Uma garota com a vida diferente.
1 Capítulo 1 - Uma vida normal antes de tudo!
Sabe quando você acorda se sentindo totalmente outra pessoa? Então pela primeira vez na minha vida me senti assim. Hoje é o dia do meu aniversário, 31 de Agosto, faço 17 anos e estou no meu último ano do colégio.
Mesmo em época de ano letivo vou fazer uma viagem para a Inglaterra, não é o meu sonho ir pra lá, mas foi pra onde eu consegui que minha escola de Inglês me lavasse pra estudar. Minhas malas estavam todas prontas para eu ir viajar, estava dando graças por ir sozinha pra lá, queria aprender a me virar sozinha, mesmo ficando na casa de alguma família, eu teria que aprender a fazer minhas coisas.
Ganho coragem e levanto da minha cama, tomo banho e visto um vestido de alcinha acinturado rosa bebê e uma alpargata bege, estava com uma bolsa de couro marrom e um laço da cor creme no cabelo segurando a parte do meu cabelo para trás. Vou para a cozinha tomar o meu café da manhã, nada melhor que torradas com manteiga e um café preto. Enquanto eu conversava com os meus pais no carro, percebi que minha mãe escondia alguma coisa de mim e que não queria que fosse fazer essa viagem, mas como era pro meu futuro aceitou.
Quando encontro meus meus amigos no Aeroporto pra minha despedida saio correndo e abraço meu melhor amigo, Alexandre, um garoto moreno claro de cabelos bem lisos, seu rosto tem traços fortes e bem marcantes, seus olhos são tão pretos que faz lembrar um buraco negro, ele usava uma camiseta preta de banda, uma calça jeans caqui com um cadarço como cinto e um tênis Iate da cor vinho.
– Não acredito que você vai me abandonar aqui no Brasil — diz me abraçando super forte.
– Nem vem, você vai ficar muito bem aqui sem mim, tem muitas mulheres atrás de você — rio e dou um beijo em sua bochecha.
Me afasto do Alexandre e sorrio, ele me entrega uma caixa de presente azul marinho e um laço dourado com um bilhete escrito "Só Abra quando chegar em Londres viu. Te amo Nega" dou um beijo na bochecha dele e um soco fraco no braço dele.
– ei moça, isso dói — diz me dando um peteleco na orelha.
– E isso não dói não? — rio e saio de perto dele par abraçar outros amigos.
Vejo meu sobrinho segurando um cartaz escrito "Tia Liza volte logo, vamos sentir saudades", comecei a rir dei um beijo na ponta do nariz dele e uma piscadela.
Vou até meus pais e paro na frente deles sorrindo.
– Amo muitos vocês — digo limpando as lágrimas do rosto de minha mãe — aconteça o que acontecer, eu sempre serei filha de vocês
–Sempre — diz meu pai envolvendo seus abraços no pescoço de cada uma e beija minha testa
– O.k. agora preciso ir senão perco meu voo — rio e beijo a bochecha de cada um — amo vocês — sorrio
– também te amamos — diz meus pai falando pelos os dois- sua mãe te ama, só não consegue falar com tanto choro — faz essa piadinha pra quebrar o clima e todos nós rimos.
Saio em direção ao chequim sem olhar pra trás, vou me arrependendo amargamente por não voltar para abraça-los mas sigo andando reto até sentir que não tinha ninguém mais olhando pra mim.
Passo pela detector de metal e espero sentada naquelas cadeiras antes do voo ser chamado. Coloco a caixa de "presente" na cadeira do lado e tiro minha mina máquina polaroide da minha bolsa e tiro uma foto sorrido, escrevo a data e o local de onde eu estava na parte de baixo da foto com uma caneta permanente preta e guardo dentro de um livro na minha bolsa.
Guado tudo na bolsa e pego a caixa que estava na cadeira ao lado e coloco no meu colo. Senta um homem de uns 20 anos ao me lado e começa a falar comigo.
– Gostei do seu laço
– Desculpa, mas que? — digo sem entender
– Perdão, sou o Raul — estende a mão. Ele era um homem lindo, aqueles que quando você olha nos fundos dos olhos seus pensamentos se perdia, infelizmente ele usava óculos e não dava pra destingir muito bem a tonalidade da cor do azul dos olhos dele, sua barba era ruiva o que contrastava com seu suéter cinza, ele estava simples e elegante, seus cabelos estavam pra trás com gel, ele era realmente um homem lindo.
– Sou Eliza, prazer — seguro na sua mão — a obrigada — sorrio.
– Vou pra Roma, mas tenho que parar em Londres antes, e a senhorita? — diz e logo da um beijo em minha mão.
– Vou pra Londres, vou fazer intercâmbio — digo soltando sua mão da minha.
– Então acho que vamos pegar o mesmo voo — sorri de um modo galanteador e para de falar quando acontece a primeira chamada.
"Senhores passageiros, o voo 5972 com destino a Londres embarcará em 20 minutos"
Me levanto ajeitando a bolsa em meu ombro e pego minha passagem com uma mão, enquanto na outra segurando a caixa. Entrego a passagem pra a moça e saio andando com o Raul até chegar em meu assento.
– Boa viagem Eliza, foi um prazer te conhecer — ele pega minha mão e sinto seus lábios tocarem minha mão — Espero encontro-lá de novo — sorrio enquanto sai andando pra sua poltrona.
Passam-se 10 minutos e a Aeromoça diz: "Senhores passageiros, o avião saíra logo, o comandante pede para todos colocarem os cintos que o avião decolará em pouco minutos".
Fecho meus olhos e acabo adormecendo.
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