Uma outra historia dos Marotos
4 Capitulo 4
Notas iniciais
– Jane Potter passa para Lycan Cotes, passa para McKinnon, Dan Rossue da Corvinal lança um balaço mas erra...
Pietra não se aguentava de excitação mesmo com a narração quase sonolenta de Lávinia Smith. Ela sacudia Emma todas as vezes que Jane fazia um arremesso ou recebia uma goles particularmente difícil, deixando a amiga quase tonta. Cansada da falta de animo da locutora, a própria Pietra decidiu começar a garrar, gritando os lances com entusiasmo. Os alunos começaram a prestar atenção nela, rindo e gritando nas partes certas. Sarah havia feito um bloqueio incrível que Lavínia não se ocupara em descrever mas a outra o narrara de todos os ângulos possíveis. Emma sorria consigo mesma. Talvez depois daquela partida, devesse sugerir que Pietra assumisse o pódio.
Finalmente o novo apanhador capturou o pomo, dando a vitória para a Grifinória por 240 a 100. Sarah e Jane preferiram tomar um banho no vestiário antes de abraçar as amigas, mas apenas Sarah apareceu no campo depois, recebendo tapinhas amigáveis de todos. Quando Emma perguntou por onde andava a outra, a morena apenas ergueu as sobrancelhas com um sorrisinho malicioso. Pietra deu uma risadinha e começou a revisar animada todos os lances do jogo e mesmo já tendo visto e ouvido tudo, Sarah jogava o cabelo para trás cheia de si quando era elogiada.
Elas deram uma passada na cozinha onde já eram conhecidas pelos elfos e pegaram tanta comida quanto podiam carregar, indo comemorar a vitória no salão comunal. Tomaram muito cuidado nos corredores já que sem a capa de Jane, poderiam ser apanhadas por Filch a qualquer momento. Todos os alunos aguardavam ansiosos, já com as mesas forradas e o rosto de cada um dos jogadores em grandes panos que tampavam as janelas. As três se jogaram no sofá, sorrindo.
– Vocês conhecem tudo aqui, é incrível! – um garoto do segundo ano disse, assombrado.
– Nem tudo – Sarah riu com falsa modéstia. – Mas acredite, até o fim de nossa carreira escolar, saberemos!
Os calouros riram e correram para pegar mais bombas de creme que já estavam acabando. Sarah colocou os pés para cima, deitando a cabeça no colo de Emma que deixou apesar dos protestos. Um rapaz do sétimo ano sorria para ela do outro lado, mas a garota fingiu não ver.
— Jane esta perdendo a festa. – Emma comentou, abrindo o livro que estava lendo. – O que...?
O quadro do mulher gorda se abriu de repente e a dita cuja entrou, muito vermelha. Liam Evans vinha atrás, parecendo extremamente constrangido. Ele nem ficou para comer algo, apenas lançou um olhar de censura para a mesa cheia de comida e subiu para o dormitório masculino. Jane o acompanhou com o olhar e depois sentou-se em uma poltrona em frente ao sofá em que as amigas estavam.
– Pelas barbas de Merlin, o que aconteceu com vocês? – Sarah perguntou, rindo. – Evans estava com cara de quem tinha engolido um sapo.
Jane ficou ainda mais vermelha enquanto se servia de tortinhas de abóbora. Ela deu uma mordida voraz e jogou o cabelo para trás, deixando-os ainda mais arrepiados.
– Eu estava na biblioteca com o Johan, o novo apanhador sabe?
– Jane! Ele é do terceiro ano! – Emma exclamou, chocada.
– Mas é muito bonitinho. E beija muito bem, alias. – A outra deu de ombros. – Enfim, estávamos lá, quando Silena Snape entrou junto com o Liam para terminar aquele dever de poções sabe? Então, eu não ouvi os dois até que Liam teve que retirar um livro bem na estante que a gente tava encostado.
– Ele tirou pontos de você? – Sarah perguntou de olhos arregalados.
– Cinco pontos e não me olhe assim Emma! Mas ai eu fiquei um pouco sem graça, ah pare de rir Black eu também tenho bom senso, e pedi desculpas. Ia saindo da biblioteca, mas Liam me seguiu por que disse que “era melhor ver se eu realmente estava vindo para o salão comunal, para evitar que eu fizesse mais besteira”.
– Por isso você chegou aqui como se o Pirraça tivesse jogado um tomate na sua cara? – Pietra riu com Sarah.
– Bem... Não. Na verdade, eu devo ter interpretado mal o fato de ele querer vir comigo... Achei que ele estava querendo ficar a sós, com ciúmes sabe? – Jane voltou a corar violentamente. – E, bem, eu meio que coloquei ele contra a parede. Ele teve que ameaçar me azarar para eu sacar que ele realmente não estava afim.
– Sua cabeça é cheia de merda, não é mesmo? – Sarah comentou, balançando a cabeça, enquanto Emma colocava a mão na têmpora em total decepção.
