Notas iniciais
Oi to de volta

Regina abriu os olhos e já sentiu uma dor aguda na cabeça. Massageou as têmporas devagar soltando um gemido manhoso, sentada na cama.

Levou um susto quando viu a porta do quarto abrir. Emma entrou de costas tentando empurrar a porta por que suas mãos estavam ocupadas.

— Mas o que.. o que é isso?

— Seu café da manhã. — Sentou na beirada da cama colocando uma bandeja no colo da morena.

Mills deixou o queixo cair quando viu que tinha panquecas, ovos, bacon, waffles com morangos por cima, Café, suco de laranja e um analgésico.

— Swan..

— Não se preocupa eu não peguei nada seu, fui no mercado comprar as coisas. Não sabia o que você queria então.. Eu fiz tudo. — Sorriu de canto. — Se eu fosse você tomaria o analgésico, deve ta com uma ressaca feia.

Regina passou a mão na cabeça fechando os olhos por alguns segundos. A dor estava quase insuportável. Voltou a olhar a bandeija e uma loira um pouco nervosa.

— E-eu.. é.. — Pela primeira vez ela ficou sem fala, sem ter o que dizer com aquele gesto. — Obrigada.

— Não tem que me agradecer, eu sei como é estar de ressaca. Você só sente dor de cabeça e fome, então.. — A morena baixou a cabeça e começou a comer.

A cada garfada era um gosto saboroso, mas claro que ela não iria admitir então resolveu continuar a comer em silêncio. Subiu o olhar ao ver que a outra esperava alguma resposta.

— O que foi..?

— Nada. Eu vou indo então, aproveite. — Se levantou se sentindo incomodada e foi pegar seu casaco.

— Swan espera.. — Emma se virou devagar e encarou seus olhos. — Eu fiz alguma coisa imprudente ontem a noite?

— Não Madame Mills. Não fez nada..

— Então porque está na minha casa? — A loira teve que sorrir com ironia. — Estou esperando a resposta.

— Eu estou aqui porque não sei se lembra mas você me ligou podre de bêbada pra chamar a minha atenção.

— Eu estava embriagada Srta. Swan faria qualquer loucura sem pensar.

— O que é isso pra você Regina? — Colocou sua mão na cintura. — Por acaso é só um joguinho que você gosta? Manipular as pessoas, brincar com elas?

— Acho que não estou entendendo.

— Claro que não. Primeiro você me odeia mas depois fica com ciúmes. Chora nos meus braços, me puxa me agarra, dorme quase em cima de mim.. — Deus alguns passos pra frente. — quer saber? Ontem você fez algo imprudente sim. Falou muitas besteiras e quase me implorou pra dormir junto contigo.

— Eu acho que você não entendeu a parte em que eu estava bêbada, falando coisas sem sentido. — O que mais irritava Emma era o ar de arrogância que Regina tinha e a postura impecável mesmo estando errada. — Lamento por você ter se deslocado da sua casa até aqui mas creio que seja muito melhor do que ser sequestrada e quase morta, não é mesmo? Oh e claro.. Nem chamei a polícia, o que eu deveria ter feito.

— Eu deixei bem claro que sentia muito e a minha intenção era desaparecer da sua vida, até ser assediada no meu próprio trabalho por você.

— Ora vamos Swan, admita que isso era tudo que você queria. — Regina levantou e se aproximou com raiva nos olhos.

A tensão era clara e pesada. Mais uma vez outra troca de olhares intensa.

— Você tinha razão.. É uma péssima pessoa. Toda essa sua arrogância, orgulho, superioridade e preconceito te levaram até aqui, e agora tudo está de cabeça pra baixo porque o que você tanto, mas tanto enoja e despreza é exatamente o que você é e sempre foi. — Se encararam fervorosamente por mais um tempo.

A morena tinha os olhos lacrimejados e a boca entre aberta. Emma virou a cara, pegou sua jaqueta e bateu a porta indo embora.

— AAAAAARGH.. — Regina começou a bater nas coisas jogar tudo pro chão com muito ódio.

Foi até a porta e escorregou até o chão em prantos escondendo seu rosto nos braços apoiado nos joelhos.

