Uma Viagem Perfeita
29 Capítulo 26 - Cavalos brancos, praia e fogueira.
- Ei, Apolo, acorda — disse em uma voz alegre, Poseidon, estirado ao seu lado, com uma cerveja em uma das mãos, rindo de algo que Ares havia dito e que o deus sol tinha se desligado — Parece até que tá apaixonado.
"Se você soubesse, tio", pensou, balançando a cabeça de leve sorrindo.
- Só um pouco preocupado com algumas coisas — e não era total mentira, de fato algumas coisas lhe deixavam inquietos. Todas elas tinham Artemis no meio. — Nada demais.
- Vejo que não é nada demais, só o suficiente para a sua mente entrar em pane e perder a vistas dessas gatas desfilando — Hermes suspirou, fitando algumas garotas deitadas sobre grandes toalhas só de biquíni — Sorte minha estar sem trabalho ou mulher para me fazer de louco.
Apolo riu. Tinha a mesma perspectiva antes de conhecer por total Artemis. E olhe agora, vivia por ela. Neste momento, entedia mais do que ninguém os "casados" do grupo de deuses sentados como uma linha pertinho das águas azuladas e muito geladas, bebendo e se divertindo. Essa hora da tarde, poucas pessoas apareciam, só os vizinhos e algumas garotas dando em cima deles. Coisas de rotina.
E notou que outra vez, havia saído de sintonia com a conversa. Ou voltava a prestar atenção nele, ou desconfiariam.
-... Mas Atena é perfeita. E olha que eu a odiava antes — dizia Poseidon, encarando o horizonte enquanto pensava — Eu sempre pensei que mataria ela antes mesmo de conseguir ficar um dia ao lado dela. E olhe onde estou — ergueu a mão onde o anel de ouro se destacava na pele bronzeada — Estou casado com minha maior inimiga.
Eles riram baixo, todos sem compreender o que fazia com que se prendessem a elas.
- E eu que tenho uma mulher que entende tudo de moda e mal sabe sobre guerra e é casada comigo — Ares bebericou sua Heineken — Jamais me perguntem por que eu gosto tanto dela.
- Isso, é o amor — Hades se intrometeu, surpreendentemente de óculos de sol. Mesmo muito branco, comparado aos demais, garotas olhavam para o deus dos mortos e davam risadinhas que por este, nem eram notadas. — Olhe o que minha garota fez comigo. Estou usando bermudas!
Riram.
- Verdade, só o amor pra fazer isso — Zeus sorriu. — Todos aqui têm suas garotas. Todos que querem se prender, certo? Ei, Apolo, como é ser solteiro?
"Triste, sozinho, sem amor, sem alguém dizendo que te ama, só com as festas, mulheres desconhecidas e noites em diferentes lugares, sem lar fixo."
Era isso que o deus pensava, suspirando. Mas, colou um sorriso em seu rosto e deu de ombros.
- É bom, sem cordas — sim, exatamente chato assim — Acho que Hermes pode falar melhor.
O deus mensageiro rolou os olhos.
- Qual é? Eu mal fico com mulheres, vivo de um lado a outro.
- Mas, tem horas que arruma alguém, admita — cutucou Hefesto, que algum tempo atrás havia chegado. Ele e Afrodite, há poucos anos, tinham separado, e assim, Ares e a deusa puderam se casar. Aparentemente, o deus ferreiro não guardava rancor. No entanto, Apolo não sabia se o mesmo tinha algum sentimento pela deusa, já que quase nunca falavam sobre isto. — Todos arrumam alguém.
- Uooow — falou Apolo, brincando — Alguém aqui está amando, senhor Hefesto?
Sem exceção, os homens fitaram o dito cujo. E depois diziam que homens não são fofoqueiros!
Com descaso, como se isso sempre ocorresse, Hefesto deu um gole em sua garrafa e deu de ombros.
- Podemos dizer que estou com alguém.
- Isso que chamo de novidade. — Hermes sorriu — Acho que cada vez mais, o circulo está fechando para os solteiros.
- Sem dúvida.
Isso fora dito por Apolo.
Após isso, ficaram calados, pensando em tudo ao redor. Principalmente em suas garotas. E Apolo só conseguia recordar de Artemis e a mudança deliciosa da sua vida de solteiro para a de "compromissado" (com o amor). Jamais conseguiria outra garota. Amor entre deuses era algo raro e que devia ser aproveitado.
