Notas iniciais
Eu amo as férias, posso escrever sempre que quiser :D

A primeira semana de aula passou sem maiores preocupações. Infelizmente, Jane ainda era motivo de chacota para as amigas, que haviam ouvido cada palavra de Liam. A garota nunca havia sido rejeitada de tal forma, Emma chegara a dizer que sua melancolia repentina era dor de cotovelo, mas não era verdade. A escola estava completamente monótona. Aulas, deveres, e o estudo sobre animagia. A rotina de Jane era extremamente entediante, até Sarah estava ansiosa por algo que levantasse o animo de todas. Por isso, quando sábado finalmente chegou se arrastando, as garotas levantaram cedo para o café e depois irem escolher os novos jogadores. No ano anterior, Jack Senfield havia se formado, deixando a vaga de capitão e batedor. Alem dele, John Russo mudara-se de escola e Layza Roma não queria mais jogar. Então teriam que escolher um novo apanhador e artilheiro também. Sarah era goleira, e gabava-se disso já que raramente deixava escapar uma (talvez por que a maioria dos artilheiros tinha medo de que ela caísse da vassoura se fossem muito brutos), e Jane artilheira, junto com Lycan Cotes. Emma não gostava muito do esporte, alem de não ter tempo para treinar, por estar com a cara sempre enfiada nos livros, e Pietra não era alguém que as pessoas deixassem voar, poderia causar um acidente.

– Preparadas para um grande dia? – Sarah perguntou, passando os braços pelos pescoços de Emma e Pietra. Emma sorriu, voltando a ler assim que a amiga se sentou, e Pietra exclamou, encantada:

– Claro! Ei Jane, eu posso voar na sua vassoura depois, posso?

– É... Vamos ver. – Jane disse, evitando o olhar. – Quem você acha que vai aparecer hoje? – perguntou á Sarah.

– Ainda com esperanças que Liam vá? – Emma perguntou, sua voz abafada pelo livro.

– Não é isso! – a outra corou, apesar de ter lançado um olhar para o canto da mesa, onde Liam ouvia atentamente Dorne Meadowes. – É só que Sarah sempre sabe de tudo aqui, deve saber quem pretende se inscrever.

– Com esse rostinho bonito, se pelo menos metade dos caras de Hogwarts não aparecerem, será um desperdício. – a amiga respondeu, apertando as bochechas de Jane.

– Cale a Boca. Termine logo de comer isso ai para nós irmos.

O prato de Sarah estava cheio de bacon e ovos mexidos, alem de um pãozinho com geleia. O de Jane era tão cheio quanto. Pietra suspirou.

– Ah, vocês tem sorte. – disse, balançando a cabeça.

– É tudo gasto em algumas horas de voo. – Sarah ergueu o braço num gesto de vitória.

–Bem, se não posso ser boa no quadribol que nem vocês – algo brilhou nos olhos de Pietra, mas rápido demais para que as amigas vissem. – Pelo menos posso ser útil de outra forma.

Ela tirou um livro de capa grossa e empoeirada da mochila. O titulo estava gasto, mas na capa havia algo como um leopardo usando óculos redondos e gravata. Seria cômico, se todas já não estivessem tão saturadas de livros daquele tipo. Em uma semana apenas, Emma já as fizera ler tudo e mais um pouco sobre animagia.

– Eu li em um que a transformação é aleatória, mas em outro dizia que você já sabe em que animal vai se transformar. – Sarah disse, com a boca cheia.

– Bem, se você for um bruxo sábio, vai conhecer o bastante de seu interior para saber em que animal ira se transformar, não?

– Não é algo que uma cabeça de doninha como você saiba fazer, Black. – Jane riu, levando um cutucão da amiga.

– Em que vocês esperam se transformar?

– Em uma assassina. – Emma respondeu simplesmente, atrás do livro. Sarah fez uma careta que ela não pode ver, murmurando um “estraga prazeres” que a outra fingiu não ouvir.

– Poderia ser como aqueles testes de personalidade em revistas femininas, não? – Pietra disse, animada. – Cinco perguntas que vão dizer seu eu interior. Saiba como conquistar o gatinho animago, não ao pé da letra claro!

Todas riram, inclusive Emma. As pessoas começavam a se dispersar. Jane tomou um ultimo gole de café forte e levantou-se, pegando a vassoura em baixo de seus pés. Sarah e Pietra fizeram o mesmo, mas Emma as dispensou com um aceno.

– Podem ir, alcanço vocês.