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— Ela é tão.. tão..

— Tão..?

— Tão nhiaaaah — Emma deu uma tacada na bola branca que acertou duas de uma vez só.

— Existe essa palavra? — A morena dos olhos azuis indagou se posicionando para jogar.

— Não sei.. Tudo com ela é tão confuso Ruby.

— Eu sei Emma, ela é minha chefe.

— Claro.. Só faltava essa. — Ruby tentou acertar mas falhou e tomou uma dose de tequila.

— É sério.. se é a mesma Regina Mills que você tá descrevendo, com certeza é ela.

— Como você trabalha pra uma pessoa assim? — Parou de jogar a sinuca e encarou sua amiga de bar. O lugar estava mais vazio que o normal.

— O trabalho é ótimo, e tem oportunidade de crescimento. Claro que tem que aguentar ela mas.. fazer o que!?

— Crescimento? Sei.. — Ironizou Swan lembrando da dívida.

— Mas enfim não vamos misturar. Só me conta o que você viu nela pelo amor de Deus. — As duas foram sentar numa mesa e pediram outras bebidas e uma porção de fritas.

— Eu não faço ideia.. — Comentou se perdendo nos seus pensamentos. — sabe ela.. ela.. me irrita de uma forma que..

— Que ninguém nunca irritou!! — Complementou Regina andando na sala da sua casa de um lado para o outro lentamente.

Tinker sentada no sofá, analisava o trajeto da amiga, pensativa e só concordando.

— Ela é imatura e- e e impulsiva, e simplesmente não se importa com nada, não tem limites, não tem respeito...

— Ela é chata e certinha demais, controladora, tudo e todos precisam estar abaixo dela se não ninguém presta. — Swan desabafava com Ruby que arqueou as sobrancelhas e concordou.

— Respeito é bom certo? É assim que tem que ser.. mas acha que ela se importa? — Mills falava gesticulando com as mãos.

— Regina pensa que todo mundo deve respeitar ela, como se fosse a "mãe dos dragões". Fala sério né!?

— Porque ela tem que ser assim?
— Porque ela tem que ser assim? — Ambas falaram ao mesmo nos seus respectivos lugares.

Tinker e Ruby suspiraram e começaram a beber.

— Olha só Regina.. por que se importa tanto com essa mulher? — Indagou a loira mais baixa.

— Eu não me importo, eu só quero entender porque e como ela faz isso comigo? Está me fazendo duvidar de mim mesma cada vez mais e não está dando pra controlar.

— Então não controle.

— O que?

— Isso é o que está sentindo agora nao é?

— Sim.

— Então vai em frente, assume o risco faz o que você quer.. Foi sempre assim mesmo. De qualquer forma você é Regina Mills e sempre vai ser.

— Eu não posso me render a isso, você não entende Tinker.

— Você não vai se render.. vai só experimentar temporariamente. Não é nada demais.

— Isso vai contra tudo o que eu sempre lutei e me esforcei pra alcançar.

— Pode ser... poreeeem, ninguém precisa saber.

— Não creio que os exames estavam todos certos. — Cruzou os braços indignada.

— Olha só.. Você é Regina Mills. Nada te abala e não é isso que vai te derrubar, então enfrenta, e logo tudo vai estar bem como era. E também, é só uma transa.

— O que?? — Regina arregalou os olhos.

— Ah.. Não era disso que estávamos falando?

— Não Tinker credo!! Eu estava falando de enfrentar meus demônios do passado.

— Quer dizer a sua mãe..?

— É a mesma coisa.

— Mas então.. o que isso tem a ver com Emma swan? — Tinker parecia extremamente confusa.

— Tudo.

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— Tchau Evans.. — Emma se despediu da sua colega e foi saindo do hospital.

Enquanto caminhava até seu carro, avistou uma mulher escorada nele e conforme foi se aproximando notou que era ninguém menos ninguém mais que Regina Mills. Fazia frio naquela noite.

A morena estava usando um suéter branco com um sobretudo de lã preto. Calça jeans preta e botas sociais. Já Swan com a mesma roupa de sempre, exceto por um blusão preto debaixo da jaqueta vermelha.

