Notas iniciais
Olaaa! Estou de volta. Confesso que teria postado antes mas vi que o site ficou em manutenção então pra poupar o sofrimentos da espera de vocês... vou postar dois capítulos hoje. Have fun!!

Emma.

Mais um dia no hospital e mais tarde nas ruas. Já fazia uma semana que eu estava nessas e quase conseguindo passar todos os números que August tinha me exigido depois das 24 horas. Meu medo era que isso nunca acabasse.

Lembro que fui desesperada atrás dele três anos atrás pedindo ajuda pra pagar meus estudos e ele aceitou em troca de serviços. As vezes eu me pergunto porque mesmo com tanta dificuldade eu escolhi tomar esse rumo.

Entrei na sala de um paciente e vi que vários residentes estavam reunidos ali respondendo às questões para o Doutor.

Fui trocar os medicamentos e todos seguravam o riso, pois o paciente soltava gases descontrolados. Chegou uma hora que eu tive que segurar o riso e também a respiração porque o cheiro tava insuportável.

— Você viu o paciente aqui da frente? — Saí da sala tampando o nariz indo até o balcão dos enfermeiros.

— Sim peida que nem leitão depois da refeição. — Minha colega que estava no computador comentou e eu tive que rir.

— Credo Evans. — Impliquei falando seu sobrenome. — Tenha mais respeito neste andar. — Ironizei.

— Tá tentando imitar o Doutor barrigudo da pediatria ou o esquisitão da cirurgia geral?

— Os dois. — Demos uma risada e eu me retirei pegando outra prancheta pra dar uma conferida em mais alguns pacientes.

— Senhor Patrickson.. e.. — Passei meu dedo pelo papel para ver quantos ainda faltavam e vi que esbarrei do nada em alguém.

— Você não olha por onde..

— Me desculpa, eu não tive a in.. — Falamos ao mesmo tempo e quando notei era Regina na minha frente.

Ficamos nos encarando por alguns segundos.

— E-eu.. Eu não tive a intenção Srta Mills. Me desculpe. — Respondi um pouco seca e continuei meu caminho sem olhar pra trás.

Meu coração parecia que ia saltar pra fora do peito mas ali eu tive que ser totalmente profissional porque no pessoal eu precisava evita- la o máximo que podia.

Para com isso Emma Swan, ela só foi uma cliente e uma paciente. Apenas isso, para de pensar besteira e ir atrás de uma coisa que nunca vai dar certo.

Tratei de respirar fundo e voltar a trabalhar. Atendi todos os pacientes que precisava e estava indo em direção a sala dos funcionários me trocar.

Quando fui abrir a porta pra entrar me assustei com Regina atrás de mim, com os braços cruzados escorada na parede.

— Srta Mills.. me assustou. — Sorri de canto com a mão no peito. — O que está fazendo aqui?

A madame me pegou pelo braço e me fez entrar pela porta que em seguida ela mesma fechou.

— Regina, o que.. — Suas mãos pegaram meus braços e me colocaram contra a parede.

Seu corpo pressionou tanto o meu que eu fiquei quase sem ar. Ofeguei.

Por dentro meu cérebro tava "YUQUÊ?!"

E o meu coração queria dar um jeito de sair pelos ouvidos.

Nossa eu tava sem reação sentindo sua respiração tão perto e seus lábios quase encostando nos meus.

Seu olhar passeava dos meus olhos até a minha boca. Quando vi uma de suas mãos apertou minha cintura e a outra contornou meu pescoço. Tava bem claro que a minha respiração era falha.

Eu poderia desmaiar a qualquer momento. Porque isso ta acontecendo? Geralmente eu que causo essa sensação nas mulheres.

Vendo ela assim tão perto pude sentir seu perfume de maçã e quase tive um delírio.

Coloquei meu braços em volta da sua cintura e a puxei pra mais perto.

Sala vazia, silenciosa e fria.

Me senti aconchegada ali, fervendo num fogo ardente que eu não conseguia controlar. Ver aquela mulher tão bela e charmosa tão perto era pura perdição. Meu mal caminho traçado.

Notei que sua pupila tava dilatada e parecia que eu podia ver dentro dela, como se tivesse quebrado todas as barreiras em volta daquele coração quente que ela tinha.

Subi a mão até seu cabelo e peguei seu pescoço por dentro das mechas aproximando com calma meus lábios dos seus.

Quando estava a menos de um centímetro para beija-la a porta se abre e imediatamente ela se solta de mim, vendo que outros enfermeiros entram ela sai correndo.

Eu só fiquei ali, escorada naquela parede, escorregando atéo chão. Sem entender, sem reação, sem estruturas. Meu corpo em chamas minha piriquita pegando fogo que nem mangueira de bombeiro apagava.

— Que merda. — Sussurrei ainda ofegante.

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Emma: O que aconteceu naquela sala?

Regina estava conversando com Tinker no bar sentada em uma das mesas dessa vez. Olhou o celular e engoliu em seco.

Regina: Eu não sei. Mas nada que precise ser dito.

— Tinker eu acho que fiz uma besteira. — Admitiu tomando um gole do seu Bourbon.

— Você? Regina Mills? — A loira lançou um olhar irônico pra ela. — Achei que tu tinha chegado no patamar da perfeição humana. Que decepção.

— Muito engraçado, mas isso é sério.

— Deve ser mesmo. Você nunca admite que fez algo errado.

— É por que eu nunca fiz. — Recebeu outro olha ironico. — Talvez eu tenha errado algumas vezes mas nada comparado ao que eu fiz dessa vez.

Emma: Você realmente acha que não precisa ser dito?

Regina: Sim, foi um erro e não vai mais acontecer.

Emma: Talvez esteja certa. Não vamos insistir num erro.

