Notas iniciais
Olá pessoal, depois de muito tempo sem escrever, resolvi voltar com uma história completamente nova, aproveitem ;)

O que fazer quando tudo da sua vida fora tirado, de sua família à sua casa? É desse jeito que uma garota começara a pensar no meio de uma tempestade de neve, “ao menos tenho o orfanato agora”, onde se encontrava no momento desejando saber ao certo como aconteceu para que os corpos de sua mãe e seu pai sumissem sem pistas.

“Não poderei pensar por muito mais tempo, batem três e meia da madrugada no relógio da parede aqui desse quarto”, então preparou-se para dormir que o dia de amanhã seria longo, já que por ter uma idade avançada, não seria adotada facilmente como os bebes que chegam.

Dormiu no duro colchão de uma das beliches daquele quarto com o pensamento que dezessete anos, é idade o suficiente para saber o que faz e ter a necessidade de um emprego de meio período para pelo menos se sustentar quando fizer dezoito e não ter lugar para voltar.

Na manhã seguinte, a luz reluzente dos raios de sol perturbam seu rosto anunciando a hora de se levantar e ir a mais um dia de sofrimento na tal escola, um prédio estranho com pessoas ainda mais, que fingiam pena dela por não ter o que eles possuem, mais um ninho de cobras desnecessário. Odiava que sentiam pena dela, mas era demasiada encabulada, qualquer aproximação já a fazia hesitar, não poderia confiar em mais ninguém.

Uma única pessoa que teve coragem o suficiente de conversar e não se ver ou entediada ou com nojo da falsidade, fora uma amiga de anos atrás que encontrou lá, Inoue Orihime. Mesmo sendo amigas há muito tempo não conseguia pronunciar seu primeiro nome, não por falta de intimidade, talvez falta de costume. Outra pessoa que não a enojava era seu colega de orfanato que desde que ela chegou lá, sempre a protegeu dos maiores até hoje. Este era Abarai Renji, que a obrigara a chama-lo pelo primeiro nome.

Toc, toc, toc

—Rukia, não vai sair desse banheiro não? Vamos nos atrasar para a escola sua estranha!

—Espere seu retardado, não vê que uma dama precisa de tempo? — Kuchiki Rukia penteava seus curtos cabelos negros como a noite e enxaguava freneticamente seu lindos olhos de cor diferenciada das demais, violeta.

—Qual dama? —caçoou dela.

—Eu, seu idiota! —Mal saiu do banheiro e já deu-lhe um tapa na cabeça capaz de quase quebra-la.

—Você quer me matar sua desgraçada?

—Olha a boca! —e deu-lhe outro tapa —E vamos logo que estamos atrasados.

—A culpa é sua.

Depois de Renji tomar banho e higienizar-se foram ao temido ninho de cobras e lá encontram a pior de todas, o monitor de corretor Ichimaru Gin. Todos sempre souberam que ele fazia de tudo apenas por diversão sem propósito maior algum. Testava as pessoas, começava brigas, era assim que ele agia.

As horas passavam como se fossem o maior tempo do mundo para Rukia, lenta e dolorosamente tediosas.

—Kuchiki-san, você quer ir a sorveteria comigo após a aula? —pergunta Inoue com o sorriso doce e irritantemente inocente que as vezes até mesmo a Rukia, irritava-se com sua voz nos famosos dias de TPM.

—Desculpe-me Inoue, mas tenho que procurar emprego após a aula, podemos ir um outro dia? —Tinha que achar um jeito de trabalhar e logo.

—Tudo bem, vou ver se o Abarai-kun quer ir. —ainda que meio decepcionada sorriu de canto e gritou a oferta a Renji, que aceitou de cara.

Após a tortura chamada escola, o sol a pino brilhava no céu indicando o meio dia, ela estava com fome não podia negar, mas foi direto ao centro de Karakura.

Em meio a tantas lojas diferentes com vagas para menores de idade, uma lhe chama a atenção, numa creche. Sempre teve um sentimento de semelhança e compaixão com crianças cujos pais não lhe forneciam devida atenção, pois a situação é quase a dela. Seria uma boa cuidar de crianças, sempre teve jeito, no orfanato ela sempre cuidava dos menores então não via problema algum, então decidiu entrar.

Um lugarzinho pode-se chamar de aconchegante, pequeno, mas confortável e que dava a impressão que era imenso com tapetes de quebra-cabeças coloridos pelo chão, algumas balas em potes, chocolates e uma cozinha bem bonita, em sua opinião, com jovens moças trabalhando lá.

—Olá? —disse ao ver uma bela jovem a brincar com um casalzinho de bebes em torno de uns três anos.

—Oh! Bom dia, posso ajuda-la senhorita? — disse ela meio atrapalhada.

—Desculpe a intromissão, mas vim pelo cartaz de precisa-se de babá. Gostaria de trabalhar aqui. Poderia?

—Bom, prazer meu nome é Matsumoto Rangiku, e você é?

—Kuchiki Rukia.

—Kuchiki... Kuchiki... Daquele acidente?

—Sim, mas peço para não falarmos disso, é doloroso demais.

—Tudo bem. Kuchiki-chan, você possui alguma referência?

—Sim, se não for incomodar poderia por favor ligar para esse número? —lhe entrega um pequeno pedaço de papel com o nome de Nanao Ise e seu número de telefone. Lembrava-se como um rápido flashback, de Ise lhe entregando o papel antes de ir se higienizar no banheiro de manhã.

—Oh, você é amiga da Nanao-chan? Ela já me ligou hoje cedo, e disse que havia a possibilidade de você aparecer por aqui, parece que vocês se conhecem bem! Já sei, pode começar agora mesmo Kuchiki-san?

—Claro! —assinam um contrato e Matsumoto assina sua carteira de trabalho.

—Rukia-chan, se assim me permitir—recebeu um aceno positivo de Rukia —Tenho uma proposta para você.

—Pode dizer.

—Temos os gêmeos Kurosaki, Haruna e Izumi. Eles moram com o tio Kurosaki Ichigo, os pais deles infelizmente faleceram há um ano, e desde então eles precisam de uma babá meio que integral sabe, pelo menos da tarde a noite, de manhã eles ficam com a gente. Kurosaki-san já havia me pedido uma babá para ajudá-lo em casa, pelo fato dele ser um apresentador de telejornal não tem muito tempo para eles, e eles se sentem tão sozinhos... Que tal aceita? O salário vai ser um pouco mais alto, mas isso é com o Kurosaki-san que vai pagar os acréscimos.

—Nossa! Que pena para eles. —ela viu como a situação estava ainda mais parecida com a dela e não resistiu —Eu aceito.

—Ótimo, vamos ligar para o Kurosaki.

Notas finais
Já sabem o blablabla de sempre né, nao custa nada divulgar se você gostou.
A autora-chan aqui pede para comentarem se gostaram ou nao, afinal é supeeer rápido e me motiva a escrever mais.
Então:gostou? nao gostou? comente
bye bye e bjocas de morango
:*