Esteve tão concentrado, que demorou a notar a pequena sombra que escondia o sol.
Ergueu o olhar.
Artemis sorria, de cima do cavalo, o cabelo negro molhado e só de biquíni. Quase teve um infarto com aquela vista. Se ele a achava linda durante a noite, nada era comparado a beleza magnífica de seu corpo abaixo dos fios dourados do sol. Pelo modo escuro que seu traje estava, claramente havia tomado banho de mar com as garotas, agora, paradas um pouco a frente, todas rindo de algo.
- Oi — ela disse com um sorriso para todos os deuses, mas uma piscada para Apolo — O que estavam fazendo?
- Bebendo e falando de futebol — respondeu Zeus, brincando e ajudando a Hera descer do cavalo que havia ido atrás das outras, juntamente de Demeter, deixando só os homens para trás. — Coisas de caras.
- Ah, sim — a deusa da caça ia descer quando Apolo teve a idéia, ergueu-se, batendo de leve as areias de sua bermuda, uma vez que estava sem camisa par ajudar a fazer isso e foi na direção dela.
- Voltamos agorinha — anunciou o deus do sol, com um sorriso, pulando para o cavalo, logo a frente de Artemis. Com rapidez, tomou as rédeas e sentiu-a passar os braços ao redor da cintura de sua cintura — Vamos ver o cardápio de Artemis por aqui.
Ao riso dos outros, Apolo bateu na barriga do animal de leve e fez com que ganhassem velocidade, indo pela direção contraria a aquela que haviam chegado. Agora, teria um tempinho a sós com a deusa. Escutou sua risada, o corpo dela segurando-se ao seu. Pessoas abriam caminho para o grande alazão branco. Fitavam seus cavaleiros e pareciam admirados com aquela cena.
- Me sinto uma princesa fugindo da família — brincou Artemis, em seu ouvido.
Sorriu.
- E eu sou o seu príncipe encantado em um cavalo branco que a roubou.
Ambos riram, se divertindo com a velocidade e a força do animal abaixo deles, ganhando espaço com cada vez mais rapidez. Até que, longe o suficiente, em uma parte extremamente mais afastada, diminuíram o galopar para uma caminhada calma, curtindo a brisa levemente gelada para contrastar com o sol escaldante.
- Como foi a caminhada com as garotas? — questionou ele, assim que passaram a andar devagar, sentindo as mãos dela em seu peito.
- Afrodite deu indiretas, Atena dizia coisas engraçadas, Perséfone falava de Hades, Demeter reclamava com a filha e mamãe só ria de todas nós — soltou uma risada — Mas, em suma, foi bem divertida. E vocês, os garotos?
- Fiquei desligado a maior parte do tempo, escutei as historias de amor de todos os deuses, até de Hades e respondi como era ser solteiro. — suspirou, assim que hesitou por alguns segundos. — Artemis?
- Hum? — fez, com o queixo apoiado em seu ombro, os dedos gelados fazendo carinho em seu peito, com suavidade.
Franziu o cenho e questionou.
- Eu mudei muito?
- Por que dessa pergunta, Sol?
Suspirou, pegando uma de suas mãos.
- Apenas... curiosidade mórbida.
Ela pareceu pensar, um pouco calada, até que sorriu.
- Sim, você mudou muito.
- Tipo, em que?
- Ei — com uma habilidade desconhecida a ele, Artemis passou para a sua frente, sentada de lado, dentre seus braços e o fitou — Que foi que aconteceu, em?
Desviou o olhar.
- Apenas... — deu de ombros — Não sei. Sinto-me...
- Estranho? — ela riu e pousou a mão em seu peito, acima do coração — Acho que isso se chama amor. — ele a fitou com um sorriso de canto — E você sabe que eu te amo. Talvez, esteja esperando se acostumar com isso, como eu. Vai entender?
- Vem cá — chamou-a para mais perto. Com um sorriso, a deusa aproximou-se de seu peito e prendeu os dedos em seu cabelo — Eu ainda não disse que te amo hoje.
- Estou esperando.
Ele riu, os lábios pertos.