— O que está fazendo aqui Regina? — Indagou não entendendo nada.

— Vem comigo Swan.. vamos dar uma volta.

— E porque eu faria isso?

— Tudo bem então eu vou. — Se virou e caminhou pela calçada dando as costas pra loira.

— Droga.. espera aí. — Acompanhou.

Começaram a andar pela cidade lentamente sem falar uma palavra.
A noite estava bonita, céu estrelado, luzes fluorescentes iluminando as pequenas árvores que estavam em cada canto de uma calçada. O vento era gelado mas ao mesmo tempo gostoso.

Depois de 30 minutos de caminhada a morena se sentou num banco em frente a uma escola que aquela hora já estava fechada.

Olhou ao redor e soltou a respiração.
Swan sentou ao seu lado ainda perdida.

— Foi aqui que tudo começou. — Outra respiração pesada. Era muito difícil pra Regina falar sobre aquilo. A coisa mais difícil que podia fazer em sua vida. — Até meus sete anos meu pai me buscava na escola.. todo dia. Todo santo dia, e eu lembro como se fosse ontem.
Eu esperava bem ali na entrada com medo de sair pra fora e alguém me sequestrar se ele não chegasse a tempo. Sempre fui insegura demais.
Porém depois de 5 minutos ele já aparecia e abria os braços pra eu correr até ele e.. e ele me abraçar. — A loira notou que algumas lágrimas já escorriam dos olhos da outra. —
Até que um dia ele não foi e eu fui sozinha pra casa caminhando. Morrendo de medo mas fui.
Quando cheguei em casa só lembro de ouvir meus pais berrando e brigando.

Flashback on

— Me diga que isso não é verdade Henry Mills!? Me diga que está só me caçoando!

— Não Cora, é tudo verdade. Eu cansei de mentir e sempre fazer tudo que você me mandasse. Sempre foi desse jeito mas agora acabou.

— Você nunca mencionou ter essa doença, porque agora?

— Isso não é uma doença, é quem eu sou! E sempre fui.

— Então você vai me trocar.. por aquele homem??

— Aquele homem é o amor da minha vida e me trata como ser humano, coisa que você jamais fez!

— Papai.. O que está acontecendo? — Regina entrou andando devagar até a cozinha com a sua boneca favorita em mãos.

— Nada meu amor.. está tudo bem.

— FIQUE LONGE DELA!! — Cora correu e tirou Henry de perto da filha. — Ouviu bem? Eu nunca mais quero ver você perto de nós novamente sua aberração!

— Ela é minha filha também, eu amo ela.

— É melhor você sair logo daqui e seguir a sua vida desprezível. E se eu ver você perto da minha filha de novo eu dou um jeito de ela ficar sem o pai e você sabe que eu tenho poder pra isso.

— Papai.. — Regina já chorava compulsivamente atrás de Cora.

— Regina irá crescer muito bem sem ter um pai anormal como exemplo. E jamais vai ser como você. VÁ EMBORA!

— Papai.. Não vai. Por favor..

Flashback off

— Eu implorei eu chorei até soluçar. Mas ele me deu as costas e me deixou com aquela mulher. — A morena já estava com o rosto inchado de tanto chorar mas parecia calma e aprofundada na lembrança. — E eu cresci.. sem ele. Até os meus 16 anos eu fui rebelde sim. Eu fugia da minha mãe, roubava, sofria bullying, era praticamente sozinha.
Eu só queria.. dar um jeito de ver ele de novo sabe? Eu roubava na esperança de que ele estaria ali pra dizer o que é certo, pra me fazer ser alguém melhor.
Mas ele nunca apareceu. Nunca.
Minha mãe me obrigou a nunca tolerar alguém que fosse igual meu pai. Por que são todos desleais e egoístas.
Então Swan não, eu não tinha um pai pra me dizer que "tudo vai ficar bem". Tudo o que eu tinha era uma mãe horrível que me fez ser a pessoa que eu sou hoje. Exatamente igual a ela.

Emma ficou em silêncio tentando absorver tudo que tinha ouvido. Ela sabia lá no fundo que a morena havia passado por algo traumático que a fez ser desse jeito. E mais uma vez estava certa.

