Eu cheguei em casa e não aguentei.Fui para meu quarto.Sabe quando você tenta de tudo para não chorar na frente das pessoas,mas você chora?Foi exatamente aquilo que aconteceu comigo.Eu havia chorado.Mas eu não chorei na frente do meu pai.Disse a ele que estava passando mal.

Eu me joguei na cama,agarrei meu travesseiro e ali eu comecei a soltar tantas lagrimas que nem mesmo sabia porque.Por que eu estava chorando?Por que eu estava sofrendo?Nós eramos apenas amigos,porque eu estava sofrendo por amor.Seria amor de amigo?Não,não seria.Todos sabiam que não.Todos sabiam que eu o amava de outra forma,mas porque eu não aguentava essa verdade?Porquê?Nem mesmo eu sabia.Mas porque chorar tanto?Não era meu primeiro amor então porquê?Porque tanto choro.Eu nunca havia chorado por ninguém,porque por ele?Logo por ele?Tantos por eu me apaixonar,porque logo dele?Quandoeu percebi já havia dormido com as lagrimas nos olhos.

Duas horas depois eu acordei.Dei de cara com o teto.Como eu queria que aquele teto mudasse.Colocar fotos,desenhos e outras coisas.Talvez escreve Victor e Sofia.O que?Não...Escrever qualquer coisa menos aquilo.Eu não ia aceitar a realidade.Nunca.Jamais.Aquilo não era verdade.Não era e eu não iria aceita-la nunca.

Eu me levantei e olhei que horas eram.Cinco e dois.Como assim?Eu nem mesmo havia comido para ibernar desse jeito.Corri até a sala.Meu pai já havia saido.Eu sai correndo e fui fazer minhas obrigações.Não havia limpadoa casa,nem lavado a louça muito menos ter dado almoço aos cachorros.Fiz tudo isso.Quando eram seis horas da tarde já era o momento da minha chegar.Tudo estava nos trinques.

Voltei para meu quarto.Lá comecei a fazer algumas liçoes atrasadas para aquela semana.Logo meus pais chegaram,falaram um pouco comigo e foram para a sala.Eu continuei a colocar as coisas em ordem.Quando eram umas nove e meia eu havia terminado.Então me arrumei para dormir.Quando eu deitei,eu copotei.Não acordei até que o despertador tocasse.

Seis da manhã aquela barulho maldito começou a apitar.Que vontade de tacar aquele relogio na parede,mas não podia.Levantei e me arrumei como um dia normal.Fui para a escola e infelismente quando eu cheguei o portão ainda estava fechado.Pois então,lá dentro do carro estava eu e meu pai,dois mudos sem nada a dizer.Eu não gostumava falar muito com ele.Na verdade eu não gostava.Nem um pouco.Tudo que eu dizia ele me enchia o saco e ficava perguntando porque.Finalmente o portão abriu e eu sai.

– Sofia gatona.Pensei que você não ia mais entrar. — A esther chegou dizendo pra mim

– Nossa,as vezes me enche o saco não poder sair sabia?

– Eu imagino...

Na primeira aula de portugues nem pensando direito não estava.Comecei a pensar porque eu estava chorando no dia anterior.Não sei se um dia eu vou descobrir o motivo.Mas sei que ta dificil so de pensar no Victor e meu sentimento ter mudado.Mas será que mudou ou apenas manteve oque eu senti no ano passado.Eu havia sentido voltade de beija-lo,mas não era nada demais.Então chamei o Henrique e o Brito.Eles olharam para trás e comecei a falar:

– Meninos,vocês podem me dar um conselho?Vocês que são homens?

– Claro Sofia diz aí. – Disse o Brito com uma voz de maconhado e no mesmo minuto o Henrique acentiu.

Contei a eles tudo.Desde o ano passado até aquele momento e então o henrique começou dizendo:

– Olha,vou te dizer uma coisa,oque eu sempre faço.Seja dificil.Nas baladinhas eu sempre faço isso.Eu encaro a mina e ela me encara eu chego,beijo e depois se ela quiser mais ela vem atrás.Elas sempre vem atrás. – Eu ri e ele continuou. – Quem é essa coisa que está te tratadno mal?

– Não é ninguém. – Respondi.

– É o Victor.

Eu me assustei e coloquei a mão na minha boca e a outra mão na boca dele.Acho que a cara que eu fiquei foi de espantar porque o jeito que o Henrique me olhou.Ele me olhou espantado e o Brito como se eu fosse a menina mais safada do mundo.Quando o Henrique parou de falar para eu ser dificil o Brito começou a falar:

– Olha Sofia,o Henrique ta cerot,não da mole para o Victor.

Eu apenas sorri e fiquei dando risos de lado para os dois.Eu fiquei meia quieta até o intervalo.Até que eu fui falar com ele no intervalo.Fui direto a sala e vi que ele não estava,então com certeza ele havia faltado.Fui para o patio falar com algumas pessoas.Quando eu estou indo para o refeitoro e veijo uma pessoa igual ao Victor batendo um papo com uns colegas meus e amigos deles.Eu me espantei.Logo atrás de mim a Esther e disse:

– Vai lá falar com o seu boy Sofia.

– Ele não é meu boy Esther,na verdade agora eu não quero que ele seja mais nem meu amigo! – Eu disse bem brava.Como?Como eu podia ir todos os dias atrás dele e ele nem o unico dia que ele sai poder ver se eu não fui assaltada,se eu estou viva como ele foi ver os amigos deles.Como ele podia.Pois agora que não ia mais atrás de ninguém.

– O que aconteceu entre vocês dois?

– Nada Esther.

Logo em seguida ouvi alguém me chamando bem longe e não era a voz do Victor.Eu olhei e lá vinha um menin meio baixinha e gordinha.Loira que só ela.Mas loira oxigenada,mas se você a chamasse assim você levava um tapa bonito.Ela veio correndo e me abraçou.

– Sofia que saudade.Não te vi pelo patio. – Aquela era uma menina que eu conhecia muito bem.Era a Vania.

Notas finais
Espero que tenham gostado.Eu briguei com o "Victor" (nome disfarçado),então fique sem animo para escrever.