- Eu te amo, Artemis — e a beijou. Outra vez, aquele choque térmico acelerou seu coração uma vez calmo. Seu corpo esquentando-se abruptamente e suas mãos loucas para abraçá-la. Se não fosse pelas rédeas, teria a puxado mais ainda. E muito rápido, ela soltou-se. Mas, o deus mordiscou sua nuca, fazendo-a tremer — Isso daqui é por você ter me deixado louco lá na cozinha.
A deusa riu.
- Desculpa, precisei fazer aquilo. Como expressaria um bom dia se não podia te beijar.
Ele riu.
- Pelos deuses! Estou te convertendo em uma safada, Artemis!
- Viu no que dá querer me ensinar às coisas? — passou os braços pelo pescoço dele, sorrindo — Eu aprendo rápido.
- Até demais!
E outra vez a beijou.
Não souberam quanto tempo andaram de cavalo. Só fizeram duas paradas durante o trajeto. Em uma delas, nadaram em uma das piscinas naturais com o fundo cheio de corais coloridos e alguns peixinhos que adoravam ficar a volta dos dois. Andaram de mãos dadas com os pés descalços pela areia fofa e molhada da beirada, algumas ondas quebrando em seus dedos. Cataram conchinhas de todas as cores possíveis pelas quais passavam. O deus correu atrás da deusa, a beijou debaixo da água, se escondeu dela e até fez ciúmes quando uma garota perguntou se ele era algum ator. Riu de seu rosto revoltado, e por fim conseguiu seu perdão outra vez. Depois de horas, subiram no cavalo chamado Pegasus e, agora, voltavam para a casa de praia, os cascos do animal em um galope rápido, espatifando água para todos os lados ao correr pela orla.
- Acho que demoramos demais — sussurrou Artemis em seu ouvido, os cabelos dela chicoteando pelo vento — Será que vão desconfiar?
Apolo sorriu, vendo os deuses ficarem cada vez mais perto com aquela velocidade.
- Qualquer coisa, só dizer que você conheceu um cara e ficou conversando com ele. — piscou — Só temos que mentir. Hum... O nome dele vai ser... Miguel.
- Ok, só mentir — ela suspirou em sua nuca — Miguel, Miguel, Miguel, Miguel, acho que não esqueço.
- Se esquecer, é só me avisar o nome que usou depois.
- Beleza — agora, faltavam poucos metros — E ah, eu te amo.
O coração de Apolo pulou em seu peito com força, abaixo da mão macia dela.
- Eu também te amo, Artemis — sussurrou e teve de se segurar para não beijá-la — Deixa a porta do seu quarto aberto hoje, vou te visitar.
- 007.
Ambos riam quando pararam a frente dos deuses que se divertiam e conversavam muito animadamente de alguma historia contada por Poseidon com uma Atena entre seus braços, feliz. E era exatamente assim que queria poder estar com Artemis logo que descessem e acomodassem ao resto do grupo.
- Olá — falou Apolo, de leve, puxando a rédea do cavalo com uma mão fazendo o animal dar alguns passos para trás — Demoramos?
Perséfone sorriu, sentada atrás de Hades e com um braço ao redor dos ombros do deus que, tão igualmente a ela, os fitava.
- Praticamente pensamos que voltariam amanha.
- Encontraram alguém pelo caminho? — questionou Hades, com um sorriso. — Algum pretendente?
"Só se for eu", pensou Apolo, pulando do cavalo e depois ajudando Artemis a desce, segurando-a pela cintura e logo a soltando, pois tinha medo de como seu corpo reagiria.
- Artemis estava conversando com Miguel — explicou o deus puxando a rédea do cavalo até onde os demais estavam, a poucos metros da rodinha — Ele pareceu ser um cara legal.
- Miguel é? — Ares que escutava muito vagamente, ergueu uma sobrancelha, claramente desconfiando.
Sem esperar por sua volta, Artemis acomodou-se perto de Afrodite e um espaço do qual dava acesso a casa, uma das poucas partes em que a roda quebrava. Com a queda vagarosa do sol para o poente, a fogueira ao centro já ardia em chamas altas e todos arrumavam lugares a sua volta, divertindo-se. E não teve como negar a idéia que veio a sua mente. Prendendo o cavalo pela rédea no tronco perto de água e comida, Apolo deixou Artemis com o resto do pessoal e adentrou a casa, agora, vazia. Seus passos ecoavam pelos cômodos quando subiu as escadas e tomou a primeira porta do corredor. Dentro de suas coisas que ali ficavam, apanhou seu violão e voltou para o grupo.
