Uma Vida Complicada
6 Capitulo 6
Vania sempre foi uma amiga muito próxima a mim. Ela chegou me abraçou como se não me visse a anos. Gostei daquele abraço, um abraço gostoso que te envolve, te esquenta um abraço igual a do...Victor. Que Droga! Eu não conseguia tirar ele da minha cabeça. Oque poderia estar acontecendo comigo que até isso era difícil de suportar.Mas ela me abraçou e disse:
– Ai Sofia, pensei que havia entrado naquela escola de rico que você ia prestar, ou sei lá. Em alguma escola melhor do que esse lixo que a gente estuda.
– Eu realmente tentei entrar em uma escola particular, mas estava tão difícil. Que...Você sabe né?...Não passei – Dizendo isso comecei a me lembrar do quanto eu sofri por não ter entrado naquela escola. Foi triste, eu chorei muito por causa daquilo. Era a única derrota que eu havia tido em relação aos estudos.
– Mas não liga para essas escolas toscas não, até porque você sempre foi a melhor aluna da sala não quer dizer que agora vai deixar de ser. Eu não te vi mais achei que tivesse saído da escola.
– Não sai não Vania, magina. Eu em! Eu só fiquei conversando com pessoas que não merecem tanta a minha atenção. – Dizendo isso eu abaixei a cabeça meio triste.
– Sofia Silvestrini porque você está desse jeito?
– Não é nada. Amizades que sinto falta.
– Ai Sofia...Para com isso. Essa pessoa não sabe a amizade que está perdendo. Falando em amizade você viu o Victor?
– Vi sim. Olha ele ali. – Eu segurei a raiva e a tristeza que estava sentindo dele e apontei onde ele estava que não era muito longe de onde nós estávamos. Ele pegou na minha mão e correu até me puxando logo atrás.
– Victor! – Ela disse, ele olhou e ela logo em seguida o abraçou.
Naquele momento eu senti um pingo de ciúme. Um pingo não muito ciúme. Ele a abraçava que mal o conhecia e não abraçava a mim, quem ele achava que era. Logo em seguida a Esther chegou perto de mim e disse:
– Gatona, respira fundo por quê...
Eu dei as costas não queria mais ouvir nada. Como ele podia fazer aquilo comigo, e o pior é que ele havia me visto não adianta ignorar. Ele havia me visto tinha abraçado ela na minha frente só para provocar ciúmes. Como ele podia fazer aquilo comigo. Mas será que ele estava fazendo de proposito? É claro que estava, mas que pergunta Sofia é meio obvio. Mas ele não sabe da verdade. Mas e se ele gostar de você Sofia e estiver fazendo para ver se você tem ciúmes?
Logo em seguida meus pensamentos foram interrompidos pelo chamado de uma pessoa que eu conhecia muito bem a voz:
– Sofia, não vai falar comigo?
Eu olhei para trás, a Esther já estava praticamente atrás de mim. A Vania está ao lado dele meio abraçados, eu respirei fundo e respondi:
– Claro que falo.
Respirei fundo e fui até o encontro dele. Ele ainda estava meio abraçado com a Vania, mas mesmo assim eu fui andando. A mais iria quebrar as costelas dele assim que o cumprimentasse. Mas quando eu estava chegando perto dele algo veio correndo e quase me empurrou e eu quase caio:
– Sofia!
Quando essa pessoa me soltou eu olhei bem e era a Marcella. Olha ela fazia loucuras, mas quase me derrubar, e mentalmente eu agradeci muito ela, se não eu teria ido e espancado ele tanto que ele iria se arrepender de ter nascido. Ok Sofia, não a esse ponto.
– Sofia que saudade sua doidona. – Dizendo isso ela bateu na minha bunda. Fiquei meio tímida com aquilo, mas era natural dela. Ela continuou abraçada comigo por um tempo e logo saiu correndo para abraçar mais pessoas que pelo jeito ela não via já fazia um tempo.
Depois de um tempo o Victor meio que percebeu que ela havia saído e veio falar comigo... De longe. Deu um sorriso amarelo e logo em seguida fez um aceno com a mão a um ou dois metros de distancia de mim. Aquilo me deixou mais brava ainda. Ele abraçava a Vania que não era nada dele(ok eu também não era nada dele), que não havia o ouvido falar de todas as lamentações dele até as cinco da manhã e a mim que fazia de tudo por ele, corria atrás da amizade de uma pessoa que provavelmente não queria ela, fazia de tudo ele dava um aceno de dois metros de distancias. Qual era o problema dele? Eu praticamente me entregava de corpo e alma (olha a malicia),e ele me tratava mal. Qual era o meu problema? Eu devia ser capacho na outra vida, e pelo jeito nessa também.
Fui interrompida novamente nos meus pensamentos pelo sinal do intervalo que havia acabado. Merda! Devia pensar mais naquilo. Fui andando para a sala e a Esther já estava me falando um monte de abobrinha sobre sei lá oque? Meus pensamentos estavam em como eu podia ser tão otaria de “amar” alguém que não me amava e me tratava como lixo. Como eu podia? E a Esther lá falando... Entrei na sala de aula já estava com o celular na mão, logo chegou uma pessoa e passou correndo e o levou delas.