Olhou pro rosto tão bonito mas tão desamparado. Se sentiu um lixo como se pudesse sentir o que a outra sentia.

— Por que.. porque ta me contando isso?

— Era isso ou enfrentar a minha mãe. Eu nunca falei isso pra ninguém. Eu me sinto tão sufocada, como se estivesse sempre em cima de um banco com uma corda enrolada no pescoço e o banco em falso. Preciso enfrentar a minha mãe mas não tenho coragem.. preferi enfrentar você.

— Não foi culpa sua Regina. — Colocou a mão no seu ombro em sinal de carinho.

— Claro que não foi. A culpa foi dessa doença que está alastrada pelo mundo e distruindo famílias como a minha. — Regina se levantou. — Você não vê?

— Famílias se partem e muitas vezes por motivos relativos. Não pode generalizar, pensar que todas as pessoas diferentes não tem direito de amar por algo que sua mãe fez.

— Não foi ela.. Foi ele que fez, ele traiu ela.

— Você não sabia como estava indo o casamento ou como seu pai se sentia, você era só uma criança.. que foi oprimida pela mãe a vida toda.

— Mas esse foi o motivo. O outro homem.

— Não Regina. — Swan se levantou também e se aproximou. — Não foi e você sabe.

— Não, para. Você está fazendo aquilo de novo.

— O que?

— Me confundindo. Me fazendo duvidar.

— Já pensou que eu posso estar certa e você não?

— NÃO! PORQUE NÃO ESTÁ CERTO! NÃO ESTA CERTO ACABAR COM UMA FAMÍLIA ASSIM, COM A MINHA VIDA! — Mills se alterou chorando compulsivamente.

— Regina..

— NÃO!! Para de falar.. — Se aproximou da loira e encostou sua cabeça no peito dela. — Para de falar Swan.

Emma aceitou o afeto repentino e abraçou seu corpo sem jeito de início, mas logo apertou o carinho como se quisesse protegê-la de todo o mal.

A morena podia ouvir o coração da outra batendo forte e acelerado. Fechou os olhos se sentindo mais segura do que na sua vida toda.

— Nem todas as famílias são assim. Não existe família perfeita, mas acredite, não importa gênero, cor, orientação sexual ou raça sempre existem famílias boas. Eu sinto muito que tenha sido assim pra você. Eu realmente sinto.

Regina ergueu o rosto para olhar nos olhos verdes e ali se aprofundou.

Suas mãos tocaram o rosto da loira.
O olhar entre as duas era tão puro e carregado de luxúria ao mesmo tempo. Uma tensão eletrizante, uma química explosiva.

A morena fez um carinho com os polegares nas bochechas de Swan e passeou os olhos pelo seu rosto até seus lábios.

De uma forma que não entendeu e nem sabia explicar suas mãos deslizaram até a cintura de Emma. Juntou seus corpos e mesmo com o frio intenso que estava fazendo ali era quente e aconchegante. Um lugar pra ficar a salvo e protegida, um lar.

Aproximou seus lábios com um pouco de medo mas foi assim mesmo. Voltou a fixar seu olhar na imensidão verde de novo.

Emma já estava viajando e totalmente sem o ar. Aquele cheiro de Regina, o olhar o toque, era demais pra aguentar.

Foi então que aconteceu. Os lábios se tocaram lentamente, sentindo cada pedacinho da textura macia. O beijo foi tímido, como se fosse realmente o primeiro.



Mas logo Emma aprofundou o contato pegando o rosto da morena com uma das mãos.

Penetrou sua língua dentro da boca quente e pensou que ali era o seu fim. Ia falecer bem ali mesmo. Sentiu seu centro pulsar, sua imaginação ir além do limite.

Regina aceitou a intromissão da outra e acariciou sua língua na dela bem devagar sentindo o sabor e o toque macio. Focaram em continuar nesse carinho interno sem se quer se tocar no tempo.

Outro beijo se formou.. e outro e outro e outro. Perderam as contas, e também quem disse que estavam contando!?

