Uma babá, dois bebês e um bobo.
3 O Café
Notas iniciais
No dia seguinte, Rukia acordara mais que disposta a ir à escola, porque sabia que depois dela veria os gêmeos e melhor ainda, Kurosaki Ichigo. Não sabia o porquê de pensar assim nele, nunca isso havia ocorrido antes. O que seria isso?
Dissera a Abarai que não poderia dar uma volta com ele, pois iria ao trabalho hoje. Foi ao orfanato vestir-se e claro que não tinha ideia do que. Vestiu-se simplesmente com um vestido amarelo bem claro e solto que ia até a metade da coxa, e possuía mangas bem pequenas. Estava ansiando as quatorze horas e olhava o relógio a todo momento. Renji chegara em casa agora pois fora almoçar com alguns amigos e viu Rukia de um jeito inusitado a ele até agora, por assim dizer, sempre foi apaixonado por ela e quando a viu naquele vestido quase teve um ataque cardíaco.
—Rukia, onde você vai? —claro que a curiosidade batia a sua porta, ainda mais pelo fato dela ser sua paixonite “malditos hormônios que agem na hora errada” pensava ele com o rosto vermelho.
—Ora Renji, já disse a você que vou ao trabalho. —ela suspirava e imaginava o porquê dele estar pegando em seu pé justo agora quando já eram quatorze e cinco... QUATORZE E CINCO! —Ah meu Deus! Estou atrasada. Tchau até mais. —e pôs-se a correr deixando um Abarai totalmente extasiado e parado entretido em seus pensamentos.
Chegara na cafeteria as quatorze e dez com muito esforço, mas antes de achar uma mesa, viu um Kurosaki Ichigo muito nervoso e vermelho a olhar para o relógio com ansiedade, mas tudo parou quando ele a olhou e fixou seus olhos nela toda. Seus olhos a seguiam dos pés à cabeça e corava cada vez mais na medida em que ela se aproximava da mesa.
—Me desculpe a demora Kurosaki-san, perdi a hora. —ela se desculpava desviando o olhar
—Tudo bem. —ele se levantou e puxou uma cadeira para ela—Sente-se.
—Obrigada. Bom eu trouxe uma pasta com meus documentos e estou pronta para qualquer dúvida que você tenha, darei meu melhor. —ele estava completamente informal, uma blusa justa preta que na visão de Rukia o deixava um tanto mais jovem do que parecia, calça jeans que lhe serviam muito bem, tênis da Nike e um perfume que exalava e atraia Rukia ao máximo, mas ela se controlava para não atacar o homem ali mesmo, apesar de ser tímida.
—Bom ver que você está dedicada a cumprir seu papel. Mas antes façamos nossos pedidos. Por minha conta, então não se segure peça o que quiser. —ele deu um sorriso sincero que fez com que até as empregadas da cafeteria corassem apenas olhando de longe a pequena Kuchiki que estava a seu lado então, quase queimou o rosto.
—Cl-cla-claro, obrigada Kurosaki-san. —estava confusa por estar gaguejando.
—Por favor, vamos ser colegas de trabalho então sem formalidades, sim?
—Tudo bem...
—Chame-me de Ichigo.
—Ichigo... san?
—Só Ichigo.
—Tudo bem Ichigo. —não deixou de ruborizar ainda mais com isso. —Chame-me de Rukia. — “como ele pode não perceber o quanto é lindo... Epa, o que eu estou pensando com isso não posso deixar ele saber nunca...”
—Ok! —fizeram os pedidos e comiam em paz e em alguns intervalos de tempo ele a observava de soslaio, vendo que ela era uma bela garota até comendo, mas que não podia nem encostar um dedo nela, já que ele tinha vinte e três anos e ela... —Quantos anos você tem, Rukia?
—De-dezessete! Posso perguntar o mesmo?
—Vinte e três. —ah (pensava ele) dezessete é meio nova. Droga. Droga. Repreendeu-se a primeira vez por pensar que era nova demais e poderia ter problemas com a lei caso fossem vistos “se pegando” e a segunda por pensar nela daquela maneira.
Aquele café foi rápido demais para ambos, mas ficou decidido que Rukia deveria comparecer a casa dele para cuidar dos pequenos logo após a aula e nesse mesmo dia para pegar um pouco de experiência. Ficaria na casa dos Kurosaki’s até oito e meia da noite e que o salário seria bem alto para ela. Ele havia tirado o dia de folga e levaria a pequena Kuchiki até a casa dele para que conhecesse o caminho. Ficou combinado também que ele a levaria até o orfanato de carro todos os dias e sábados e domingos começaria cedo e acabaria no meio da tarde.
Rukia não achou puxado, pois queria dar o máximo de si àquelas crianças. Kurosaki Ichigo a despertou de seus devaneios chamando-a para irem embora, deixando o dinheiro em cima da mesa e pegando as chaves de seu carro. Abriu a porta para ela que, com muita vergonha entrou e colocou o cinto. Por incrível que pareça ele estava lutando para não olhar as pernas da garota, era muito errado mas elas lhe eram muito atraentes aparentando ser tão macias ao toque e a vontade de apertá-la começou a crescer então concentrou-se no carro e o ligou para levá-los. O caminho todo foi longo demais para a tensão palpável que se encontrava no ar já que ambos estavam envergonhados demais para se pronunciarem.
A casa de Ichigo era linda e imensamente grande para um adulto e duas crianças. As paredes eram pintadas em um simples azul Lazúli e a sala de estar era aconchegante. Tiraram seus sapatos e entraram. Rukia sentiu um baque e caiu no meio do tapete da entrada sua sorte era que o tapete vermelho, além de grande era muito macio por sinal. Procurou saber o que aconteceu e logo viu os dois pequenos em cima dela chorando.
—Kia-tan! Ele é um monstro e não me deixa comer doces. —falava Haruna com os olhos lacrimejantes.
—Haru-chan, quem é monstro? —e Haruna apontou para um homem alto pálido de cabelos negros e olhos verdes sinistros.
—Sou Ulquiorra Schiffer e sua calcinha está aparecendo senhorita. —disse ele sem esbanjar muita emoção.
—O quê?! —disseram ela e Ichigo em uníssono, ela por vergonha e ele encarando descaradamente as pernas dela. Ela colocou as crianças no chão e se levantou arrumando as roupas. —Me desculpe Ulquiorra-san. —corada ela se desculpava.
—Sem problemas, eu até gostei. —novamente ele não fazia expressão alguma até que Ichigo deu-lhe um soco na cabeça
—Seu idiota desculpe-se a ela adequadamente. Isso não é coisa que se diga a uma garota tão jovem.
—Mas você também viu... Você não gostou?
—Sim eu gostei, mas... —começou a gritar—NÃO FOI ISSO QUE EU QUIS DIZER!
—Kia-tan é minha. —dissera Izumi que até agora não havia se pronunciado, a abraçando.
—I-Izumi-chan... Eu sou sim! —ela o abraçou bem forte, amava mesmo aqueles gêmeos.
—Injusto. —disseram Ulquiorra e Ichigo juntos fazendo um x com os braços. —Aliás, o que você ainda está fazendo aqui Ulquiorra? —uma veia saltava da testa do Kurosaki que deu um pontapé nele o expulsando da casa.
—Ichigo, isso está mesmo certo? —disse ela se aproximando com Izumi e Haruna no colo.
—Está sim... —ambos caíram na gargalhada
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