Sarah deu de ombros e segurou o pulso de Jane, arrastando-a, seguidas por uma Pietra saltitante. Elas desceram as escadas para o jardim comentando sobre jogadas incríveis que os novos membros do time poderiam saber, mas que todas tinham conhecimento de que era um sonho quase impossível. Mais de uma vez Sarah encenou uma vitória contra a Sonserina, em que algum olheiro estivesse na plateia e visse suas jogadas incríveis e a chamasse para um time oficial. Jane ria dos comentários da garota, que narrava o jogo muito melhor que Lavínia Smith da Corvinal, cuja voz entediante e monótona muitas vezes era abafada e ninguém sabia o que estava acontecendo no campo.

Chegaram bem em cima da hora no campo. Muitos alunos já esperavam impacientes, olhando com cara feia para Jane. Ela e Sarah haviam repassado no dia anterior como fariam para escolher, por isso pediram a todos que se separassem em grupos dependendo do teste que fariam. Quando tudo tornou-se mais organizado, Jane notou o rapaz de cabelos ruivos afastando-se. Seus olhos se arregalaram e ela correu para puxar a manga de Sarah, que ordenava aos candidatos para batedor se enfileirassem. De cara era visível que alguns não tinham o porte certo, fazendo com que a garota balançasse a cabeça em desanimo, talvez dizendo adeus as ideias de ter o time perfeito.

– Você viu, você viu? – Jane perguntou, dando um leve pulo de alegria.

– Vi o que, sua histérica? Quer que pensem que você não tem moral aqui? – Sarah resmungou, mas estava rindo ao ver para onde a amiga apontava.

– Se eu não tivesse moral, ele não teria vindo. – respondeu, com um estalar de dedos. – Eu disse, eu nunca falo.

– Eu acho que ele veio por que Marcos McKinnon pediu. – Pietra intrometeu-se, entregando a vassoura e luvas que Sarah havia esquecido no salão comunal. – Ele está ali do outro lado, olha.

E realmente o garoto estava lá, no grupo de quem queria fazer o teste para artilheiro. O rosto de Sarah ficou levemente avermelhado, mais por indignação do que qualquer outra coisa.

– Aquele babaca! Acha que vai ficar me perseguindo até no campo?

– Talvez ele só queira entrar no time. – Pietra comentou, timidamente.

– Se você o aceitar, está morta, sabe disso não é?

Jane deu de ombros e ordenou que os candidatos a batedores subissem nas vassouras e dessem quatro voltas completas ao redor do campo. Pietra ia anotando o nome dos que pareciam mais rápidos e dos que tinham pleno controle da vassoura, alem de comentários ocasionais de Sarah. Só naquela parte, Jane já teria eliminado três garotos do segundo ano que mal se mantinham em pé e estavam sem fôlego na terceira volta e uma garota do sexto que toda hora parava para arrumar o cabelo. Logo em seguida distribuíram os bastões e treinaram com bolas de ping-pong modificadas para ficarem no tamanho de balaços. Um garoto deixou com que uma bola o acertasse no olho e Jane teve que parar um pouco para invocar uma compressa de gelo. No final agradeceu a todos e disse que colocaria o resultado no salão comunal da Grifinória na tarde seguinte. Eram poucos os que queriam ser apanhadores, então essa parte foi rápida. Jane e Sarah se revesaram para atirar as grandes bolas de ping-pong nos candidatos enquanto eles tentavam achar o pomo, algo que Sarah estava achando muito mais divertido que o resto do treino. Quando ela quase derrubou um garoto do terceiro ano da vassoura, Jane achou que era melhor parar antes que a amiga empolgasse demais.

– Agora só faltam os artilheiros. – O sol já estava baixo quando Jane passou a mão pela testa, limpando o suor e checando a lista de quem havia se inscrito. Pietra estava tão entediada que começara a fazer desenhos de borboletas e encanta-los para que voassem entre os nomes. Jane teve que espantar uma particularmente irritante para conseguir ler.

Os testes de batedor haviam sido razoáveis, e os de apanhador poderia até se dizer que foram bons. Mas a leva de alunos que queriam ser artilheiros estava péssima. Dois deles deixavam a goles escapar constantemente e outro fechou os olhos ao arremessar e acabou acertando Jane na cabeça. Sarah morreu de rir. Uma garota chamada Rachel Alvin, que apesar de ser o dobro do tamanho de Jane era bem veloz, destacou-se na passagem de goles para os colegas de equipe. E infelizmente para Sarah, Marcos estava saindo-se muito bem. A garota tornava-se mais taciturna a medida que os treinos iam progredindo. Quando Jane já ia declarar que acabara, a amiga a puxara pela manga.

– Deixe-os comigo. – resmungou, olhando para o sorrisinho irônico de Marcos.

– Tem certeza? – Jane perguntou, segurando o riso.

– É claro.