Quando eu acordei para a vida de verdade, meu celular havia evaporado nas mãos de uma menina chamada Beatriz. Ela correu e pegou da minha mão que nem mesmo vi direito. Então eu virei e disse:
– Vai Bia, para de brincadeira, da meu celular.
– Não. Vou te devolver ele no final do dia, não quero e não gosto de ver você chorando.
Ah, era só oque eu precisava, uma pessoa pegando minhas coisas assim, sem pedir... Que saco, agora nem ouvir musica eu não podia mais. Nem mesmo ficar com um celular que é meu, mas eu não ia discutir a Bia. Ela fazia isso porque queria o meu bem, isso era uma das coisas que sempre admirei muito nela. Estava sempre querendo o melhor dos amigos ou das pessoas próximas. Isso sim era uma excelente qualidade.
No meio da aula de português daquele dia eu olhei para baixo, e vi na minha carteira escrita “amigos para sempre Sofia e Victor”. Eu li aquilo e lagrimas começaram a surgir nos meus olhos. Eu queria que aquela frase fosse verdade, mas não era ele não queria aquilo. Ele me queria bem longe, pelo menos era oque demonstrava. Logo a Esther virou para trás para pegar meu estojo e roubar minha canetas ( como sempre), e disse:
– Gatona... Que foi?
– Nada... – Eu disse meio que limpando o nariz.
– O Siqueira ajuda aqui.
Logo veio o Siqueira com os olhos vermelhos e disse:
– O que está havendo aqui? – Com a voz de gangster que ele fazia.
– Nada, pode voltar para o seu lugar Siqueira. – Disse eu segurando o choro o máximo que podia. Mas logo em seguida todos a minha volta já havia percebido. A Bia, a Esther, o Siqueira, o Brito, o Henrique, a Valle, a Larissa e mais algumas pessoas.
– Você foi fácil. Eu falei para você ser difícil, no que eu errei? – Disse o Henrique e virando para frente como se fosse chorar.
Logo, dois minutos depois já havia uma roda a minha volta. Todos já estavam perguntando oque havia acontecido e eu disse a verdade que nada havia acontecido. Eu que amava alguém e esse sentimento era reciproco. Normal, acontecia com as melhores famílias, pessoas, não sei ao certo. Depois de explicar para todos oque havia acontecido, perceberam que não havia nada demais, a não ser é claro. A Beatriz, logico tinha que ser.
– Ah, mas eu ainda vou falar com ele. Vou sim e nem o papa vai me deter.
Eu já ia começar a falar algo para contradizê-la, mas ela a Beatriz Xavier. Nada iria contradizê-la e mesmo que conseguisse não iria mudar ela de ideia. Quando sela tem uma opinião nada a faz mudar.
O dia passou bem rápido. As aulas acabaram. A professora liberou mais cedo então saímos. Foi quando eu passei pela sala do Victor, eles ainda estavam em aula. Será que eu esperava? Acho que sim...Não ele não merece isso de mim. Eu saio lá fora com a Esther, a deixei no portão e falei tchau. Ela saiu e pelo jeito sabia muito bem oque eu iria fazer. É claro que a retardada voltou para espera-lo. Logo percebi que era o professor Anderson de História que estava lá. Ele liberou a sala e o logo em seguida vi o Victor saindo da sala.
Ele me viu e logo deu um sorriso de lado, ele ficava lindo com aquele sorriso. Logo eu parei no meio do caminho onde ele estava e ele continuou vindo. Assim que ele chegou parou bem na minha frente como se fosse meu namorado e estivesse prestes a me beijar, mas infelizmente não era. Oque? Hâ? Pensamentos impuros. Apaga isso da cabeça.
Fomos andando no corredor e sem querer eu acabei soltando:
– Por que você não me abraça mais?
Por que eu havia de dizer aquilo? Que coisa ousada. Eu tinha que aprender a ficar com a língua dentro da boca, isso sim. Mas logo Victor respondeu:
– Desculpa, não ando muito bem, você sabe...
Dizendo isso nós fomos andando pelo corredor e ele me abraçou de lado e eu disse logo em seguida:
– Cobrado não vale. – Eu disse sorrindo.
– Eu sempre faço você rir.
– Tem que fazer mais vezes.
Dizendo isso nós saímos e cada um foi para o seu canto, para o seu destino. Ele já tinha ido fingir com os amigos dele que estava ótimo, que nunca esteve melhor mas eu sabia que não.
Fiquei pensando no que ele havia me dito, “eu sempre te faço rir”. Aquilo não é verdade. Ultimamente ele estava me fazendo duvidas na cabeça pelo oque ele sentia por mim e eu por ele. Estava me fazendo chorar quase sempre, mesmo sem saber. Aquilo doía tanto, não poder fazer nada. Somente sofrer. Será que ele não via o mal que estava me fazendo? Toda aquela agonia. Chegava como se fosse me beijar, mas apenas me abraçava com inocência. Oque ele queria de mim? Pelo jeito apenas meu sofrimento.
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