– O que eu preciso mesmo é de algo para saber quando as pessoas vão aparecer! – Ela resmungou, amargurada. – Já fomos pegas muitas vezes pelo Filch e mais do que deveríamos pela Minerva.
– O que você sugere? – Sarah levantou-se, visivelmente interessada.
– Não sei. Algo que nos mostre quem e onde está na escola. Não nos surpreenderíamos outra vez. Ahn...
– Vocês poderiam tentar uma poção de mapeamento. — Emma comentou, fechando o livro. Pietra olhou para ela abismada. – O que?
– Você ajudando elas com algo errado?
–Ah, vamos, não é nada demais. – Mas havia um brilho travesso em seus olhos. – Uma poção de mapeamento seria ideal, mas é realmente complicada. Acho que eu não saberia fazer corretamente.
– Mas aposto que o Evans e a Snape sabem! Eles são os melhores em poções do nosso ano! – Pietra comentou, animada.
– Deve haver outra pessoa, eu nunca pediria ajuda para a Snape. – Sarah torceu o nariz. – E duvido que o Evans vá ajudar a gente, depois da gafe da Potter.
– Bem... E se outra pessoa pedisse para ele? – Jane comentou, sorrindo maldosamente para a amiga. – Por exemplo, Marcos McKinnon?
– O que você quer dizer?
– Bem, quem sabe se você fosse um pouco boazinha com ele...
– Há! Vá sonhando Jane! Você está louca não está? Diga que Johan sugou seu cérebro com a língua, por favor, diga isso.
Algumas pessoas começavam a se interessar pela conversa das quatro. Jane ajoelhou-se na frente de Sarah, ainda com o sorrisinho maldoso no rosto. A amiga a encarava com digna incredulidade. Ela comentou baixo:
– Imagina como seria legal, ter conhecimento de onde estão todos de Hogwarts? Poderíamos sair escondidas sem medo de ser pegas pelo Filch!
Sarah fixou o olhar incrédulo em Jane, tentando decidir qual seria a melhor forma de bater com a cabeça dela na parede para que ela deixasse de ter aquelas ideias estúpidas. Olhou para as outras duas: Emma tinha um sorrisinho irritante e um olhar presunçoso. Pietra olhava para ela com um misto de esperança e ansiedade. Sarah bufou.
– Esta bem, vou tentar.
– É por isso que eu te amo, Sarah. – Jane abraçou a amiga, mesmo que esta tentasse empurra-la. – E o que mais temos que fazer?
– Bem, você teria que desenhar o mapa antes de mergulha-lo na poção. E acho que isso é um trabalho excelente para vocês duas. – Emma respondeu, dando de ombros. – Só não se esqueçam de...
– Estudar animagia. – Pietra, Jane e Sarah disseram ao mesmo tempo, revirando os olhos.
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A biblioteca estava silenciosa. Apenas as quatro garotas se empenhavam, consultando pergaminhos e livros diversos. Jane desenhava e apagava algo que já tinha a aparência amassada e embaçada de já ter sido redesenhado várias vezes. Mais três semanas haviam passado, trazendo um novembro chuvoso e a ansiedade para as férias. Infelizmente os professores não pareciam compartilhar essa ansiedade, pois mandavam muitos deveres tornando quase impossível para as garotas estudarem animagia ou focarem no mapa. Infelizmente Sarah ainda não tivera tempo de abordar Marcos McKinnon e pedir-lhe gentilmente (ou com um soco se fosse necessário) que ele as ajudasse. Ela obviamente estava mais amável com ele nos treinos de quadribol, o que já era um começo.
– Eu não aguento mais. – Pietra choramingou, batendo a cabeça na mesa repetidamente. – Simplesmente não consigo.
– Consegue sim. – Emma comentou em voz baixa, mas com um toque carinhoso na voz. – Vem, pode ler o meu.
Sarah virou a pagina do livro, quase babando em cima da mão em que sua cabeça pendia. Jane mais uma vez apagou uma parte do pergaminho, quase rasgando-o.
– Eu coloco ou não a Sala Precisa?
– Não vai fazer diferença, não é mesmo? – Sarah resmungou, fechando o livro. – Ela não vai aparecer se alguém estiver dentro dela.
– Tem razão.
Ela encarou o pergaminho mais uma vez, antes de juntar com os outros livros e jogar tudo na mochila com um barulho assombroso, fazendo com que Pietra manchasse o dever com tinta.
– Isso esta entediante demais! Cadê a diversão desse lugar?
– Apoiado, apoiado! – Sarah disse, levantando-se também. – O que você sugere?
– Você ainda tem aqueles fogos de artifício do doutor Flibusteiro? – Jane perguntou, com um dedo entre os lábios, pensativa.
– Sim, renovei o estoque quando fomos a Hogsmeade semana passada.
– Meninas, não acho que...
– Nem venha, Emma! Vou precisar da sua ajuda também, se o que eu estou pensando der certo...
