Uma Vida Qualquer, Ou Quase Isso
3 Sozinho no fundo do... chão?
Bom, desde esse dia, todos os meus aniversários foram iguais, uma sombra, um mistério, uma briga. Sempre assim. Agora vamos sair desse flashbac eterno. Aqui estou eu, sentado na minha escrivaninha sem saber o que fazer. Ouço um barulho na porta, trancada. É a minha mãe, estou com preguiça de abrir, então vou ficar por aqui. "Filho abra a porta AGORA." Não ouso contrariar minha mãe, então obedeço-a. Sinceramente, não me arrependo. "Só quero conversar", diz ela, dando-me um abraço. Conforto. É o que sinto neste exato momento. É verdade, ela só quer conversar, uma longa e emocionante conversa. Era sobre o meu pai. Um assunto "proibido" durante muito tempo. Agora, a regra foi quebrada, minha mãe falou tudo que tinha a falar. Mas o quê? Eu estava chorando! Foi um imprevisto, 2 horas atrás eu estava sem saber o que fazer dando cabeçadas em uma escrivaninha e agora sei toda a história da minha família e quem eu sou! "Seu pai era uma pessoa muito importante" dizia minha mãe, "Misterioso, elegante. Exatamente isso, um deus. Seu pai era um deus grego, filho. Como aqueles das histórias que te contava quando criança." simples assim. Se eu acreditei? Claro! Eu não sabia quem era nem o porquê de existir! Mas, havia um problema. "Agora, que você está ciente de quem és, corres perigo" disse ela. "Tudo isso, deuses, criaturas místicas, existem filho, é difícil de acreditar, eu também demorei, mas é assim, tanto quanto existem coisas boas, existem ruins. Monstros, deuses maus, e é esse perigo no qual você corre, tenho que te levar a um lugar seguro, onde você tenha tempo para pensar".
Lá estava eu, em um táxi, saindo da minha cidade e indo a Long Island, para aonde? Não sei.
"Tudo vai ficar bem", disse minha mãe. Dito e feito, como se fosse mágica, o carro "travou", não andava, minha mãe tentou abrir a porta, mas não conseguia, o carro estava afundando! Desesperada, ela se direcionou ao taxista que devia estar lá, mas não havia ninguém no banco do motorista. Estávamos, literalmente, afundando. Surgiram umas letras voadoras entre eu e ela, minha dislexia deveria me impedir de ler aquilo, mas eu conseguia, não sei como, mas conseguia. Um pouco depois, percebi que estava escrito em grego. Grego? "Eu te espero, Chris. Em um breve e esperado futuro, lutarás ao meu lado" E foi aí que "a coisa ficou feia", contornei meus braços ao redor do que deveria ser minha mãe, mas caí de cara no banco ao meu lado, como se houvesse abraçado o vácuo. Minha mãe NÃO estava lá.
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