Sarah subiu na vassoura e foi em direção ao gol. Dois garotos mais novos entreolharam-se. O olhar dela era de alguém que arrancaria o pescoço deles com os dentes. Jane cruzou os braços e assistiu um a um os candidatos serem massacrados, goles voltando com uma força incrível para aqueles que haviam lançado-a e Sarah fazendo movimentos tão incríveis para desviar a grande bola que eram quase desnecessários. A própria Rachel teve dificuldades, e a cada arremesso parecia que queria acertar a cabeça de Sarah, não os gols. Em um momento de fraqueza, a goles passou pelas pontas dos dedos de Sarah e atingiu seu objetivo. A multidão, engrossada por aqueles que já tinham passado pelo treino, aplaudiu. Até mesmo a goleira fez uma reverência na vassoura.

– Marcos McKinnon! – Jane chamou o ultimo da lista, com uma ligeira piscadela para o rapaz.

Sarah parecia ainda mais feroz. Pietra deu uma risadinha.

– Por que ela o odeia tanto?

– Acho que ódio não é a palavra certa. Você sabe o quanto ela era apaixonadinha por ele no segundo ano.

– E ele não dava bola, sim, me lembro. – A garota assentiu, pensativa. – Não vai me dizer que isso tem a ver com ser a garota mais desejada da escola hoje em dia.

Jane olhou para a amiga com uma sombra de sorriso nos lábios. Sarah era complicada, mas era uma ótima pessoa apesar de tudo. O urro da multidão interrompeu a resposta que daria a Pietra. Marcos tinha marcado um gol e estava prestes a marcar outro. Era notável que os giros que fazia com a vassoura serviam para distrair Sarah até que ela voasse para o aro mais alto, e então Marcos lançava a goles no aro esquerdo, onde seus reflexos eram mais lerdos. Sarah também notou o que ele estava fazendo, pois passou a tomar mais cuidado com a esquerda. Três gols já haviam sido feitos e aquela era a ultima tentativa. McKinnon usou os mesmos movimentos, sendo seguido pelo olhar felino de Sarah, que não notou até o ultimo segundo, que ele a estava enganando de novo e lançou a bola no aro de cima.

– Nos vemos no jogo contra a Corvinal, gracinha! – Marcos gritou para ela quando ambos foram para o chão.

– Aquele idiota. – Sarah rosnava enquanto seguia Jane e Pietra para os vestiários. – Se era tão bom por que nunca tentou entrar no time antes?! Teria nos poupado algumas boas derrotas.

– É por isso que você esta nervosa? – Emma, que havia descido das arquibancadas para falar com as amigas riu. – Achei que fosse por que ele acabou com você.

As garotas tomaram um banho demorado e trocaram as roupas de quadribol pelas vestes largas e frescas de Hogwarts. Sarah ocasionalmente soltava um palavrão baixo enquanto arrumava suas coisas.

– Não se preocupe, não vou deixa-lo entrar.

Pietra deixou cair o pergaminho em que anotava as estatísticas do treino daquele dia. Emma arqueou as sobrancelhas até elas se esconderem por trás de sua franja. Sarah encarou Jane, piscando bobamente.

– O que? Mas ele foi ótimo!

– Mas você é minha amiga e isso é mais importante que ganhar um jogo qualquer. – Jane encolheu os ombros. – Rachel foi tão boa quanto ele e eu não quero te ver soltando fumaça toda vez que jogarmos.

– Você é doida. – Sarah disse, abismada, mas com um tom de agradecimento na voz.

– Não se acostume, Black. – piscou – Não serei tão boazinha com você da próxima vez. Ah, podem ir, eu vou organizar as coisas lá fora antes de subir.

As amigas concordaram e foram saindo. No ultimo segundo, Emma colocou a cabeça para dentro do vestiário.

– Tem alguém aqui querendo te ver, Jay.

Ela franziu o cenho, confusa. Pegou as coisas e abriu a porta, dando de cara com Liam Evans. Tentando esconder a cara de surpresa e um pouco de presunção, Jane caminhou até o campo, recolhendo as bolas, com Liam em seu encalço. Ele pigarreou alto e começou a falar.

– Ouvi o que vocês disseram no vestiário.

– Você andou nos espionando? – Jane perguntou com um sorrisinho que fez o rosto de Liam ficar tão vermelho quanto seus cabelos.

– N-não, claro que não, não pense besteiras Potter! – ele resmungou, baixando os olhos. – Achei... Interessante o que você fez. Pela sua amiga. Não esperava isso de você.

– Você anda ouvindo coisas muito erradas sobre mim então.

– Talvez. O caso é que, quero pedir desculpas por te tratar daquele jeito.

– Eu te desculpo. – Jane sorriu maliciosamente. – Se aceitar ir comigo a Hogsmeade no primeiro passeio do ano.

Se era possível, Liam ficou ainda mais vermelho. Jane comemorou internamente, guardando cada detalhe daqueles olhos verdes intensos para que pudesse contar mais tarde para Sarah. O garoto pareceu sem fala por um instante, até se recompor.