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Liam Evans apreciava seu jantar no Salão Principal na companhia de seus amigos. Dorne contava da aula de adivinhação, cujo professor parecia ter exagerado nas doses de whisky de fogo antes de dar aula e desmaiara no meio da aula. Alec perguntou, impressionado, se ninguém tinha feito nada, mas Dorne simplesmente deu de ombros.
– Não sei por que Dumbledore ainda mantém a aula de adivinhação. – ele comentou. – Sabe, ele nunca pareceu muito fã do professor Gilly.
– Bem, ainda tem gente querendo aprender não é? Você mesmo se inscreveu, ninguém te obrigou. – Liam riu.
– Eu não sabia no que estava me metendo. Mesmo assim nunca conseguiria fazer Aritmancia com você e o Marcos. É simplesmente impossível!
– Não é impossível. Você só é retardado demais para entender...
– Continua falando, McKinnon e eu te mostro quem é o retardado. – apesar da ameaça, havia um sorriso no rosto de Dorne. – Por que esta comendo tão rápido, Liam?
A boca de Liam realmente estava cheia e já havia um garfo se aproximando. Ele engoliu tudo antes de responder:
– Prometi a Silena que ia estudar com ela.
– Não sei por que você ainda anda com ela. – Marcos revirou os olhos. – Todo mundo ri da cara dela no time.
– Bem, olhe quem esta no time. Potter e Black nunca perdem a chance de implicar com ela...
– Não que ela nunca tenha provocado, não é, Liam? – Alec disse, sério. – Andando com essa gente metida a comensal da morte...
O ruivo corou, concentrando-se na comida. Silena realmente andava muito com gente como Avery e Mulciber, que deixavam Liam muito desconfortável. Mas os amigos não entenderiam que ele e a garota eram melhores amigos desde sempre. E até na Grifinória tinha gente que ele preferiria não passar perto. Veja por exemplo...
– Ah, acho que Potter e Black estão aprontando alguma coisa. – Dorne disse, com cara de interessado.
– Finalmente, estava tudo muito calmo. – Marcos pos os pés em cima da mesa, ignorando a careta de Liam para ele.
Realmente, eles estavam fazendo algo. Black carregava muitos rádios nos braços e Emma Lupin, de quem Liam realmente gostava, a seguia com a varinha em punho. Os professores pareceram nada notar, mas alguns alunos viraram a cabeça para eles, tentando entender o motivo daquilo tudo. O jantar desapareceu da mesa, mas antes que os Elfos da cozinha pudessem mandar a sobremesa, Pietra Pettgrew subiu na mesa com certo esforço por causa do seu peso a mais, finalmente atraindo o olhar dos professores. Ela pos a varinha na garganta e sussurrou um feitiço que Liam não pode ouvir, mas suas palavras seguintes foram tão altas que ecoaram por todo o salão.
– E agora com vocês, as grandes estrelas de Hogwarts, Jane Potter e Sarah Black!
Houve uma explosão no lugar que Pietra apontava. Milhares de fogos de artifício voaram pelo salão, cobrindo o teto com mil e uma estrelas coloridas. Todos abafaram um “oh” quando Sarah e Jane apareceram, curvando-se para as mesas da casa. Jane ergueu a varinha e transfigurou dois chapéus cônicos em guitarras.
– Isso é uma magia muito avançada! – Liam ouviu Alec comentar, surpreso.
– Sou eu ou a saia delas esta bem mais curta do que o permitido? – outra pessoa comentou.
– Ahhh, olha elas vão tocar! – uma caloura riu.
O que não era realmente verdade. No momento em que Jane tocou na guitarra, os rádios modificados começaram a tocar muito alto um dos últimos sucessos das Esquisitonas. Na verdade Jane e Sarah só fingiam tocar, mas faziam tão perfeitamente que todos se encantaram. Muitos até levantaram-se e fizeram uma rodinha na frente das meninas, cantando junto com a música. Apenas Liam parecia não querer entrar na brincadeira, alem de algumas pessoas da Sonserina. Ele balançava a cabeça impacientemente, apesar de dar boas risadas quando Marcos tentou levantar-se para ver melhor e acabou caindo.
– Patético. – ele ouviu uma voz rouca e fraca atrás dele. Silena acompanhava a cena com ar de nojo. – Totalmente patético.
– Dumbledore parece aprovar. – Liam deu de ombros. Na mesa dos professores, o diretor ria com prazer, ignorando a cara de indignação de McGonagall. – E elas não estão fazendo nada demais, só animando o lugar.
– Você está defendendo a Potter? – Silena arregalou os olhos.
– Não, claro que não. Mas elas não são ruins o tempo todo.
Silena olhava para ele como se uma abóbora tivesse brotado em seus ombros. Liam suspirou, vendo que não adiantava falar nada e bagunçou os cabelos da amiga com carinho.
– Vem, vamos estudar.
O rosto dela se iluminou de imediato.
– Claro! Vamos!
E juntos deixaram para trás a balburdia provocada por Potter e suas amigas.
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