas.

Mas resolveu passar no seu terapeuta mesmo assim já que fazia muito tempo que não ia e sempre era bom as consultas com o Doutor Archie.

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— Que bom ter você aqui de volta Regina. Sente-se por favor.

— Fico feliz de estar de volta Doutor, estive muito ocupada ultimamente. — Se assentou no sofá enquanto o homem sentava no seu divã a sua frente.

— Tudo bem acontece. Me diga como estão as coisas?

— Um pouco tensas no trabalho mas fora isso tudo muito bem.

— Tensas como você diz?

— Minha empresa não está indo muito bem.

— Entendo. Mais alguma coisa que te perturba? — Ele a analisava.

— Nada... — Fez uma pausa. — bom, tem uma mulher.

— Uma mulher? — Anotou no seu caderno.

— Sim. Ela apareceu de repente e está... atrapalhando a minha vida.

— De que forma?

— Eu não sei.. creio que ela está querendo me fazer duvidar de mim mesma.

— Bom as vezes isso é bom pra vermos como estamos indo. Você chegou a duvidar?

— De mim? Não.. — Não teve muita firmeza na sua resposta.

— Entendi. Regina eu vou te dar um conselho. Não deixe ninguém te dizer quem deve ou não ser mas analise como um todo o você está fazendo pra sua própria vida. Acha que está fazendo o melhor que pode?

— Acredito que sim..

— Então não se preocupe com nada. Apenas em ser uma pessoa melhor.

A morena pensou por um instante e continuou a consulta por mais um tempo mas permaneceu mais pensativa do que falante.

Por fim agradeceu o tempo do doutor e saiu do consultório.

Foi pro estacionamento e quando foi pegar seu carro sentiu uma mão com um pano na sua boca. Tentou reagir mas logo em seguida adormeceu.

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Suas pálpebras mesmo pesadas se esforçaram pra abrir. Piscou várias vezes tentando não machucar as vistas com a luz forte da lâmpada no ambiente.

— Onde...- Olhou em volta. Viu que estava numa sala pequena sentada e amarrada a uma cadeira. — Onde estou?

— É melhor vir logo e não se atrase. — Ouviu uma voz abafada por trás da porta.

— Socorro.. SOCORRO — Tentou se mexer na cadeira mas sem sucesso.

A porta abriu e dela saiu um homem alto de olhos azuis.

— Olha quem acordou.

— O que está acontecendo? Quem são vocês? O que querem comigo?

— Não queremos você senhorita mas a sua namoradinha. Logo ela chega e você vai poder ir pra casa.

Tinha uma mesa no meio da sala com outra cadeira onde o homem se assentou.

— Se não me querem porque estou aqui?

— Porque foi a única forma de chamar a atenção da minha prima. — Ele tinha um olhar tranquilo. — Você quer alguma coisa? Café? Pão de queijo?

— Eu quero que me desamarre.

— Não vai ser possível. Peço que tenha paciência. Nós não somos o tipo de bandido que você está pensando. — Tirou uma faca do bolso assustando a morena.

— E qual tipo são?

— Do tipo que tem limites de tolerância. — Fincou a faca na mesa abruptamente, o que fez Regina saltar de susto. — Sabe.. quando um funcionário deixa de nos fornecer contatos.. mesmo que seja até da família, não tem como perdoar.

— Olha só.. não sei do que esta falando moço. Por favor me deixe ir eu nunca fiz nada para lhe prejudicar, eu nem te conheço.

— Prazer, August. Primo da Emma.

— Emma Swan?

— Isso mesmo.

— Eu não conheço ela.

— Mas ela se importa com você. Relaxa.. Se colaborar todo mundo sai ganhando e a senhorita vai pra casa e nunca mais me verá. Isso depende da sua namorada.

— Ela não é nada minha, não estou envolvida nisso.

— Você está.. só não sabe ainda. — Ao acabar de falar a porta é aberta.

— Chefe ela está aqui.

— Ótimo. Traga ela aqui.

Sem demora Emma aparece na sala desesperada e ofegante seguida de dois caras maiores.

— Prima querida! — O homem abre um sorriso e vai abraça- la mas leva um soco na cara, da loira. Ele ainda sorria limpando o rosto.

— Solta ela August ela não tem nada a ver com isso!

— Ah você acha!? Por que eu só consegui com que você viesse a partir dela.

— Não tem que ser assim. Eu não tive tempo mas ia te contar..

— EU NÃO QUERO DESCULPA SWAN. — Se alterou se descontrolando mas logo depois sorriu tentando se acalmar. — Tínhamos um acordo. Você recebe seu salário e me fornece os números.

Andou pela sala lentamente. — Imagina a minha surpresa ao ver que eu gastava meu dinheiro e não tinha nada em troca?

— Eu ia te falar August. Não consegui avisar.

— Eu deixei mensagens e ligações. Mas eu aposto que você queria continuar recebendo sua grana pensando que eu deixaria não é?

— Vamos resolver isso. — Emma se aproximou e puxou seu braço. — Só você e eu.

— E porque? Assim estraga a graça. — Ele empurrou a loira e deu um soco maior fazendo ela cair no chão.

Regina se assustou e ficou apreensiva.