– São duas coisas completamente sem nexo, Potter. Eu já pedi desculpas, minha mente está limpa.

– Ah vai Liam, será divertido, eu prometo. – Jane segurou a mão dele com ambas as suas. Ele evitava olhar para ela, o que tornava tudo ainda mais engraçado.

– Não, obrigada. – disse, respirando fundo e soltando a mão. – E continua sendo Evans, Potter.

Ele virou-se e foi caminhando em direção à escola. Jane deu uma risadinha consigo mesma, colocando as bolas em um saco que havia trazido consigo e jogando-o por cima do ombro.

– Evans Potter. Hm, seria um nome interessante. – confabulou enquanto seguia o caminho feito por Liam a uma razoável distancia.

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– Não importa o que eu sinto Jane! Você tem que chama-lo! É nossa melhor chance contra aqueles Sonserinos idiotas. – Sarah bateu o pé no dormitório, na manha seguinte, enquanto Jane ditava os nomes dos escolhidos para que Emma escrevesse, já que sua letra era a mais bonita entre as quatro.

– Ei, Jay, imagine. Talvez você tenha chances de ficar mais perto do Liam se McKinnon for do mesmo time que vocês. – Pietra disse, balançando as pernas. – Vocês fazem um casal tão fofo.

– Não somos um casal – Jane fez questão de enfatizar. – É só coisa do momento. Uma paixonite momentânea.

Emma deu uma risada abafada, recebendo um travesseiro na cara.

– Eu não aguento mais ouvir sobre esse garoto. – Sarah resmungou. – Mas ele bem que podia ter aceitado, ai poderíamos sair em casal na próxima ida a Hogsmeade. Vou com um corvinal...

– Não era um Lufano?

– Dispensei esse. E vocês estão me tirando do foco! Jane, você vai chamar o McKinnon pro time, certo?

– Só se você jurar que vai se comportar. – Jane cedeu, fechando os olhos.

– Juro! Juro solenemente.

– Você nunca faz nada de bom quando jura sonelemente. – Emma riu, recebendo mais um travesseiro na cara. – Ei! Vocês vão me fazer errar isso aqui.

O pergaminho fora afixado no quadro de avisos do salão comunal da Grifinória. No café da manha de segunda, muitos cumprimentaram Jane pelas escolhas e o resto do time estava satisfeito também. Descobriram até que o batedor, Peter Kay não suportava Rachel Alvin, que era do mesmo ano que ele. Seria ruim para o time ter dois jogadores que mal se falassem. Pelo menos Jane sabia que Sarah iria se controlar para não azarar Marcos.

Setembro passou sem muitas ocorrências. Os professores só falavam nos N.O.M’s que viriam e tudo parecia estar mais complexo que no ano anterior. Sarah recebera uma detenção por beijar em lugares impróprios da escola e Jane por vagar pelo castelo a noite, mesmo com a desculpa de que só estava procurando as cozinhas pois estava com fome. Os treinos de quadribol corriam normalmente, sem a preocupação que Sarah jogasse a goles na cara de Marcos, na verdade a garota parecia até bem civilizada perto dele. Mas em nenhum dia Jane Potter esqueceu Liam Evans. Era quase como uma meta para aquele ano, conquistar o rapaz. Ela não dava mais atenção aos olhares que recebia, nem respondia aos bilhetinhos entre as aulas. Emma dizia que aquilo não iria prestar, mas era ignorada.

Falando em Emma, na segunda semana de outubro, ela se recolheu a enfermaria como sempre. Sarah, Jane e Pietra inventavam desculpas mirabolantes sobre seu sumiço, dizendo que tinha problemas em casa (o que não deixava de ser verdade), que pegara sarampo e uma vez quando pressionada Pietra havia dito que ela fora visitar um príncipe africano que estava interessado nela. Essa historia rendeu boas risadas entre as garotas, até mesmo Emma deu um sorrisinho amarelo. E mais de uma vez Jane pegou Silena Snape tentando espionar a enfermaria. Pegara outra detenção por encher a cara da sonserina de espinhas, e depois outra por azara-la com o feitiço das pernas presas.

– Isso não vai te ajudar a conquistar Liam, você sabe. – Emma disse certa vez.

– Eu não iria querer conquistar o Evans, ele anda tanto com ela que os ombros dele devem ficar ensebados. – Sarah fez uma careta.

– Além disso, você poderia ser expulsa.

– Quem expulsaria Jane Potter, a beleza natural de Hogwarts? – Jane perguntou, fazendo uma pose no meio do salão comunal. Algumas pessoas ao redor riram.

– Certo Srta. Beleza Natural, gostaria de ver como vai ficar seu rosto quando Snape resolver revidar.

Jane e Sarah caíram na gargalhada, fazendo com que Emma balançasse a cabeça. A ideia de Silena revidar era cômica.

Notas finais
Espero que gostem >.