Uma irmã meio... Louca!
1 Abalo
Autora/Kirino.
Era para ser apenas mais uma tarde típica, onde os jogadores da equipe Raimon estavam finalizando mais um treinamento. Tudo normal, seguindo o cronograma das próximas partidas, fortalecendo assim os membros dessa equipe com o objetivo de derrotar o quinto setor.
Esses jovens movidos pela esperança de trazer ao mundo novamente o verdadeiro sentido do futebol, levar a outros jovens assim como eles a alegria de poder compartilhar esse esporte com seus amigos e familiares, jogar assim pela diversão como deveria ser desde o início.
Estava quente, mas ainda não era verão também não era inverno. Um clima até que agradável porém, abafado. Seus corpos estavam suados e ao mesmo tempo acolhidos por um clima ameno.
Em meio aqueles vários jovens se destacava um garoto de aparência delicada e feminina. Ele possuía lindas e medianas madeixas cor de rosas, e um olhar Tão gentil e Pacífico que ninguém conseguia enxergar seus temores.
Quanto eles se envolviam em conversas banais e risos alegres algo acontece. Sua colega de time Aoi se aproxima do garoto mencionado anteriormente, ela aparentava estar envergonhada, em suas mãos ela carregava um envelope de cor azul com um símbolo de uma orquídea estampado em sua frente.
Ao passar o olho levemente por este conteúdo, o rosado mesmo sem querer acreditar entende do que se tratava.
Temeroso, ele sorrir gentilmente para a sua amiga.
- Aoi, O que foi?
A jovem timidamente estende o documento para o outro.
- Ah Kirino senpai... Uma menina surgiu do nada e me entregou isso... Eu... Juro que não li!
O mais velho pega de suas mãos o papel e gentilmente tranquiliza a menina.
- Calma, está tudo bem, acredito em você.
A garota sorrir minimamente e se afasta dando espaço para o outro.
Nesse pequeno espaço de tempo, a conversa deles acabou chamando a atenção de seus outros colegas, que agora mesmo de maneira disfarçada o observando curiosos.
"O que será que uma carta tão bonita contém?".
"Será que era uma declaração de alguma admiradora secreta?".
"Ou algo vinculado ao quinto setor?".
Tantas perguntas, sem resposta imediata.
Passando para outro ponto de vista, o jovem em questão antes de abrir o envelope o analisava.
Fora sua cor vibrante, no rodapé da folha seu nome estava gravado.
"Para: Ranmaru", uma escrita delicada e alongada.
O selo, era num tom rosa mesclado ao dorado, esse era o símbolo da sua família, passado por mais de dez gerações.
"Vamos lá, não pode ser pior que as outras vezes".
Sim, não era a primeira vez que ele recebia uma carta dela...
E provavelmente nem seria a última.
Mesmo temeroso ele resolve por fim abrir a bendita carta, selando assim um pacto com suas lembranças mais temerosas.
"Para: Kirino Ranmaru.
De: Kirino Ran.
Aqui estamos nós novamente meu caro irmãozinho.
É com um enorme pesar que venho lhe informar, nossa mãe enferma faleceu nessa madrugada do dia 13.
Seu velório será fechado apenas para nós, seus filhos.
Ocorrerá às 17:30h da tarde do dia 14 no antigo cemitério da cidade.
Acho que você se lembra do caminho.
Conversarmos melhor após o enterro, até breve.
Ran."
Trêmulo.
Era assim que o jovem se encontrava após breves minutos lendo o tal documento.
Como uma tempestade, às lágrimas escorriam.
Seu rosto estava banhado delas.
Seus colegas o observavam preocupados.
O que diabos tinha acontecido com ele?
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