Haviam demorado tanto em sua cavalgada, que, naqueles poucos minutos, o crepúsculo em cores deslumbrantes se posicionava um pouco acima das águas escurecidas do mar. Assim que sentou ao lado de Artemis, o instrumento pousado em seu colo, as sombras ganhavam proporção a volta que não era iluminada pelas labaredas vermelhas. Em poucos segundos, dedilhava uma música rápida para ver a afinação e sorria para o grupo.
- E ai, o que vamos cantar? — perguntou a eles.
- Que tal uma música do Bruno Mars? — indicou Afrodite, toda contente — As letras dele são perfeitas.
- Ok, tudo bem. Só preciso de alguém para cantar a outra parte.
Sem esforço algum, começou a tocar Billionaire. Então, sua voz ganhou força e cantava, de olhos fechados, curtindo o som das cordas. Baixinho, Artemis cantarolava dando sustento para chegar a todas as notas e sorria para ele. Todos mexiam de leve a cabeça, gostando do som. Outra vez, amava ser o deus da música.
Então, ao chegar à parte do Travis, para surpresa de muitos, a voz muito afinada, só perdendo para Apolo, Hades fez o rap, divertindo-se. Quem diria que o deus dos mortos faria isso? Perséfone sorriu, e aos poucos eles foram trocando, às vezes, Poseidon cantava, outras Hermes e até mesmo Zeus. Dividindo-se nas maiores partes.
Diminuindo a velocidade, cantarolou as ultimas letras e sorriu.
- Nada mal, em, Hades? — brincou com o deus, que, como resposta rápida, deu de ombros. — Quem diria!
- Acho que Perséfone trocou meu genro.
Todos riram da fala de Demeter, sentada ao lado de Hermes, todos calmos, divertindo-se.
- Milagres acontecem! — explicou Hades, sorrindo — Alem do mais, eu sempre sou demais.
- Orgulho demais é de família — e ao fim, Atena tossiu, levando-os a rir outra vez.
- Ok, outra música — Apolo piscou — Algo muito mais a cara de Poseidon.
O dito cujo franziu o cenho, provavelmente tentando descobrir qual era, e Apolo dedilhou a música. A melodia de Lazy Song começou a se espalhar. Só com as primeiras frases, todos riram, o deus dos mares revirando os olhos.
- O que posso fazer? Sou folgado — defendeu-se, cantando junto o refrão.
- Muito folgado. — Atena deu um beijo no rosto dele — E se pudesse nem se levantava da cama.
Apolo deixou para Artemis fazer um pedaço, as vozes dos dois se juntando e virando uma melodia muito melhor. De leve, Apolo tocou seu ombro ao dela, piscando, ainda a tocar e cantou. Poseidon cantou a segunda parte da música, fazendo gracinhas e o final ficou para Atena. Aparentemente, todos cantavam, as vozes muito diferentes, mas nenhuma se sobressaía ao do deus do sol e da deusa da caça, os gêmeos prodígios.
Saíram de uma música, enroscaram com outra, mudando com rapidez. A alegria era interessante a eles, que quase sempre brigavam ou revoltavam-se. Ali, juntos, deixavam o que eram de lado, viviam o que tinham em seu interior e eram uma simples família "humana" em suas ferias.
Depois de muitos e muitos solos, notaram estar um pouco tarde, a praia completamente deserta, se não fossem por eles. E nem por isso, quiseram sair dali.
Mas, as garotas estavam cansadas, e Apolo achou melhor fechar com chave de ouro.
- A saideira — falou o deus depois de um gole em sua cerveja — Não gosto de dormir na areia, e duvido que alguém aqui goste.
- Argh — Afrodite fez uma careta e eles riram.
Apolo fez um sinal com a cabeça, sorrindo antes de se virar para Artemis.