— O que!? — Não esperava esse tipo de resposta.

— O que foi?

— Nada eu só.. bom como eu estava falando eu cometi um erro mas não vai mais acontecer.

— O que aconteceu Regina? Fala pra mim.

— Sabe, eu acho.. que a vida está tentando me fazer parecer fraca e indefesa. Mas eu não vou deixar ela me subestimar. — Tomou todo o resto da bebida numa tacada só. — Eu vou apenas voltar a ser quem eu sou e beber.

— Então saúde! — Brindaram sorrindo.

Foram um, dois, três, quatro e já tinham perdido as contas de quantos drinks beberam. Dançaram, jogaram sinuca, deram altas gargalhadas. Tinker até vomitou em uma das mesas e ainda tentou se desculpar.

As duas saíram do bar tão bêbadas e se matando de rir abraçadas.

— Eu naum acrredito que fizemouns issum.

— Fooi Vusse que qquis bbeber Reg-gina. — Ambas não conseguiam parar de gargalhar tropeçando na calçada.

— Achoo meliior chamaaarmos um ubi.

— Ubi. — Caíram em outra risada.

Com muita dificuldade e vendo duas telas de celular Regina chamou um uber pra sua casa, mas para deixar Tinker no caminho.

Abriu a porta jogou as chaves em algum lugar que nem prestou atenção e foi deitar na sua cama com um sorriso largo no rosto.

Tudo estava girando mas as barreiras do medo tinham se derrubado. Ela poderia fazer qualquer coisa que quisesse naquela hora. Se sentia invencível.

Pegou seu IPhone X e discou um número que prontamente atendeu. — Olhaa só.. fuui capituradam mi pegaraum. Vem até aa minhha cacha, quer diizer casa.

Desligou com um sorriso malicioso e largou o aparelho na cama.

Não passou nem 15 minutos e já estavam batendo na sua porta. Regina deu tudo de si e desceu as escadas esbarrando na parede a cada passo.

— Olha sóó... e não é vocee apareceu measmu.

— Regina o que tá acontecendo? — Emma ficou confusa ao mesmo tempo que estava ofegante. — Achei que tinham te pegado de novo, porque me assustou desse jeito?

— Eu só queeeria chamar sua atençãoo Swan.

— Você ta bêbada? — A loira entrou e fechou a porta.

— Talvez eu te.. tenha bebidu só um piquititi.. — Se desequilibrou mas a outra a segurou rapidamente. Regina sorria a todo momento. — Nossaam.. Você é fortee né? Tem uns.. uns braçoos.

— É você com certeza tá bêbada, e com bafo de cachaça. Uau.. — Emma segura a morena em seus braços e ficou boba de repente. — Eu nunca tinha visto você sorrir.

— É porrque eu não sorriio Emmaa.. Swwan. — Deu uma leve risada. — Eu quero iir pra camma.

— Tudo bem. — Swan sem pensar duas vezes a pegou no colo e a levou até seu quarto.

— Muito.. muito foorte. — Deitou ela na cama, tirou seus sapatos e a tapou com cobertor. Sentou na beirada da cama pra observar Regina que gesticulava coisa com coisa e abria o sorriso a cada um minuto.

— Você devia sorrir sempre Madame Mills. — Sua mão foi parar na bochecha da morena e seu polegar fez um carinho na maçã do seu rosto.

— Sabia que... que deesde que vooce apareceu eu.. não teenho sido eu mesma. Você.. — Deu uma risada que foi aumentando. — Você me passouu uma doencia.. doença.

— Doença?

— É aquelaa coissa que fax você gostaar di pessoa igual -as ti.

— Você quer dizer homossexualidade?

— Iiisssoo.. isso ai. Essa palavraa messmo.

— Mas isso não se passa Regina. Você já nasce assim, é natural.

— Nananao.. eu peguuei de você. Porque eu naum paro de pensar em ti.

— Pensa em mim Srta Mills? — Emma não escondeu a felicidade ao abrir um largo sorriso.

— Eu penso.. m-mas de uma forma diferennte. — O sorriso da loira caiu. — De-de uma forma quente e.. e sexy. — Voltou.

Regina se contorceu na cama gemendo baixinho. Swan lambeu os lábios ao ver aquele corpo sensual se mexer daquele jeito. Se controlou até o fio de cabelo daquele lugar.

— Tira a minha roupa Emma.. tiraa.

— Ai puta merda. Não fala isso pra mim por favor. — Estava querendo começar a suar de tanto controle que se esforçava pra ter.

— Tira logoo..

— Não.. vamos só.. só se tapar okay? — Swan colocou o cobertor de volta em cima dela com cuidado. — apenas.. ficar coberta, assim ta melhor.

Pigarreou e deu um longo suspiro.

Ficou em pé e já estava se preparando pra sair quando ouviu outro gemido da morena.

— Swann.. fica comigo. — Parou e se virou pra ver uma Regina com cara de pidona. — Não quero dormir sozinha.

A loira pensou e pensou e por fim tirou suas botas e jaqueta. Deitou na cama e logo foi agarrada pelos braços da outra.

Se arrepiou completamente ao ver que Regina repousou o rosto no seu pescoço, a perna em cima do seu corpo e o braço agarrando sua cintura.

— Promete que não vai embora como ele foi? — A morena perguntou num sussurro baixinho.

— Ele.. quem?

— Promete?

— Eu... sim, sim eu prometo Regina. Eu to aqui. — Afagou seus cabelos e deu um beijo no topo da sua cabeça querendo protege-la de todas as coisas ruins.

Ficou pensando no que a outra tinha falado por alguns minutos até que se rendeu ao sono também.

Notas finais
Quem não comentar não vai ganhar o outro capítulo. É verdade esse bilhete! Haha