— Você me deve contatos priminha e não interessa se você é da família. Isso é um aviso pra aprender a lição. Ninguém me deve, entendeu? — Chutou sua barriga.

Pegou Emma do chão e acertou outro soco nela que caiu de novo gemendo de dor.

— Dá próxima vez que me desafiar sua namoradinha não sai com vida! — O homem chamou seu pessoal e saíram da sala.

— Emma!? — Regina pediu ajuda e a loira se esforçou pra se levantar e desamarra-la. — Rápido.

— No que você me meteu Swan?? — Regina ao dizer isso vê que a loira geme de dor e cai no chão, sem forças.

Ajudou a outra a andar e ambas saíram rapidamente do local que parecia ser um prédio de fábrica.

— Vamos para o hospital.

— Não, hospital não. — Disse fraca.

Regina não sabia o que fazer estava desnorteada, confusa e nervosa.

— Toma.. pede um-um uber. — Pediu entregando seu celular.

Não sabia ao certo pra onde ir mas resolveu pedir o uber e seguir o destino traçado.

Ao chegarem na casa da empresária, a mesma tratou de colocar Emma na sua cama sem pensar direito e pegou água e toalha.

A loira gemia de dor enquanto tentava tirar a jaqueta e com custo teve sucesso.
Regina logo apareceu com o pano úmido e foi limpando o corte acima da sobrancelha e no lábio superior dela com cuidado.

— Au.. aí.. — Emma tirou a regata justa com dificuldade e ao pousar sua mão entre as costelas sentiu dor.

— Pare de se mexer se não vai continuar sangrando. — Regina segurou seu braço e voltou a limpar os ferimentos.

— Não foi tão ruim assim. Não quebrou nada mas vai doer por umas semanas ainda. Aai.. — Gemeu tentando pousar de novo sua mão sobre o abdômen roxo.

Não aguentou e largou seu corpo na cama ficando paralisada e respirando fundo. Regina terminou de limpar e viu que suas próprias mãos estavam tremendo. Havia ficado muito nervosa e com muito medo.

Notou que a mão da outra pegou a dela e repousou sobre a beirada da cama.

Ficaram alguns segundos assim se encarando e apenas respirando fundo.

— Eu não espero... Eu não espero que vá me desculpar por isso. Mas você não imagina o quanto eu não queira que...que acontecesse. Eu jamais pensei que ele.. iria fazer isso...

— Descansa Emma. Só descansa. — A morena saiu do quarto e apagou a luz.

Tomou um banho demorado absorvendo tudo que havia acontecido e fechou os olhos tentando esquecer.

Depois do banho deitou na sua cama e não conseguiu dormir. Ficou de olhos abertos com medo de se render ao sono.

— Eu posso tomar um banho? — Levou um susto ao lembrar que Swan estava ao seu lado na cama. — Não consigo dormir.

— Eu vou pegar toalha e algumas roupas.

Quando a loira viu Regina sair colocou a mão sobre a cabeça e pensou em todas as formas que poderia ter evitado disso acontecer. Mas agora já foi não adianta chorar pelo leite derramado. O que restava era consertar o erro e não deixar esse tipo de coisa acontecer mais.

Regina voltou e deixou tudo em cima da cama.

— Obrigada. — Emma se levantou devagar.

— Não precisa de ajuda?

— Eu me viro. — Tentou sorrir. Caminhou até a suíte e deixou a porta aberta.

Regina ficou um pouco preocupada e andou até a entrada da porta mas deu de cara com Swan só de lingerie analisando no espelho seu hematoma. Um calor subiu e do nada se viu vermelha como pimentão então resolveu desviar o olhar.

— Desculpa Swan. Eu só queria saber se precisava de algo ou se estava.. estava tudo bem.

— Por que tá evitando me olhar Regina? — Perguntou confusa.

— Porque sim. — Mordeu o lábio inferior pensando ter respondido errado.

— Mas eu sou mulher. Mulheres não tem esse problema quando não sentem atração. — Tentou disfarçar a ironia.

— Eu só quis.. ter respeito porque você não é só uma mulher. — Agora a morena tentava encarar apenas os olhos da outra.

— O que você quer dizer com isso?

— Que você gosta de outras... de outras... — A palavra não saía.

Emma foi se aproximando e não tava ajudando Regina a se concentrar o que irritou a mesma por nunca ter acontecido tal coisa.

— Outras mulheres? — Invadiu seu espaço pessoal. Podiam sentir a respiração uma da outra.

— Isso Swan.. outras mulheres. — Se controlou pra não respirar muito pesado e encarou a loira de volta.

— Pode tirar pra mim? To com muita dor. — Se virou mostrando o engate do sutiã.

Regina desengatou com cuidado e viu que Emma se arrepiou com o toque na sua pele.

— Obrigada Madame Mills. — Deixou o sutiã cair e foi tirando sua calcinha de costas.

— Não... Não tem de quê Srta Swan.. — Toda sem jeito Regina parou de encarar aquele corpo escultural e fechou a porta.

Suspirou assim que jogou seu corpo contra o colchão e sentiu algo estranho. Foi passar a mão no seu centro e estava encharcada. Suspirou de novo e fechou os olhos. Não podia ser verdade. Tinha descobrido o segredo da sua excitação e não tinha jeito, com toda certeza era Emma Swan.

Notas finais
Que situação. Haha