- Ajude-me nessa? — A deusa, um pouco sonolenta, a se esticar, assentiu. E discretamente, Apolo sussurrou — Essa é pra você. Superman, Joe Brooks
O deus fechou os olhos, deixando a melodia ganhar espaço, os tons saindo diretamente de seu coração. Com um suspiro fundo, começou a cantar, a voz ganhando a qualidade e o amor que ele desejava, daquele modo em que seus pelos sempre se arrepiam. A letra mostrando tudo o que queria ser, um "Superman" para ela, e que a cada toque tudo seu poderia mandá-lo fazer tudo. Mas, que ao final, não era um super-homem e adoraria que o aceitasse como era. E então, olhou-a, para aquelas orbes prateadas sorrindo para si, e nunca desejou tanto poder ler o que ela pensava. Suas palavras se misturavam a melodia, e devagar, dedilho o instrumento, sua voz acompanhando os níveis sem medo. Estava tão entregue a música que, quando viu terminava-a, em seus últimos murmúrios.
- Uow — foi só o que Hera disse, com um sorriso.
Já Afrodite secava seus olhos, as gotas escorrendo pelo seu rosto.
- Linda, gato, linda.
Apolo sorriu.
- Obrigada — suspirou — Agora, acho que fechei o show de hoje.
Eles riram, surpresos com a música, e aos poucos se ergueram. De casal em casal iam embora, dizendo "Boa Noite" para todos. Até que só sobraram Apolo, Artemis e Hermes. Os três escutando o som do violão, tocando Talking to the Moon.
Muito menos souberam quanto tempo depois ficaram por ali, cantarolando logo apos todos terem ido se deitar. Quando Apolo deu por si, assim que abaixou o violão, notou Artemis deitada contra seu braço, de olhos fechados, em um sono leve.
Deveria ter dormido enquanto cantava, pensou o deus com um suspiro de felicidade. Então, sem fazer força, puxou a deusa para seus braços que murmurou algo inaudível e incompreensível contra seu peito e levantou-se, finalmente sentindo um friozinho abatendo-se sobre seu corpo exausto.
- Hermes, vou entrar. Vou levar a garotinha para a cama.
O deus mensageiro assentiu e sorriu.
- Pode deixar o violão ai, levo depois. Boa noite, cara.
- Boa noite — com isso, começou a subir o pequeno caminho em direção a casa silenciosa. Entrou sem acender as luzes, já conhecendo de cor todos os cômodos e subiu o mais silenciosamente possível, evitando que a madeira rangesse abaixo dos seus pés. Rápido, Apolo já entrava no quarto dela, arrumado e pronto para ela dormir. Pelo jeito, ele notara, a deusa arrumava suas coisas antes de sair. E sorriu enquanto a pousava no colchão.
- Apolo, o que...
- Shhh — passou a mão pelos cabelos dela, aos sorrisos — Pode dormir, está em seu quarto.
- Ah — como se explicasse tudo aquilo e o puxou — Dorme aqui.
- Me deixa só fechar a porta.
E assim, ele trancou, retirou as sandálias e adentrou para debaixo do fino lençol envolto dela. Com um suspiro, a deusa se acomodou contra seu torso, a cabeça embaixo de seu queixo e as mãos timidamente em seu quadril.
- Boa noite, Sol.
- Boa noite, Lua — e colou seus lábios nos dela muito rapidamente — Pode dormir.
Depois de alguns minutos traiçoeiros de sono que o atacava, Artemis dormiu e Apolo disse a si mesmo que iria embora agora. Talvez ela nem acordasse ao levantar-se e, alem disso, evitariam uma loucura para fugir pela manha. Esperou mais algum tempo. Quando achou o momento correto, Artemis se apertou a ele, sua mão em seu coração, e sussurrou:
- Apolo — seguido de um sorriso.
E foi o suficiente para ficar e dormir ao seu lado, abraçados.
Ela sempre conseguiria tudo dele. Sempre.
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Notas da Adolescente Revoltada.
Um capítulo nível infinito de doçura e paixão. Estou vomitando arco-iris *-------* (argh, que expressão estranha ASHAUHSUA)
E, vocês viram o que a lei SOPA? Serio, acho que nunca fiquei tão indignada. Tiraram logo o Megaupload da internet. Cada vez mais e mais vejo que logo, logo estaremos em uma nova ditadura. Eu só espero que essa lei jamais vigore de fato, tenho medo do Nyah sumir =s De qualquer modo, é ridículo isso e eu fiquei p* da vida. Ah, só pra desestressar (existe?) mesmo. =D
Ps: Queria um biscoito, aqui em casa tá sem =s
Enfim, espero que tenham gostado =)
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