Só quando acordei que fui perceber o quanto estava cansada.

Olhei para o visor do meu celular, marcava 18h10min.

Daqui a pouco seria hora do jantar.

–Finalmente acordou!

Disse Ju.

–Pois é -Disse eu, sorrindo- Onde estão nossos pais?

–Ah, eles saíram. Acho que precisavam mesmo de um tempo só para eles. E adivinha Val? Vamos comer pizza! Mamãe preparou antes de sair, acho melhor você vir logo, senão vou comer tudo sozinha.

–Está com fome, hein garota?

–Sempre, Val.

Juliana era uma garota baixinha e magrela. Mas não se deixe enganar por isso. Ela come mais que todos da casa.

Após nosso jantar, Ju foi by CouponDropDown\">assistir TV.

Eu peguei um livro da estante e fui ler na frente de casa.

Havia dias que eu não tinha lido, e eu realmente queria terminar meu livro.

Abri a página que havia marcado, faltavam alguns capítulos para o fim.

Olhei para o lago, estava um pouco tarde, mas o sol ainda estava se pondo.

Era algo tão bonito de se ver, assustadoramente bonito.

As luzes do sol sobre a água do lago produziam uma luz tão forte e graciosa, talvez tão admirável quanto à das almas, presentes no livro.

Olhei para a capa.

Era tão simples e bonita.

Havia apenas o titulo ‘A Hospedeira’ e uma imagem ao fundo.

Mas mesmo assim, não deixava de ser cativante.

Algo realmente engraçado sobre os livros, é que eles nos transportam para a história. Sentimos como se fossemos parte do enredo, como se estivéssemos lá, presenciando e vivenciando absolutamente tudo.

Depois de algum tempo lendo logo terminei o livro.

Eu estava ansiosa para a continuação.

Voltei para dentro de casa, e certifiquei se as portas e janelas estavam bem trancadas. Depois, tomei banho, escovei meus dentes e fui dormir.

Juliana ainda estava assistindo TV, mas logo adormeci, apesar de todo o barulho.

Tive um sonho bem estranho.

Era como se eu estivesse em meio ao campo de flores, próximo ao lago.

Estava tudo muito escuro.

Eu corria de algo, ou alguém, que eu não conseguia identificar. Mas eu estava cercada por sombras, e sabia que elas fariam algum mal.

Era estranho.

E quando senti que estava no fim, e que logo minhas forças acabariam, surge um cavaleiro.

Ele era alto, forte e rápido.

Estava sob um cavalo branco, clichê não?

Ele espantava as todas as sombras, elas saiam apavoradas.

E ao fim, tudo ficava claro como em um amanhecer de dia.

Ele se voltava para mim e sorria.

Seu rosto oscilava, e eu não conseguia identificar quem era.

Por fim, acordei.

Já era hora de ir para a escola.

E fiz tudo como de costume.

Toda a rotina monótona.

A primeira aula era da professora Clarisse.

–Bom dia alunos! -Disse ela, cantarolando. –Bem, notei que alguns de vocês estão tendo algumas dificuldades. Por isso, vou fazer duplas de estudo.

Toda a sala ficou alvoroçada, inquieta. Eu ia fazer dupla com o Cass, é claro.

–Mas, eu que irei escolher as duplas queridos. by CouponDropDown\">Menos, por favor.

–Mas Clarisse!

Disse Rosalie.

–Nada de ‘’Mas’’, agora vamos.

Eu sabia o que queria dizer ‘’eu irei escolher as duplas’’. Significava que eu ia ficar com o pior aluno da classe, isso sempre acontecia.

Ela foi citando as duplas, não prestei muita atenção. Só prestei atenção quando a professora disse as ultimas:

–Castiel e Suzana, Valentina e Alexander.

O que? Eu tinha ficado com Alexander? Ai meu Deus. Tentei conter uma risada.

–Professora? Eu vou ficar com esse esquisito, é isso mesmo?

Gritou Jéssica, apontando para Daniel. Ela estava com o rosto vermelho de raiva, parecia tão vermelho quanto o seu cabelo.

–Você também não está na minha lista de pessoas favoritas, fique sabendo.

Disse Daniel, tentando conter a sua indignação.

