Duas semana depois...

Liguei para meu pai durante a semana que fiquei fora da cidade. Disse para ele que estava tudo bem. Que havia me hospedado em um quarto simples e que precisava que um tempo para min. Ele estava tão feliz em ouvir minha voz. Pediu desculpas eu também pedi. E pedi para ele não contar sobre min para ninguém.

Estava desembarcando na rodoviária. Primeiro iria falar com a Patrícia. Depois com meu pai. E depois ia decidir se ia falar com Erick ou não.

Bati na porta do apartamento.

– Espera mãe! Eu atendo. Fica na cama! – ela disse abrindo a porta e depois que me viu congelou.

– Oi. – disse acenando.

Ela me abraça com lágrimas nos olhos.

– Oh meu Deus. Você está bem! Amei seu cabelo. – ela me da um tapa na cara – por onde se meteu sua idiota! Eu fiquei preocupada por dias!

– Ai. – eu disse passando a mão no rosto – Eu fiquei fora da cidade. Eu precisa de um tempo só pra min.

– Ok. Eu sei. Seu pai me contou.

– Eu disse para ele não contar.

– Calma eu não contei para ninguém.

– Como você está? – pergunto sentando no sofá.

– Minha mãe está gripada. Então eu too tentando ajudar ela. E você já está melhor? Depois daquele momento bêbada onde você falou tudo o que queria a Maria ficou com tanta vergonha que terminou com o Christopher e não saiu de casa por vários dias. A Chris pediu desculpas para o Erick por ter mentido e tudo mais.

– E o Erick?

– Depressivo. Ele ia alguns dias pra aula outras vezes eu não ia. Então eu fui visitar ele. Ficava dizendo que era culpa dele você ter fugido e que ele queria pedir desculpas mas não achava você. Carol coitada daquele garoto.

– Eu acho que vou ver ele.

– É. – concordou Patrícia.

– Ok. Você quer vir comigo?

– Acho que você não precisa, mas de amiga para ir contigo nos lugares Senhora Rebeldia.

Abracei-a e fui para o prédio de Erick. Hesitei antes de bater a porta.

Quando ele abriu a porta ficou me olhando.

– O-oi. – digo.

Ele me abraça. Erick está chorando. Passo a mão no seu cabelo.

– Eu pensei que você tinha desaparecido. – ele disse passando a mão no meu rosto e admirando-o.

– Estou bem. Com o cabelo azul mais bem.

– Está lindo. Você está linda.

– Erick...

– Oh meu Deus você está bem. Senti saudades.

Comecei a chorar, ele me abraçou e eu ensopei a blusa dele.

– Não faz mais isso comigo. Eu não suporto mais ficar sem você.

– Erick, eu sinto muito. Eu precisa de um tempo, para min, para pensar.

– Eu entendo, eu teria feito a mesma coisa, mas me avisa. Meu Deus eu senti tanta saudade.

Nós entramos no apartamento dele e ficamos abraçados, um sentindo o cheiro do outro. Até que por fim nos beijamos.

– Eu te amo. – eu disse para ele.

– Eu te amo. – ele disse para min.