Autora.


Seus amigos estavam perplexos, nunca tinham visto o rosado tão abalado... Aquilo era estranho e deveras preocupante.


Shindou seu amigo mais íntimo se aproxima dele, abaixando-se em sua frente, ficando cara a cara.


Suavemente, segura seu rosto.


-Kirino?


Apenas o chama, como uma tentativa de fazer com que o mais novo voltasse a realidade.


Então, mesmo aéreo ele pisca algumas vezes visivelmente sem chão, o responde entre soluços.


-Ela se foi Shindou... Ela morreu...


De primeira o menino de madeixas chocolate não entende, mas mesmo sem compreender o acolhe.


Abraçando o rosado fort, trazendo seu rosto para seu peito, afagava suas costas carinhosamente.


- Quem? Quem foi que morrer Ranmaru?


Perguntava suavemente, tentando ser o mais doce possível.


Os outros estavam tensos após a palavra "morreu" ser proferida dos lábios de quem chorava.


-A... A minha mãe... Ela se foi... Ela...- ele próprio não conseguia assimilar tudo que tinha sido jogado contra si, de uma maneira tão fria como essa.


O ar faltava aos pulmões no decorrer que suas lágrimas preenchiam o aperto de seu amigo, era uma dor imensurável.


Todos os outros estavam em choque, sem saber como ajudar o amigo, apenas ficaram parados se sentindo imponentes mediante aquela situação.


O menino de cabelos marrons sabia das condições de saúde em que a mãe do amigo se encontrava.


Era questão de tempo até uma fatalidade acontecer, mas precisava ser agora?


Justo quando o outro estava no apse da juventude, se curando das feridas causadas nos últimos três anos.


Era tudo demais, num desastroso sentido.


-Maru...- o chamou pelo apelido carinhoso- estou aqui... Cuidarei de você.


Eram essas as palavras certas?


Definitivamente, não.


Entretanto, no momento era apenas isso que conseguira formular e pronunciar.


Ele olhava para os amigos com um pedido mudou por ajuda.


Aoi, a mesma que tinha sido a mensageira de tal desastre, logo se prontificou.


Começou por tirar seus colegas silenciosamente do espaço, para dar privacidade ao mais velho.


Seus amigos logo entenderam e aos poucos foram saindo.


Apenas o choro doloroso do outro podia ser ouvido...


Quando eles finalmente saíram a jovem juntou as coisas de ambos os outros dois meninos e proferio sem sou a Shindou.


"Estarei esperando vocês lá fora".


E assim o fez, saindo e ficando parada de prontidão na porta.


Quando se virou para o corredor, viu todos os seus amigos lá, parados ao aguardo do rosado.


Parece que todos tiveram a mesma ideia.


Lá dentro, O mais velho entre os dois tentava desesperadamente ajudar o amigo.


Sabia que se ele permanecesse assim, acabaria por passar mal.


- Hey Maru... Vamos pra casa? O que você acha? Posso passar a noite com você, que nem quando éramos crianças...


Tentava tirar Kirino daquele transe doloroso.


- Ficarei acordado com você o tempo que precisar... E mesmo que você durma, não sairei do seu lado...


O outro puxa o ar com força, numa tentativa de parar seu choro descontrolado.


Parece que os apelos do amigo surtiram efeito.


- Promete? Você vai mesmo ficar ao meu lado?


Sua voz era quebrada, fragmentada.


- E alguma vez eu já menti para você?


Seus olhares se encontraram, Shindou o fitava com ternura, tentando demonstrar mesmo sem palavras que estaria ali por ele.


Ele sempre esteve.


- Eu... Quero ir pra casa com você.


Assim, o amigo o ajudou a levantar e por fim saíram da sala.


Ao passar pela porta, daram de cara com todos os seus amigos, ambos preocupados.


Quase que implorando para acompanhá-los.


E assim se foi feito.


Todos os jovens presentes naquela sala, saíram juntos.


Caminhando ao lado do amigo para ajudá-lo a se reerguer.