Todos na mesma intensidade sem desgrudar suas línguas por muito tempo. Era tão gostoso, quente e delicioso aqueles beijos que elas ficariam ali pelo resto da noite.

— Aah.. — Regina soltou um leve gemido acompanhado de um suspiro quando sentiu seu corpo contra o muro gelado e a pressão do corpo de Emma no dela.

A loira puxou ao máximo que pôde a cintura de Mills pra perto de si e iniciou outro beijo molhado.

— VÃO PRA UM MOTEL! — Um carro passou com um sujeito gritando. As duas começaram a sorrir durante o beijo.

— Parece que.. eu me empolguei. — Emma soltou um sorriso bobo ainda perto dos lábios da morena.

— Talvez um pouquinho. — Olhou pra baixo parecendo envergonhada.

Não parecia mais estar em si. A sensação era muito louca. Como se não se sentisse em total liberdade assim há muito tempo ou talvez nunca tenha se sentido assim. Tão entregue, sem suas barreiras extremamente resistentes de proteção.

— Me desculpa, eu não resisti.

— Não tem problema. — Sorriam e se encaravam com intensidade.

— Obrigada. — Soltou de repente.

— Foi só um beijo Emma. Quer dizer.. vários mas..

— Obrigada por me contar. Sei que é muito importante pra você isso, mesmo que tenha me usado pra não contar pra sua mãe.

— Ah sim.. eu... ham..

— Você está sem jeito Madame Mills? — Perguntou ao ver que a morena ficou um pouco corada com um sorriso sem graça.

— Quem eu? Me poupe. — Fez uma pausa, pensativa. — Eu só queria falar que não é todo mundo que.. na verdade ninguém me fez sentir a vontade pra falar sobre isso.

— Mas você veio com o objetivo de me contar?

— Sim mas eu não pensei que teria coragem.

— Tá se sentindo melhor?

— Eu não sei. Sinto que tirei um grande peso das costas, sabe?

— Entendo bem.

— Olha eu.. eu não usei você okay? — Encarou os olhos verdes.

— Como posso acreditar nisso?

— Use o seu poder especial. — Emma abriu um sorriso negando com a cabeça.

— Eu preciso confessar uma coisa. — Tocou o queixo de Regina com os dedos. — Eu adorei o beijo. Você beija muito gostoso.

A morena não sabia onde enfiava a cara. Inédito! Nunca havia se sentido assim. Parecia uma adolescente de 16 anos.

— Até que você também não manda mal..

— Pra uma mulher? — Complementou.

— Não. Apenas não manda mal. — Respondeu com sinceridade.

— Entendi. Regina.. o que te fez mudar? — Indagou um pouco confusa.

Mills se aproximou dela mais um pouco a fazendo desescorar do muro. Pegou as laterais da jaqueta de couro vermelha e junto seu corpo no da outra. A olhou profundamente nos olhos.

— Vamos pra minha casa.

— Primeiro me responde, por favor. — Pediu.

— Eu preciso que você entenda Swan, que esses meus sintomas são temporários. Se eu fosse você aproveitaria enquanto a verdadeira Regina não aparece. No momento me sinto em efeito de remédios.

— O que? — Emma se afastou indignada. — Você ainda pensa que isso é uma doença né? Que você está só num deslize. — Sorriu irônica. — Eu não acredito que cai nessa.

— Escuta Srta Swan eu..

— Não não. Não precisa terminar. Você me pegou direitinho e eu cai porque eu sou o tipo de pessoa boa e você a má. Quer me usar assim como usa todo mundo!

— Eu acho que está sendo exagerada, inapropriada e ousada demais!

— Foda-se Srta Mills, foda-se. Eu realmente achei que tinha chance aqui mas a verdade é que eu não preciso e nem mereço isso. — Deu as costas e saiu andando.

— Swan isso é mesmo necessário?

— Me procure quando quiser se relacionar de verdade. Sem joguinhos, sem me manipular. — Se virou pra responder. — Você é sapatão Madame Mills. Aceita que dói menos.

Emma saiu em passos apressados deixando uma morena super irritada pra trás.

Notas finais
Uuuuuuuh tenso..