Uma irmã meio... Louca!
2 Aquela que machuca
Autora.
Seus amigos estavam perplexos, nunca tinham visto o rosado tão abalado... Aquilo era estranho e deveras preocupante.
Shindou seu amigo mais íntimo se aproxima dele, abaixando-se em sua frente, ficando cara a cara.
Suavemente, segura seu rosto.
-Kirino?
Apenas o chama, como uma tentativa de fazer com que o mais novo voltasse a realidade.
Então, mesmo aéreo ele pisca algumas vezes visivelmente sem chão, o responde entre soluços.
-Ela se foi Shindou... Ela morreu...
De primeira o menino de madeixas chocolate não entende, mas mesmo sem compreender o acolhe.
Abraçando o rosado fort, trazendo seu rosto para seu peito, afagava suas costas carinhosamente.
- Quem? Quem foi que morrer Ranmaru?
Perguntava suavemente, tentando ser o mais doce possível.
Os outros estavam tensos após a palavra "morreu" ser proferida dos lábios de quem chorava.
-A... A minha mãe... Ela se foi... Ela...- ele próprio não conseguia assimilar tudo que tinha sido jogado contra si, de uma maneira tão fria como essa.
O ar faltava aos pulmões no decorrer que suas lágrimas preenchiam o aperto de seu amigo, era uma dor imensurável.
Todos os outros estavam em choque, sem saber como ajudar o amigo, apenas ficaram parados se sentindo imponentes mediante aquela situação.
O menino de cabelos marrons sabia das condições de saúde em que a mãe do amigo se encontrava.
Era questão de tempo até uma fatalidade acontecer, mas precisava ser agora?
Justo quando o outro estava no apse da juventude, se curando das feridas causadas nos últimos três anos.
Era tudo demais, num desastroso sentido.
-Maru...- o chamou pelo apelido carinhoso- estou aqui... Cuidarei de você.
Eram essas as palavras certas?
Definitivamente, não.
Entretanto, no momento era apenas isso que conseguira formular e pronunciar.
Ele olhava para os amigos com um pedido mudou por ajuda.
Aoi, a mesma que tinha sido a mensageira de tal desastre, logo se prontificou.
Começou por tirar seus colegas silenciosamente do espaço, para dar privacidade ao mais velho.
Seus amigos logo entenderam e aos poucos foram saindo.
Apenas o choro doloroso do outro podia ser ouvido...
Quando eles finalmente saíram a jovem juntou as coisas de ambos os outros dois meninos e proferio sem sou a Shindou.
"Estarei esperando vocês lá fora".
E assim o fez, saindo e ficando parada de prontidão na porta.
Quando se virou para o corredor, viu todos os seus amigos lá, parados ao aguardo do rosado.
Parece que todos tiveram a mesma ideia.
Lá dentro, O mais velho entre os dois tentava desesperadamente ajudar o amigo.
Sabia que se ele permanecesse assim, acabaria por passar mal.
- Hey Maru... Vamos pra casa? O que você acha? Posso passar a noite com você, que nem quando éramos crianças...
Tentava tirar Kirino daquele transe doloroso.
- Ficarei acordado com você o tempo que precisar... E mesmo que você durma, não sairei do seu lado...
O outro puxa o ar com força, numa tentativa de parar seu choro descontrolado.
Parece que os apelos do amigo surtiram efeito.
- Promete? Você vai mesmo ficar ao meu lado?
Sua voz era quebrada, fragmentada.
- E alguma vez eu já menti para você?
Seus olhares se encontraram, Shindou o fitava com ternura, tentando demonstrar mesmo sem palavras que estaria ali por ele.
Ele sempre esteve.
- Eu... Quero ir pra casa com você.
Assim, o amigo o ajudou a levantar e por fim saíram da sala.
Ao passar pela porta, daram de cara com todos os seus amigos, ambos preocupados.
Quase que implorando para acompanhá-los.
E assim se foi feito.
Todos os jovens presentes naquela sala, saíram juntos.
Caminhando ao lado do amigo para ajudá-lo a se reerguer.
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