–Queridos, sem ‘mas’, tudo bem? Agora se juntem com o seu par e vão estudar, pois essa matéria é difícil.

Alexander se levantou, não estava muito animado, mas tentou dar um sorriso.

Que sorriso lindo.

A professora Clarisse ficou falando por by CouponDropDown\">horas sobre poesias e de como elas são um rascunho de nossos sentimentos.

E disse para fazermos um texto sobre as poesias dos tempos antigos.

–Argh, poesias são tão estranhas. Prefiro musicas.

Disse Alexander.

–Bem... –Eu tentei não ficar vermelha e continuar a frase. –Poesias são como músicas, só que sem ritmo.

Alexander levantou o olhar e fitou meus olhos.

Droga, porque eu tinha que ser uma idiota e ficar falando?

Ele pensou um pouco, e por fim disse:

–Faz sentido. Muito sentido. Qual é o seu nome mesmo?

–Valentina.

–Nome legal. –Disse ele, sorrindo. – Meu nome é Alexander, mas pode me chamar de Alex se quiser.

–Ah, pode me chamar de Val se quiser.

Disse eu, sorrindo.

Alex sorriu de volta.

O sinal de termino de aula soou.

Pela primeira vez, eu odiei aquele som.

–Nos vemos por ai, Val.

Ele disse, já se levantando e fazendo um cumprimento com dois dedos.

Estilo militar, que graça.

–Até mais.

Eu disse.

Fui até Castiel, que estava com um sorriso que dizia ‘’Saliente. ’’

–Hum, sei não hein amiga... Você e o Alexander...

Ele conteve uma risada.

–Vamos para casa ou vamos ficar aqui e fazer piadas?

Disse eu.

–Eu até que poderia ficar aqui fazendo piadinhas sobre você, só que estou morrendo de fome amiga. Desculpe.

Humpf. Não entendi a graça, quer dizer, ele só se despediu, sorriu e fez um cumprimento fofo.

Argh, como Alex conseguia ser tão lindo?

–Ah, meu pai já chegou. Tchau amiga, até amanhã!

–Até!

Eu fiquei pensando um pouco em tudo. No Alex... Será que mais alguém tinha percebido que eu estava com vergonha? Será que alguém notou que tenho uma espécie de ‘queda’ por ele?

Espero que não.

Não quero problemas com a ruiva metida.

–Cuidado com o loiro, Valentina.

Virei para ver quem era. Daniel. Outra vez.

–O que você quer, hein?

–Conversar.

–Sobre?

–Sobre aquele projeto de Chris Evans.

Daniel estava bem sério, seu sorriso debochado não estava em seu rosto. Fiquei um pouco assustada.

–Projeto de Chris Evans? De quem está falando? Que coisa.

–Do Alexander. Val, você é uma garota legal e muito bonita. Não se aproxime dele, ele é um idiota. Se afaste dele o quanto antes.

Pensei que era uma brincadeira, ou sei lá o que. Mas Daniel estava bem sério.

Mantinha seus olhos azuis fixos em mim.

–Olha, eu mal te conheço. Deixe-me em paz, por favor, tudo bem? Agora eu tenho que ir para casa. Até amanhã.

–Tudo bem, mas não diga que eu não avisei.

Daniel saiu apressado.

No caminho para casa eu fiquei pensando no que ele disse.

Suas palavras voltavam a toda hora em minha cabeça.

Seus olhos azuis preocupados...

Será que ele gostava de mim, assim como eu gostava de Alexander?

Provavelmente não.

Nem eu sabia bem o que sentia... Daniel, bobo do jeito que é também não saberia.

Ele só estava zombando, com certeza.

Ele é um idiota.

O resto do meu dia foi completamente vazio, como se eu não estivesse lá, sabe?

Como se estivesse desligada, desacordada.

Finalmente chegou à noite, fui dormir.

Tudo o que eu precisava era dormir e esquecer-me de tudo e de todos.

Antes de adormecer, a última imagem que veio em minha mente foi os olhos de Daniel e suas palavras:

‘’Não diga que eu não avisei. ’’

Será que ele estava certo, afinal?

Notas finais
Espero que tenham gostado, enfim
asdasdji bj anjinhos :*